EPISÓDIO
47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL
NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- OS JACOHRANGERS VERDE E VERMELHO LUTAM DENTRO
DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL, MAS NÃO TEM FORÇA SUFICIENTE PARA VENCER O
IMPERADOR KRAR.
- OS DEMAIS HERÓIS SEGUEM TENTANDO ELIMINAR OS
INFINITOS SOLDADOS KRUR E SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.
O QUE IRÁ ACONTECER?
Os soldados Krur ainda eram muitos, mas menos
que antes. Já era quase possível vislumbrar um fim para aquele confronto.
Vários corredores, túneis estreitos e salões subterrâneos foram deixados para
trás. Os Jacohrangers já conseguiam enxergar uma imensa porta e ouvir gritos de
desespero vindos daquela direção.
Mas a última linha de resistência dos inimigos
parecia muito determinada a detê-los. Lutavam com uma gana maior que as
anteriores. Esforçavam-se mais, não se entregavam. Vendiam caro suas derrotas.
Usando suas armas e lutando no limite extremo
de suas forças, os Jacohrangers iam derrubando todos os inimigos. Os heróis
pagavam um alto preço em sangue por cada vitória. Mas seguiam. Sem desânimo,
sem hesitação. Sem falarem bobagens enquanto batalhavam.
Mesmo com o cansaço atrapalhando, Negão,
Polaco, Paty e Japa finalmente venceram. Encontraram sem grande esforço as
celas onde três cientistas e seus familiares eram mantidos cativos. Os
prisioneiros choraram de alegria quando viram a chegada dos heróis.
- Graças a Deus vocês vieram nos salvar!
- Sei que este tipo de coisa está além do
alcance de vocês, mas da próxima vez que forem seqüestrados, procurem convencer
seus seqüestradores a manterem vocês presos em um local mais próximo – disse
Polaco, completamente embriagado.
Foi uma longa caminhada de volta à superfície.
As famílias foram a um hospital, pois embora não tivessem sido machucadas,
estavam subnutridas. Os Jacohrangers foram dominados pela sensação de “missão
cumprida” e correram até seu quartel-general.
***
Mestre Jacoh viu pelo imenso monitor da sala
principal o Imperador Krar arremessar Ruivão a centenas de metros de distância.
O Jacohranger vermelho estatelou-se no chão. Desesperado, o mentor do grupo
tirou da tomada o celular ultra-tecnológico, já com a bateria totalmente
carregada.
E partiu, em seu jato, rumo ao campo de
batalha.
Poucos minutos foram necessários até que Mestre
Jacoh chegasse até onde estava Ruivão, quase que desacordado. Antes que o herói
vermelho entendesse bem o que ocorria, o velho mestre já preparava o celular
para que se transformasse no Robô Reserva.
Metros dali, o Gigante Guerreiro Jacohlossal
fazia um comovente esforço para não ser destruído pelos ataques conjuntos do
Imperador Krar e do monstro Krorvigésimo. Assim que o Jacohranger vermelho
recobrou a lucidez, ingressou no Robô Reserva e pôs-se a postos. Os demais
heróis já vinham vindo também, após o resgate bem-sucedido dos prisioneiros.
A batalha derradeira finalmente iria começar.
***
O Jacohranger verde manteve-se dentro do
bastante danificado Gigante Guerreiro Jacohlossal. Os demais heróis entraram no
Robô Reserva. Contra eles, o Imperador Krar e o monstro Krorvigésimo. Novamente,
uma luta de dois contra dois.
Aquela seria a batalha final. O confronto
decisivo. A luta derradeira que definiria o destino do planeta terra. Não
terminaria enquanto um lado não estivesse morto e o outro comemorando
infantilmente. Era vencer ou morrer.
- Agora já podemos lutar com todas as nossas
forças, concentrados apenas em derrotá-los, vilões malditos! – gritou Negão.
- Vocês conhecerão agora o poder máximo dos
Jacohrangers! – João também gritou de forma estridente.
- É chegada a hora de acabar com toda a vilania
deste mundo, embora eu ache que a existência do assim chamado “funk” seja um
ato de crueldade contra os seres vivos – Ruivão também gritou.
- Não tenho nada impactante para dizer! – foi a
vez de Japa.
Polaco estava embriagado demais para falar e
apenas arrotou.
- Vocês destruíram meu salão de beleza favorito
e agora pagarão por isso! – Paty vociferou.
E então a batalha começou de fato.
O Robô Reserva tomou a dianteira, pois sabia
que o Gigante Guerreiro Jacohlossal estava quase destruído. Avançou empunhando
a Espada Reserva e atacou o monstro Krorvigésimo. A criatura esquivou-se, mas
foi novamente golpeada em seguida e urrou de dor. O Imperador Krar interpôs-se
entre a lâmina do robô e seu servo, bloqueando as investidas seguintes.
As lâminas se chocaram várias e várias vezes. A
espada de fogo e a Espada Reserva se enfrentavam em uma batalha digna de
verdadeiros espadachins. Atacavam e defendiam com rara perícia, gerando um eco
ensurdecedor.
- Ruivão, como você consegue controlar tão bem
a espada? – perguntou Paty?
- É fácil! Só precisei apertar o botão “piloto
automático”.
Robô Reserva e Imperador Krar seguiam brandindo
suas lâminas ferozmente, quando algo veio à cabeça de Negão. Uma dúvida
pertinente, que, estranhamente, não surgiu na mente de ninguém.
- Onde está o Krorvigésimo?
O monstro terrível estava justamente atrás do
Robô Reserva, reunindo energia para atacá-lo com força devastadora, por trás,
covardemente, de forma traiçoeira.
O impacto gerou uma imensa explosão, arremessando
os heróis e sua máquina de batalha para o chão. Ao longe, o Gigante Guerreiro
Jacohlossal, semidestruído, tentou ir acudir o robô aliado, mas não tinha
forças nem para se mover adequadamente. Só pôde ver à distância, o Robô Reserva
receber mais ataques enquanto estava caído.
Subitamente, Krorvigésimo e Imperador Krar
recuaram alguns metros.
- Chegou a hora de vocês conhecerem o
verdadeiro terror, seus desgraçados! – gritou o líder dos vilões.
- Ruivão! Vamos logo fazer a fusão que vai
gerar o Robô Supremo! – gritou João – É a única forma de vencermos! Não há por
que esperarmos mais.
- João, vejo que você está com medo das ameaças
vazias do Imperador Krar. Se quiser, depois da batalha posso lhe emprestar um
livro intitulado “Falta de surra na infância é a principal causa do medo”.
Acredito que irá lhe ajudar muito.
- Krorvigésimo! Mostre a eles o terror
absoluto! – o Imperador berrou.
E dos olhos de cor vermelha do monstro surgiu
um brilho maligno e um clarão. E o Robô Reserva passou a ser controlado por
Krorvigésimo. Como uma marionete, começou a ser arremessado em direção a
prédios, casas e praças. E o Jacohrangers foram expulsos do robô.
Eles adentraram o semidestruído Gigante
Guerreiro Jacohlossal rapidamente, mas sabiam que não tinham chance.
- Agora somos três contra um! – o Imperador
Krar gargalhou.
E a um gesto do monstro Krorvigésimo, o Robô
Reserva começou a atacar o Gigante Guerreiro Jacohlossal.
***
- Fujam, Jacohrangers! Ou vocês serão
destruídos. É impossível vencer – o Mestre Jacoh lhes gritava telepaticamente –
Reúnam o que resta das energias do Gigante Guerreiro Jacohlossal e abandonem o
campo de batalha.
- Mas, Mestre... – era João – Se abandonarmos o
campo de batalha, eles irão destruir a cidade.
- Não há escolha! Se vocês ficarem, eles
destruirão vocês e depois destruirão a cidade do mesmo jeito. Mais que isso:
eles destruirão o mundo.
E com o coração cheio de pesar, indignação,
impotência e revolta, os Jacohrangers usaram o que sobrou das forças do Gigante
Guerreiro Jacohlossal e fugiram.
- Robô Reserva! Krorvigésimo! – gritou o
Imperador Krar! Vamos destruir este mundo.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:
Os heróis precisam achar uma forma de ter
novamente sob seu controle o Robô Reserva. Mas farão isso a tempo de impedir a
destruição de sua cidade. Não percam no próximo domingo:
EPISÓDIO 48 – O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA!





