domingo, 19 de maio de 2013

EPISÓDIO 47 - VITÓRIA IMPOSSÍVEL



EPISÓDIO 47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS JACOHRANGERS VERDE E VERMELHO LUTAM DENTRO DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL, MAS NÃO TEM FORÇA SUFICIENTE PARA VENCER O IMPERADOR KRAR.
- OS DEMAIS HERÓIS SEGUEM TENTANDO ELIMINAR OS INFINITOS SOLDADOS KRUR E SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os soldados Krur ainda eram muitos, mas menos que antes. Já era quase possível vislumbrar um fim para aquele confronto. Vários corredores, túneis estreitos e salões subterrâneos foram deixados para trás. Os Jacohrangers já conseguiam enxergar uma imensa porta e ouvir gritos de desespero vindos daquela direção.
Mas a última linha de resistência dos inimigos parecia muito determinada a detê-los. Lutavam com uma gana maior que as anteriores. Esforçavam-se mais, não se entregavam. Vendiam caro suas derrotas.
Usando suas armas e lutando no limite extremo de suas forças, os Jacohrangers iam derrubando todos os inimigos. Os heróis pagavam um alto preço em sangue por cada vitória. Mas seguiam. Sem desânimo, sem hesitação. Sem falarem bobagens enquanto batalhavam.
Mesmo com o cansaço atrapalhando, Negão, Polaco, Paty e Japa finalmente venceram. Encontraram sem grande esforço as celas onde três cientistas e seus familiares eram mantidos cativos. Os prisioneiros choraram de alegria quando viram a chegada dos heróis.

- Graças a Deus vocês vieram nos salvar!
- Sei que este tipo de coisa está além do alcance de vocês, mas da próxima vez que forem seqüestrados, procurem convencer seus seqüestradores a manterem vocês presos em um local mais próximo – disse Polaco, completamente embriagado.

Foi uma longa caminhada de volta à superfície. As famílias foram a um hospital, pois embora não tivessem sido machucadas, estavam subnutridas. Os Jacohrangers foram dominados pela sensação de “missão cumprida” e correram até seu quartel-general.

***

Mestre Jacoh viu pelo imenso monitor da sala principal o Imperador Krar arremessar Ruivão a centenas de metros de distância. O Jacohranger vermelho estatelou-se no chão. Desesperado, o mentor do grupo tirou da tomada o celular ultra-tecnológico, já com a bateria totalmente carregada.

E partiu, em seu jato, rumo ao campo de batalha.

Poucos minutos foram necessários até que Mestre Jacoh chegasse até onde estava Ruivão, quase que desacordado. Antes que o herói vermelho entendesse bem o que ocorria, o velho mestre já preparava o celular para que se transformasse no Robô Reserva.
Metros dali, o Gigante Guerreiro Jacohlossal fazia um comovente esforço para não ser destruído pelos ataques conjuntos do Imperador Krar e do monstro Krorvigésimo. Assim que o Jacohranger vermelho recobrou a lucidez, ingressou no Robô Reserva e pôs-se a postos. Os demais heróis já vinham vindo também, após o resgate bem-sucedido dos prisioneiros.

A batalha derradeira finalmente iria começar.

***

O Jacohranger verde manteve-se dentro do bastante danificado Gigante Guerreiro Jacohlossal. Os demais heróis entraram no Robô Reserva. Contra eles, o Imperador Krar e o monstro Krorvigésimo. Novamente, uma luta de dois contra dois.
Aquela seria a batalha final. O confronto decisivo. A luta derradeira que definiria o destino do planeta terra. Não terminaria enquanto um lado não estivesse morto e o outro comemorando infantilmente. Era vencer ou morrer.

- Agora já podemos lutar com todas as nossas forças, concentrados apenas em derrotá-los, vilões malditos! – gritou Negão.
- Vocês conhecerão agora o poder máximo dos Jacohrangers! – João também gritou de forma estridente.
- É chegada a hora de acabar com toda a vilania deste mundo, embora eu ache que a existência do assim chamado “funk” seja um ato de crueldade contra os seres vivos – Ruivão também gritou.
- Não tenho nada impactante para dizer! – foi a vez de Japa.

Polaco estava embriagado demais para falar e apenas arrotou.

- Vocês destruíram meu salão de beleza favorito e agora pagarão por isso! – Paty vociferou.

E então a batalha começou de fato.

O Robô Reserva tomou a dianteira, pois sabia que o Gigante Guerreiro Jacohlossal estava quase destruído. Avançou empunhando a Espada Reserva e atacou o monstro Krorvigésimo. A criatura esquivou-se, mas foi novamente golpeada em seguida e urrou de dor. O Imperador Krar interpôs-se entre a lâmina do robô e seu servo, bloqueando as investidas seguintes.
As lâminas se chocaram várias e várias vezes. A espada de fogo e a Espada Reserva se enfrentavam em uma batalha digna de verdadeiros espadachins. Atacavam e defendiam com rara perícia, gerando um eco ensurdecedor.

- Ruivão, como você consegue controlar tão bem a espada? – perguntou Paty?
- É fácil! Só precisei apertar o botão “piloto automático”.

Robô Reserva e Imperador Krar seguiam brandindo suas lâminas ferozmente, quando algo veio à cabeça de Negão. Uma dúvida pertinente, que, estranhamente, não surgiu na mente de ninguém.

- Onde está o Krorvigésimo?

O monstro terrível estava justamente atrás do Robô Reserva, reunindo energia para atacá-lo com força devastadora, por trás, covardemente, de forma traiçoeira.
O impacto gerou uma imensa explosão, arremessando os heróis e sua máquina de batalha para o chão. Ao longe, o Gigante Guerreiro Jacohlossal, semidestruído, tentou ir acudir o robô aliado, mas não tinha forças nem para se mover adequadamente. Só pôde ver à distância, o Robô Reserva receber mais ataques enquanto estava caído.
Subitamente, Krorvigésimo e Imperador Krar recuaram alguns metros.

- Chegou a hora de vocês conhecerem o verdadeiro terror, seus desgraçados! – gritou o líder dos vilões.
- Ruivão! Vamos logo fazer a fusão que vai gerar o Robô Supremo! – gritou João – É a única forma de vencermos! Não há por que esperarmos mais.
- João, vejo que você está com medo das ameaças vazias do Imperador Krar. Se quiser, depois da batalha posso lhe emprestar um livro intitulado “Falta de surra na infância é a principal causa do medo”. Acredito que irá lhe ajudar muito.
- Krorvigésimo! Mostre a eles o terror absoluto! – o Imperador berrou.

E dos olhos de cor vermelha do monstro surgiu um brilho maligno e um clarão. E o Robô Reserva passou a ser controlado por Krorvigésimo. Como uma marionete, começou a ser arremessado em direção a prédios, casas e praças. E o Jacohrangers foram expulsos do robô.
Eles adentraram o semidestruído Gigante Guerreiro Jacohlossal rapidamente, mas sabiam que não tinham chance.

- Agora somos três contra um! – o Imperador Krar gargalhou.

E a um gesto do monstro Krorvigésimo, o Robô Reserva começou a atacar o Gigante Guerreiro Jacohlossal.

***

- Fujam, Jacohrangers! Ou vocês serão destruídos. É impossível vencer – o Mestre Jacoh lhes gritava telepaticamente – Reúnam o que resta das energias do Gigante Guerreiro Jacohlossal e abandonem o campo de batalha.
- Mas, Mestre... – era João – Se abandonarmos o campo de batalha, eles irão destruir a cidade.
- Não há escolha! Se vocês ficarem, eles destruirão vocês e depois destruirão a cidade do mesmo jeito. Mais que isso: eles destruirão o mundo.

E com o coração cheio de pesar, indignação, impotência e revolta, os Jacohrangers usaram o que sobrou das forças do Gigante Guerreiro Jacohlossal e fugiram.

- Robô Reserva! Krorvigésimo! – gritou o Imperador Krar! Vamos destruir este mundo.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis precisam achar uma forma de ter novamente sob seu controle o Robô Reserva. Mas farão isso a tempo de impedir a destruição de sua cidade. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 48 – O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA!

domingo, 12 de maio de 2013

EPISÓDIO 46 - RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR



EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- RUIVÃO BRINDA SEUS COLEGAS COM UMA EMOCIONANTE REFLEXÃO FILOSÓFICA, CONVENCENDO-OS A USAR A BAZUCA SEM NOME.
- OS SOLDADOS KRUR SÃO NUMEROSOS DEMAIS E OS JACOHRANGERS COMEÇAM A TER DIFICULDADES PARA SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Já reparou que o senhor só nos traz notícias ruins, Mestre Jacoh? – Paty parecia sinceramente irritada – Primeiro foi aquela conversinha de que precisava de nós para enfrentar um império maligno invasor. Depois, veio aquela história de não podermos mais ficar na terra se não tomássemos aquela água nojenta. E agora, mais uma notícia ruim. Até quando, Mestre? Até quando?
- Paty, o conceito de “notícia ruim” e “notícia boa” é algo muito discutível. Em épocas de seca, a notícia de que vem chuva é muito comemorada, mas em tempos de cheia, a mesma notícia é recebida com desânimo. Acho que ao invés de criticarmos o Mestre Jacoh, cabe a nós prepararmos nossos corações para que possamos receber com alegria a notícia, mesmo que seja algo terrível, tipo “O Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade”.
- Se me permitem continuar, – era novamente o Mestre Jacoh – quero informar que o Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade.
- O conceito de “ataque à cidade” também é discutível – Ruivão opinou – Será que Cidadopolislândia não está atacando a si mesma ao ter um povo que escuta o assim chamado “sertanejo universitário”.
- Talvez tudo seja discutível – João interrompeu o amigo – Mas o fato é que alguém precisa ir enfrentar o maldito imperador. E acho que teremos que ser nós, Ruivão.

Sob protestos moderados e mais divagações filosóficas inúteis, o Jacohranger vermelho voltou, junto com o verde, para a base. De lá, partiriam para o centro da cidade deter o mais terrível dos vilões.

Ou ao menos tentar.

***

João e Ruivão entraram no Gigante Guerreiro Jacohlossal. Posicionaram-se e partiram até onde o inimigo causava grande destruição. O Imperador Krar os viu, e então a batalha começou.

- Sem a fusão que dá origem ao Robô Supremo, não temos chances de vencer. Por isso, Ruivão, vamos nos esforçar para ganhar o maior tempo possível.
- Isso pode ser conseguido através de “psicologia avançada manipuladora da percepção de tempo da vítima”. Consiste em...
- Depois, Ruivão. Tentamos isso depois. Agora vamos lutar!

A espada em chamas do vilão colidiu com a Espada Sagrada Jacohlossal, espalhando chispas e milhares de pequenas centelhas pelos arredores. As duas armas mediram forças várias vezes, até chegar o momento em que o robô dos heróis foi atingido violentamente. Duas, três, quatro vezes. Foi ao chão.

- O que podemos fazer, Ruivão? Sem os outros aqui dentro, o Gigante Guerreiro Jacohlossal não tem estabilidade.
- Outro problema também é a falta de estabilidade em nossos corações.

João se arrependeu de ter feito aquela pergunta e manobrou o robô da melhor forma que pôde, levantando-o. Foram alvos de um novo ataque, do qual se defenderam da melhor maneira que puderam. O Gigante Guerreiro Jacohlossal arriscou um contra-ataque com o Míssil Jacohlossal e o Raio Jacohlossal. O Imperador Krar defletiu as energias com a lâmina de sua arma.
Dos olhos do vilão saíram poderosas rajadas, que explodiram contra o Escudo Jacohlossal. O robô dos heróis foi resistindo ao máximo, mas logo a seqüência de raios o derrubou. A espada de fogo desceu furiosa, quase arrancando um braço do Gigante Guerreiro.

- Deste jeito não vamos resistir por muito tempo! – O Jacohranger verde gritou.
- Há algo que talvez funcione.

O herói vermelho usou a Ilusão Jacohlossal. O imenso robô se dividiu em três: duas miragens e o verdadeiro. Todos se posicionaram de maneira a cercar o Imperador Krar, que visivelmente aguardava os ataques vindouros. Mas, de repente, a espada em chamas girou em todas as direções, nocauteando o verdadeiro Gigante Guerreiro Jacohlossal e suas cópias.

- Alguma idéia, Ruivão?
- Vamos sair do robô, fazer a “dança da chuva” e torcer para o imperador ser feito de açúcar.
- Alguma idéia decente, Ruivão? – João corrigiu a pergunta.
- Não. Nenhuma.

Nos minutos seguintes, o Gigante Guerreiro Jacohlossal assumiu uma postura totalmente defensiva. Limitou-se a usar o que restava de suas energias para não ser destruído. Mesmo assim, o Escudo Jacohlossal foi feito em pedaços e o Campo de Força Jacohlossal também não resistiu muito tempo.

- Se fugirmos e ele nos seguir, ganharemos algum tempo. O problema é se nós recuarmos e ele continuar aqui destruindo a cidade – João disse.
- Tive uma idéia maluca!
- Mais uma, Ruivão?
- Se conseguirmos nos aproximar do Imperador, eu saltarei daqui e tentarei me equilibrar no ombro dele. Lá, eu tento feri-lo e distraí-lo o máximo possível, enquanto você aproveita para causar nele o maior dano possível.
- Boa idéia, meu garoto.

Os dois Jacohrangers usaram o Flash Jacohlossal para cegar por uns instantes o Imperador Krar. Naquele momento, Ruivão desceu do Gigante Guerreiro Jacohlossal e saltou em direção ao inimigo. Com dificuldade, alcançou o imenso e fétido ombro do vilão. Lá, cravou sua espada.

***

Eram centenas. Pareciam surgir como formigas de um formigueiro chutado por uma criança desocupada. Caíam como folhas ao vento, mas eram substituídos por seus parceiros como folhas ao vento substituídas por folhas substitutas.
Paty, Negão, Polaco e Japa, devidamente transformados, combatiam com pressa. Tentavam atacar todos os soldados que podiam ao mesmo tempo, usavam o poder de suas armas até o limite máximo.
Àquela altura, já estavam descendo por um túnel abafado, estreito e cheio de desmoronamentos. Não havia muito espaço para se mover, nem correr. O avanço era lento e angustiante. Os soldados Krur não conseguiam ferir os heróis, mas conseguiam detê-los e deixá-los ansiosos.

- Já vejo uma luz no túnel – disse Negão – Provavelmente o túnel termina naquele ponto.
- Ou então, lá embaixo estamos sendo aguardados por um exército de vaga-lumes – era Polaco, completamente embriagado.
- Acredito que, a esta altura, meu celular ultra-tecnológico já esteja com a bateria totalmente recarregada – disse Japa.
- Vou precisar que me empreste ele para eu ligar para um ex-namorado meu que mora na China – Paty disse ao amigo – Eu sei que você fica chateado cada vez que eu falo que você nunca terá chances comigo e que você é patético, mas acho que você é adulto suficiente para deixar isso de lado e permitir que eu faça uma ligação caríssima para um cara que já teve a chance de fazer comigo tudo que você sonhou e nunca poderá.

O Jacohranger azul ficou tão abalado com aquelas palavras, que até foi derrubado pelos soldados Krur. A batalha seguia impiedosa.

***

O Jacohranger vermelho atingiu o ombro do Imperador Krar, mas o dano foi mínimo. O vilão se desequilibrou, e então veio o Punho Jacohlossal, com toda a energia que ainda restava ao robô. Uma grande explosão foi ouvida. Quando a nuvem de fumaça se dissipou, o cruel inimigo estava muito pouco ferido.

- Chegou a hora de lhes dar o golpe final, Jacohrangers!
- Você já disse isso várias vezes, e até agora nada, maldito! – João gritou. Não temos medo de suas ameaças.
- Hora de vocês confrontarem a mais violenta e destrutiva criação de meu Império: levante-se, monstro Krorvigésimo!

Uma imensa cratera se abriu, ali mesmo no centro da cidade, tragando carros, prédios e barraquinhas de cachorro quente. Das entranhas da terra apareceu um ser gigantesco e terrível. A partir daquele momento, seriam dois monstros contra um robô gigante.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os reféns são salvos. O Robô Reserva chega para ajudar, mas Krorvigésimo é poderoso demais. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL!

domingo, 5 de maio de 2013

EPISÓDIO 45 - MILHARES DE SOLDADOS KRUR



EPISÓDIO 45 – MILHARES DE SOLDADOS KRUR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:

- APÓS UMA ENROLAÇÃO CANSATIVA, FINALMENTE É CHEGADA A HORA DE SER TRAVADA A BATALHA FINAL DOS JACOHRANGERS CONTRA O IMPÉRIO KRAR, DEVASTANDO O CENTRO DE CIDADOPOLISLÂNDIA.
- O GOLPE FINAL FATAL JACOHLOSSAL MOSTRA-SE INSUFICIENTE PARA DERROTAR O TEMÍVEL IMPERADOR KRAR.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Das entranhas do vilão, gotejava um líquido azulado espesso e mal-cheiroso. O Imperador grunhia, tentando estancar o sangramento pondo a mão sobre ele. Arfava, agonizava, mas se recusava a cair. Lançou violentos raios. O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi ao chão, terrivelmente danificado.

- Não vou perder para vocês, seus miseráveis! Vejo que minha transformação não foi corretamente concluída, por isso ainda não adquiri meu poder total. Vou ter que recuar e me recuperar por algumas horas! Mas não pensem que isso significa que vocês venceram, miseráveis! Apenas ganharam algumas horas a mais de vida.

E, envolto em uma nuvem negra, o Imperador Krar sumiu.

***

Os Jacohrangers estavam de volta ao seu quartel-general. Haviam recuado, bem como seu oponente. Agora tentavam mensurar os estragos. O Gigante Guerreiro Jacohlossal tinha sido bastante danificado, mas ainda reunia condições de lutar novamente se necessário. Os seis heróis também se encontravam muito feridos. Ninguém imaginava que o Imperador Krar pudesse ter um poder destrutivo tão grande.

- Ele é muito poderoso! – Polaco bradou.
- Só seremos capazes de vencê-lo se fundirmos os dois robôs! – João praguejou – Japa, como está a bateria do seu celular ultra-tecnológico? Já está completa?

O herói oriental olhou para o aparelho conectado à parede antes de responder.

- Falta um pouco ainda.
- Não podemos usá-lo já? – o Jacohranger verde insistiu.
- Até podemos, mas a bateria seria suficiente para muito poucos minutos de batalha. Melhor aguardar até a bateria estar totalmente carregada.
- Vocês têm famílias para salvar, lembram-se? – Mestre Jacoh intrometeu-se – Acredito que este seja o momento adequado.
- O senhor acredita em muitas coisas, Mestre! – era Paty – Acredita em bicho-papão, no Abominável Homem das Neves, no Jaspion e até na existência de invasores intergalácticos. Talvez esteja na hora de agir de acordo com sua idade.
- Mas a parte de termos que salvar as famílias parece fazer bastante sentido! – disse Japa.
- Será que isso pode esperar pelo menos uma hora e alguns minutos? – João perguntou – Faz tempo que estou prometendo a mim mesmo assistir um filme do Kamen Rider Kiva.
- Não! – Ruivão foi taxativo.

Os seis terminaram de se aprontar rapidamente.

- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram ao mesmo tempo.

E então partiram.

***

O local estava infestado de soldados Krur. Eram mais do que podiam ser contados, suficientes para intimidar os heróis. Eles formavam uma imensa barreira que protegia a entrada do local em que os prisioneiros estavam. E viram os heróis assim que eles chegaram.

- Vamos tentar abrir caminho para um ou dois de nós podermos avançar! – João sugeriu.

E partiram para o confronto. A princípio, apenas com socos, chutes, cotoveladas e alguns palavrões. Os soldados Krur estavam razoavelmente mais fortes que no passado, mas ainda assim podiam ser vencidos sem grandes dificuldades. No entanto, cada herói só conseguia derrubar um ou dois de cada vez, sendo que eram cercados por dez a doze inimigos.
Mas os Jacohrangers lutavam. Era possível ouvir os gritos de fúria a cada ataque desferido, um outro gemido de dor quando eram atingidos e uma ocasional frase filosófica de Ruivão durante o embate. Os Krur caíam como folhas ao vento, mas ainda numerosos o bastante para que os heróis ficassem acuados no meio deles.
Então, os seis guerreiros da justiça sacaram suas armas. Com elas, poderiam derrubar mais inimigos de uma vez com um único golpe. Manusear as armas era um tanto difícil devido à falta de espaço. Os Krur eram dezenas, centenas talvez. Os Jacohrangers estavam literalmente espremidos.
Mas as coisas começaram a mudar. Espada, bastão, escudo, maça e besta começaram a derrubar vários Krur ao mesmo tempo. A aglomeração em torno dos heróis diminuiu. Os soldados recuaram e se reagruparam. Não mais estavam em volta dos Jacohrangers. Formavam meio que uma linha de defesa em frente à entrada principal do local onde estavam os reféns.

- Vamos usar a bazuca sem nome! – Negão propôs – Além de acabar com todos eles ao mesmo tempo, ainda arrombaremos as portes de ferro desse lugar.
- É arriscado, Negão! – João contrapôs – Não podemos usar a bazuca muitas vezes seguida, e talvez possamos precisar dela quando enfrentarmos de novo o Imperador Krar. E se ele nos atacar em “tamanho normal”?
- Isso me lembra o dilema da paçoquinha! – Ruivão se manifestou.
- O que? – todos gritaram em uníssono. Até os soldados Krur se entreolharam depois de ouvir aquilo.
- Uma lenda urbana fala sobre um garotinho que tinha uma pequena quantidade de dinheiro. Ele queria aguardar a chegada do “carro dos churros” para comprar um saboroso churro. No entanto, não era certeza que o carro dos churros passasse na rua da casa dele naquela semana. Foi quando surgiu um vendedor de paçoquinhas, oferecendo a ele saborosas paçoquinhas feitas do mais saboroso amendoim daquelas bandas. Ele teria que escolher: gastar o pouco dinheiro que tinha com paçocas ou aguardar por churros que talvez não viessem. Nossa situação, agora, é exatamente igual.

Aquelas palavras carregadas de sabedoria e verdade fortaleceram o espírito combativo dos Jacohrangers, dando a eles a certeza do que deveriam fazer.

***

Em outro local, não muito distante dali, estava o Imperador Krar. Sentado em uma monstruosa cadeira feita dos ossos de inimigos derrotados em passado recente. Ao redor dele, símbolos místicos mesclados a aparatos tecnológicos. Um processo de transformação mal-sucedido seria concluído.
Raios vindos de maquinas e outros oriundos de magia negra começaram a envolver o corpo do ser maligno, gerando um barulho terrível. O chão tremeu e as próprias paredes da caverna subterrânea ameaçaram desabar.
Por longos minutos, parecia que o mundo inteiro seria varrido por uma estranha onde de choque que abalava tudo. Uma fumaça tomou conta do ambiente. Se houvesse algum presente, teria sido arrepios. Talvez até morresse de medo. Era palpável a maldade e o poder que ali residiam.

- Estou pronto para matá-los, Jacohrangers!

E em sua forma final, infinitamente mais poderoso, o Imperador Krar se levantou e partiu para realizar o ataque final.

***

A bazuca sem nome havia desferido dois poderosíssimos ataques. O primeiro devastou todos os Krur presentes e arrasou a porta de entrada. A segunda foi disparada quando surgiram mais soldados de dentro do local. Todos morreram.
No entanto, a bazuca não tinha mais energia. Os Jacohrangers teriam que sobrepujar os desafios restantes com suas próprias forças. Voltaram a empunhar suas armas e adentraram aquela construção. Após cruzarem vários corredores, todos infestados de soldados Krur, encontraram uma escada em espiral, que descia para o andar inferior.
Havaí, pelo menos, três soldados Krur em cada degrau. Era possível notar, mesmo de longe, que a descida era bastante longa. Ou seja, o confronto seria ainda muito demorado. Quase interminável.

Foi quando Mestre Jacoh entrou em contato por telepatia com os heróis.

- Pessoal! Conseguem me ouvir?
- Sim! – João respondeu.
- Tenho péssimas notícias.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS.

O Imperador Krar, em sua forma gigante, volta a atacar. Ruivão e João, cada um dentro de um dos robôs do grupo, são obrigados a enfrentá-lo, enquanto os outros continuam lutando contra os soldados Krur. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR KRAR!  

domingo, 28 de abril de 2013

EPISÓDIO 44 - A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR



EPISÓDIO 44 – A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- APÓS UMA ENROLAÇÃO DESAGRADÁVEL QUE JÁ IMPACIENTAVA OS FÃS DO GRUPO, FINALMENTE OS JACOHRANGERS CONSEGUIRAM A TAL ÁGUA SAGRADA E ASSEGURARAM SUA PERMANÊNCIA NA TERRA.
- SERÁ QUE O EFEITO DA ÁGUA SAGRADA IRÁ DESAPARECER QUANDO OS HERÓIS TIVEREM QUE URINAR?

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os seis heróis repousavam. Cada um em seu aposento, exceto por Paty e João que trocavam carícias a portas trancadas, para desespero de Japa (que estava no quarto imediatamente ao lado e podia ouvir gemidos). O herói oriental aproveitava para jogar na loteria. Ruivão lia um livro intitulado “Uma temporada acaba e a outra termina: é o ciclo da vida”. Negão assistia filmes pornôs enquanto conversava via internet com jovens despudoradas. Polaco estava quase entrando em coma alcoólico.
Mestre Jacoh terminava de tomar seu banho, quando se lembrou que havia três famílias de cientistas mantidas como reféns pelo Império Krar. O próprio mestre havia tentado resgatá-los, mas falhou miseravelmente ao ser rechaçado por um número absurdamente grande de soldados Krur.
Aos trambolhões, ele se vestiu e correu para chamar seus pupilos. Notou ter vestido suas calças do lado contrário, e no exato momento em que a tinha tirado é que todos os Jacohrangers chegaram ao mesmo tempo até onde ele estava.

- Devo ter no meu quarto um manual que ensina como vestir corretamente suas calças – disse Ruivão.
- Até quando vai nos envergonhar? – era Negão, sério.
- Por que não anda pelado de uma vez? – Japa brigou.
- E depois não quer ser motivo de chacota – Polaco falava com dificuldades.
- So não rio da sua cara porque minha namorada e eu também não estamos usando calças – disse João, e então todos viram que ele e Paty estavam nus.
- Quando todos estiverem vestidos eu volto aqui! – Ruivão deu as costas e saiu.

Minutos mais tarde, com todos adequadamente vestidos, o grupo se reuniu. João e Paty caminhavam com certa dificuldade. Japa percebeu e se desesperou. Os seis fizeram silêncio. Mestre Jacoh lhes contou sobre os reféns.

- Isso é relativamente terrível! – Ruivão foi o primeiro a se manifestar – Claro que ser mantido como refém cerceia a liberdade da pessoa, mas, por outro lado, pense que agora eles não correm mais o risco de serem assaltados, não gastam com água, energia elétrica, internet e alimentação. Há um lado bom nisto tudo.
- Sabe onde é o lugar, Mestre? – João ignorou seu colega – Partiremos para lá imediatamente.
- Sei sim. Inclusive, acho que posso até ir com vocês.

Estavam prontos para partir, quando o alarme tocou da forma escandalosa de costume. O monitor ligou sozinho, de súbito, exibindo uma imagem assustadora: o Imperador Krar, em tamanho monstruoso, atacando Cidadopolislândia.

***

- Meu celular ultra-tecnológico ainda não está com a bateria totalmente carregada, por isso não podemos usar o Robô Reserva, muito menos fazer a fusão que vai resultar no Robô Supremo – Japa explicou – Vamos ter que usar apenas o Gigante Guerreiro Jacohlossal!
- Você é um inútil mesmo, hein Japa? – Paty disse, magoando profundamente seu colega.
- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram.

Os heróis partiram rumo ao centro. Mestre Jacoh ficou na base. Logo adentraram o Gigante Guerreiro Jacohlossal. Ficaram frente a frente com o terrível Imperador Krar. Nas mãos, o monstruoso líder invasor tinha uma espada em chamas. Nos olhos, um ódio palpável.

Aquela seria, definitivamente, a batalha final.

***

- Chega de subterfúgios! Chega de recorrer a generais medíocres! Eu mesmo destruirei vocês e governarei este planeta ridículo. Façam suas preces, heróis malditos!
- Chega de alarmes soando e nos matando de susto! Chega de ataques realizados bem na hora em que estamos lendo algum livro de filosofia húngara! Chega! – Ruivão gritou – Vamos destruir você de uma vez por todas!

E a batalha teve início.

A espada do Imperador e a do Gigante Guerreiro Jacohlossal se chocaram, fazendo uma chuva de faíscas e chispas caírem sobre a cidade. As lâminas gigantescas mediam forças, revezando entre atacar e defender. As forças e habilidades pareciam ser mais ou menos iguais.
Dos olhos do furioso líder inimigo voaram vários poderosos raios. O Escudo Jacohlossal não foi rápido o bastante para garantir o bloqueio das rajas, e o robô dos heróis foi atingido. Antes que se recompusesse, a espada em chamas do Imperador desceu furiosa sobre o ombro do robô dos heróis.
O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi ao chão, gerando várias explosões com o impacto. Nem bem os heróis se recuperaram, e foram alvo de mais raios, ainda no chão. Mais explosões. A máquina de batalha dos Jacohrangers ia ficando mais e mais danificada.

- Deste jeito seremos derrotados! – João gritou.

Dispararam o Míssil Jacohlossal. O Imperador Krar se desviou sem esforço, mas aquilo deu aos heróis o tempo necessário para levantarem o Gigante Guerreiro Jacohlossal. As espadas voltaram a dançar a dança da morte. Quando o terrível inimigo desferiu rajadas de seus olhos, os heróis revidaram com o Raio Jacohlossal.  As poderosas energias colidiram, resultando em mais e mais explosões.
A habilidade do Imperador com a espada parecia maior, e logo ele foi ganhando terreno na batalha corpo-a-corpo. Desferiu um ataque de cima para baixo que foi defendido pela lâmina do Gigante Guerreiro Jacohlossal. No momento em que as duas armas colidiam, as chamas presentes na espada do vilão se intensificaram, desequilibrando o robô dos Jacohrangers.
E então veio uma seqüência de estocadas, raios e chutes. Os heróis tornaram a ir ao chão, enfraquecidos e feridos.
O centro de Cidadopolislândia tinha virado uma gigantesca cratera. Pessoas corriam desesperadas, em busca de uma segurança que só viria se os heróis vencessem a batalha. Havia gritos e desespero, mas eles não eram mais audíveis que as gargalhadas sinistras do terrível Imperador Krar.
Os Jacohrangers tentaram se reerguer. Alguns comandos do Gigante Guerreiro Jacohlossal não funcionavam mais. O cheiro de urina invadiu o compartimento dos heróis. Paty sugeriu a João, em voz alta, que já que eles seriam destruídos em poucos minutos deveriam fazer amor pela última vez.
Aproveitando-se do estado trágico em que seus inimigos se encontravam, o Imperador Krar começou a reunir uma grande quantidade de energia nas mãos. Chamas que mordiscavam o ar iam agrupando-se mais e mais no punho fechado e tirânico do vilão. O poder ali contido era gigantesco.

Aquele seria o golpe final que destruiria os Jacohrangers.

***

- Eu me recuso a perder! – Ruivão gritou.
- Eu também me recuso! – João fez coro ao amigo.
- Eu também! – gritou Negão.
- Eu nem importo muito, mas vou dizer que também me recuso para não parecer que quero ser o “diferente” do grupo! – Japa foi sincero.
- Todo mundo se recusa a morrer! – Paty disse com desprezo – A pergunta é: o que podemos fazer para vencer?
- Isso! – e João apertou um botão.

E invocou o golpe mais poderoso do Gigante Guerreiro Jacohlossal.

- Golpe Fatal Final Jacohlossal!

E a energia que o Imperador Krar estava reunindo desapareceu. Uma gigantesca explosão destruiu o que restava do centro de Cidadopolislândia, mas por sorte as pessoas inocentes já estavam bem longe dali. O ataque também provavelmente tinha destruído, finalmente, o Imperador Krar.

Ou não.

Sob uma camada espessa de poeira e uma verdadeira “cortina de fumaça”, uma sombra ainda de pé grunhia e praguejava em voz baixa. Com espanto, os Jacohrangers viram que o Imperador Krar estava terrivelmente ferido. Mas ainda não derrotado. A batalha final ainda não tinha sido vencida.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Muito ferido, o Imperador Krar recua. Os Jacohrangers partem para salvar os reféns, mas são surpreendidos pela quantidade absurda de soldados Krur que tentam impedí-los. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 45 – MILHARES DE SOLDADOS KRUR

domingo, 21 de abril de 2013

EPISÓDIO 43 - A CORRIDA CONTRA O TEMPO


 EPISÓDIO 43 – A CORRIDA CONTRA O TEMPO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- FINALMENTE MESTRE JACOH CRIA VERGONHA CARA, DEIXA DE SER COVARDE, FROUXO, MULHERZINHA, MARIQUINHA E RESOLVE CONTAR TODA A VERDADE PARA OS JACOHRANGERS.
- SERÃO OS HERÓIS CAPAZES DE CONSEGUIREM A ÁGUA SAGRADA QUE TANTO PRECISAM EM APENAS TREZE MINUTOS E ASSIM GARANTIREM SUA PERMANÊNCIA NA TERRA?

O QUE IRÁ ACONTECER?

Pela contagem oficial, faltavam onze minutos e meio. Os seis heróis já estavam no Monte Everest. O frio era terrível, o ar era rarefeito e o cheiro era desagradável.

- Japa, isto não é hora para urinar! – Negão deu a bronca no amigo.

A montanha que tinham que escalar era íngreme. O vento intenso os agredia como um chicote que não parava de estalar. Até mesmo olhar para cima se tornava cada vez mais difícil. Fora aquilo, a trilha era escorregadia, não sendo raras as vezes em que um ou dois dos Jacohrangers caíam de boca no chão, sendo alvo das chacotas impiedosas de seus colegas.
Mas eles seguiam, movidos pelo desagradável motivo de não terem escolha. Sinais de cansaço, enfraquecimento e desânimo logo surgiram.

- Não estou conseguindo respirar direito!
- Então tire as mãos da frente de seu nariz, Ruivão! – João sugeriu.
- Boa idéia! Hey, funcionou! Muito obrigado!

Faltavam sete minutos, quando os problemas de verdade apareceram. Dois seres saídos de algum filme de terror de orçamento baixíssimo saíram de algum buraco na neve. Rosnavam, grunhiam, batiam nos próprios peitos. Pareciam imunes ao frio lancinante e ao vento mortal.

- Vamos nos dividir em três grupos de sete! O primeiro grupo volta e pergunta ao Mestre Jacoh quanto tempo ainda temos. O segundo e o terceiro grupo combatem esses seres. O quarto grupo vai atrás da tal água.
- Cale-se, Ruivão! – João gritou.

O Jacohranger verde tomou a iniciativa de combater uma das criaturas. Trocaram socos, chutes e cotoveladas. Os ataques de João não feriam o inimigo, que por sua vez machucava bastante o herói.
Japa e Negão foram em seu auxílio. Os três juntos atacaram por lados diferentes, com todas as forças que tinham. Vendo que não continuavam sem causar dano ao monstro, sacaram suas armas. E seguiram o ataque.
Ruivão, Paty e Polaco decidiram fazer o mesmo. Juntos, armas em punho, foram para cima do outro ser. Esforçaram-se ao máximo, mas o resultado foi o mesmo: não eram capazes de vencer.
Surgiu então a brilhante idéia de os seis Jacohrangers enfrentarem juntos um monstro de cada vez. Assim o fizeram. Com a força de suas armas, e com a determinação que apenas um valoroso grupo de Super-Sentais pode ter, atacaram. E o resultado foi o mesmo.

- Vamos usar a Bazuca sem nome! – Negão gritou.
- Boa idéia! – todos responderam ao mesmo tempo – Bazuca sem nome!

E da bazuca saiu uma quantidade enorme de uma estranha energia que explodiu na criatura glacial. O ser maligno foi totalmente destruído, sem deixar vestígios. Restava apenas o outro monstro.
No entanto, a bazuca sem nome tinha uma quantidade de energia limitada e não poderia ser usada duas vezes seguidas.

Então, a batalha teve que recomeçar.

***

Os Jacohrangers tinham apenas sete minutos na Terra.

***

Apesar de todos os esforços, não havia muito que pudesse ser feito. A criatura horrenda era poderosa demais. Mesmo os heróis atacando com todas as suas forças, não era possível vencer.

- João, Ruivão! Ouçam! – Japa gritou – Negão e eu vamos segurar esse monstro e vocês correm atrás da água. Paty, Polaco, nos dêem cobertura.
- Ok!

Com muita dificuldade, o Jacohranger azul e o preto agarraram a criatura abominável e a imobilizaram por algum tempo. As cotoveladas do monstro trataram de libertá-lo, mas aquilo deu o tempo necessário para que o herói verde e o vermelho corressem.
A rosa e o amarelo tentaram derrubar o adversário golpeando suas pernas. Não conseguiram e tentaram derrubá-lo com golpes nas “partes baixas”. Novamente vendo que não tinham sido bem-sucedidos, optaram por tentar jogar neve nos olhos do rival.
Aquilo até funcionou, mas apenas por alguns segundos. Eles aproveitaram aquele tempo para golpear o máximo possível, mesmo sabendo que causariam pouco ou nenhum dano.
Quando o monstro voltou a enxergar, espancou os quatro Jacohrangers. Bateu neles com extrema violência, fazendo seus corpos quase desmaiados rolarem montanha abaixo.

- João! Ruivão! Por favor, apressem-se! – Negão pensou, instantes antes de perder os sentidos.

***

Os Jacohrangers só tinham quatro minutos de vida na Terra.

***

Uma caverna, um tipo de gruta. Lá dentro, iluminação tímida, ainda menos ar, ainda mais frio. Não havia outro caminho naquela trilha, nem mais tempo para procurar. A água precisaria estar escondida lá, ou tudo estaria perdido.
João e Ruivão caminharam tão rápido quanto a baixa temperatura lhes permitiu. O interior daquela gruta foi ganhando uma estranha claridade, um brilho azulado de natureza misteriosa. Sem entender o motivo daquilo, eles apenas seguiram. Até chegarem a uma bifurcação.

- Vamos nos separar! – Ruivão propôs – Você vai pela direita, e eu vou pela direita também.

João apenas balançou a cabeça em negativa e tomou o caminho da esquerda. Após caminhar pouco mais de cinco metros, encontrou Ruivão, ficando com a impressão que qualquer caminho os faria chegar lá. E então encontraram.
Havia uma espécie de altar, já em ruínas, cheio de símbolos já apagados pelas ações predatórias do tempo e do frio. Sob um suporte de ouro, um frasco dourado com um líquido levemente amarelado em seu interior. Só podia ser a água sagrada que tanto buscavam.

- Só espero que não seja a urina do Japa! – Ruivão comentou.

Os dois voltaram correndo. Pela contagem oficial (que não era tão oficial assim), restavam apenas dois minutos. Desceram aos trambolhões a montanha, deixando para trás a criatura parecida com o Abominável Homem das Neves. Certo desespero os invadiu ao perceberem que teriam que localizar os corpos desmaiados de seus amigos.
Felizmente, Mestre Jacoh já estava reanimando os quatro guerreiros caídos. Rapidamente, todos ingeriram alguns goles daquele líquido misterioso. Sentiram um formigamento na língua, seguido de um estranho mal-estar, desorientação. As visões ficaram ligeiramente turvas, mas logo voltaram ao normal.

- Vocês conseguiram! Agora só precisam derrotar o Império Krar! – era o Mestre Jacoh.
- Por falar nisso, Mestre, quero lhe fazer uma pergunta antes de voltarmos. O senhor disse que o tal Império Akkuma atacou e destruiu o planeta Jacoh e que eles são muito poderosos, terríveis, cruéis e mais perigosos que o Império Krar. Existe a possibilidade de eles atacarem a Terra um dia? – Paty perguntou.
- Sim, mas não se preocupe: eles só vão fazer isso na segunda temporada.
- Menos mal.

Os seis Jacohrangers e seu mestre ingressaram no jato e regressaram à sua base sem pressa. O Império Krar ainda não tinha sido derrotado, era verdade, mas ao menos agora eles poderiam lutar com um pouco mais de tranqüilidade. Algo realmente muito bom.

Porque o que os aguardava era simplesmente o maior desafio de todos.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O Imperador Krar regressa mais poderoso e lança um furioso ataque à Cidadopolislândia. Mais que isso, ele desafia os Jacohrangers para a batalha final. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 44 – A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR

domingo, 14 de abril de 2013

EPISÓDIO 42 - REVELAÇÃO! O SEGREDO DO MESTRE JACOH!



EPISÓDIO 42 – REVELAÇÃO! O SEGREDO DO MESTRE JACOH!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O MESTRE JACOH REVELA TER UM SEGREDO IMPORTANTÍSSIMO A REVELAR AOS JACOHRANGERS.
- A PRIMEIRA TEMPORADA DOS JACOHRANGERS TERÁ 50 EPISÓDIOS, APÓS DA QUAL TEREMOS A SEGUNDA TEMPORADA COM VÁRIAS NOVIDADES E MAIS 50 EPISÓDIOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Resta-nos pouquíssimo tempo – a voz do Mestre Jacoh era pura apreensão – Preciso contar algo a vocês antes que seja tarde demais. Peço que se preparem, pois não será fácil.
- Sinto cheiro de desgraça – era Negão.
- E eu sinto cheiro de urina, mas nem quero imaginar o que isso pode significar – disse João.
- Vou-lhes contar sobre o planeta Jacoh! – o Mestre tomou a palavra – Não me interrompam!

E foi esta a história que o Mestre Jacoh contou:

***

O planeta Jacoh era um planeta pobre, sem grandes recursos e povoado por pessoas extremamente burras. Sem ensino, sem cultura, sem instrução, sem vontade de aprender, mas, sobretudo, sem grandes capacidades intelectuais. Sem bom senso. Sem sensatez. Sem poder de dedução. Sem senso crítico. Sem discernimento. Sem maturidade. Sem nada.
Alguém pode pensar que toda aquela mediocridade pudesse conseqüência de algum período pós-guerra. Alguma coisa tipo: “O planeta Jacoh perdeu uma guerra, seu povo foi quase extinto e sua civilização foi dizimada e teve que recomeçar do zero”. Sim, por muito tempo, povos daquela galáxia pensaram assim.

Todos errados.

O planeta Jacoh sempre foi daquele jeito. Nada justificava a burrice, primitivismo e pobreza daquele povo. O que tinha seu lado bom, pois, por esses motivos, nenhum império intergaláctico tinha interesse em atacar ou dominar aquela civilização. (Se é que aquilo podia ser chamado de civilização).
Enfim, era um planeta muito povoado. Algo em torno de 700.000.000.000.000 de habitantes. Como Jacoh era infinitamente maior que a Terra, aquele excesso de gente nunca foi problema. Mas, rapidamente, a população foi crescendo. Antes que alguém pudesse perceber, começou a faltar espaço para os moradores. E começaram as guerras.
Devido à burrice extrema do povo, ninguém sequer pensou em fazer algum tipo de “controle de natalidade”. Ninguém pensou em desenvolver uma tecnologia que permitisse procurar planetas maiores para o povo morar. Ninguém pensou em usar parte dos 400.000.000.000 de quilômetros quadrados nos quais viviam vacas invisíveis para dar moradia às pessoas.
Infelizmente, a guerra acabou sendo a melhor opção, pois a apenas com a morte de 73,11% do povo, o restante poderia ter condições razoavelmente dignas de moradia e alimentação.
Mas havia o problema do primitivismo da população. Não existiam armas de destruição em massa. Nem armas brancas. Nem mesmo facas de cozinha. E em uma guerra disputada apenas com socos, chutes e cusparadas, o lado derrotado leva MUITO tempo para morrer.
Assim, a fome acabou sendo a principal responsável pela quase extinção do povo do planeta Jacoh. Demorou bastante, mas chegou um momento em que só existiam 132 pessoas vivas lá. Os habitantes de lá acharam que tinham chegado ao momento mais constrangedor e degradante de sua história.

Mas estavam enganados.

Um dos seres espaciais mais violentos e cruéis de todo o universo atacou. Era o Império Akkuma. Infinitamente mais poderosos, astutos e sanguinários que o Império Krar, eles sempre foram considerados o grande flagelo dos seres vivos.
Chegando ao planeta Jacoh, eles logo viram se tratar de um local sem utilidade. E exterminaram os que ainda viviam lá. Todos. Exceto um. Todos, menos um cidadão que conseguiu se esconder. Um cara que teve ainda a audácia de viajar escondido nas naves deles e veio parar na Terra devido a um distúrbio espacial. Sem dúvidas, alguém especial.

Eu.

***

- Mestre Jacoh, está nos dizendo que o senhor é o último sobrevivente do planeta Jacoh? – Ruivão perguntou – Isso significa que se não conseguirmos a água sagrada a tempo, teremos que passar o resto de nossas vidas lá morrendo de solidão?
- Sim, Ruivão. Sou um nativo do planeta Jacoh. Sou realmente o último sobrevivente daquele povo. Mas, infelizmente, não será possível irmos para o planeta Jacoh. Sabe por que, Ruivão?
- Por que não temos autorização do DETRAN para fazermos uma viagem tão longa neste jato?
- Não!
- Por que o ataque do Império Akkuma fez o planeta sair de sua órbita, tornando impossível sua localização?
- Não!
- Por que existe a possibilidade de encontrarmos esse Império Akkuma no caminho e o senhor tem medo de apanhar deles mais uma vez?
- Não!
- Por que o planeta Jacoh é, na verdade, uma metáfora, um mundo imaginário reflexo de nossos sonhos pueris e só pode ser alcançado por alguém cuja pureza e inocência permita acreditar na existência dele?
- Não!

Sete minutos se passaram.

- Por que com o aumento do preço do combustível, se fôssemos para lá só teríamos dinheiro para chegar até metade do caminho?
- Não!
- Por que no trajeto até lá há uma cobrança abusiva de pedágio que vai muito além de nossas parcas economias?
- Não!
- Já chega, Ruivão! – Paty gritou – Não podemos ir para lá porque o planeta Jacoh foi destruído. O Mestre Jacoh provavelmente não nos disse isso com todas as letras porque isso deveria lhe trazer lembranças dolorosas, mas é óbvio que após assassinar os seres vivos de lá, o Império Akkuma deve ter destruído completamente o planeta.
- Puxa! – Ruivão ficou assustado – Eu jamais teria pensado nessa hipótese.

E o Mestre Jacoh se entregou às lágrimas. Discretas, silenciosas, tímidas, mas muito doloridas. Ao menos, ele sabia que poderia contar com o apoio e compreensão de seus pupilos.

- Hahahahahahahahahahahaha! Está chorando! – Polaco gritou – É uma mariquinha mesmo!
- Que feio, hein Mestre? – era Negão – Ter seu planeta natal de origem destruído é algo que pode acontecer com qualquer um, mas isso não é motivo para chorar.
- Verdade, Mestre! – Paty concordou – Um homem de verdade não choraria nem se visse as pessoas que mais ama serem esquartejadas e torturadas com requintes de crueldade. Você é, sem dúvidas, uma mariquinha, Mestre! Deveria se envergonhar.

E todos começaram a gritar a seu mestre, em alta voz: “VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!”.

***

Os Jacohrangers tinham apenas catorze minutos de vida na Terra.

***

- Resumindo ao extremo: vocês têm apenas treze minutos e meio para conseguir a água sagrada, ingeri-la e poder ficar na Terra para sempre. Se não conseguirem, precisarão partir imediatamente para o planeta Jacoh, o único local onde poderão continuar vivos. E como o planeta não existe mais, vocês morrerão não importa para onde partam.
- Por sorte, o Monte Everest já está visível daqui – João tentou encorajar o pessoal – Vamos descer, pessoal. Vamos garantir nossa permanência na Terra e depois chutar a bunda do Império Krar.
- Vamos! – todos responderam em uníssono.

Dentro do jato, o Mestre via seus pupilos correrem em direção à água que tanto precisavam. Mas, como se já não tivesse problemas suficientes, outra coisa o preocupou.

- Essa energia maligna é do Imperador Krar! Logo, ele voltará para atacar a Terra.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Seres parecidos com o Abominável Homem das Neves surgem para impedir os Jacohrangers de conseguirem a água sagrada que precisam. Como se isso não bastasse, o tempo está contra eles. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 43 – A CORRIDA CONTRA O TEMPO