Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 15 de julho de 2012



EPISÓDIO 03 – A PRIMEIRA BATALHA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O MONSTRO KRORPRIMEIRO SEQUESTRA TRÊS JOVENS MENSTRUADAS E AS LEVA PARA ALGUM TIPO DE ESCONDERIJO.
- MESTRE JACOH CONSEGUE REUNIR CINCO JOVENS QUE NÃO SÃO GRANDE COISA, E AGRADECE AOS CÉUS PELO FATO DE OS INIMIGOS TAMBÉM NÃO SEREM GRANDE COISA.
O QUE IRÁ ACONTECER?

A trilha de menstruação permitia aos cinco jovens seguir os vilões. As prisioneiras provavelmente fossem jovens, bonitas e inteligentes. Mas estavam em uma fase do mês em que talvez não devessem ser abordadas por homens. Talvez por isso, Polaco e Negão não pareciam ter muita pressa em salvá-las.

- É muito difícil combater o mal em uma noite em que não beijei ninguém – reclamava Polaco.
- Então você não poderá combater o mal quase nunca, amigo! – gargalhou Negão, recebendo um soco de seu amigo.

Ruivão e Paty caminhavam um pouco à frente, conversando sobre a massificação da pusilanimidade, o esmorecimento da auto-estima humana e as dificuldades de se conseguir um emprego quando seu corpo inteiro cheira a fezes. Japa ia um pouco atrás deles, reparando nas curvas “interessantes” do corpo de sua nova colega. Ele também aproveitava para manusear seu aparelho celular.
Enquanto avançavam rumo ao esconderijo inimigo, os cinco podiam notar o terror provocado pela passagem dos inimigos: pessoas choravam nas calçadas de suas casas, policiais fechavam o vidro de suas viaturas e se escondiam debaixo dos bancos, e as demais casas noturnas fechavam suas portas. Nenhuma mulher jovem e atraente queria correr o risco de ser sequestrada.

- Pelo bem das casas noturnas. Pelo bem daqueles que trabalharam muito durante a semana aguardando a chegada das noites de sábado para irem às casa noturnas atrás de lindas jovens para seduzir. Pelo bem das mulheres que saem nos fins de semana a procura de um príncipe encantado. Em nome de todos eles, eu juro: esses vilões irão pagar! – disse Negão.
- Isso me lembra que talvez tenhamos mais chance de vencer os inimigos se nos transformarmos, não acham? – perguntou Ruivão.
- Acho até que nossa moral com a mulherada irá aumentar se tivermos super poderes – ponderou Polaco.
- E talvez a armadura disfarce um pouco o cheiro de lixo e de fezes que há em você, Ruivão! – disse Paty, suspirando de amor.
- Tem razão! – disse o líder – Todos preparados?

E os cinco jovens colocaram suas lentes de contato multicoloridas. E disseram a frase que faria os vilões tremerem daquele momento em diante:

- Hora de “jacohmbater” o mal!

***

Os cinco estavam transformados. Um olhava um pouco para o outro, e todos olhavam bastante para Paty. Eles sentiam-se mais fortes, mais protegidos, mais resistentes, mais poderosos, mais confiantes, mas não mais estilosos. Todos concordaram que os trajes novos eram feios, de cores berrantes, desconfortáveis e de extremo mau gosto. Menos o de Paty, que realçava suas pernas, seus seios e suas nádegas.

- Paty, você tem namorado? – perguntou Japa, com água na boca.
- Não! – ela respondeu, sem entender a indireta – E você, Ruivão, tem namorada?
- Não! – ele respondeu, sem entender a indireta – E o mestre Jacoh, será que tem namorada?

Polaco ficou em dúvida: “Será que o Ruivão está apaixonado pelo mestre Jacoh?”. Os cinco seguiram caminhando, até chegarem a um galpão abandonado. O local era escuro, sujo, embora não fedesse tanto quanto o Ruivão. Do interior da construção era possível escutar jovens gritando por socorro. Os cinco Jacohrangers não tiveram dúvidas: talvez, quem sabe, pudesse ser aquele o lugar que procuravam.

- Eu acho que seria bem impressionante se entrássemos derrubando a porta, de forma triunfal! – disse Polaco.
- Acho que teremos outros problemas para resolver primeiro – disse Japa, apontando para doze criaturas totalmente albinas vindo na direção deles.

Eram os soldados Krur. Estavam em dezoito (Japa havia contado errado), e atacaram sem piedade. Socos, chutes e cotoveladas foram desferidos em todas as direções e por todos os lados. Os Jacohrangers, depois de transformados, eram muito mais fortes que antes, e pareciam não ter dificuldades para destruir os adversários. Em poucos minutos, todos os vinte e três soldados Krur (é bem fácil contá-los errado) jaziam derrotados no chão sujo de menstruação.

- Vencemos, mas o pior está lá dentro! – dizia Ruivão – O General Krer e o monstro Krorprimeiro devem ser mais poderosos e têm reféns. Com certeza é uma armadilha. É melhor nos aproximarmos do galpão com MUITO cuidado.
- O Japa não pensa assim – disse Polaco, apontando para uma parede do galpão onde o Jacohranger azul urinava.
- Esqueçam o que eu disse! Vamos derrubar a porta de uma vez.

Antes que os bravos heróis derrubassem o galpão, o monstro Krorprimeiro surgiu, grunhindo, urrando e tentando se limpar de uma substância vermelha que parecia ser menstruação.
Os quatro Jacohrangers (Japa ainda urinava) entraram em combate contra o monstro. O vermelho recebeu um golpe na altura do peito desferido pelas garras do monstro. Com um violento chute, o Jacohranger preto foi derrubado. Os ataques do amarelo e da rosa foram defendidos pelo monstro, que contra-atacou com cabeçadas e mais socos. Os quatro caíram.

- Ele é muito poderoso! – constatou o Jacohranger amarelo.
- O mestre Jacoh disse que teríamos armas que não eram grande coisa, mas que eram o melhor que ele tinha conseguido – disse Ruivão – Vamos invocá-las!
- Sim! – todos responderam.
- Eu invoco as armas que não são grande coisa, mas que são o melhor que nosso mestre conseguiu! – gritou Ruivão.

E então, após um brilho súbito, surgiram cinco armas nas mãos dos Jacohrangers. O vermelho recebeu uma espada, o preto recebeu um bastão, o amarelo recebeu uma maça-estrela, o azul recebeu um escudo, e a rosa recebeu uma besta.
O monstro Krorprimeiro tentou atacá-los, mas o vermelho aparou as garras do monstro com sua espada, a rosa disparou um dardo na perna da criatura desequilibrando-a. O preto golpeou o que havia no meio das pernas do inimigo com seu bastão, o azul empurrou o monstro com seu escudo. E o amarelo atingiu Krorprimeiro violentamente com sua maça.

- Hora de darmos o golpe final! – gritou Ruivão.

As cinco armas, misteriosamente, abandonaram as mãos de seus donos e flutuaram, umas de encontro às outras. Ficaram transparentes e começaram a se unir, e a se moldar, ganhando uma nova forma. Era a forma de uma bazuca.

- Essa bazuca tem algum nome? – perguntou o Jacohranger preto.
- Não – respondeu o vermelho – Acho que podemos chamá-la de “bazuca sem nome”.
- Boa idéia! – todos concordaram.



Os cinco se posicionaram e seguraram a bazuca, enquanto o monstro Krorprimeiro cambaleava, cuspia sangue e dizia palavrões em seu idioma. Uma onda de energia crescente foi surgindo, até que um vórtice de poder cósmico partiu velozmente em direção ao peito da criatura maligna. Ocorreu uma violenta explosão, que ceifou a vida do ser das trevas. A bazuca sem nome se desmaterializou, e os Jacohrangers vibraram com a primeira vitória.

- General Krer, nós derrotamos seus soldados e seu monstro. Você foi derrotado. Entregue pacificamente as reféns, ou teremos que derrotá-lo também! – gritou o vermelho.

A parede explodiu. O General Krer saiu. O cenho franzido de ódio, semblante de revolta. De repente, para a surpresa de todos, ele começou a gargalhar!

- Idiotas! Acham realmente que já venceram o monstro Krorprimeiro?
- O que? – perguntou o amarelo – Como assim? O que quer dizer com isso?
- Que tipo de império maligno nós seríamos se não tivéssemos um raio capazes de tornar nossos monstros gigantes?
- Impossível! – gritou o Jacohranger preto.
- Raio agigantador! – berrou o General Krer.

Um raio misterioso veio dos céus, atingindo as cinzas do corpo destruído de Krorprimeiro. O monstro ressuscitou e foi ficando maior, maior e maior, até atingir aproximadamente cinqüenta metros de altura. Ou mais.

- COMO OS JACOHRANGERS DERROTARÃO UM MONSTRO GIGANTE?
- COMO O JACOHRANGER AZUL CONSEGUE URINAR ESTANDO TRANSFORMADO?
- ESTARÁ RUIVÃO APAIXONADO PELO MESTRE JACOH?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS!

4 comentários:

  1. MORFARAM!!!

    Gostei das perguntas do final XDm hahahahahaha!! E estou torcendo por Paty e Ruivão ♥. O que seria de uma missão apocalíptica sem o poder do amor?

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    1. De fato, Lady Astreya, o amor é indispensável para o cumprimento das missões apocalípticas.

      Obrigado pela presença.

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  2. Hahaha, certamente!

    Acho que ainda chegará o dia em que está história se transformará em uma série de TV...

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    1. Obrigado pela presença, nobre Odin. Na verdade, o pessoal da Toei Animation me contactou ontem e... Brincadeira.

      Obrigado pela presença.

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