Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 29 de julho de 2012


EPISÓDIO 05 – O TERRÍVEL MONSTRO KRORSEGUNDO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL, APESAR DE PODEROSO, SE REVELA UM ROBÔ DE CORES FEIAS E COM SEU NOME ESCRITO DE FORMA ESPALHAFATOSA EM SUA LATARIA.
- APÓS A VITÓRIA CONTRA O PRIMEIRO INIMIGO, NEGÃO COMETE EXCESSOS NO ÁLCOOL E VOMITA POR DUAS VEZES.
O QUE IRÁ ACONTECER?

Os cinco jovens passaram aquele dia inteiro no quartel-general do grupo. Mestre Jacoh lhes mostrou toda a infra-estrutura de que dispunham e todos ficaram bastante impressionados. Havia o Super Computador, capaz de fazer coisas que nenhum computador normal faria, muito embora nenhuma delas tivesse utilidade para o grupo. Havia as Câmaras de Descanso, pequenos espaços onde eles poderiam se isolar do mundo e entrar em contato com suas energias interiores, muito embora lá só pudessem ficar de pé, não permitindo que conseguissem realmente descansar. E havia também uma garagem imensa, na qual se encontravam cinco motocicletas com grandes habilidades. Antes que os Jacohrangers se empolgassem com os veículos, Mestre Jacoh esclareceu que as cinco motos não estavam regularizadas com as leis de trânsito de Cidadopolislândia e não poderiam ser usadas até que uma pendência judicial fosse resolvida.

- Bom saber que o conhecimento advindo de nossas experiências de vida e a força de vontade presente nos cantos mais recônditos de nossos corações não são os únicos recursos que temos para combater as forças do mal – disse Ruivão.

Os demais concordaram. Negão acabava de tomar um remédio contra ressaca. Polaco contava a seus amigos que por ter passado a infância trabalhando na Oktoberfest, seu fígado havia desenvolvido uma imensa tolerância ao álcool. Eis porque ele não tinha passado mal, mesmo tendo bebido sete vezes mais que seu colega.
Japa olhava para o Super Computador, apertando botões, passando a mão pela tela de cristal líquido ultra-tecnológica e conectando através de um cabo algumas informações de seu aparelho celular para a máquina. Vez por outra ele dava uma olhada para Paty, mas ela apenas suspirava de amor ao ouvir Ruivão falar sobre como seria maravilhoso quando toda a humanidade tivesse acesso aos mesmos equipamentos que eles tinham no quartel-general.
Tudo ia bem, até que uma gigantesca sirene soou. Ela ficava sobre uma mesa de centro, enfeitada com uma linda toalha xadrez. O som da sirene gritava em alta voz, repetidamente, as palavras “Mexam-se! Mexam-se! Inimigo causando problemas! Mexam-se!”.
O Super Computador logo exibiu em sua tela a imagem de uma criatura mutante horrenda, cercada por soldados Krur, atacando o museu de Cidadopolislândia. Certamente, aquele era mais um monstro do impiedoso Império Krar.

- Nossa sorte é que estão atacando o museu, um lugar sem graça, cheio de atrações tolas e desagradáveis, incapazes de atrair um grande público. É bem provável que mesmo nós demorando bastante até chegarmos lá, não haja vítimas – disse Negão.
- Você tem razão, amigo! – concordou Ruivão – Mas lembre-se que o monstro poderá destruir obras de valor histórico elevado, destruindo nosso passado, afastando-nos de nossas raízes culturais e enfraquecendo nossos vínculos com os valores que nos fazem ser o que somos hoje. Um passo imenso para a nossa extinção!
- Puxa, belas palavras, Ruivão! – disse Paty, suspirando de amor.
- Chega de conversa! – gritou Japa!
- Hora de jacohmbater o mal! – gritaram todos.

E os cinco Jacohrangers, transformados, preparados e cientes de sua obrigação, saíram em desabalada carreira de seu quartel-general até o museu da cidade, que ficava a muitos quilômetros de distância dali.

***

Os soldados Krur vieram dar aos heróis as boas-vindas. O vermelho e o preto golpearam as criaturas com seus punhos, o azul usou suas pernas para desferir poderosos chutes, o amarelo atacou com seu escudo, e a rosa ficou receosa de quebrar suas unhas e preferiu assistir o confronto a uma certa distância.
Os Jacohrangers, aos poucos, foram derrubando os soldados, após muitos minutos de golpes intercalados a coreografias e gritos de guerra totalmente desnecessários. Rasteiras, socos, cabeçadas e até esquivas receberam nomes esquisitos, o que de certa forma confundiu os adversários.
Os cinco, então, ingressaram no museu. Havia um cheiro de fogo lá dentro. Quadros, estátuas, peças de artesanato e tapeçarias estavam carbonizadas, despedaçadas ou cheias do cuspe do monstro nojento. Todos se revoltaram e foram entrando em várias salas, até ouvirem o monstro urrar e derrubarem a porta do aposento em que ele estava.

- Monstro maligno! Somos os Jacohrangers e vamos destruí-lo para que aprenda a não destruir o único local com um pouco de cultura que nossa cidade possui! – gritou o herói vermelho.

O monstro vociferou alguma coisa que não pôde ser entendida. Parecia apenas ficar claro que seu nome era Krorsegundo. A criatura avançou com suas garras em grande velocidade e atacou. O preto e o azul tiveram seus abdomens feridos. O vermelho e a rosa receberam uma poderosa seqüência de socos, e o amarelo teve o pescoço enrolado pela cauda do inimigo e quase morreu sufocado.
Os cinco Jacohrangers se levantaram e invocaram suas armas. A espada do vermelho e o escudo do azul não atingiam o oponente, que se desviava habilmente. A rosa atirava com sua besta sem direção. Acabou acertando o preto. O amarelo golpeava com sua maça, mas os ataques ricocheteavam na poderosa couraça do monstro.
E Krorsegundo contra-atacou. Sua imensa cauda aumentou de tamanho magicamente, chicoteando os cinco inimigos ao mesmo tempo. No momento em que eles se levantavam, feridos, mas dispostos a não se renderem, o monstro disparou de suas garras uma série de raios lasers que explodiram no peito dos Jacohrangers. Os heróis gritaram e foram atirados acrobaticamente para trás, chocando-se contra as paredes do museu.


- Esse monstro tem a habilidade especial de não ter habilidade especial nenhuma e mesmo assim ser mais forte que nós – constatou o Jacohranger azul.
- Habilidade especial? – perguntou o vermelho – Pois a única habilidade especial necessária para se vencer é uma forma infinita dentro do coração chamada "coragem". E essa nós temos!
- Tem razão, vermelho! O que sugere que façamos para derrotá-lo? – perguntou o preto.
- Não sei! – disse o vermelho, com sinceridade.
- E se usássemos nossa bazuca sem nome? – sugeriu a rosa.
- Boa idéia! – todos gritaram ao mesmo tempo – Bazuca sem nome!

As armas dos Jacohrangers se desmaterializaram e se uniram umas às outras, dando forma à poderosa bazuca desprovida de nome. Os cinco seguraram a poderosa arma e dispararam com fúria, libertando uma onda de energia cósmica altamente destrutiva. O monstro Krorsegundo urrou e explodiu, transformando-se em meros pedaços de matéria orgânica monstruosa ensangüentada.
Os heróis vibraram quando viram ao longe, surgir uma arma que disparou um estranho raio que eles se lembraram de já terem visto antes. De longe, uma voz desagradavelmente familiar gritou.

- Raio agigantador!

E o terrível monstro Krorsegundo foi reconstruído com, aproximadamente, cinqüenta metros de altura. Os Jacohrangers olharam uns para os outros espantados, muito embora, no fundo de seus corações, já soubessem desde o começo que aquilo iria acontecer.
Felizmente, sem precisar ser chamado, o Gigante Guerreiro Jacohlossal já vinha voando em direção aos valorosos heróis. Os cinco guerreiros da justiça saltaram, e uma comporta abriu-se, dando acesso ao interior da máquina de guerra gigantesca.
E Krorsegundo e o Gigante Guerreiro Jacohlossal iniciaram um terrível combate. A cauda da criatura enrolou-se na mão do robô, não permitindo que usassem o “Punho Sangrento Jacohlossal”. O Jacohranger vermelho invocou o “Míssil Jacohlossal”, que atingiu violentamente o monstro.
Krorsegundo se desequilibrou, e disparou rajadas de energia de suas mãos. O Gigante Guerreiro Jacohlossal respondeu com o “Raio Jacohlossal”. As duas energias mediram forças em um terrível equilíbrio. Até que o Jacohranger vermelho, o preto, o amarelo e a rosa perceberam que o azul estava urinando em uma das paredes do robô.

- Venha logo nos ajudar! – gritou o vermelho.

Com a ajuda do azul, o “Raio Jacohlossal” ganhou mais força e atingiu o monstro Krorsegundo. Antes que a criatura maligna pudesse se recuperar, ela ouviu apenas um grito. Um grito que selaria, para sempre, o seu destino:

- Golpe Fatal Final Jacohlossal!

O monstro Krorsegundo virou cinzas cósmicas ensangüentadas. Graças à bravura, à coragem e aos recursos incomuns dos Jacohrangers, a cidade de Cidadopolislândia estava salva.

- SERÁ QUE, EM UMA SEQUÊNCIA UM TANTO QUANTO ÓBVIA, O PRÓXIMO MONSTRO A ATACAR OS JACOHRANGERS SE CHAMARÁ “KRORTERCEIRO”?
- A URINA INCONTROLÁVEL DE JAPA PODERÁ SE TORNAR UM PROBLEMA NO FUTURO?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS!

4 comentários:

  1. Hahahaha, urina incontrolável realmente pode se tornar um GRANDE problema!

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  2. De fato, nobre amigo. Que nunca passemos por esse problema!

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  3. Japa, pare de mijar!!

    As falas do ruivão me fazem rir muito XD! Ele parece um livro ambulante, hehehe!

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