Jacohrangers

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domingo, 26 de agosto de 2012

EPISÓDIO 09 - RESGATE



EPISÓDIO 09 – RESGATE

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- UMA TRADICIONAL FESTA DOS DESCENDENTES DE ALEMÃES FOI PREJUDICADA PELA CRUELDADE SEM PAR DO MALIGNO IMPÉRIO INVASOR!
- JAPA OPTA POR TENTAR SE TORNAR UM SEDUTOR MELHOR ATRAVÉS DA LEITURA, AO INVÉS DE PARAR DE URINAR EM LOCAIS PÚBLICOS.
O QUE IRÁ ACONTECER?

Os cinco Jacohrangers partiram em velocidades, deslocando-se velozmente pelas ruas de Cidadopolislândia rumo ao local onde os pais de Polaco eram mantidos prisioneiros. Transeuntes observavam a movimentação de indivíduos trajando horrendas roupas coloridas e pensavam se tratar de integrantes da banda Restart.

- Estamos sendo vaiados! – constatou Ruivão.
- Pior seria se nos pedíssemos para autografarmos CD ‘s – respondeu Japa.

O trajeto era demorado, e isso parecia fazer parte da estratégia dos cruéis seqüestradores. Os heróis chegariam ao campo de batalha cansados, sem forças, sem disposição, sem alegria, sem fôlego, sem resistência, sem ar e sem levar em conta que teriam que percorrer, depois, todo o caminho de volta a pé também.
A ampulheta foi generosa e o tempo passou, chegando logo o momento do encontro entre os Jacohrangers, os soldados Krur, o monstro Krorterceiro e o General Krir. O local era uma área devastada que há poucos dias atrás tinha sido palco da festa conhecida como Oktoberfest. Atrás de onde estavam os vilões havia um barracão imenso, repleto de armadilhas.

- Finalmente vocês chegaram, heróis de meia tigela! – bradou o General Krir.
- Suas atitudes foram dignas de um covarde! – gritou o Jacohranger vermelho!
- Seu miserável! Como se atreveu a envolver pessoas inocentes em seus planos de conquistas? – gritou o amarelo.
- Seu bobo! Seu feio! Seu malvado! – berrou a rosa.
- Liberte meus pais imediatamente! – exigiu o amarelo.
- Chega! – gritou em resposta o General maligno – Se querem resgatar os reféns, venham e façam isso à força!

E a batalha começou.

- São quarenta soldados Krur, um monstro e um general. São muitos inimigos. O que faremos? – perguntou o preto.
- Eu luto contra um dos soldados Krur. Vocês enfrentam os outros trinta e nove soldados, o monstro e o general – sugeriu a rosa.
- Boa idéia! – respondeu o azul, suspirando de paixão.

Os soldados Krur cercaram o Jacohranger amarelo e começaram a golpeá-lo ao mesmo tempo. O jovem herói defendia-se como podia, aproveitando para contra-atacar com violência sempre que conseguia. Em dado momento, levou sete socos ao mesmo tempo e cambaleou para trás, mas conseguiu se recuperar e derrotou três soldados inimigos com um golpe só. As malditas criaturas esbranquiçadas pareciam ter escolhido ele como alvo, não restando a Polaco alternativa a não ser combater sozinho aqueles inimigos.
O Jacohranger preto e o azul lutavam junto contra o terrível monstro Krorterceiro. Era uma criatura abominável, que os agredia com seus muitos tentáculos, impossibilitando que os dois se defendessem adequadamente. Mesmo usando suas armas, os guerreiros da justiça iam, aos poucos, apanhando mais do que batendo. Vez por outra, um deles caía, para se levantar em seguida e continuar lutando com bravura.
O Jacohranger vermelho pôs-se a combater o General Krir. Suas espadas colidiram várias vezes, gerando um réquiem de aço raspando em aço. Faíscas saíam das lâminas, palavrões saíam das bocas e sangue saía da goela do ser maligno cada vez que ele era atingido. A batalha permanecia equilibrada, pois cada vez que Ruivão avançava, Krir recuava, como que fugindo do combate. Foram precisos dezoito minutos até que Ruivão percebesse que aquilo era uma estratégia do General para distraí-lo enquanto seus amigos Jacohrangers apanhavam.

- Posso lhe contar um segredo, tolo defensor desse planeta miserável? – Krir perguntou.
- Pode, mas peço que conte em voz alta para que meus colegas também escutem – respondeu o líder dos Jacohrangers.
- Os reféns estão correndo um perigo muito maior do que vocês imaginam. Há uma bomba poderosíssima dentro do lugar onde eles estão presos. Caso não consigam salvá-los em menos de vinte e dois minutos e quarenta e sete segundos, os prisioneiros irão pelos ares. Huahuhauhauhuahuahuahuhauhuahuahu! – o General emitiu uma gargalhada maligna.
- Ainda bem que a Jacohranger rosa já os está libertando – o vermelho apontou para o enorme barracão.
- O que? Como isso é possível?

Todos viram a Jacohranger rosa saindo com Fritz e Frida do balcão e os orientando a fugirem velozmente em busca de um lugar seguro para se esconderem.

- General estúpido. Quando a luta começou, seus soldados atacaram Polaco, seu monstro atacou Japa e Negão e você atacou Ruivão, mas ninguém me atacou, permitindo que eu salvasse os reféns sem dificuldade!  -Paty explicou.
- Mesmo os melhores planos podem apresentar falhas! – ele pensou consigo mesmo – Bem, talvez seja melhor eu recuar. Monstro Krorterceiro, soldados Krur, acabem com esses palhaços fantasiados de Restart!

E após uma fumaça envolver seu corpo, o General Krir desapareceu.

- Amigos, esse é o momento de acabarmos com esses soldados e esse monstro imundo! – berrou o Jacohranger amarelo.

E todos começaram a lutar com mais vontade e melhor distribuídos. O vermelho, o preto e o azul lutavam contra Krorterceiro, enquanto a rosa e o amarelo confrontavam os soldados. Naquele momento, só vinte e seis dos quarenta Krur ainda restavam de pé em condições de combater.
Usando suas armas, Polaco e Paty foram derrotando um a um os soldados. Em poucos minutos, não havia mais nenhuma das abomináveis criaturas branquelas na batalha. Quando os dois se sentaram no chão planejando descansar, após percorrerem centenas de quilômetros a pé, lembraram-se que o monstro Krorterceiro ainda precisava ser derrotado. 
Juntos, os cinco Jacohrangers fizeram o possível para derrotar o cruel inimigo. A força do adversário era terrível, pois ele atacava todos ao mesmo tempo com seus tentáculos, ao mesmo tempo em que os usava para se defender. Mesmo com suas armas, os heróis tinham dificuldade em ferir o rival.

- Provavelmente ele ficou dormindo em um dos colchões que há dentro do barracão enquanto nós corríamos feito loucos para chegarmos até aqui – disse a rosa.
- Isso me deu uma idéia – balbuciou o Jacohranger azul – Hei, Ruivão você sabe falar o idioma dos monstros?
- Sim, amigo – o vermelho respondeu – Sou fluente no idioma “monstrês arcaico”.
- Então diga ao monstro que tem alguém lá dentro do barracão o chamando.

O Jacohranger vermelho não entendeu o porquê daquilo, mas fez o que seu colega solicitou. Disse a Krorterceiro que alguém o aguardava dentro do imenso barracão há poucos metros deles. A criatura, com a ingenuidade características de um monstro honesto, correto, sincero e decente, acreditou e adentrou no colossal galpão.
O herói azul orientou seus colegas a se afastarem. Ninguém entendeu por que, mas todos o obedeceram e saíram de perto do barracão. Logo o lugar explodiu terrivelmente, fazendo com que poeira se espalhasse por quilômetros de distância. Krorterceiro provavelmente explodiu tinha sido destruído com aquele grande colapso.  

- Gostou da minha idéia, Paty? – Japa perguntou, achando que aquilo ajudaria a seduzi-la.
- Com certeza, Japa. Acho que a convivência com Ruivão está te deixando mais inteligente! – a garota respondeu.
- Não se preocupem, amigos – Ruivão manifestou-se – Não importa quem tem sido o autor da idéia genial. O importante é o resultado final.
- Pena que o Krorterceiro ainda está vivo – disse Negão, apontando para os escombros, de onde se levantava o terrível monstro inimigo.
- Ao menos ele está ferido – ponderou Polaco.

Os cinco guerreiros voltaram a empunhar suas armas e partiram em direção ao monstro. Para a surpresa deles, a criatura saiu correndo, fugindo covardemente do combate. Cansados, os Jacohrangers não conseguiam alcançá-la.

- E se arremessássemos nossas armas nele? – sugeriu o herói preto, quando o grupo estava a dezessete metros e catorze centímetros de distância do monstro.
- E se esperássemos que ele se canse? – propôs o azul.
- E se usássemos a bazuca sem nome? – pensou em voz alta o Jacohranger amarelo.
- Boa idéia! – gritou o vermelho.
- Bazuca sem nome!

E a poderosa arma se materializou, empunhada pelos braços valentes dos cinco jovens heróis. Um poderoso disparo de poderosa energia voou poderosamente até o não mais tão poderoso assim monstro enviado pelo poderoso Império Krar. A criatura foi atingida nas costas, sendo destruída e reduzida a doze mil, quatrocentos e cinqüenta dois pedacinhos. Suficientes para que a ambição maligna não acabasse ali.

- Raio agigantador! – gritou uma voz que parecia ser do Imperador Krar.

E Krorterceiro se reconstruiu, desta vez em um tamanho colossal, obrigando os heróis a chamarem o Gigante Guerreiro Jacohlossal. A imponente máquina de guerra demorou alguns minutos para chegar, talvez devido à distância que precisou percorrer. Embora fosse um robô, um objeto inanimado, os Jacohranger tiveram a impressão de que o Gigante Guerreiro Jacohlossal chegava ao campo de batalha cansado.

- Deve ser por que ele precisou voar por vários quilômetros sem parar... – ponderou o herói vermelho.

E batalha recomeçou. O Punho Jacohlossal golpeou Krorterceiro, que revidou com três tentáculos. O robô defensor da justiça caiu, para logo se levantar e então cair de novo. Isso se repetiu por quatro vezes, até que o Míssil Jacohlossal foi disparado. O monstro caiu, para logo se levantar e então cair de novo. Isso se repetiu cinco vezes, até que ele decidiu atacar novamente com seu tentáculo.

- Ruivão, será que não está na hora de aplicarmos o golpe final? – perguntou Polaco.
- É sempre difícil dizer quando é a hora de fazermos alguma coisa, amigo – respondeu Ruivão – O tempo é uma abstração, e se o destino é um reflexo direto de nossas ações e escolhas, quem pode dizer o quão diferentes seriam nossas vidas se tivéssemos feito no momento certo aquilo que acreditamos ter feito no momento errado e vice-versa?
- Estou dizendo isso porque quero dar um abraço nos meus pais. Eles estavam correndo perigo e agora estão a salvo, lembra?
- Desculpe, eu havia esquecido. Vamos dar o golpe final então.
- Golpe Fatal Final Jacohlossal! – gritaram todos ao mesmo tempo.

Krorterceiro foi transformado em poeira cósmica.

***

- Meu filho, estamos muitos orgulhosos de você – disse Fritz, com um inconfundível sotaque alemão.
- Por que, pai? Por eu ter lutado com bravura? Por eu ter escolhido arriscar minha vida para defender a justiça arriscando-me corajosamente contra inimigos cujo real poder não conhecemos?
- Não. Por você não ter entrado em coma alcoólico ainda este ano. Seus dois irmãos estão internados com suspeita de cirrose. Não puderam comparecer à Oktoberfest.
- Sei que eles melhorarão, pai.

E com essas emocionantes palavras, Polaco despediu-se de seus pais, indo cada um para um canto.

***

Enquanto isso, na terrível fortaleza do Império Krar, ninguém menos que o Imperador Krar dava ordens ao General Krer.

- Da próxima vez, não admitirei falhas!
- Peço perdão, meu Imperador. Mas lembre-se que o monstro Krorquarto é muito poderoso. Ele certamente derrotará os Jacohrangers.
- Por que não aumenta os poderes dele colocando-o na “Câmara de Aumentação de Poderes”?
- Ótima idéia, meu Imperador. Farei isso assim que ele sair da “Câmara da Obtenção de Invulnerabilidade a Tudo Exceto Por um Ponto Fraco”.
- Três dias. Esse é todo o tempo que aguardarei.
- Ouço e obedeço, meu Imperador. Em três dias, o monstro Krorquarto estará pronto para um novo ataque.

E, rapidamente, aqueles três dias se passaram. O terrível ser das trevas saiu da “Câmara dos Ajustes de Últimos Detalhes” e colocou-se à disposição do General Krer para uma nova investida contra os Jacohrangers.

- TERÁ O MONSTRO KRORQUARTO O PODER NECESSÁRIO PARA SOBREPUJAR A GRANDE CAPACIDADE DE BATALHA DOS JACOHRANGERS?
- QUANTO TEMPO LEVARÁ PARA QUE POLACO ENTRE EM COMA ALCOÓLICO?
- SERÁ DE FATO O TEMPO UMA ABSTRAÇÃO E O DESTINO APENAS UM MERO REFLEXO DE NOSSAS AÇÕES E ESCOLHAS?
- NOSSA VIDA TERIA SIDO DIFERENTE SE TIVÉSSEMOS FEITO NO MOMENTO CERTO O QUE ACREDITAMOS TER FEITO NO MOMENTO ERRADO E VICE-VERSA?

NÃO PERCA NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!

2 comentários:

  1. Hehehe Show de bola! Confesso que as questões filosóficas deste capítulo me fizeram ficar pensando aqui.

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  2. HAHAHA!!! O pior é que também fiquei pensando nas questões filosóficas. Nossa, esse capítulo ficou muito engraçado.

    “Câmara da Obtenção de Invulnerabilidade a Tudo Exceto Por um Ponto Fraco”- hehehehehe. Você brinca com os clichês do gênero de forma muito divertida, Mestre Jacoh.

    Estamos na espera dos próximos capítulos!

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