Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 16 de setembro de 2012

EPISÓDIO 12 - BAZUCA SEM NOME CONTRA DISRUPTOR NEURAL


EPISÓDIO 12 – BAZUCA SEM NOME CONTRA DISRUPTOR NEURAL

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- PELA PRIMEIRA VEZ EM MILÊNIOS DE EXISTÊNCIA, O IMPÉRIO KRAR TEVE A COMPETÊNCIA NECESSÁRIA PARA ELABORAR UM PLANO QUE TALVEZ POSSA DAR CERTO.
- MESTRE JACOH APROVEITA QUE OS JACOHRANGERS FORAM COMBATER O CRIME E ESCONDE SUA CARTEIRINHA DE PRESIDENTE DO FÃ-CLUBE MUNDIAL DOS URSINHOS CARINHOSOS.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Ruivão, o líder é você, mas acho que deveríamos fugir – sugeriu Negão.
- Meu amigo, muito embora o conceito de fuga seja discutível, você tem razão. Mas, antes, cabe fazermos uma profunda reflexão sobre o que é fugir. Será que um recuo estratégico visando um retorno triunfal pode ser considerado uma fuga? Aceitar uma derrota temporária para ganhar tempo para nos preparar para uma vitória definitiva seria uma fuga?
- Discutiremos isso quando estivermos seguros, Ruivão! – propôs Polaco – Agora vamos! Hora de “Jacohrrer” dos inimigos!

Com muita relutância, Ruivão parou de filosofar e correu covardemente junto com seus colegas. Atravessaram metade da cidade sendo perseguidos, embora por estarem transformados em Jacohrangers escaparam graças à Super-Ultra-Velocidade-Razoável.
Quando os cinco chegaram ao quartel-general constrangidos, humilhados, decepcionados, desapontados e se sentindo trastes inúteis, imprestáveis, fracassados, incapazes, medíocres e desnecessários para a raça humana, notaram que Mestre Jacoh estava no quarto dele cantando entusiasmado uma canção desconhecida.

- Quem é que surge... De algum lugar lá do céu... Se movimentando... Rapidinho como um vaga-lume?

Ao notar que não estava mais só, Mestre Jacoh rapidamente largou o desodorante que improvisava como microfone e tentou recuperar sua dignidade. Felizmente para ele, os Jacohrangers estavam tomados pela frustração e não o ridicularizaram. Ao menos não muito.

- Mestre Jacoh, agora que parou de se expor a esse constrangimento, o que acha de nos ajudar a pensar em uma forma de acabarmos com o plano do General Krer? – disse Paty.
- Claro que ajudarei vocês – ele respondeu, recuperando a compostura – Mas primeiro preciso saber exatamente que plano é esse que fez vocês recuarem covardemente feito mariquinhas.

Os Jacohrangers contaram a seu líder tudo que tinha acontecido. Mestre Jacoh ficou algum tempo pensativo sem responder nada. Foi até o grande computador do grupo e começou a apertar teclas. Após alguns minutos, começaram a aparecer na tela várias imagens de armas, seguidas por extensos relatórios sobre elas. Mais botões foram apertados. Barulhos foram ouvidos, e a foto de um objeto muito parecido com o “disruptor neural” surgiu no monitor.

- Sem dúvidas, é uma arma terrível! – exclamou Mestre Jacoh.
- O senhor a conhece? – Japa perguntou.
- Não!
- Então por que disse que é uma arma terrível?
- Porque ela NÃO está nos arquivos das “armas não terríveis”.
- E o que podemos fazer contra ela? – perguntou Polaco.

Mestre Jacoh balançou a cabeça. Ele não sabia.

***

General Krer usava o “disruptor neural” sem parar. Os soldados Krur encurralavam pessoas em vielas sujas, e a cruel arma enfraquecia os sistemas nervosos das vítimas. Já eram mais de três mil e quatrocentas pessoas mentalmente dominadas. Se nada fosse feito, não demoraria a que toda Cidadopolislândia estivesse sob o domínio dos nefastos invasores.
Para piorar tudo, as próprias pessoas escravizadas receberam ordens para encurralar mais cidadãos inocentes em becos sem saída. Com isso, o número de indivíduos sob o poder do General Krer se multiplicava rapidamente. O terrível vilão ainda cogitava usar o “disruptor neural” para controlar os próprios Jacohrangers. Se isso acontecesse, a terra estaria condenada.

***

- Japa, você entende dessas coisas de tecnologia. Não tem nenhuma idéia? – Paty perguntou, enchendo o coração do amigo de esperança e paixão adolescente.
- Vou verificar! – ele respondeu, quase suspirando de amor.

O jovem tentou por longos minutos, mas não foi bem-sucedido. Seu celular ultra-tecnológico tinha as funções mp3, câmera fotográfica, câmera de vídeo, SMS, reprodução de vídeo, despertador, televisão, DVD, microondas, liquidificador, batedeira, ferro de passar, descascador de batatas, tradutor de latido de cachorros, entre vários outros. Porém, não possuía a opção “disparo de raio que cancela o poder de armas malignas”.

- Preciso comprar um celular mais avançado! – o garoto se lamentou.

E Japa passou a noite em claro procurando na internet alternativas para a construção de um aparelho, raio, máquina, computador ou qualquer coisa que pudesse cancelar o poder do “disruptor neural”. Ruivão passou a madrugada inteira lendo livros húngaros de filosofia e auto-ajuda. Paty fez sua tradicional “máscara de beleza” e foi dormir cedo, alegando que aquilo era necessário para a manutenção da perfeição de sua pele. Negão e Polaco foram a uma casa noturna e voltaram em torno de cinco da manhã completamente embriagados. Chegaram a vomitar no computador em que Japa trabalhava, fazendo-o desistir de sua pesquisa.

- Será que a bazuca neural não tem poder suficiente para liberar um raio que cancele o poder do disruptor sem nome? – perguntou Negão, com um desagradável bafo saindo de sua boca.
- E se o “Gigueiro Guerrante Jacohlossal” esmagasse o disrural neuruptor? Sugeriu Polaco, tão ou mais alcoolizado que o colega.

Os outros três Jacohrangers se entreolharam e acharam que aquilo poderia ser uma alternativa. Japa e Mestre Jacoh trabalharam na bazuca sem nome, alterando suas configurações energéticas para que ela liberasse um raio capaz de cancelar os efeitos dominadores do terrível disruptor neural.
Após todos conseguirem, com muito esforço, dar um banho frio em Polaco e Negão, os cinco Jacohrangers partiram rumo ao General Krer e seus servos. Pois era hora de Jacohmbater o mal!

***

Aproximadamente nove mil pessoas hipnotizadas. Eram zumbis, autômatos, escravos mentais do inescrupuloso General Krer. Uns poucos soldados Krur também estavam ali. Não demorou que vissem, ao longe, os Jacohrangers aproximando-se para o combate.
No entanto, apenas o Jacohranger preto e a rosa vinham. O vilão estranhou, mas ordenou que seus servos os atacassem. Enquanto os dois heróis fugiam, gritando e chamando por suas mães, o vermelho, o azul e o amarelo vinham pelo outro lado. E surpreenderam o General Krer.

- Agora daremos um fim em seu plano nefasto, vil vilão! – gritou Ruivão.

A bazuca sem nome foi disparada em uma das pessoas hipnotizadas. O raio a atingiu, circundando seu corpo por alguns instantes. A inocente cidadã se contorceu um pouco, mas logo voltou a correr como lhe fora ordenado. O plano dos Jacohrangers havia falhado.

- Não há nada que possam fazer para me deter! – General Krer gritou, e desferiu sua gargalhada maligna.

O Jacohranger preto e a rosa já estavam cercados pelos milhares de pessoas, que arremessavam contra eles garrafas, tijolos e ossos de galinha. O vermelho e o amarelo não sabiam o que fazer, quando o Jacohranger azul decidiu tomar uma medida extrema.
Segurou sozinho a bazuca sem nome e disparou seu poderosíssimo raio destrutivo no disruptor neural. A diabólica arma do General Krer foi feita em trilhões de pedaços. O efeito maligno do artefato tinha sido cancelado. As pessoas, antes dominadas, voltaram a ser donas de si mesmas, e pararam de atacar os Jacohrangers.

- Miseráveis! Eu voltarei! Com um novo plano! – e, após uma explosão multicolorida, General Krer e os soldados Krur sumiram de Cidadopolislândia.

Logo, as milhares de pessoas recobraram a lucidez e voltaram a seus afazeres (ou, no caso de algumas, voltaram ao ócio). Uma vez mais, os Jacohrangers haviam salvo sua cidade e regressavam, a pé, para seu quartel-general, para um merecido descanso.

Mas, por quanto tempo?

- QUAIS SERÃO AS REAIS FUNÇÕES NUNCA ANTES APROVEITADAS DO CELULAR ULTRA-TECNOLÓGICO DE JAPA?
- QUEM VAI LIMPAR A IMUNDÍCIE PROVOCADA PELO VÔMITO DE NEGÃO E POLACO?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS!

Nenhum comentário:

Postar um comentário