Jacohrangers

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domingo, 30 de setembro de 2012

EPISÓDIO 14 - A PRIMEIRA AMNÉSIA A GENTE NUNCA ESQUECE


EPISÓDIO 14 – A PRIMEIRA AMNÉSIA A GENTE NUNCA ESQUECE

- UMA VIOLENTA PANCADA NA CABEÇA FEZ NEGÃO QUESTIONAR QUEM ELE É, PARA ONDE ELE VAI E POR QUE A NOVELA DAS 08:00 COMEÇA ÀS 09:00.
- A GIGANTESCA LEGIÃO DE FÃS DOS JACOHRANGERS COMEÇA A SUSPEITAR QUE LOGO SURGIRÁ UM SEXTO INTEGRANTE NO GRUPO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Quem sou eu? Onde está meu pé? Por que o céu é azul? Por que a palavra “caipirinha” fica vindo à minha cabeça?

Negão estava com a visão turva e os pensamentos embaralhados. Não conseguia se lembrar de nada. Não entendia por que estava ali, não sabia por que um monstro horrível com um tridente batia sem parar em quatro indivíduos com fantasias coloridas. Logo reparou que também estava com uma daquelas roupas esquisitas, ficou com medo que a criatura decidisse bater nele também e tentou correr. Mas estava desorientado e caiu sem sentidos.
Os Jacohrangers agonizavam. Estavam feridos demais, ensangüentados e com seus trajes de combate bastante danificados. Suas forças pareciam ter se esvaído. Apenas em quatro não era possível usar a “bazuca sem nome”. A derrota parecia inevitável e só restava a eles gritar. Gritar com Negão.

- Amigo, se você não consegue encontrar sua verdadeira identidade em sua cabeça, procure-a em seu coração! – gritou Japa.
- Negão, tente se lembrar! Éramos amigos! Enchíamos a cara juntos. Fazíamos amizade com seguranças de casas noturnas para podermos nas semanas seguintes entrar lá de graça. Tente se lembrar, Negão! – berrou Polaco.
- Negão, sempre te achei vulgar, e nunca gostei da forma como você trata as mulheres. Mas agora os Jacohrangers precisam de você! – bradou Paty.
- Amigo, você sempre foi um jovem infantil, imaturo, irresponsável, que chegou à vida adulta agindo como um adolescente e conduzindo sua vida de forma desregrada e inconseqüente! Por favor, recobre logo a consciência e aproveite essa chance de, pelo menos uma vez na vida, ser útil à sociedade e à raça humana como um todo! – pediu Ruivão.

Negão ouvia aquilo sem saber se era com ele que falavam. Sua cabeça latejava e suas idéias estavam aparvalhadas. A consciência ia e voltava, e até seu corpo parecia não responder aos comandos. Sentia a boca seca e tinha uma vontade incontrolável de consumir bebida alcoólica. Mas não se lembrava de quem era.
Os outros quatro Jacohrangers estavam sendo massacrados. Logo morreriam, e, para evitar o pior, o vermelho decidiu tomar medidas drásticas.

- Hei, monstro maligno, olhe lá em cima! Um avião!

Krorquinto virou-se e olhou para o céu, procurando avidamente pelo avião. Longos minutos se passaram, até que a criatura entendeu que tinha sido enganada. Mas já era tarde: os Jacohrangers haviam fugido, levando Negão desacordado com eles.

***

O monstro Krorquinto havia recuado. Estava novamente nas profundezas de profundidade profundamente profunda do Império Krar, onde todos comemoravam o bom trabalho por ele realizado. Tinha massacrado os Jacohrangers, feito um deles perder a memória o obrigado todos eles a fugir. A vitória definitiva era apenas questão de tempo.

- Vencemos! – o General Krer se rejubilava – Logo teremos o controle total do planeta Terra.
- E por que não temos ainda? – perguntou o Imperador Krar.
- Bem, meu Imperador, na verdade... Bem, os Jacohrangers fugiram. E para destruí-los, precisamos que eles apareçam. Ou seja, não nos resta nada, absolutamente nada a fazer, exceto ficarmos de braços cruzados aguardando.
- Idiota! Por que não manda Krorquinto atacar a cidade, assassinar pessoas inocentes e destruir casas? Isso certamente obrigaria os Jacohrangers a aparecerem.
- Genial, meu Imperador! Eu jamais teria pensado em um plano tão inteligente, original e surpreendente. Não é à toa que o senhor é o futuro Imperador do universo.
- Execute logo o plano!

A destruição teria início.

***

Mestre Jacoh estava profundamente constrangido. Há poucos minutos ele assistia um filme erótico (“Zé-bom-de-perna no país das ninfomaníacas”), quando os Jacohrangers chegaram. Estavam cansados, feridos e enfraquecidos, mas encontraram forças para debochar, gozar, ironizar, agredir verbalmente, ridicularizar, constranger, ofender, achincalhar e enxovalhar seu mestre. Todas as tentativas de mudar de assunto falharam. Não importava se Cidadopolislândia estava em perigo, se Negão tinha perdido a memória, ou se o inimigo era poderoso demais. A única coisa sobre a qual se falava era o filme pornográfico do mestre Jacoh.

- E aí, mestre? É verdade que o senhor é presidente do fã-clube do Kid Bengala? – ironizou Polaco.
- O senhor não tem competência para conseguir uma mulher de verdade, mestre? – perguntou seriamente Paty.
- Com que freqüência o senhor faz isso, Mestre Jacoh? Todas as vezes que a gente sai para combater o mal? – questionou Japa.
- Apesar de não lembrar quem sou, nem quem o senhor é, gostaria de dizer HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! – gargalhou Negão.
- Mestre Jacoh, todos nós aqui entendemos que o senhor está em uma idade de transição, na qual seu corpo passa por muitas transformações. Sabemos que o senhor está experimentando sensações que nunca teve antes e que isso pode estar lhe gerando certa insegurança. Mas nada justifica esse comportamento libertino e adolescente, Mestre! – disse Ruivão.

Negão ainda não tinha recuperado a memória, os Jacohrangers ainda estavam terrivelmente feridos e o Mestre Jacoh ainda era alvo de chacotas quando o alarme soou. Aparentemente, o terrível monstro Krorquinto iniciara um violento ataque contra o povo de Cidadopolislândia.

- Japa, seu celular ultra-tecnológico não tem nenhuma função “Curar amnésia dos amigos”? – perguntou Paty.
- Infelizmente, não! – ele respondeu desapontado – Mas se o que fez Negão perder a memória foi uma violenta pancada na cabeça, talvez outra pancada na cabeça possa fazê-lo recuperar a memória.
- Uma idéia tão inusitada que pode dar certo – disse Ruivão. Em seguida o Jacohranger vermelho desferiu um poderoso soco no amigo Negão.

Após alguns minutos desacordado (e com o alarme soando), o Jacohranger preto recobrou a consciência. Tinha recuperado totalmente a memória. Estava pronto para Jacohmbater o mal.
Embora muito cansados, feridos, e com certa preguiça, os cinco heróis partiram para travar a batalha final com o monstro Krorquinto.

***

O centro de Cidadopolislândia era puro pânico. O poder destrutivo da criatura maligna tinha causado um grande estrago. Carros foram destruídos, casas ardiam em chamas e pessoas agonizavam no chão sujo. Krorquinto grunhia e urrava, como que se deleitando com o sofrimento daquele povo.
Então chegaram os Jacohrangers. Emitindo suas bravatas adolescentes, disfarçando a feiúra de seus trajes com poses ainda mais constrangedoras e compensando a burrice com muita coragem e determinação. Não traziam nas mãos suas armas, pois já sabiam que elas não surtiriam efeito contra o terrível inimigo.

- Bazuca sem nome! – gritaram todos em uníssono, convocando seu mais poderoso recurso.

Krorquinto subestimou o poder destrutivo da bazuca e não tentou desviar da gigantesca quantidade de energia cósmica que avançou velozmente até ele. Virou poeira alienígena, enquanto Paty dizia algo como “Volte à forma humilde que merece”.

- Raio agigantador! – gritou uma voz oriunda de outro mundo.

E Krorquinto foi reconstruído com dezenas de metros de altura. Não tardou para que o Gigante Guerreiro Jacohlossal também viesse, dando abrigo aos cinco heróis. Monstro e robô trocaram golpes. Os raios vindos do tridente da besta mediram forças com o “Míssil Jacohlossal”. Chutes e socos foram desferidos em todas as direções. Mas logo foi pronunciada a frase que encerraria o confronto:

- Golpe Fatal Final Jacohlossal!

E Krorquinto foi derrotado definitivamente.

- HAVERÁ UM LIMITE PARA A DIVERSIDADE DE FUNÇÕES QUE O CELULAR ULTRA-TECNOLÓGICO DE JAPA PODE TER?
- SE FOREM VERDADEIROS OS BOATOS DE QUE O MESTRE JACOH TEM PÔSTERES DA ATRIZ QUE INTERPRETAVA A YELLOW FLASH SEMINUA, QUE IMPACTO ISSO PODE TER NA HISTÓRIA?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS

Um comentário:

  1. Pobre Mestre Jacoh... entendo o que é ser achincalhado por um bando de pupilos, embora não pelos mesmos motivos...

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