Jacohrangers

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domingo, 21 de outubro de 2012

EPISÓDIO 17 - O FORTALECIMENTO DOS SOLDADOS KRUR


EPISÓDIO 17 – O FORTALECIMENTO DOS SOLDADOS KRUR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- A UNIÃO E AMIZADE DOS JACOHRANGERS FICOU COMPROMETIDA PELO SURGIMENTO DE UM INÉDITO “QUADRILÁTERO AMOROSO”.
- O PRÓPRIO IMPERADOR DO IMPÉRIO RESOLVEU RESOLVER TUDO, TOMANDO A INICIATIVA DE INICIAR ALGUMAS ESTRATÉGIAS ESTRATÉGICAS. OCORRERÃO VÁRIOS FRACASSOS, OU SE SUCEDERÃO SUCESSOS SUCESSIVOS?

O QUE IRÁ ACONTECER?

O centro de Cidadopolislândia ardia. Casas, prédios, barracos, favelas, carros, motos, bicicletas, patinetes, hidrantes, caixas de isopor com cerveja, caminhões, postes, semáforos, mochilas, bolsas, garrafas, sacos de lixo, chaves de fenda e até casinhas de cachorro. Tudo tinha virado cinzas. Fora isso, pessoas feridas agonizavam sobre as calçadas sujas.
Os Jacohrangers chegaram. O vermelho, o preto, o amarelo, a rosa e o verde. Mas o azul não estava entre eles. Talvez nunca mais estivesse.
Contra eles, quinze soldados Krur. Branquelos, albinos, pareciam ter sido mergulhados em um barril de farinha. Causavam caos e destruição com as estranhas armas que tinham em mãos. E em um bem-vindo acréscimo proporcionado pelo seu Imperador, agora eles também possuíam a capacidade de disparar raios ópticos. E começaram a dispará-los em direção aos Jacohrangers.

- Criaturas vis e esbranquiçadas! – gritou Ruivão – Não pensem que nos vencerão só porque vocês estão consideravelmente mais poderosos e nós estamos incompletos, cansados, surpreendidos, fragilizados e despreparados.

As rajadas de energia eram muitas. Os Jacohrangers tinham dificuldade para se desviar delas, sendo atingidos vez ou outra. O amarelo, em especial, fora ferido três vezes e chegou a cair. Levantou-se com dificuldade e logo teve que confrontar quatro soldados que o cercavam.
O verde combatia desarmado. Parecia dominar várias técnicas diferentes de luta, intercalando socos, chutes, cotoveladas, cabeçadas, joelhadas e cusparadas nos inimigos. Ainda assim, o confronto era terrivelmente duro. Inúmeros Krur o atacavam ao mesmo tempo. Eram mais ágeis, mais fortes e mais violentos.
A Jacohranger rosa tentava manter os oponentes longe com os disparos de seu arco. As flechas voavam velozes e certeiras, perfurando alguns soldados, o que não bastava, pois eles resistiam, arrancando os projéteis de seus corpos. E a batalha seguia.
O vermelho agredia os inimigos com sua espada. Entre um golpe e outro, filosofava e “passava uma lição de moral” nos oponentes. No entanto, a inferioridade numérica lhe causava sérios problemas. Em poucos minutos, Ruivão já se encontrava em uma situação desesperadora.
O Jacohranger preto estava nas mesmas condições. Gritava a seus colegas para que se agrupassem, mas nenhum deles parecia capaz de fazê-lo. Vencer parecia um sonho distante, por isso Negão começou a lutar tão defensivamente quanto possível, procurando apenas não ser massacrado e, quem sabe, conseguir recuar.
A quilômetros dali, Mestre Jacoh observava a cena com extrema preocupação. Os inimigos estavam mais poderosos, enquanto que os heróis não tinham aumentado seus poderes na mesma proporção. Mesmo com a chegada de um novo Jacohranger o grupo não teria a mesma força de antes sem Japa.

E não havia nada que o velho mestre pudesse fazer.

***

O monstro Krorsétimo estava totalmente pronto. Suas habilidades já tinham chegado ao nível máximo. Bastava lançá-lo em combate contra os odiáveis Jacohrangers. No entanto, o Imperador Krar preferia aguardar. Assistia com um sorriso diabólico o triunfo de seus soldados Krur contra os patéticos heróis mal-vestidos.

- Com sua licença, meu Imperador. Posso roubar alguns minutos de seu tempo? – era o General Krir.
- Seja breve. Estou muito ocupado vendo nossa vitória.
- Fico feliz em ver que os Borogodórangers estão prestes a serem vencidos. E justamente para garantir que isso realmente aconteça, peço sua permissão para ir ajudá-los. Eu também aumentei meus poderes. Fora isso, os soldados Krur, apesar de poderosos, podem ser sobrepujados pela inteligência dos inimigos. Minha presença no campo de batalha assegurará que isso não ocorra.
- Discordo de tudo que você disse, General, mas não vejo mal nenhum em seu envolvimento. Vá! Vá e destrua os malditos Jacohrangers!
- Sim, meu Imperador! Eu destruirei os Gogórangers!

O Imperador Krar teve vontade de corrigir seu subordinado, explicando-lhe que o nome dos inimigos era outro. Mas desistiu.

***

Encurralados, os Jacohrangers agonizavam no chão. Seus adversários os rodeavam, enquanto grunhiam em um idioma incompreensível e faziam caretas de maldade. A derrota parecia inevitável.

- Pela lógica, o Jacohranger azul deve chegar triunfalmente para nos salvar, e com o auxílio deles, venceremos essa batalha – disse Ruivão.
- Eu não esperaria por isso – João disse, tentando, sem sucesso, se levantar – Teremos que lutar com nossas próprias forças.
- E se chamássemos a “bazuca sem nome”? O poder explosivo dela deve ser capaz de acabar com esses miseráveis – sugeriu Paty.
- Sem o Japa não funcionará – disse Polaco – Ele é o único que sabe qual o botão que deve ser apertado.
- O que? A bazuca sem nome tem botões? E é apertando um deles que ela dispara? – surpreendeu-se Ruivão – Eu nunca havia reparado nisso.

O General Krir chegou ao campo de batalha. Os Jacohrangers ficaram surpresos, mas não muito. Afinal, dificilmente aquela situação poderia piorar.

- Soldados Krur! Se ficarmos parados olhando para esses miseráveis caídos, eles não farão nada! Vamos atacar e destruir essa cidade. Assim eles terão que nos combater para nos impedir. 
E a destruição começou. Carros, casas e cavaletes com retratos de candidato a vereador eram cruelmente atacados. Pessoas fugiam desesperadas, gritando tanto que os Krur não se sentiam encorajados a perseguí-las. O caos passou a reinar em Cidadopolislândia. E os cinco valentes heróis seguiam no chão, enfraquecidos.

- E se tentássemos persuadir nossos inimigos que não vale a pena insistir nessa destruição insensata, pois isso é uma demonstração de imaturidade por parte deles? – perguntou Ruivão.
- Acho que há outra opção – bradou João – Embora eu confesse que preferia usá-la apenas quando Japa estiver novamente conosco.
- Temos que entender nosso amigo oriental – disse Polaco – Ele, o João, a Paty e o Ruivão vivem um “quadrilátero amoroso”.
- E se levarmos em conta que eu sempre achei que o Mestre Jacoh tivesse uma “quedinha” pelo Ruivão, eu diria que é um “pentágono amoroso” – complementou Negão.
- Qual é a outra opção? Não temos tempo! – gritou Paty, irritada por estar em uma época do mês particularmente sensível.
- As lentes de contato que Mestre Jacoh me deu... Além de concederem meus poderes de Jacohranger verde, também possuem uma grande quantidade de energia reserva destinada a aumentar nossos poderes em momentos de dificuldade – explicou João.

Antes que Ruivão dissesse mais alguma bobagem, o herói verde se concentrou e colocou delicadamente seus dedos nas lentes de contato mágicas. Murmurou alguma coisa que nem ele mesmo entendeu. Faíscas crepitantes dirigiram-se pouco a pouco ao corpo dos cinco Jacohrangers.
Todos sentiram suas energias renovadas. Seus poderes consideravelmente ampliados. Sua autoconfiança recuperada. Seus ferimentos curados. Sua vontade de punir o mal aumentada.

- Hora de Jacohmbater o mal! – os cinco gritaram, após improvisarem uma ridícula pose de batalha.

Socos, chutes, cotoveladas e golpes desferidos com as armas voltaram a fazer efeito. Em poucos minutos, os soldados Krur foram caindo sem vida, para a alegria dos inocentes transeuntes que não conseguiram fugir e tiveram que assistir a batalha. Em face à situação, o General Krir optou por não confrontar diretamente os Jacohrangers. Sumiu magicamente após bradar em altíssimo som “Eu voltarei!”.

Cidadopolislândia estava salva. Por hora.

***

- Monstro Krorsétimo! Prepare-se para iniciar um novo ataque! – bradou o Imperador Krar.

- EXISTIRÁ, DE FATO, UM “PENTÁGONO AMOROSO” NOS JACOHRANGERS?
- SERÁ QUE JAPA USARÁ SEU SOFRIMENTO COMO UM PRETEXTO PARA CRIAR UMA BANDA “EMO”?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!

2 comentários:

  1. Talvez o Japa retorne dizendo que descobriu mais uma função de seu celular, esta que será a chance de vencerem XD

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  2. "- E se tentássemos persuadir nossos inimigos que não vale a pena insistir nessa destruição insensata, pois isso é uma demonstração de imaturidade por parte deles? – perguntou Ruivão".

    Ruivão segue sendo meu personagem favorito e o que me arranca mais risadas XDDDD

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