Jacohrangers

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domingo, 28 de outubro de 2012

EPISÓDIO 18 – (QUASE) TODOS CONTRA O MONSTRO KRORSÉTIMO



EPISÓDIO 18 – (QUASE) TODOS CONTRA O MONSTRO KRORSÉTIMO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O TRIÂNGULO AMOROSO DOS JACOHRANGERS TORNOU-SE UM QUADRILÁTERO, COM GRANDES POSSIBILIDADES DE VIRAR UM PENTÁGONO.
- SEM JAPA, OS HERÓIS NÃO PODEM USAR A “BAZUCA SEM NOME”, FICANDO COM SEU PODER DE BATALHA BASTANTE REDUZIDO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os cinco heróis resfolegavam após a difícil vitória. Aproveitaram para socorrer os feridos e tranqüilizar as pessoas que ali estavam.

- O medo é a manifestação das fragilidades recônditas de nosso sistema nervoso, um mero reflexo de nosso despreparo emocional – Ruivão explicava às vítimas assustadas.

Aos poucos, Cidadopolislândia ia se recuperando do trauma dos ataques recentes. Começava a surgir naquela ingênua população um sentimento de extrema confiança nos Jacohrangers. Quando fossem alvo de uma nova investida dos invasores, saberiam ter em quem confiar.
Os heróis, no entanto, ainda estavam preocupados com Japa. Não havia nem sinal do Jacohranger azul em parte alguma. Se outro monstro maligno surgisse, a ausência do jovem seria terrivelmente sentida. Definitivamente, a paz em Cidadopolislândia dependia da resolução daquele problema.

- Vamos procurar em grupos – sugeriu Ruivão – Proponho nos separarmos em grupos de sete. Serão três grupos: um procura na região sudoeste da cidade, outro na região nordeste, e outro grupo fica aqui sem fazer nada torcendo para que Japa apareça de repente.
- Quem procura na região noroeste? E quem procura na região sudeste? – perguntou Negão.
- E quem procura no centro? – questionou João.
- Ruivão, somos apenas cinco! Não podemos nos dividir em grupos de sete – Paty alertou.
- Tem razão! – o Jacohranger vermelho concordou – Acho que então devemos desistir de procurar.

E os cinco voltaram a seu quartel-general para descansar.

***

O monstro Krorsétimo estava pronto. Kroroitavo e Krornono se encontravam muito próximos da fase final de criação. Tudo corria bem. Deixar o comando dos ataques sob a responsabilidade dos Generais Krer e Krir fora um erro. O próprio Imperador Krar comandava as operações agora.

- General Krer, investigue em segredo a localização do Jacohrangers azul. Quando encontrá-lo, envie soldados Krur para atacá-lo enquanto ele estiver sozinho.
- Sim, meu Imperador.
- Quanto a você, General Krir, inicie a operação com o monstro Krorsétimo. Seqüestre crianças e as aprisione em algum local para atrair os Jacohrangers!
- Sim, meu Imperador!

“Isso é só o começo, Jacohrangers! Só o começo!”

***

Polaco ouvia músicas típicas de descendentes de alemão, enquanto bebericava chope e comia pedaços de mortadela. Há poucos minutos recusara um convite de Negão de folhearem revistas eróticas.
Em outro aposento, Paty e João discutiam (aos berros) a relação. Ele queria assistir reprises de Jaspion e Metalder, por entender que aquilo seria instrutivo. Ela exigia ser levada ao shopping para fazer compras, pois havia uma loja de vestidos em liquidação. Gritos de “Você é egoísta” e de “Não, você é que é” podiam ser ouvidos por toda a vizinhança.
Mestre Jacoh e Ruivão se desentendiam sobre o que deveriam assistir. O velho mestre queria acompanhar os episódios inéditos de “Ursinhos Carinhosos” e, na seqüência, uma “maratona” de 36 horas seguidas de “Cavalo de fogo”. O Jacohranger vermelho preferia assistir um programa de debates, com o interessantíssimo tema: “Transtornos psicóticos agudos: você os tem, ou isso é coisa da sua cabeça?”. Ambos discutiram sem chegar a nenhum acordo por muito tempo.

Até que soou o alarme.

Aos tropeções, os Jacohrangers chegaram à sala principal de seu quartel-general e viram que uma transmissão chegava ao monitor. Após instantes de chuviscos, formou-se a imagem do demoníaco General Krir dentro de um imenso barracão, escuro, sujo e mal-cheiroso. Atrás dele, dezenas de crianças amarradas chorando, gritando, se debatendo e tentando se libertar. Ao lado do maligno invasor, uma criatura bestial, espadaúda e com um tridente na mão. Era o monstro Krorsétimo.

- Aspiradordepohrangers! Sou eu, o seu terror, o invencível General Krir. Vêem essas crianças? Estão presas, feridas, famintas, com sede, sujas, assustadas e sem ninguém que possa salvá-las. Se quiserem libertá-las, terão que vir até aqui e derrotar o monstro Krorsétimo. Ah, antes que eu me esqueça: há uma bomba poderosíssima instalada nesse lugar. Vocês têm apenas uma hora para evitar o pior.

O demoníaco general gargalhou e a transmissão se encerrou. Mestre Jacoh rastreou a origem do sinal e orientou os cinco jovens. E então eles partiram!

- Hora de Jacohmbater o mal!

Em aproximadamente trinta minutos eles chegaram ao local onde o covarde inimigo os aguardava. Não tardou para que um punhado de soldados Krur tentasse detê-los. Eram dez e continuavam tão poderosos quanto no combate anterior, mas os heróis tinham aumentado bastante suas forças.
Com os primeiros oponentes no chão, e tendo apenas vinte e cinco minutos, os Jacohrangers se viram frente a frente com o monstro Krorsétimo. Empunharam suas armas, ensaiaram uma pose de batalha debilóide e avançaram entoando bravatas tipicamente adolescentes.
As armas dos guerreiros até conseguiam ferir a grossa couraça da besta maligna, mas era difícil atingí-lo, pois ele desviava-se dos golpes, aparava todas as investidas e parecia mais hábil na luta corpo-a-corpo mesmo em desvantagem numérica. Após cinco minutos de luta, Krorsétimo exibia uns poucos arranhões, enquanto os Jacohrangers já tinham suas armaduras bastante danificadas.

E restavam apenas vinte minutos.

- Esqueceram-se das crianças? – General Krir gritava de longe – Elas têm pouco tempo de vida! Hahahahahahahahahahahaha!
- Aquele miserável tem razão – bradou o Jacohranger preto a seus colegas – Temos que derrotar logo esse monstro.
- Será que é realmente impossível usar a “bazuca sem nome” sem o Japa? – perguntou o amarelo.
- Sim. Infelizmente, é impossível! – deixou claro o herói verde.
- E se nos auto-sugestionássemos, inserindo lentamente em nossas mentes a certeza de que Japa está aqui? – perguntou o vermelho – Será que a “bazuca sem nome” poderia ser usada?
- Não! – gritou o verde.

“Japa... Onde você está?”, pensava Paty.

A batalha seguia. Os Jacohrangers usavam ataques combinados, tentando fazer uso da vantagem de serem cinco contra um. Os poderes ampliados recentemente foram usados ao máximo. Krorsétimo fora muito ferido, mas não o bastante para ser vencido. Faltava o golpe final. Faltava a “bazuca sem nome”.

E faltavam apenas sete minutos e vinte e oito segundos.

O Jacohranger verde fez sinal a seus colegas para pararem. Encarou o monstro com o olhar desafiador típico do herói fracote que ficou nervosinho após levar uma surra vergonhosa e acha que pode intimidar o inimigo apenas fazendo cara de mau. Ele tinha um plano.
Aqueles segundos sem golpes, raios e bravatas foram dominados pelo silêncio, o que possibilitou que os gritos de desespero, medo, agonia, angústia, aflição, tristeza, melancolia e insegurança das crianças prisioneiras chegassem aos ouvidos dos Jacohrangers!

- Aposto dez reais que o João vai fazer cara de louco e dizer: “Tenho um plano!” – disse o preto ao amarelo.
- Tenho um plano! – bradou o Jacohranger verde, após fazer cara de louco.

- SERÁ QUE O JACOHRANGER VERDE TEM REALMENTE UM PLANO, OU SERÁ ISSO UMA ESTRATÉGIA PARA GANHAR TEMPO?
- FARIA ALGUM SENTIDO USAR UMA ESTRATÉGIA PARA GANHAR TEMPO, SE A BOMBA QUE AMEAÇA AS CRIANÇAS EXPLODIRÁ EM DOIS MINUTOS?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO CAPÍTULO DOS JACOHRANGERS! 

Um comentário:

  1. - Aspiradordepohrangers!
    Eu realmente tive uma crise de riso ao ler isso XD.

    Qual será o plano de João??

    Um pentágono amoroso seria algo realmente complicado... :D

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