Jacohrangers

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domingo, 4 de novembro de 2012

EPISÓDIO 19 - COVARDIA! JAPA É ATACADO!



EPISÓDIO 19 – COVARDIA! JAPA É ATACADO!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- SEM JAPA, SÓ RESTA AOS DEMAIS JACOHRANGERS CONFIAR EM ALGUMA IDÉIA MALUCA QUE POSSA TER SURGIDO NA MENTE NÃO MUITO CONFIÁVEL DE JOÃO!
- O IMPERADOR KRAR REVELA-SE UM GRANDE ESTRATEGISTA, TRAÇANDO VÁRIOS PLANOS DE CONTINGÊNCIA E ATACANDO EM VÁRIAS FRONTES!

O QUE IRÁ ACONTECER?

Cabisbaixo, mas decidido a se fortalecer, caminhava Japa. Estava na divisa de Cidadopolislândia com Vizinhalândia, a cidade adjacente. Sabia que não podia se deixar abater e também sabia que quando voltasse, seus amigos o olhariam com pena. Afinal, tinha feito o papel do coitadinho patético, rejeitado, desprezado e sem valor. O lado mais constrangedoramente fraco do pentágono amoroso.
A primeira opção que lhe surgiu foi procurar mestres de artes marciais. Retornar mais poderoso a seus amigos, com espantosas habilidades recém-adquiridas, seria algo muito impressionante. Se Paty não passasse a vê-lo com outros olhos, ao menos Japa seria forte o bastante para agredir aqueles que tinham o amor dela.
No entanto, em um raio de cento e quarenta e nove quilômetros não havia ninguém que sequer soubesse segurar um garfo, que dirá uma arma. Toda a periferia de Cidadopolislândia era desprovida de grandes guerreiros e lotada de mendigos, pedintes, drogados, prostitutas e pseudofilósofos birutas – alguns deles lembravam muito Ruivão. Japa percorreu um trecho extenso sem encontrar nada que fizesse sua jornada valer a pena.
Outra possibilidade seria ele treinar por conta própria. Procurar aprimorar suas habilidades, descobrir novas técnicas de batalha, fortalecer seu corpo e espírito. Ou, no mínimo, mentir a seus amigos que tinha feito tudo aquilo. Aproveitando a ausência de pessoas lúcidas e sóbrias nos arredores, o Jacohranger azul estudou novos usos para sua arma. Ensaiou novos golpes. Forçou seus reflexos ao máximo, até que eles melhorassem tanto quanto possível. E viu um brilho diferenciado em sua lente de contato azulada.
Definitivamente, ele estava muito mais poderoso. Algo muito conveniente naquele momento, pois logo ele ouviu passos. E depois mais passos, espirros, gritos, tropeções, mais passos e o som de armas enferrujadas sendo sacadas. Eram soldados Krur. Doze deles, olhando desafiadoramente na direção de Japa.

- Hora de Jacohmbater o mal!

E o ataque covarde começou.

***

O Jacohranger azul tinha a nítida sensação de estar mais poderoso. Sentia seu corpo mais leve, seus ataques mais efetivos, sua armadura de batalha mais resistente, sua arma com mais alternativas de golpes, seu pés mais firmes no chão, sua vontade de mijar cada vez mais ausente, seus olhos com cada vez menos ramela, seu estômago liberando cada vez menos gases, suas meias cada vez menos mal-cheirosas, seu cabelo mais perfumado e sua lábia na hora de seduzir uma garota ampliada.
Apesar disso, seus adversários eram muitos e também tinham ficado muito mais poderosos. Lâminas enferrujadas rasgavam o ar em velocidade impressionante, encontrando defesa na arma do Jacohranger azul, ou às vezes sendo esquivadas por ele. Uma ou outra acabava atingindo o herói, que ainda assim resistia bravamente.
Sentindo que a inferioridade numérica poderia lhe custar a vitória Japa pôs-se a lutar com todas as suas forças. Desferia os socos mais potentes, desviava-se das ofensivas inimigas tão rápido quanto podia, contra-atacava sem piedade, golpeava ao mesmo tempo o máximo de adversários possível.
Quatro jaziam no chão, vítimas dos novos poderes do Jacohranger azul, mas ainda restavam oito. E Japa já estava bastante ferido. Mesmo que triunfasse sobre os adversários restantes, quem poderia garantir que não surgiriam outros antes que ele se unisse a seus amigos?

***

Faltava um minuto e vinte e sete segundos.

Seguindo as orientações do Jacohranger verde, os demais heróis ergueram seus visores e tiraram suas lentes de contato. Concentraram toda a energia que ainda emanava delas em suas mãos. Uniram as cinco energias e apontaram-na em direção ao monstro Krorsétimo.

- Bazuca substituta improvisada! – gritaram todos.

O poder disparado no monstro o feriu gravemente, levando-o ao chão com violência. Ele ainda não estava totalmente destruído, mas não se encontrava em condições de continuar combatendo. Restavam apenas trinta e nove segundos antes que a bomba explodisse, ceifando as vidas de algumas crianças inocentes.
O Jacohranger vermelho tomou a dianteira e correu em direção ao imenso galpão onde os reféns eram mantidos prisioneiros. Estava próximo à entrada principal, quando tropeçou bisonhamente em seus próprios pés e caiu de boca no chão. Recompôs-se, ligeiramente constrangido, e voltou a correr.
Quando ele adentrou sozinho o local, o tempo chegava impiedosamente ao fim.

***

- Parece que os vilões ajustaram o relógio do detonador da bomba sem levar em conta que já entramos no horário de verão – sorriu Ruivão, acariciando as bochechas de uma garotinha de três anos – Quando eu desativei o mecanismo ainda faltavam cinqüenta e quatro minutos para a explosão.
- Ruivão, eu ouvi gritos de dor vindos lá de dentro. De quem eram? – perguntou Polaco.
- Meus! É que na tentativa de desligar a bomba, eu acabei levando alguns choques.
- Amigos, será que não estamos esquecendo de alguma coisa? – questionou Negão.
- Também tenho essa impressão! É como se tivéssemos que dar o golpe final em algum vilão que estivesse agonizando e não houvéssemos feito isso ainda... – riu Paty.
- Talvez seja só nossa impressão – disse João.

Muito tempo mais tarde, quando as crianças já estavam a salvo com seus pais, eles recordaram-se que o monstro Krorsétimo ainda não havia sido completamente derrotado. Após Negão e Polaco disputaram “par ou ímpar” em uma competição “melhor de noventa e cinco”, o Jacohranger preto ficou encarregado de ceifar a vida do ser maligno.

A vitória tinha vindo, mas Japa ainda não fora encontrado.

***

Só restavam vivos quatro soldados Krur, mas o Jacohranger azul já estava praticamente sem forças. Chegara a seu limite. Fora golpeado muitas e muitas e muitas e muitas e muitas e muitas vezes. Seu corpo estava cansado, os músculos se recusavam a obedecer a seus comandos, seu cérebro não tinha mais capacidade enviar comandos aos músculos.
Mas os inimigos ainda vinham, ainda atacavam, ainda queriam levar adiante o combate. Japa usou a pouca lucidez que ainda tinha consigo para tentar pensar em algum plano. Fugir não era uma alternativa. “Se ao menos Ruivão estivesse aqui”, ele pensava. “Ele certamente teria alguma idéia idiota, cretina e sem sentido, mas que funcionaria”. Naquele momento, o Jacohranger azul entendeu por que seu colega de cor vermelha era o líder do grupo. E deu valor a ele.

- O que poderia funcionar? O que? – Japa gritava, enquanto recebia violentos golpes – Já sei!

O Jacohranger azul jogou-se no chão e gritou “Morri”. Ficou completamente imóvel por alguns segundos, evitou até respirar. Mais tempo passou, com Japa sendo alvo dos olhares curiosos dos soldados Krur, que pareciam não acreditar naquela vitória.
Até que os vilões foram embora, felizes, acreditando que tinham, de fato, assassinado Japa. “É o tipo de coisa em que o Ruivão pensaria”, pensou o Jacohranger azul. Quando não havia mais soldados, ele levantou-se.

Era a hora de voltar para junto de seus amigos.

***

O Imperador Krar estava furioso.

- Krir! Seu imbecil! Os soldados que você comandava perderam uma grande chance de matar um Jacohranger! Por que os deixou sozinhos? Se você estivesse lá, certamente não teria caído naquele truque infantil.
- Mil perdões, meu Imperador. Não imaginei que os Krur pudessem ser enganados por algo tão tolo.
- Meu Imperador, se me permite, deixe que eu derrote aqueles miseráveis. No período em que fiquei ausente, eu também aumentei muito meus poderes. Prometo lutar contra os Jacohrangers até a morte. Não voltarei até que eles estejam destruídos.

O Imperador relutou, mas acabou autorizando Krer a realizar seu ataque.

- OS JACOHRANGERS FICARAM MAIS FORTES, OS MONSTROS TAMBÉM, O GENERAL KRER TAMBÉM E OS SOLDADOS KRUR TAMBÉM.
- HAVERÁ ALGUÉM EM CIDADOPOLISLÂNDIA QUE NÃO FICOU MAIS FORTE?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!  

Um comentário:

  1. Hahahaha, muito bom!! O horário de verão salvando a vida de crianças indefesas... XD.

    Agora os Jacohrangers estarão todos juntos novamente!

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