Jacohrangers

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domingo, 25 de novembro de 2012

EPISÓDIO 22 - QUEM VAI MORRER? KRER OU JACOHRANGERS?


EPISÓDIO 22 – QUEM VAI MORRER? KRER OU OS JACOHRANGERS?

- O USO DOS TRAJES DE COMBATE FAZ OS JACOHRANGERS TEREM SEU DNA ALTERADO, NÃO PODENDO MAIS PERMANECER NA TERRA POR MUITO TEMPO.
- UM EPISÓDIO EXTREMAMENTE IMPORTANTE DOS JACOHRANGERS ESTÁ AGENDADO PARA A SEMANA DO NATAL, ÉPOCA NA QUAL OS FÃS ESTARÃO OCUPADOS COM OUTRAS COISAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Ruivão! Você é devoto de São Rodrigo, o protetor de todo mendigo. Peça a ele que nos envie uma luz!

Com aquelas palavras de desespero, Negão quebrou o silêncio. Os seis heróis e seu mestre estavam reunidos em uma das salas do quartel-general. João e Japa comiam pizzas, Polaco brincava com as azeitonas e Paty revirava gavetas a procura de acetona. Só o Mestre Jacoh, Ruivão e Negão davam importância ao problema.

- O que são nove dias comparados à grandeza da eternidade? – o Jacohranger vermelho perguntou.
- Fico pensando o que aconteceria se alguém do Império Krar descobrisse o que está acontecendo – disse Negão.
- Provavelmente, eles ficariam escondidos por dez dias e só depois de vocês partirem é que eles atacariam a terra – disse o Mestre Jacoh, suspirando de preocupação – Talvez devêssemos fazer todo o possível para localizar a base secreta inimiga e lançar um ataque decisivo o quanto antes.
- Quanto antes os destruirmos, mais tempo sobrará para sairmos com lindas mulheres. Inclusive, tenho conversado com uma loira ultimamente... Acho que vou levá-la para o planeta Jacoh!
- Quanto antes destruirmos o Império Krar, mais tempo sobrará para refletirmos sobre os caminhos da vida, a frivolidade da filosofia quando não aplicada e os motivos que levam um povo a dar a seu planeta o nome de “Jacoh” – falou Ruivão.
- Existe um planeta chamado “Jacoh”? – Polaco se intrometeu, ligeiramente embriagado – Esse universo é uma droga mesmo!
- Será que o celular ultra-tecnológico do Japa não tem a função “alterar a DNA de heróis, possibilitando que eles permaneçam em seu planeta”? – João perguntou, surgindo do nada.
- Acho difícil! – Negão respondeu.

Os heróis seguiram conversando por mais algumas horas. Acabaram mudando de assunto e discutindo a alta do dólar, a alta do euro, a alta do ien e a alta do preço do Kinder Ovo.
Amanheceu e todos foram acordados pelo alarme. Os seis heróis e seu mestre chegaram à sala principal aos tropeções. Todos usavam pijamas, alguns listrados, uns com bolinhas e ainda uns com estampas de bichinhos.

- Quem ousa interromper meu sono de beleza? – Paty vociferou em meio a dois ou três bocejos.

O monitor principal mostrava a imagem do desagradável e insistente General Krer. Acompanhado de meia dúzia de soldados Krur, ele apontava uma arma que parecia poderosa para os pilares de sustentação da grande represa de Cidadopolislândia.

- Que sujeitinho mais insistente! – gritou Paty – Essa é a quadragésima sétima vez que ele nos desafia! Quantas vezes mais ele vai querer apanhar?
- Não sabia que tínhamos uma represa na cidade – comentou João.
- E não temos! – respondeu Negão – Parece que esse general passou as últimas horas construindo uma represa e enchendo-a de água para depois nos ameaçar.
- Por isso os soldados Krur estão segurando aqueles baldes? – era Japa.
- Dá tempo de tomar uma cerveja antes de irmos para a batalha? – perguntou Polaco.

E então a voz terrível e assustadora do maligno general se fez ouvir.

- Jacohrangers! Espero que possam me ouvir! Estou prestes a destruir esta grande e recém-construída represa, o que deixará sua preciosa cidade debaixo d’água. Eu os desafio a me deterem, se puderem. Mas venham preparados, pois essa será a batalha final. Não pararemos de lutar até eu ou vocês morrerem.

O monitor se encheu de chuviscos e a transmissão se encerrou. Mesmo bocejando, se espreguiçando e esfregando os olhos com freqüência, os seis defensores da justiça revoltaram-se com aquela covardia.

- Miserável! Derrotaremos você e usaremos sua represa como uma piscina! – gritou João.
- Mas e se toda aquela água inundar Cidadopolislândia? – perguntou Mestre Jacoh.
- Podemos secá-la com uma toalha! – Ruivão respondeu – Ou colocá-la dentro de algum tipo de centrífuga gigante. Ou ainda secá-la pegando emprestado o secador de cabelos da Paty.

Mestre Jacoh balançou a cabeça em sinal de desânimo.

- Hora de Jacohmbater o mal! – gritaram todos ao mesmo tempo.

***

O herói vermelho e o verde tomaram a dianteira, trocando socos e chutes com o inimigo. Krer revidava com joelhadas e cotoveladas, protegia-se com movimentos evasivos velozes e contra-atacava sempre que podia. Golpes foram desferidos por todos os lados, em um violento combate que parecia ter o equilíbrio como principal característica.
O Jacohranger azul, o amarelo, a rosa e o preto agrediam os soldados Krur. As criaturas caíam sem vida após poucos ataques, não representando ameaça aos heróis. Os quatro correram em direção à nova represa e notaram que ela estava realmente cheia. E fosse destruída, uma quantidade monstruosa de água avançaria sobre Cidadopolislândia. Seria uma tragédia!
Logo, todos os Krur foram derrotados, possibilitando que todos fossem ajudar Ruivão e João na batalha contra Krer. O general maligno parecia começar a levar vantagem, pois passava a usar armas poderosas. Um estranho e diminuto canhão sobre seus ombros disparava poderosa energia explosiva. Uma pistola dourada lançava lasers altamente destrutivos. Até flechas envenenadas eram arremessadas por Krer.

- Vocês podem até me derrotar, Jacohrangers! Mas não sem antes eu levar um de vocês comigo para o inferno!

Os Jacohrangers sacaram suas armas, posicionaram-se e trataram de reagir. Espada, escudo, bastão e um verdadeiro arsenal de outras armas (algumas improvisadas, tais como pedras, pedaços de madeira, hidrantes, pedaços de sabonete encontrados no chão...) foram usados ao mesmo tempo. O General Krer recuava e se enfraquecia a cada golpe, mas também feria quem o atacava.
Passou-se muito tempo. Os Jacohrangers resfolegavam, cuspiam sangue, manquitolavam. General Krer mantinha-se em pé a muito custo, tinha a visão embaçada pelo sangue que escorria farto de seus supercílios. Os sete lutadores sorriam o sorriso dos guerreiros. Só um lado sairia vencedor, mas todos terminariam a batalha com a sensação de terem lutado até seus limites.
O general inimigo canalizou energia em sua arma e preparou seu último trunfo, o “Super Ultra Mega Raio Krerzístico”. Os Jacohrangers já se posicionavam para usarem sua “bazuca sem nome”. Antes dos disparos, cada um olhou para seu(s) inimigo(s). Olhares de respeito e admiração. Alguém morreria naquela batalha, mas quem quer que fosse, morreria lutando.

- Bazuca sem nome! – seis vozes gritaram em uníssono.
- Super Ultra Mega Raio Krerzístico! – bradou a voz do invasor.

As energias colidiram em pleno ar e mediram forças, espalhando faíscas e dispersando raios minúsculos para todos os lados. Transeuntes que observavam de muito longe corriam, enquanto alguns gritavam bobagens sobre as pernas da Jacohranger rosa. Uns poucos incentivavam os heróis. Mas tudo que era dito não podia ser ouvido, pois o som das energias se chocando e tentando uma sobrepujar a outra dominava o ambiente.
Quando o equilíbrio parecia total, e a força de vontade se mostrava o fator que decidiria quem venceria, os seis Jacohrangers se lembraram. Uma mórbida contagem regressiva tinha se iniciado. Tinham aproximadamente oito dias, vinte e duas horas, quatorze minutos e dezessete segundos apenas para ficar na Terra. Não podiam perder: nem a batalha, nem tempo.
Das forças de vontade insuperáveis dos seis guerreiros, surgiu o milagre. A energia da “bazuca sem nome” aumentou e aumentou, empurrando cada vez mais o ataque inimigo. Até que o General Krer não resistiu e recebeu toda aquela poderosa onda destrutiva diretamente em si.
Explosão violenta e um grito de horror. Nada mais se ouviu. Os Jacohrangers se permitiram um minuto de descanso, sem dizer nada, sem a pergunta óbvia “Será que ele morreu?”, sem comemorarem. Olharam para a represa. Estava intacta e cheia. Cidadopolislândia estava salva e prevenida em caso de seca.

General Krer tinha sido destruído.

- EXISTIRÁ REALMENTE UM PLANETA CHAMADO “JACOH”?
- SERÁ SÃO RODRIGO, PROTETOR DE TODO MENDIGO, CAPAZ DE AUXILIAR DE ALGUMA FORMA OS JACOHRANGERS EM SUA DELICADA SITUAÇÃO?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS!                    

Um comentário:

  1. A alta do Kinder Ovo é realmente um assunto preocupante.

    ALTAS EMOÇÕES!! General Krer destruído! DNA alterado!! E um episódio importante agendado para o Natal, oh não!!

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