Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 30 de dezembro de 2012

EPISÓDIO 27 - O DESESPERO DE NÃO TER MAIS UM ROBÔ GIGANTE


EPISÓDIO 27 – O DESESPERO DE NÃO TER MAIS UM ROBÔ GIGANTE

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- A TÁTICA COVARDE EMPREGADA PELOS JACOHRANGERS DE USAR UM ROBÔ GIGANTE CONTRA UM MONSTRO DE TAMANHO NORMAL SÓ É BEM-SUCEDIDA EM PARTES!
- O GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL TOMBA, BLOQUEANDO ESTRADAS, DESTRUINDO LARES E ESMAGANDO UM CAMPO DE FUTEBOL.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Após terem feito amor sob os escombros do Gigante Guerreiro Jacohlossal, Paty e João surgiram diante de seus amigos suados, cansados, ensangüentados, mas extremamente sorridentes. Japa não conseguiu disfarçar seu ódio, Ruivão sentiu uma pontada de ciúme mesmo sem ter consciência disso, e Negão e Polaco tinham ido procurar um bar nas redondezas.
Krordecimosexto estava em posição de “lótus”. Parecia um praticante de yoga em estado meditativo. Os Jacohrangers logo perceberam que daquela forma a criatura recobrava seus ferimentos. Mas como ele tinha levado muitos golpes, muito tempo seria necessário até que ele estivesse bem novamente. O que dava aos heróis algum tempo.
Os Jacohrangers que lá estavam decidiram voltar a seu quartel-general. Lá poderiam conversar com o Mestre Jacoh e tentar encontrar uma solução. O Gigante Guerreiro Jacohlossal poderia ser consertado? Teriam dinheiro em caixa para financiar um robô novo? Encontrariam um robô gigante usado em alguma concessionária de robôs? Poderiam firmar um acordo diplomático com o Império Krar? Haveria tempo hábil para fugirem dos inimigos covardemente e abandonar a Terra à própria sorte?

***

Sem encontrar uma solução para o problema, Ruivão resolveu andar. O cheiro de putrefação, lixo mal armazenado e mendigos avessos à prática do banho certamente lhe dariam a inspiração necessária para encontrar uma solução. Caminhou sem rumo em direção ao amanhã, olhou para o infinito e tentou encontrar seu fim, manteve-se absorto em suas frívolas reminiscências pueris, até que teve um lampejo.

- É isso! – gritou, assustando os transeuntes que estavam próximos.

O lendário e único exemplar do livro “Seus problemas são realmente gigantes, ou você é apenas um idiota?”. Mais do que um tomo de 17.212 páginas, aquele era um verdadeiro compêndio de informações, conselhos, estatísticas, ilustrações infantilóides, relatos, depoimentos, opiniões de especialistas, discursos verborrágicos, elucubrações prolixas e todas as babaquices indispensáveis para o aprimoramento do caráter de um ser vivo. 
Ruivão lembrou-se então que o referido exemplar, único em todo o Sistema Solar, pelo que se sabia, encontrava-se nas salas abandonadas da famosa “Biblioteca Longínqua”, a biblioteca que ficava no topo do monte mais alto de Cidadopolislândia. Estimava-se que o Monte da Altura Alta tinha mais de cento e trinta e dois quilômetros de altura.
O Jacohranger vermelho por muito tempo fez contas: quantos meses ele levaria para chegar até lá através dos métodos tradicionais de escalada? Infelizmente, ele não poderia esperar tanto tempo assim. Se ao menos sua equipe tivesse algum construto, máquina ou robô de com a capacidade de voar...

- Espere! Temos o Gigante Guerreiro...

Não tinham mais. Era desesperador não ter mais um robô gigante.

***

Polaco recebeu uma mensagem em seu celular. Vinha de seus pais. O povo de Blumenau faria uma “Oktoberfest fora de época”. Em pleno mês de dezembro, todos estavam convidados a beber até vomitar, dançar até ficarem com sede e então beberem ainda mais. Tudo isso com músicas típicas, trajes típicos e comidas típicas (excessivamente salgadas para deixar todos com sede e os induzirem a beber ainda mais).
Sem dúvida, embriagar-se até perder o rumo de casa era uma oportunidade que não devia ser desperdiçada. No entanto, para assegurar sua presença no evento, Polaco deveria comparecer presencialmente no local do evento e comprar ele mesmo seu ticket. O prazo se encerraria em menos de duas horas. Tempo insuficiente para sair de Cidadopolislândia (localizada no estado do Mato Grosso do Oeste) e ir até Santa Catarina.

- Espere! – o garoto pensou em voz alta.

Se seu grupo tivesse algum tipo de construto, máquina ou robô que voasse a uma incrível velocidade, ele poderia cobrir a distância em tempo hábil. Sim, talvez fosse possível. Afinal, eles tinham o Gigante Guerreiro...

Realmente, não ter mais um robô gigante era desesperador.

***

Paty estava sozinha outra vez. Sabia que, mais uma vez, o tempo estava contra ela e seus amigos. Decidiu aproveitar o tempo fazendo algo que julgava essencial, principalmente naquele momento: pintar as unhas. Afinal, ninguém respeitaria uma heroína com esmalte descascado.
Ao vasculhar seus pertences, percebeu que precisaria comprar outros esmaltes. E então se lembrou da sensacional promoção da qual foi avisada por uma amiga: ela ganharia um kit com esmaltes de mais de 23652765237573573 de tonalidades, além de acetona e duas escravas para serem manicure e pedicure em tempo integral. Para concorrer era simples: a pessoa só precisava enviar uma foto sua acompanhada de algo ou alguém único ou especial. A foto mais incrível venceria.

- E se eu mandasse uma foto minha ao lado de algum veículo, máquina ou robô dos Jacohrangers? – a garota pensou.

Certamente, ninguém seria capaz de tirar uma foto mais que incrível que ela. Quer algo mais sensacional do que uma foto ao lado de algum veículo, máquina ou robô de um grupo de Super-Sentai? Principalmente, se ela tirasse uma foto ao lado do Gigante Guerreiro Jacohl...

Definitivamente, não ter mais um robô gigante era desesperador.

***

Cosplay de tokusatsus. Algo não muito comum, mas que vez por outra ocorria em eventos organizados por fãs. João, após trocar e-mails com fãs de Gokaiger e Kamen Rider Fourze, ficou sabendo de um evento nas proximidades de Cidadopolislândia. Tratava-se do “Tokusatsus‘s enemies enemies”, um fim de semana inteiro dedicado aos inimigos dos inimigos dos grandes heróis.
A coisa mais sensacional era que haveria um concurso, no qual seria premiada a mais bela maquete de veículo, máquina ou robô Super Sentai. O Jacohranger verde leu os e-mails de seus amigos nos quais eles contavam com entusiasmo que estavam construindo máquinas imensas para competir.
João, claro, não precisava de nada disso. Afinal, ele era membro de um grupo real de heróis. Ele venceria sem esforço algum. Que chances teriam os outros competidores, com suas montagens, contra um robô gigante verdadeiro? Bastava que o Jacohranger verde levasse para o concurso o Gigante...

Indiscutivelmente, não ter mais um robô gigante era desesperador.

***

Negão conheceu no shopping uma jovem. Linda ao extremo, com longos cabelos negros, olhos profundos e radiantes, lábios carnudos e bem delineados, traços faciais delicados, corpo sinuoso, vestes reveladoras e de conversa agradável. Não tardou para que ambos iniciassem uma animada conversa.
Ele revelou que tinha planos ambiciosos para o futuro. Adquirir um patrimônio respeitável. Formar uma família linda. Conhecer pessoalmente o Sílvio Santos. Construir uma cidadezinha de isopor. Descer as cataratas em um barril. Enfim, encontrar a felicidade nas coisas mais preciosas da existência.
Ela revelou seu maior sonho: fazer amor dentro do compartimento interno de uma máquina que estivesse a mais de cinqüenta metros de altura. O coração do Jacohranger preto saltou ao ouvir aquilo, pois só seria preciso usar o Gigante Guerreiro...

Comprovadamente, não ter mais um robô gigante era desesperador.

***

Japa manuseava seu celular, a procura de uma mensagem antiga que recebera de um primo. Começou a procurar, nas múltiplas funções do aparelho. Agenda, telefone, SMS, mp3 player, câmera fotográfica, câmera filmadora, TV, computador, DVD, microondas, batedeira, liquidificador, enceradeira, ferro de passar, betoneira, forno a lenha, aspirador de pó, ralador de cenoura, robô gigante, domesticador de jacaré...

- Robô gigante?

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DOS JACOHRANGERS:

O tão criticado celular ultra-tecnológico também tem, entre outras coisas, a função robô gigante. Será suficiente para derrubar Krordecimosexto? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 28 – O CELULAR ULTRA-TECNOLÓGICO LEVA À VITÓRIA 

domingo, 23 de dezembro de 2012

EPISÓDIO 26 - A QUEDA DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL


EPISÓDIO 26 – A QUEDA DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- KRORDECIMOSEXTO MOSTRA-SE INVENCÍVEL. A ÚNICA FORMA DE VENCÊ-LO É RECORRENDO A UM TRUQUE SUJO NO QUAL TODO FÃ ALGUMA VEZ JÁ PENSOU, MAS NENHUM GRUPO SUPER-SENTAI OUSOU FAZER.
- UMA SURPRESA ESTÁ SENDO PREPARADA AOS FÃS DOS JACOHRANGERS!

O QUE IRÁ ACONTECER?

O Gigante Guerreiro Jacohlossal já se fazia presente, mas Ruivão hesitava em entrar nele. Aquela atitude ia contra tudo que ele acreditava. Era uma afronta ao código de honra dos Super-Sentai. Uma covardia injustificável.

- Muito me admira que você, João, um profundo conhecedor da franquia Super-Sentai e dos tokusatsus como um todo, sugira uma coisa dessas! – o Jacohranger vermelho cuspiu, com desprezo.
- Guarde seu moralismo para você! – João rugiu em resposta.
- Quanto mais convivo com os homens, mais admiro os bodes!
- Você nunca conviveu com bodes, Ruivão! – Paty alertou.
- Talvez esse tenha sido meu grande erro.

Desapontado, o líder dos Jacohrangers ingressou no Gigante Guerreiro Jacohlossal, sendo seguido pelos demais. Rapidamente, todos se acomodaram no interior do poderoso robô. E com o movimento brusco de uma alavanca, um braço energizado da máquina esmagou sem piedade o monstro Krordecimosexto.

- Tudo se resolveu! – disse Polaco, após todos descerem do robô.
- Não. Ainda não! – Japa respondeu.
- Raio agigantador! – gritou alguém a quilômetros dali.

E das cinzas do monstro derrotado surgiu a versão gigantesca do terrível Krordecimosexto. Os Jacohrangers se viram obrigados a voltarem para seu robô. Não sabiam, mas aquela seria a mais terrível batalha do Gigante Guerreiro Jacohlossal!

***

O Punho Jacohlossal, O Raio Jacohlossal e o Míssil Jacohlossal mal conseguiram arranhar o peito metálico de Krordecimosexto. O monstro revidou com socos e chutes, levando o gigantesco robô a nocaute. Botões foram apertados, alavancas foram giradas para só então os Jacohrangers colocarem sua máquina de guerra novamente. Krordecimosexto tornou a atacar com fúria, e logo o Gigante Guerreiro Jacohlossal estava caído outra vez.

- Desse jeito seremos derrotados! – gritou a Jacohranger rosa.
- O ideal seria termos um robô ainda mais gigante, com uns dez quilômetros de altura. Assim poderíamos esmagar esse monstro gigante – disse João.
- Calma! – retrucou Ruivão – Ainda temos outros recursos.

O robô se reergueu e sacou a Espada Sagrada Jacohlossal. A arma imponente, reluzente e magnificente também se mostrou ineficiente, insuficiente e incompetente, pois sequer feria Krordecimosexto. Estocadas não puderam perfurar, golpes laterais e verticais não conseguiram cortar.
Uma nova habilidade se manifestou: as Labaredas do Fogo Flamejante. Eram chamas mágicas poderosíssimas, que envolveram a Espada Sagrada Jacohlossal, aumentando muito sua força destrutiva. Somente assim Krordecimosexto começou a ser ferido.
No entanto, o monstro também atacava e danificava gravemente o Gigante Guerreiro Jacohlossal. Pequenas partes do robô começaram a faiscar e explodir. Os Jacohrangers começaram a sentir que não tinham mais estabilidade. O Gigante Guerreiro não respondia a alguns comandos. Os sistemas eletrônicos da máquina estavam em pane.
E os ataques continuavam, mais e mais, não permitindo contra-ataques, esquiva ou mesmo defesa. Os circuitos internos, os compartimentos de energia e as reservas de força auxiliar tinham sido destruídas. O Gigante Guerreiro Jacohlossal mantinha-se em pé a muito custo. Os Jacohrangers sabiam que não podiam vencer aquela luta.

- Sinto o fétido cheiro da derrota! – disse Polaco.
- Não será por que Japa urinou de novo aqui dentro? – perguntou Ruivão.

Reunindo o que estava de suas energias, os heróis arriscaram o “Ataque Ofensivo Agressivo Total”, no qual toda a força restante era concentrada em único ponto e disparada contra o oponente. O impacto do ataque gerou uma explosão gigantesca. Uma nuvem de poeira subiu. Quando foi possível enxergar novamente, viram que Krordecimosexto ainda vivia. Estava ferido, mas vivia.
E o monstro voltou à ofensiva, quebrando o braço esquerdo do Gigante Guerreiro Jacohlossal com um único golpe. Faíscas explodiram em profusão, uma pequena explosão encheu de poeira o campo de batalha, e o robô dos heróis foi novamente ao chão.

- Vamos fazer a última tentativa com o Golpe Fatal Final Jacohlossal! – gritou o Jacohranger verde.

Após levantar-se com dificuldade, o Gigante Guerreiro Jacohlossal colocou para fora toda a energia que possuía e atacou. Os seis Jacohrangers gritaram em uníssono, não com a garganta mas sim com os corações, depositando no golpe mais poderoso todas as suas esperanças.

- Golpe Fatal Final Jacohlossal! – bradaram!

Krordecimosexto caiu. Foi possível ver incontáveis ferimentos no corpo do monstro. Mas antes que os heróis pudessem comemorar, a criatura se levantou. E voltou a golpear o Gigante Guerreiro Jacohlossal.

Ele era invencível!

***

- O Gigante Guerreiro Jacohlossal será destruído! – bradou o General Krir, com um sorriso monstruoso no rosto desfigurado.
- Tenho que reconhecer que você finalmente conseguiu! – o Imperador Krar respondeu – Dessa vez será realmente o fim dos Jacohrangers! E a Terra, enfim, será nossa.
- Sim. Acho que já podemos planejar o que faremos com o povo deste planeta.
- A vida na Terra deverá ser extinta. Usaremos a energia vital desse planeta na construção de novas armas de guerra. Com elas, conquistaremos outros planetas maiores.
- Como preferir, meu Imperador. Não vejo a hora de Krordecimosexto aplicar o golpe final nesses heróis.
- Eu também não!

E ambos gargalharam a típica risada diabólica dos vilões insanos.

***

Krordecimosexto já tinha em mãos a Espada Sagrada Jacohlossal, roubada do robô moribundo. Com ela, cortou o outro braço do Gigante Guerreiro Jacohlossal, perfurou parte das engrenagens do inimigo e ainda danificou parte da cabeça dele. Para finalizar, disparou um estranho raio vindo de seus olhos, fazendo seus adversários explodirem.
Minutos depois, Ruivão, destransformado, ensangüentado, ofegante, enfraquecido, atordoado, aparvalhado, atarantado e desorientado apareceu. Com dificuldade, libertou-se dos destroços do Gigante Guerreiro Jacohlossal e contemplou a paisagem a seu redor, esperando que algum de seus inimigos também tivesse sobrevivido.
Negão foi o segundo a aparecer, também em um estado lamentável. Caminhava com dificuldade e improvisava um agradável batuque batendo com as mãos em sua barriga. Cantarolava um tema carnavalesco. Mas tinha no rosto o olhar preocupado de quem sabia que a Terra corria grave perigo.
Polaco e Japa vieram depois, abraçados, manquitolando e vomitando sangue um na perna do outro. Tudo a seu redor eram ruína e escombros de um robô gigante irrecuperavelmente destruído. Não muito longe deles, um monstro colossal invencível. Os dois tiveram que fazer força para não desmaiar.

- E Paty e João? – perguntou Ruivão.
- Aproveitaram que ficaram sozinhos no meio dos destroços e decidiram fazer amor! – contou Polaco. Japa sentiu-se mal com aquilo.
- Claro que os conceitos de “vitória” e “derrota” são muito circunstanciais, subjetivos e abstratos. E também é claro que tanto o triunfo quanto o fracasso nem sempre são definitivos, mas, analisando friamente, acho que podemos dizer que perdemos, não?
- Sim, Ruivão! – respondeu Negão, pesaroso – Nós perdemos.

 Longe dali, desesperado, Mestre Jacoh concordava em silêncio. “Nós perdemos”. Para piorar, Krordecimosexto ainda vivia. E nada, nem ninguém, poderia impedi-lo de destruir toda a vida na Terra.
 
NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Enfrentando uma crise sem precedentes, os Jacohrangers caem em desespero. Krordecimosexto inicia a destruição de Cidadopolislândia. Mestre Jacoh recorre a seus livros para procurar um meio de virar o jogo. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 27 – O DESESPERO DE NÃO TER MAIS UM ROBÔ GIGANTE!

domingo, 16 de dezembro de 2012

EPISÓDIO 25 - O VERDADEIRO TERROR: KRORDECIMOSEXTO!


EPISÓDIO 25 – O VERDADEIRO TERROR! KRORDECIMOSEXTO!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O NÚMERO DE RESPOSTAS À ENQUETE ENCONTRADA NO CANTO SUPERIOR DIREITO DA TELA SOBRE QUAL O JACOHRANGER FAVORITO DOS LEITORES É ASSUSTADORAMENTE BAIXO.
- UMA GRANDE CRISE ASSOLARÁ OS HERÓIS JUSTAMENTE NAS SEMANAS DE NATAL E ANO NOVO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os corpos sem vida dos monstros derrotados jaziam nas calçadas, intensificando o cheiro de putrefação, fezes e sangue seco que sempre existira em Cidadopolislândia. As pessoas que residiam nas ruas próximas voltavam timidamente a seus lares, muitas ainda assustadas e inseguras. Umas poucas famílias optaram por se refugiar longe dali.


- O povo está assustado! Acho que eles não nos consideram capazes de protegê-los! – disse o Jacohranger verde, cabisbaixo.
- O importante é que as mulheres da cidade nos considerem capazes de proporcionar a elas beijos e carícias – ponderou Negão.
- O importante é que os pensadores da cidade considerem que filosofia não são conceitos meramente abstratos, teorias malucas, tampouco elucubrações sem fundamento. Filosofia é atitude! – disse o herói vermelho.

Quando Ruivão percebeu, seus amigos já estavam metros a frente dele, retornando para casa sem interesse no que ele tinha a dizer.
Nada foi conversado durante o trajeto de volta, mas todos os Jacohrangers sabiam que não agüentariam outra batalha tão violenta tão cedo. Nos últimos dias haviam tido muitos confrontos em seqüência, lutas difíceis, todas em um intervalo de tempo muito curto. E tudo praticamente sem tempo algum para descansar.
Além de tudo aquilo, existia ainda a mórbida contagem regressiva. O tempo corria contra eles. Seriam capazes de derrotar o Império Krar antes de terem que abandonar a Terra?

***

General Krir e alguns soldados Krur finalizavam, apressadamente, o monstro Krordecimosexto. Era uma criatura esculpida em blocos de pedra, artesanalmente trabalhada para adquirir formato humanóide. Parecia um robô, dada a face sem emoções. Braços e pernas tinham a grossura de um poste, a blindagem que lhe revestia era prateada com detalhes em alaranjado e verde-musgo nos ombros. Era a criação mais poderosa do Império Krar.

- Meu Imperador, o monstro Krordecimosexto está pronto! Devo lançá-lo em um ataque direto, ou usá-lo em algum plano meticulosamente desenvolvido? – Krir perguntou.
- Faça como preferir! – o Imperador respondeu – Desde que seja imediatamente!

Krordecimosexto foi construído de modo a emitir raios ópticos que transformariam seres humanos em estátuas. A raça humana seria extinta. Demoraria algumas semanas, mas seria extinta. E os Jacohrangers seriam exterminados, pois Krordecimosexto era invencível.

Invencível!
                                                          
***

Por sorte houve tempo para que os seis jovens, bravos, destemidos, corajosos, heróicos e atrapalhados chegassem a seu quartel-general e descansassem. Mestre Jacoh tinha posto novamente em funcionamento as Câmaras de Recuperação. Os Jacohrangers as usaram por poucos minutos, tendo seus ferimentos curados em sua quase totalidade. E então o alarme soou escandalosamente, assustando e irritando toda a vizinhança.

- Mexam-se, trastes imprestáveis! Incapazes, cretinos, feiosos, mexam-se!

Ao vislumbrarem o monitor principal, a imagem revoltante: a grande Praça de Cidadopolislândia transformada em um amontoado de pessoas petrificadas. O responsável era um robusto monstro prateado de aparência robótica.

- Hora de Jacohmbater o mal!

Os seis heróis chegaram ao campo de batalha. Paty e João tentaram, sem sucesso, acudir as pessoas petrificadas. Negão, Japa e Polaco atacaram alguns soldados Krur que lá estavam. Ruivão se encarregou de começar com as bravatas.

- Monstro que parece o Surfista Prateado, ouça bem: somos os Jacohrangers! Não permitiremos que crie problemas em nossa cidade. Já basta a saúde pública precária, as ruas esburacadas, a falta de saneamento básico, a elevadíssima taxa de analfabetismo que gira em torno de 94%, a violência urbana, a miséria, o desemprego, a má distribuição de renda e a presença constante de eventos reunindo duplas que cantam “sertanejo universitário”. Já temos problemas suficientes.

A espada do herói vermelho chocou-se contra o inimigo sem causar dano algum. A lâmina não se partiu por pouco. Todas as tentativas de socar e chutar o monstro foram pouco ou nada efetivas. E quando ele revidou o ataque, o Jacohranger vermelho foi arremessado longe.
Logo os outros heróis aproximaram-se de Krordecimosexto e o cercaram. Atacaram todos ao mesmo tempo, com punhos, pés, cotovelos, cabeças, tornozelos e armas. Mesmo com toda a força reunida dos Jacohrangers, o monstro parecia não sofrer dano algum.

- Será que ele é vulnerável a pastel de creme de fígado de barata? – perguntou Ruivão, enquanto ainda tentava estocá-lo com sua espada.
- Talvez possa ser vulnerável a algum outro prato exótico de nossa culinária – comentou Negão.

A Jacohranger rosa e o Jacohranger verde usaram o “Golpe de Vista”, a recente habilidade de disparar raios de suas vistas. A energia ricocheteou na armadura prateada do monstro, sem sequer arranhá-lo. O Jacohranger azul emitiu uma pequena onda elétrica saída de seu celular ultra-tecnológico, que também não serviu para nada.
E então foi a vez de Krordecimosexto atacar. O monstro disparou em direção a Ruivão e o atingiu com um soco feroz, quase arrancando a cabeça do herói fora. Antes que o jovem da armadura vermelha se recompusesse, recebeu um forte chute na barriga, ainda caído.
Polaco e Japa tiveram suas caixas torácicas golpeadas por uma “voadora” aplicada pelo monstro. Em seguida, receberam socos, cabeçadas e cotoveladas. Suas armas caíram, e o espancamento continuou até que fossem a nocaute. Cada um ainda recebeu mais um chute depois de chegar ao chão.
Paty, João e Negão tiveram o bom-senso de ficarem um tanto quanto longe uns dos outros para não serem atingidos todos de uma vez. Não levou mais que trinta segundos para que os três estivessem grogues de tanto apanhar. A velocidade de Krordecimosexto era impressionante, não permitindo defesa. Sua força era arrasadora. E parecia invulnerável a qualquer forma de ataque.

- Só há uma alternativa! – bradou o Jacohranger verde.
- Na verdade, existem três alternativas – discordou Ruivão – Torcer para que o monstro sofra de algum problema cardíaco e tenha um infarto antes de nos matar, torcer para que ele seja vulnerável a chuva e caia uma tempestade agora, ou fugirmos covardemente feito mocinhas.
- Eu estava me referindo à “Bazuca sem nome”.
- Nossa! Esse é o tipo de coisa que jamais passaria pela minha cabeça em uma hora dessas.

Os seis Jacohrangers se levantaram com certo esforço e invocaram sua arma suprema, tomando o cuidado de se manterem um tanto quanto longe do monstro inimigo por alguns instantes. Os heróis, com a bazuca pronta, canalizaram suas energias e efetuaram o disparo.

Mas nada aconteceu. Krordecimosexto continuava ileso.

***

- Como é possível? Ele não foi ferido pela “bazuca sem nome”! – bradou João.
- Eu disse que era melhor esperar que ele tivesse um infarto! – gritou Ruivão.
- E agora, o que faremos? – perguntou Paty.
- Há uma outra opção – disse João – Mas não tem nada a ver com infartos, chuva ou fugirmos. Podíamos esmagá-lo com o Gigante Guerreiro Jacohlossal!Vamos aproveitar e fazer isso antes que o monstro cresça.
- O que? – Ruivão se exaltou – Está sugerindo usarmos um robô de cinqüenta metros de altura contra um monstro de dois metros? Isso nunca foi feito por nenhum grupo Super Sentai em mais de 35 anos de história. Não podemos fazer isso! Vai contra tudo em que acreditamos!
- Cale-se! Não acreditamos em nada! Vamos fazer isso sim.

E o Gigante Guerreiro Jacohlossal apareceu. 

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O mais terrível inimigo é realmente terrível e realmente um inimigo. Tanto que triunfa sobre a estratégia inédita dos Jacohrangers, levando o grupo à maior crise que já enfrentaram. NÃO PERCAM DOMINGO QUE VEM:

EPISÓDIO 26 – A QUEDA DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL!

domingo, 9 de dezembro de 2012

EPISÓDIO 24 - SANGRENTA BATALHA - A LEGIÃO DE MONSTROS


EPISÓDIO 24 – SANGRENTA BATALHA! A LEGIÃO DE MONSTROS!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- A REPRESA DE CIDADOPOLISLÂNDIA TEM CAUSADO MAIS PROBLEMAS AOS JACOHRANGERS DO QUE FORNECIDO ÁGUA AO POVO DA CIDADE.
- JAPA RECORRE A TRUQUES BARATOS E É MAIS BEM-SUCEDIDO DO QUE QUANDO AGIA DE FORMA POLITICAMENTE CORRETA, DEIXANDO-NOS UMA IMPORTANTE LIÇÃO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O interior da fortaleza do Império Krar era pura apreensão. Poucas vezes o grande Imperador pareceu tão enfurecido e insatisfeito. Partes do teto desabavam, o chão tremia, o ar impuro ficava mais e mais abafado. Até o mais insensível e embrutecido monstro alienígena sentiu calafrios.

- Incompetentes! Inúteis! Imprestáveis! Não conseguem vencer meia dúzia de heróis! Falham em conquistar uma droga de planeta desses! Quantos fracassos mais ainda terei de tolerar? Quantos?

Nenhum monstro, soldado ou general sequer respirava. O Imperador berrava, agitava os braços e cuspia enquanto vociferava!

- Diga-me, General Krir: o que pretende fazer? Qual seu próximo plano? – berrou.
- Mandarei um novo monstro... Mais poderoso...
- Um monstro? – o Imperador explodiu de fúria – Essa é sua estratégia? Um monstro?
- Dois monstros, então? – Krir sugeriu com um sorriso tímido – Três monstros...?

O Imperador Krar tinha uma expressão cada vez mais carrancuda. Os olhos do General Krir brilhavam de glória súbita. Ele tivera uma idéia.

- Brilhante! Acabei de ter a idéia perfeita para nos livrarmos dos H2Orangers. Falhamos outras vezes por mandarmos para a batalha apenas um monstro de cada vez. Desta vez eu enviarei vários monstros, todos os que já estiverem prontos.

E assim foi feito. Krordécimo era uma abominação, metade insetóide, metade caranguejo gigante, com quelíceras imensas, carapaça indestrutível e garras afiadíssimas. Krordecimoprimeiro tinha aspecto gelatinoso, formato parcialmente humanóide e arremessava um poderoso ácido. Krordecimosegundo era magro e comprido como um churro, ao invés de braços tinha armas brancas e cuspia fogo pelos tornozelos. Krordecimoterceiro lembrava um jacaré, exceto por ser alaranjado, tinha presas gigantescas e uma couraça invulnerável. Krordecimoquarto parecia um zumbi, com carne apodrecida, babando sangue, e com estranhas habilidades psíquicas. Krordecimoquinto exibia um aspecto simiesco, de braços fortíssimos e rosto que lembrava um lobisomem após fazer tratamento de canal.
Seis monstros contra seis Jacohrangers. A grande batalha teria início.

***

- Hora de Jacohmbater o mal!

Os seis heróis avançaram. Não esperavam que fossem tantos os monstros, ainda mais no centro de Cidadopolislândia, onde transeuntes poderiam se ferir gravemente. O Jacohranger amarelo deixou cair sua arma, mostrando sinais de embriaguez. O preto olhava para o decote das mulheres que corriam desesperadas. O vermelho deu um passo à frente.

- Não importa quantos vocês sejam – falou – Lutaremos com a mesma insegurança, com o mesmo receio e com a mesma incerteza da vitória com as quais sempre lutamos.

Krordecimoprimeiro gorgolejou algo e cuspiu ácido na direção de Japa. O Jacohranger azul tentou estocar com sua arma, mas a lâmina ficou presa na gosma que era o corpo do monstro. O jovem insistiu e chutou a massa gelatinosa inimiga, ficando com a presa grudada. Krordecimoprimeiro emitiu uma violenta descarga elétrica. Japa desprendeu-se do corpo do inimigo e caiu nocauteado.
Krordecimoterceiro tentava “abocanhar” Paty, que se desviava com dificuldade. Quando teve chance, a Jacohranger rosa disparou várias vezes, mas seus virotes mostravam-se ineficientes contra a couraça inimiga. E o contra-ataque vinha na forma de garras e presas afiadas, rasgando, perfurando e quase nocauteando a heroína.
Os olhos de Krordecimoquarto brilhavam com malévola luz rubra. A onda psíquica que dali saía transformou Polaco em uma marionete, arremessando com força seu corpo. O Jacohranger amarelo não conseguia se aproximar do inimigo para golpeá-lo com sua arma. O monstro atacava-o mais e mais e com suas habilidades sobrenaturais. O jovem herói parecia prestes a perder os sentidos.
Krordecimosegundo golpeava Ruivão com suas muitas armas. O líder dos heróis tinha apenas uma espada, enquanto o monstro inimigo tinha incontáveis lâminas, que estocavam, talhavam e agrediam sem piedade. Poucos segundos foram necessários para que o Jacohrangers vermelho fosse massacrado a ponto de cair e não ter mais forças para levantar.
A força dos punhos e dos socos de Krordecimoquinto era impressionante. O monstro atacava Negão com selvageria, não restando ao herói de uniforme preto alternativa a não ser se esquivar tanto quanto possível. No entanto, o ser das trevas era mais ágil, e vários golpes foram bem-sucedidos. O Jacohranger foi sendo mais e mais ferido, até cair.
Krordécimo prendera João em suas quelíceras. Todo o esforço e desespero do herói para se libertar se mostravam em vão. O monstro apertou ainda mais o inimigo e cuspiu com sua boca suja de dentes tortos uma substância viscosa. O Jacohranger verde gritou, enquanto sentia seu corpo perder toda a força. Krordécimo arremessou seu oponente para longe.

- Desse jeito vamos perder! – gritou Polaco.
- Desse jeito não vamos empatar, nem vencer! – complementou Ruivão.

Os seis Jacohrangers se reergueram. Estavam feridos, enfraquecidos e surpresos com a força dos inimigos. Colocaram-se de costas uns para os outros, formando um círculo, traçando mentalmente estratégias de combate, muito embora cada um traçasse uma estratégia diferente, o que faria com que elas não funcionassem em conjunto quando executadas.
A Jacohranger rosa se defendia dos ataques de Krordecimoterceiro, e recuava pouco a pouco, até ambos ficarem próximos de onde Japa batalhava contra outro monstro. Em uma manobra ousada, Paty desviou-se do ataque do inimigo e empurrou Krordecimoterceiro em direção ao gosmento Krordecimoprimeiro, fazendo um ficar grudado ao outro. O monstro gelatinoso, assustado com a situação inesperada, emitiu seu poderoso choque, levando seu “colega monstro” a nocaute.
O Jacohranger azul estava muito apurado e decidiu mijar em Krordecimoprimeiro. A acidez da urina derreteu a substância gosmenta que formava o monstro. Krordecimoterceiro e Krordecimoprimeiro caíram praticamente derrotados, sendo necessários apenas uns poucos golpes de Paty e Japa para que os dois fossem mortos.
Ruivão era atingido e não conseguia atingir, então tomou uma medida drástica. Entre uma e outra esquiva, grudou na barriga de Krordecimosegundo uma foto dele transformado em Jacohranger. Depois ainda explicou ao monstro:

- Hei, eu não estou aqui. Estou ali – e apontou para a foto que estava na barriga da criatura – Por que não ataca com todas as suas armas ao mesmo tempo?

Krordecimosegundo desferiu um violentíssimo golpe com mais de doze armas ao mesmo tempo. Atingiu sua própria barriga, acreditando que aquele fosse Ruivão. Agonizou e cuspiu sangue. Antes que pudesse se recompor, a espada do Jacohranger vermelho já lhe ceifava a vida.
Krordécimo lutava individualmente contra João. Mas assim que Ruivão, Japa e Paty derrotaram os inimigos deles, vieram ajudar o Jacohranger verde. Em quatro, eles conseguiram neutralizar o poder ofensivo das garras, das antenas mágicas, das patas esmagadoras, das quelíceras devastadoras, da gosma paralisadora e tantos outros ataques especiais do monstro. O ataque combinado dos heróis vermelho, verde, azul e rosa destruíram Krordécimo. Era a vitória do quadrilátero amoroso.
Polaco percebeu que não conseguiria vencer Krordecimoquarto com estratégias normais e resolver apelas a uma das táticas de combate mais cretinas, porém efetivas, que ele conhecia.

- Hei, olhe aquilo lá! – ele disse para o monstro, apontando para o horizonte.

A criatura ficou por longos minutos olhando para o nada, procurando por algo que seu inimigo gentilmente lhe indicara. Quando Krordecimoquarto voltou sua atenção para o combate, o Jacohranger amarelo já estava quase “em cima” dele, golpeando seus olhos com seu escudo. O monstro soltou um guincho de dor, e não pôde mais usar suas habilidades psíquicas. Pouco tempo foi necessário para que o herói cujo uniforme tinha a cor do uniforme dos carteiros derrotasse o monstro.
Negão enfrentava Krordecimoquinto, mas logo seus colegas vieram ajudá-lo. Eram seis contra e um, e logo conseguirão enfraquecer o monstro consideravelmente. A bazuca sem nome foi chamada, e com ela, o último monstro da legião enviada pelo General Krir foi derrotado.

- Devo usar o Raio Agigantador? – General Krir perguntou a seu Imperador, a quilômetros dali.
- Não. Mande o monstro Krordecimosexto.

- TERÃO OS LEITORES CONSCIÊNCIA DO PODER DO MONSTRO KRORDECIMOSEXTO?
- SERÁ QUE TODOS JÁ VOTARAM NA ENQUETE NA PARTE SUPERIOR DIREITA DA TELA?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!  

domingo, 2 de dezembro de 2012

EPISÓDIO 23 - ALERTA! A INEFICIÊNCIA DA BAZUCA SEM NOME


EPISÓDIO 23 – ALERTA! A INEFICIÊNCIA DA BAZUCA SEM NOME

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O GENERAL KRER MORRE, AINDA QUE RUIVÃO ACREDITE QUE A MORTE É APENAS UMA ABSTRATA TRANSIÇÃO A UM DOS MÚLTIPLOS PLANOS DIMENSIONAIS EXISTENTES.
- A CONTAGEM REGRESSIVA GANHA TONS DRAMÁTICOS, VISTO QUE NEM OS PRÓPRIOS JACOHRANGERS ANOTARAM CORRETAMENTE QUANTO TEMPO LHES RESTA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Japa teve a idéia de usar seu celular ultra-tecnológico na função “análise de DNA”. Aguardou que Negão o devolvesse, pois estava usando-o na função “liquidificador” para criar uma nova bebida alcoólica. Uma vez com seu aparelho em mãos, o Jacohranger azul começou os testes. Passou o celular no corpo nu de Paty, sob a alegação de que o “DNA feminino é diferente do masculino, por isso o primeiro teste precisa ser em uma mulher”. João se revoltou, e os dois quase trocaram socos.

- Seu miserável! Ela é minha namorada! Minha, entendeu?
- Idiota! Quer passar o resto de seus dias morando com sua namorada em um planeta estranho, com nome estranho e provavelmente cheio de gente estranha igual ao mestre Jacoh?

Todos tentaram, mas não conseguiram impedir que eles trocassem xingamentos por muito tempo. Os testes pararam. Japa não chegou a nenhum resultado, mas não se importava. Já sabia que seria assim. O importante era que pôde apalpar os seios e as nádegas de Paty por alguns segundos.
Ruivão lia um livro chamado: “DNA: está em suas células ou em seu subconsciente?”. Sua intenção era sugestionar seus genes de que era possível viver na Terra para sempre. Negão vomitava, após beber seis litros de whisky em menos de uma hora. Polaco convidava uma jovem para sair em uma conversa telefônica. Paty e João, aos berros, discutiam a relação.

- Há uma opção... – mestre Jacoh pensava em voz alta, sozinho, em seu quarto – Mas o preço a ser pago é alto demais.

***

General Krir tinha em seus lábios o sorriso de quem tem a certeza da vitória. E um pouco de baba.

- Analisamos os restos dos monstros anteriores derrotados pelos Lolóhrangers. Baseados nessas pesquisas, desenvolvemos moléculas com uma resistência muito, muito maior às armas daqueles malditos. O monstro que vou lhe apresentar agora, meu Imperador, é a mais nova criação desenvolvida para especificamente para acabar com aqueles heróis.
- Parece interessante. Quando o novo ataque terá início?
- Imediatamente, se meu Imperador permitir!
- Então vá, General Krir! Vá e acabe com os Jacohrangers!

O general maligno fez uma mesura. Mostrou ao Imperador Krar o terrível monstro Krornono e partiu levando a criatura consigo.

***

- Kimi wa utsukushii desu – Japa disse ao passar por Paty.

João olhou de soslaio, enfurecido por pensar que talvez sua namorada pudesse estar sendo seduzida em outro idioma. No entanto, ele precisava manter a concentração em assistir episódios do Jiban, e acabou esquecendo rapidamente aquilo.
Tudo caminhava para que mais uma tarde modorrenta chegasse ao fim sem maiores preocupações, quando o alarme soou da forma escandalosa de sempre. Os Jacohrangers então se reuniram no salão principal. Contemplaram o grande monitor e viram, em meio a chiados e chuviscos, a imagem do General Krir e o monstro Krornono. Ambos estavam ao lado da represa, ameaçando destruí-la.

- Esse será o fim de vocês, Cipóhrangers! Eu os desafio a virem derrotar o terrível monstro Krornono. Vejamos se são capazes! Caso falhem, destruiremos essa represa e inundaremos sua cidade. Hahahahahahahaha!
- Quanta originalidade! – Polaco disse, antes de arrotar.
- Miserável! – gritou João – Pois saiba que os Jacohrangers têm o direito de prender qualquer criminoso, em qualquer circunstância, sem um mandado de prisão.
- Não, não temos esse direito – corrigiu Paty.
- Represas são como mulheres – disse Ruivão – Sem elas não viveríamos, mas, em compensação, quando elas resolvem criar problemas, é um atrás do outro.
- Hora de Jacohmbater o mal! – gritaram todos ao mesmo tempo.

E os seis heróis logo chegaram à represa. O monstro Krornono parecia revestido por uma couraça azulada de aspecto animalesco. Tinha várias antenas, olhos esbugalhados, testa proeminente, dentes pontiagudos, corpo robusto e voz bestial. Suas garras eram afiadas e desproporcionais, gotejavam sangue e eram um convite à violência.

- Dominóhrangers! Este será o túmulo de vocês! – Krir emitiu a primeira bravata.
- Você pode tirar nossas vidas, nossas armas, nossas esperanças, e talvez até nossas calças – disse Ruivão – Mas jamais poderá tirar de nós a certeza incerta de que vamos acertar.
- Já chega! Krornono, mate-os!

E a batalha começou. Uns poucos soldados Krur surgiram do nada, tomando a dianteira e cansando os Jacohrangers. Não levou muito tempo para que os seis heróis derrotassem todas aquelas criaturas fracas e albinas. Contemplaram o verdadeiro inimigo a poucos metros deles e avançaram.
Krornono emitia raios de suas antenas, dificultando a aproximação de seus oponentes. A Jacohranger rosa disparou de longe com sua besta, mas seu ataque não causou grande dano. Tentou mais vezes, atingiu o inimigo mais vezes, mas novamente não o feriu seriamente. Os outros Jacohrangers receberam as rajadas emitidas por Krornono para distraí-lo e permitir que Ruivão se aproximasse com sua espada.

- Vamos ver se você é capaz de subjugar o trabalho em equipe de uma equipe equipada com equipamentos que se equiparam ao...

Ruivão foi interrompido por um golpe violento com as garras do monstro. Não conseguiu feri-lo muito e ainda recebeu um poderoso contra-ataque e foi ao chão. O Jacohranger preto e o amarelo tentaram um ataque combinado. Na seqüência, João estocou o monstro com sua arma. Paty disparou com sua besta, Japa surpreendeu Krornono com uma investida pela retaguarda.
A criatura maligna tinha sido ferida, mas não o bastante. Os Jacohrangers sabiam disso, e também sabiam o que era necessário para encerrar de vez a luta.

- Bazuca sem nome! – gritaram todos.

A poderosa bazuca surgiu e emitiu sua rajada de energia. Uma grande explosão de sucedeu. Quando a poeira baixou, Krornono ainda resistia, sem ter sofrido grande dano.

- Impossível! – todos gritaram em uníssono.
- Talvez se eu me concentrar e entrar em uma conexão mental com vocês... – sugeriu o Jacohranger verde – A bazuca só estava acostumada a receber as energias de você. Se eu somar as minhas... O poder da bazuca será aumentado consideravelmente.

O seis heróis concentraram-se e tentaram novamente. Como João havia previsto, a bazuca expeliu uma energia muito mais intensa, violenta, poderosa, destrutiva e incontrolável. Krornono virou cinzas, mas logo o Raio Agigantador surgiu, fazendo o miserável ressurgir com quase cinqüenta metros de altura.
O Gigante Guerreiro Jacohlossal veio rapidamente. Seu compartimento de entrada foi aberto, e logo os seis Jacohrangers já estavam prontos para aquela gigantesca batalha. Krornono emitiu raios de suas antenas, e os heróis defenderam-se com o Escudo de Defesa Defensiva Jacohlossal.
Então o robô gigante atacou com o Míssil Jacohlossal, o Raio Jacohlossal e o Punho Jacohlossal. Krornono caiu com força, mas logo se levantou, recebendo mais ataques, e também os respondendo. Os dois seres gigantescos mediram forças, trocando socos e chutes, confrontando suas energias e seus ataques especiais. Dentro do robô, os Jacohrangers resfolegavam e suavam, cansados pela intensidade do combate.
Mas logo chegou o momento de pôr um fim àquela batalha.

- Golpe Fatal Final Jacohlossal!

Krornono foi reduzido a cinzas e diminutos pedaços de carne putrefata de três milímetros de diâmetro. A batalha fora vencida a muito custo, a represa não fora destruída e os Jacohrangers ainda conseguiram descobrir uma forma de ampliar o poder de fogo de sua famigerada “bazuca sem nome”.

- Pelas minhas contas, temos oito dias, três horas e dezessete minutos ainda na Terra! – disse o herói azul.
- Talvez tenhamos uma hora a mais, se levarmos em conta o horário de verão! – Ruivão respondeu.

- QUANTO TEMPO, DE FATO, OS JACOHRANGERS AINDA TÊM?
- IRÃO OS LEITORES PERCEBER QUE HÁ UMA ENQUETE NA PARTE SUPERIOR DIREITA DO BLOG DOS JACOHRANGERS NA QUAL PODEM VOTAR EM SEU HERÓI FAVORITO?

NÃO PERCAM NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!