Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 29 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 28 - INIMIGO INVENCÍVEL


EPISÓDIO 28 – INIMIGO INVENCÍVEL

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS JACOHRANGERS ENGANARAM O FLAGELO DO UNIVERSO, CONSEGUINDO A CURA QUE PRECISAVAM PARA OS FERIMENTOS PROVOCADOS PELO MONSTRO MAGATSU.
- INESPERADAMENTE, O CRUEL IMPERADOR GOUKI INICIOU UM ATAQUE DEVASTADOR À BRAZILIAN TOKYO. NEM MESMO O “FLASH SAGRADO DOS COSMOS” FOI CAPAZ DE DESTRUÍ-LO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Era possível ver inúmeras ruas em chamas. Pessoas corriam desesperadas, olhando para trás e lamentando por seus lares destruídos. Outras, em situação infinitamente mais triste, choravam as perdas de entes queridos mortos naquele inferno. Policiais, ambulâncias e demais autoridades realizavam um esforço conjunto para minimizar as perdas – não só as materiais, mas também as humanas –, embora no fundo soubessem que tudo aquilo só adiantaria se os Jacohrangers vencessem.
Cordões de isolamento foram improvisados. Houve uma grande mobilização por parte da população, oferecendo abrigo àqueles que perderam suas casas e transporte aos feridos que não podiam ser atendidos ali. As proximidades do campo de batalha entre o Robô Cruzador e Imperador Gouki foram completamente evacuados. Ainda havia rastros de destruição no centro, onde o ataque tinha começado, o que obrigava as autoridades a dividirem suas atenções. Já havia um plano de evacuação da cidade caso o pior acontecesse.

Mas ninguém queria pensar naquela possibilidade.

A batalha seguia, mas não havia olhares curiosos. De muito longe, uns poucos mais otimistas gritavam palavras de incentivo aos heróis, alguns no idioma japonês mesmo – diziam “Ganbatte!”. No entanto a grande maioria apenas se afastava e torcia pelos Jacohrangers.

- Há vidas lá fora! – Chairo gritava mais consigo mesmo que com seus colegas – Vidas inocentes que torcem por nós, que contam conosco! Vidas que precisam de nós! Não podemos perder!
- Este maldito é poderoso demais! – Daira praguejou, dando um soco em seu painel de controle.
- Vamos tentar mais uma vez! – o Jacohranger marrom disse – E vamos liberar junto a nossa energia. Vamos canalizar toda a força que nós cinco temos e dispará-la junto. E vamos derrotar este maldito!
- Vamos! – a resposta veio em uníssono.
- Flash Sagrado do Cosmos!

Foram poucos segundos nos quais muita coisa passou pela cabeça dos heróis. Eles lembraram-se das palavras do Mestre Jacoh quando tiveram seu primeiro contato. A explicação sobre a origem de seus poderes... A força misteriosa oriunda do próprio planeta Terra em resposta à maldade dos invasores. Um poder quase infinito que eles poderiam dominar e usar para o bem dependendo apenas da força de seus próprios corações.
Com toda a esperança e vontade de vencer que tinham, cada um dos cinco Jacohrangers liberou sua energia, somando-se ao grande poder do Flash Sagrado do Cosmos. A onda de destruição avançou veloz e violenta em direção ao Imperador Gouki, parando apenas quando o atingiu em cheio, gerando outra imensa explosão.
Em seguida, foi possível ver a lâmina maligna do vilão partida ao meio – na certa ele a tinha usado para tentar deter o ataque dos heróis. A criatura ofegava e sangrava, terrivelmente ferida.

Mas ainda viva.

- Vamos usar o Flash Sagrado de novo! – era Chairo.
- Espere! – Hitomi o deteve – Olhe.

Os heróis viram Gouki se desmaterializando aos poucos, em uma espécie de teletransporte. Aparentemente, o vilão fora muito enfraquecido pelo golpe dos Jacohrangers e optou por recuar, adiando a batalha a final. Algo, inclusive, que o “flagelo do universo” também já havia feito.

Haveria algum motivo para aquilo?

***

O ataque do Império Akkuma tinha sido contido, mas não havia muito a se comemorar. Dados oficiais da polícia davam conta que mais de setenta pessoas tinham falecido. Aquela informação fez o sangue de cada um dos Jacohrangers gelar. Havia outros dados, como o número de desabrigados, um prejuízo financeiro estimado em milhões de ienes e a quantidade de pessoas desaparecidas, mas nada daquilo importava.

Dezenas haviam morrido e os heróis não foram capazes de evitar.

- E para que estamos lutando, então? – Chairo esbravejou, às lágrimas, após a tentativa de consolo vindo de Daira – Para que servimos? Falhamos! Falhamos miseravelmente! Somos uns inúteis.
- Chairo, por favor! – a Jacohranger laranja também chorava – Fizemos o possível.
- Vá dizer isso às famílias enlutadas. Vá dizer isso às mães que choram agora sobre os caixões dos filhos.
- Não precisa gritar com ela, Chairo! – Murana se interpôs – Daira só está tentando fazer você se sentir melhor.
- Eu sei! – ele abaixou o tom de voz, chorando ainda mais – Mas me responda, Murana: e se isto acontecer de novo? Eu não vou suportar a dor de ver mais pessoas morrendo, de saber que elas não sobreviveram por minha culpa.
- A culpa não é sua e você sabe disso! – a heroína púrpura gritou.
- Está que passemos o resto da vida dentro do Robô Cruzador? Sob o menor sinal de ataque, eliminamos a ameaça do próximo monstro gigante e ninguém se fere? – Hitomi parecia a mais calma – Nós estamos fazendo o possível, Chairo. Vencer o Império Akkuma é algo que ninguém no universo chegou perto de conseguir fazer. Você fala como se não tivéssemos sido capazes de fazer algo extremamente fácil.
- O que você diz é muito bonito na teoria. Mas na prática, Hitomi, eu sou o líder deste grupo e tenho, sim, toda a responsabilidade sobre estas vidas que se perderam.
- Chairo, por favor, entenda. Mestre Jacoh me contou uma vez que o Império Akkuma é o mais poderoso de todo universo. E quem nos atacou diretamente foi simplesmente o próprio Imperador Gouki. Entenda que é um verdadeiro milagre que o Sistema Solar inteiro não tenha sido destruído.
- Veja, Chairo – era Grey, lutando contra a vontade de permanecer calado – Os maiores focos de incêndio já foram controlados.
- Conversei com as autoridades – Mestre Jacoh também tomou parte na conversa – Há uma verba já previamente destinada para a reconstrução das áreas mais afetadas, além de um programa específico para o atendimento emergencial das famílias desabrigadas. Fora isso, também já está em andamento um complexo sistema de tubulação que em poucos minutos poderá levar toda a população para abrigos subterrâneos. Em um próximo ataque, isto pode ser providencial para minimizar o número de vítimas.
- Nenhum de vocês entende, não é? – Chairo disse.

E simplesmente se afastou de seus amigos.

***

- É a primeira vez que Chairo viu mortes de pessoas inocentes – era o Mestre Jacoh reunido com todos os demais Jacohrangers – É a primeira vez que ele viu o que pode acontecer com a menina que ele tanto ama e que segue em poder dos inimigos. O sentimento de inconformismo dele é algo natural. Mas ele precisa transformar isto em forças para lutar. Não podemos trazer de volta as pessoas que morreram, mas podemos proteger milhares de outras e ainda vingar aquelas que se foram. Façam-no entender isto. Ajudem-no a fazer esta revolta se transformar em um poder ainda maior. Por favor.

Haori chamou Mestre Jacoh para conversar a sós. Nenhum dos outros teve interesse naquilo. Em verdade, ainda estavam um pouco feridos e preferiram descansar. Um pouco mais tarde, Chairo chamou Hitomi para conversar. Anoitecia, e apenas os dois estavam naquele recinto.

- Eu quero que você me ajude. Por favor.
- Claro, Chairo. O que você precisa que eu faça.
- Um treinamento. Vou iniciar um treinamento. Se os outros se interessarem, eles poderão participar também.
- Treinamento? Que tipo de treinamento?
- Vou treinar minhas habilidades, e quero que você me ajude. Quero ficar o mais forte possível o quanto antes. Quero derrotar o quanto antes o Império Akkuma. Conto com você?
- Claro! Tenho certeza que os outros também irão gostar da idéia.
- Ótimo. Muito obrigado, Hitomi. Começamos amanhã então.

E foram dormir.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Um novo monstro está transformando as pessoas em soldados Kardler. Murana acaba sendo atingida também e se volta contra os Jacohrangers. O que os heróis farão? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 29 – O LADO MALIGNO DA JACOHRANGER PÚRPURA

domingo, 22 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 27 - BRAZILIAN TOKYO EM PERIGO! O ATAQUE DE GOUKI


EPISÓDIO 27 – BRAZILIAN TOKYO EM PERIGO! O ATAQUE DE GOUKI!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- FERIDOS PELOS DADOS ENVENENADOS DO MONSTRO MAGATSU, OS JACOHRANGERS NÃO PODEM AJUDAR DAIRA, QUE TRAVA SOZINHA UMA VIOLNETA BATALHA CONTRA ARAMUKI.
- MISUDAN SURGE, TRAZENDO COM ELE O CORPO DESMAIADO DO MESTRE JACOH, QUE NÃO PÔDE BUSCAR O LÍQUIDO MÁGICO QUE CURARÁ OS FERIDOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Parece que você não esperava por isso – Misudan gargalhou – E será exatamente isto que condenará vocês e seu planeta medíocre. A falta de inteligência. Vocês até têm um poder considerável, suficiente, talvez, para ameaçar os planos de conquista do Império Akkuma. Mas apenas isto. São precipitados. Estúpidos. Não pensam que há um motivo muito claro e bem definido para cada ataque nosso.
- E chegou a hora de pagarem por isso – Aramuki complementou.

Os dois vilões caminharam em direção à enfraquecida Jacohranger laranja. As forças dela já estavam assustadoramente próximas do fim. Não conseguiria combater dois inimigos, ainda que Aramuki também estivesse terrivelmente ferido.
No chão, Mestre Jacoh continuava inconscientemente. Era possível ver sua respiração, ainda vivia, não estava ferido o bastante para seu estado ser considerado preocupante, mas estava fora de ação. Não poderia ajudar Daira. A missão de conseguir a cura para os envenenados pelo monstro Magatsu tinha falhado.

- Hora de morrer, heroína patética! – disse Misudan.

Antes que o guerreiro do “flagelo do universo” desferisse o golpe final, seu peito explodiu com a força das rajadas que recebeu. Vários feixes de energia o golpearam, obrigando-o a recuar. Aramuki virou o olhar e deparou-se com algo que, por longos segundos, não acreditou ser possível.

- Vocês? Não é possível!

***

Eram os outros quatro Jacohrangers. Chairo, Grey, Murana e Hitomi. Transformados, disparando nos inimigos com suas pistolas. Pareciam fortes, totalmente recuperados de qualquer ferimento anterior. Quem os via não imaginava que tinham sido envenenados em uma batalha recente.

Porque não tinham sido.

- Acham que só vocês são inteligentes? – o Jacohrangers marrom disse, sorrindo – Só vocês têm capacidade para elaborar estratégias? O resto do universo é burro?
- Burros são vocês! – bradou Murana – Não subestimem a Terra.
- Não subestimem nossa inteligência! – disse Grey.
- Não subestimem os Jacohrangers! – era Hitomi!

O herói cinza e a púrpura foram socorrer o Mestre Jacoh, que já ia aos poucos recuperando a consciência. O flagelo do universo chegou a recuar alguns passos. Eles, definitivamente, não contavam com aquilo.

- Vocês deviam estar feridos e mortalmente enfraquecidos – disse Aramuki – Como já estão melhores? Expliquem-se!
- Não lhe devemos satisfações, seu desgraçado, mas vou lhe contar mesmo assim. Assim como Daira, nós também fingimos ter sido atingidos, mas não fomos. Aproveitamos enquanto Misudan trazia o corpo desmaiado do Mestre Jacoh para irmos buscar o líquido que curará o envenenamento. Líquido este que já colocamos em nossa nave, e já a programamos para ir até onde estão as pessoas adoecidas.
- Parabéns! – era Misudan – Realmente, conseguiram nos enganar.
- E já que vocês já estão curados – Aramuki complementou – não há por que continuarmos aqui.
- Esperem! – Chairo gritou – Vamos travar logo a batalha derradeira!
- Agora não é o momento – os dois vilões responderam quase ao mesmo tempo – Mas lembrem-se: vocês ainda não venceram. E não se julguem tão inteligentes, pois ainda temos uma refém conosco. É bom que não se esqueçam disso.

E, usando algum tipo de subterfúgio mágico, fugiram.

***

Estavam todos no quartel-general do grupo. As pessoas feridas pelo monstro Magatsu já haviam sido curadas por Haori, que fazia companhia aos novos amigos. Mestre Jacoh ainda convalescia dos graves ferimentos que sofrera, mas não lamentava por aquilo. No final, cumpriram a missão.
Em dado momento, após o silêncio ficar mais duradouro que o normal, Chairo se afastou dos demais sem nada dizer. Daira e Murana se entreolharam e pensaram a mesma coisa. Certamente, as últimas palavras de Misudan eram as responsáveis pela aflição do Jacohranger marrom.
Daira não comentou com seus amigos, mas ela também se lembrava muito bem das palavras assustadoras de Aramuki quando lutou sozinha contra ele. O flagelo do universo já tinha feito – e continuaria fazendo – coisas horríveis, atrocidades inimagináveis. Fariam o que fosse preciso para vencer, não importando o sofrimento de muitos povos e as mortes de milhões de pessoas. Eram covardes, genocidas, pérfidos e demoníacos ao extremo. Mestre Jacoh tinha razão quando lhes tinha dito, no começo da missão do grupo, que eles enfrentariam o maior desafio de todos.

- O alarme... – a voz do Mestre Jacoh era monocórdia.

Um ataque. Gigantesco. Um monstro colossal golpeava sem piedade prédios do centro de Brazilian Tokyo. Pessoas fugiam desesperadas. Certamente, havia vítimas. O ser que atacava era desconhecido para os heróis, mas não para o Mestre Jacoh.

- É o Imperador Gouki... – ele balbuciou.
- Não temos tempo a perder! – Hitomi gritou.
- Jacoh Change!

Partiram.

***

O Robô Cruzador chegou ao “campo de batalha” e sua primeira providência foi tentar levar o inimigo para um local desabitado. Até conseguiu, mas assim que chegaram à fronteira da cidade, a máquina de batalha dos heróis não conseguiu mais conter o vilão e foi atingida.
O Imperador parecia uma forma de vida alternativa, uma grotesca criatura de formato parcialmente humanóide, mas dotado de garras, chifres e cauda, além de ter toda a pele revestida por uma grossa camada de escamas indestrutíveis. Nas mãos, uma espada de lâmina dupla. De seus olhos rubros, constantes raios poderosos o bastante para destruírem uma montanha.

Maldito! – Chairo bradou – Não vai nos intimidar!

A Super Espada Espacial surgiu. As lâminas gigantescas começaram a se chocar em uma dança de morte e violência. Faíscas e chispas caíam sobre aqueles campos desabitados gerando focos de pequenos incêndios.
O Imperador maligno era mais veloz. Apesar do corpanzil, desproporcional e aparentemente mais pesado, movia-se de tal forma a se defender sem grande esforço dos ataques do Robô Cruzador. Mais que isso: desferia violentos golpes na máquina de batalha dos Jacohrangers, gerando várias explosões.

- Deste jeito, perderemos! – Murana gritou.
- Não! Não vamos perder! – o herói marrom respondeu aos berros.

Segurando os controles do robô com mais determinação, Chairo tentou um contra-ataque. Conseguiu acertar Gouki por duas vezes. Porém em ambas a Super Espada Espacial resvalou na couraça do vilão sem lhe causar dano algum.
Então veio o contragolpe. Raios violentos foram emitidos, levando o Robô Cruzador ao chão. Golpes ferozes de espada danificaram a máquina de batalha dos heróis.

- Vamos arriscar tudo! – Chairo gritou.

Juntando a pouca força que restava, os heróis afastaram o Robô Cruzador do Imperador maligno e invocaram o mais poderoso ataque que tinham.

- É agora! Flash Sagrado do Cosmos!

Gouki foi arremessado para trás violentamente, tombando e gerando uma imensa explosão. Poeira se ergueu e mais incêndios tiveram início. Quando foi possível olhar novamente para o vilão, os Jacohrangers puderam ver. E ficaram aterrorizados. Ele ainda não tinha sido derrotado.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O caos causado pelo ataque do Imperador transforma Brazilian Tokyo em um inferno. O que poderão os Jacohrangers fazer? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 28 – INIMIGO INVENCÍVEL

domingo, 15 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 26 - DAIRA CONTRA ARAMUKI


EPISÓDIO 26 – DAIRA CONTRA ARAMUKI

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS DARDOS DO MONSTRO MAGATSU ENVENENAM NÃO APENAS OS JACOHRANGERS, MAS SIM DEZENAS DE PESSOAS INOCENTES, COLOCANDO EM RISCO TODAS ESTAS VIDAS.
- DAIRA (NÃO ENVENENADA) E MESTRE JACOH PARTEM PARA O MONTE DO DESESPERO ATRAVÉS DA ÁGUA QUE CURARÁ OS ENFERMOS. MAS, DIANTE DELES, ESTÁ O TERRÍVEL ARAMUKI.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Daira, você sabe que não é capaz de vencê-lo sozinha. Aramuki é poderoso demais.
- Nós não temos escolha, Mestre Jacoh. Peço que confie em mim e corra buscar a água que curará nossos amigos.
- Boa sorte – o velho mestre assentiu – Conto com você.
- Jacoh Change!

A heroína laranja sacou sua espada. O inimigo apenas riu e se posicionou para o combate, ignorando a passagem do Mestre Jacoh. Além de suas garras monstruosas, contava também com uma espada negra, cuja lâmina parecia ser feita do osso de algum ser vivo.
Antes que as armas se movimentassem, Aramuki cuspiu uma quantidade considerável de ácido. Daira rolou para o lado se esquivando e antes que estivesse de pé novamente, o vilão já está quase em cima dela desferindo golpes com sua espada. A jacohranger laranja aparou os ataques como pôde, levantando-se com muita dificuldade. Depois de alguns minutos conseguindo se defender, ela acabou atingida pela lâmina inimiga. Uma duas, três, quatro vezes. Caiu e mais ácido foi lançado em sua direção.
O chão explodiu, e a heroína foi arremessada a metros de distância. Pôs-se de pé outra vez com dificuldade e sacou sua pistola. Efetuou vários disparos, todos refletidos por um campo de força poderoso que seu inimigo criou naquela hora. Ela concentrou suas energias e emitiu um tiro muito mais poderoso. Novamente, Aramuki conseguiu se proteger e sair ileso.
A jacohranger laranja embainhou a pistola e sacou outra vez a espada. Uma quantidade absurda de ácido veio em sua direção, sendo bloqueada pela lâmina de sua arma. Ela correu até o inimigo e voltaram a travar uma luta de espadas. Mas, desta vez, quem atacava incessantemente era ela.
Aramuki se defendia sem grande esforço, mas aos poucos foi notando que sua oponente ia ficando mais agressiva e mais veloz nos golpes. Em poucos minutos, começou a ser atingido e ferido com freqüência. Precisou cuspir ácido em sua inimiga para não cair derrotado. Ela foi ao chão ante a força de sua saliva cáustica.

- Esta ainda não deve ser nossa batalha decisiva, garota – ele disse – Você é mais útil viva. Mas preciso acabar com alguns de seus amigos, por isso vou ter que derrotá-la antes que seu mestre volte com a cura para eles.
- Mais útil viva? – ela não entendeu – Como assim “alguns de seus amigos”? Não é a todos nós que você quer destruir?
- Cale-se!

Ácido em grande quantidade foi cuspido em direção a Daira. Ela invocou o Jacoh Cannon, imbuindo-o apenas com sua energia. O resultado certamente seria menos eficaz do que se os demais estivessem presentes, mas ela não tinha muitas opções. Aramuki precisava ser contido até que o Mestre Jacoh voltasse.

- Tome isso! – ela gritou – Jacoh Cannon!
- Não vai me derrotar com tão pouco!

As energias se chocaram, gerando uma violenta explosão que levantou muita poeira e fez ambos precisarem cobrir os olhos. Minutos se passaram até que pudessem se ver novamente.
Daira mantinha-se de pé a custo de sua inabalável força de vontade. Sabia que seus amigos contavam com ela, sabia que deveria resistir de qualquer forma até o Mestre Jacoh voltar. Mas seu corpo fora terrivelmente ferido. Não tinha mais energias, sabia não ser capaz de vencer se o confronto seguisse. Sob sua armadura protetora, seu corpo sangrava.
Aramuki tinha alguns poucos cortes em diferentes áreas do corte. Nada mais. O ataque inimigo quase não lhe atingiu, pois o ácido que arremessou foi mais poderoso e venceu a disputa de forças. Estava ferido, mas ainda em totais condições de continuar combatendo.

- Ainda não acabou.

Daira sacou a espada e a pistola ao mesmo tempo. Conectou o cabo de uma em um espaço da outra e as tornou uma só. Concentrou-se e colocou no novo armamento toda a energia que tinha. Pensou em como o poder dela e de seus amigos aumentaram quando se enfureceram após a morte de Shira. Lembrou-se que sempre poderia ficar mais forte se tivesse o controle das suas emoções. E pôs para fora, naquela arma, todo o sentimento de vontade de vencer.

E disparou.

Outra imensa explosão. Aramuki fora atingido em cheio, tendo todo o corpo ferido pelo poder destrutivo da jacohranger laranja. Sangue alienígena escorreu. Suas pernas bambearam quando tentou se levantar, a visão ficou um pouco turva. Os braços não seguravam mais a espada com tanta força. Nunca antes Aramuki esteve tão perto da morte quanto naquele momento.

- Eu quero que você não se esqueça que temos em nosso poder aquela garota. Aquela garota que Chairo ama. Chairo que, por sinal, é o homem que você ama. Irônico, não? – ele sangrava cada vez mais – Se pudesse escolher, você a salvaria, Daira? Ou a deixaria morrer para poder ficar com seu amado?
- Eu não sou um monstro como você e seus aliados. É claro que eu a salvaria.
- Será mesmo?

Por alguns instantes, ela hesitou.

- Eu estarei aqui para observar quando chegar o momento em que você terá que tomar esta decisão, Daira. E aposto que você não agirá de forma tão heróica quanto está dizendo agora.
- Vocês são uns desgraçados! – ela gritou – Como se atrevem a brincar com os sentimentos das pessoas dessa forma?
- Não conquistamos praticamente o universo inteiro sendo bondosos com nossos inimigos! – ele também ergueu a voz – Estudamos com cuidado as fraquezas de nossas vítimas, tratamos de conhecer seus pontos fracos antes de atacá-los. Muitos planetas tinham exércitos mais poderosos que o nosso, mas caíram porque soubemos de que forma lutar contra eles. Você ficaria horrorizada se soubesse o que já precisei fazer para destruir meus inimigos.
- Chega! Não quero ouvir mais nada!

Ela se arremessou em direção a ele, desconectando a pistola da espada, e atacando apenas com a última. Abriu vários talhos no corpo do inimigo, que já dava mostras de não ter forças para conseguir lutar. Aramuki foi sangrando e apanhando, ficando muito próximo da derrota e da morte.

***

No centro de Brazilian Tokyo, médicos e seus aparatos tecnológicos se mostravam impotentes ante o poder do veneno do monstro Magatsu. Haori fazia o possível para auxiliar na proteção das pessoas enfermas, mas, infelizmente, não havia muito a ser feito. Apenas torcer para que Mestre Jacoh e os heróis trouxessem logo a água que podia curar  a todos.

- Jacohrangers! – ela pensou em voz alta – Por favor, não demorem!

***

- Hora do golpe final – Daira disse a Aramuki.

Ele começou a gargalhar.

- Do que você está rindo, maldito?
- Algo me diz que as surpresas e armadilhas que preparamos para vocês ainda irão continuar, sua idiota.
- Do que está falando? O que quer dizer com isso?

Subitamente, passos. Segundos depois, alguém trazia o corpo desmaiado do Mestre Jacoh pelo pescoço. O indivíduo arremessou o velho mentor dos heróis aos pés de Daira. A Jacohranger laranja ficou pasma ao ver que quem fazia aquilo era ninguém menos que Misudan.
Agora tudo ficava claro. O “flagelo do universo” não eram os piores vilões apenas por seu grande poder, mas também por sua astúcia e crueldade quase infinita.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DOS JACOHRANGERS:

Os heróis também têm uma surpresa para os vilões, gerando uma intensa batalha. Enquanto isso, o impiedoso Imperador Gouki resolve iniciar uma manobra terrível. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 27 – BRAZILIAN TOKYO EM PERIGO! O ATAQUE DE GOUKI!

domingo, 8 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 25 - O VENENO DO LAGARTO


EPISÓDIO 25 – O VENENO DO LAGARTO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS HERÓIS FICAM SABENDO QUE O IMPÉRIO AKKUMA PERSEGUE UMA VIAJANTE ESPACIAL QUE CHEGOU A TERRA E PARTEM PARA PROTEGÊ-LA DOS VILÕES.
- O MONSTRO MAGATSU CHANTAGEIA OS HERÓIS E OS DESAFIA PARA UMA BATALHA TERRÍVEL. MAS ELE É TERRIVELMENTE PODEROSO E OS JACOHRANGERS TÊM MUITAS DIFICULDADES.

As espadas dos cinco rasgaram o corpo encouraçado do monstro. A criatura se desequilibrou e antes que fosse ao chão foi alvo de diversos disparos dos Jacohrangers. Então vieram mais golpes até que o monstro caiu, extremamente ferido.
Estranhamente, Magatsu começou a gargalhar.

- Do que você está rindo? – Chairo perguntou.
- Acham que já me venceram? – o vilão respondeu, levantando-se a muito custo.
- Miserável! – o Jacohranger marrom respondeu – O que está querendo dizer com isso?
- Vocês receberam várias saraivadas de meus espinhos assassinos. Em poucos instantes, o violento veneno que havia neles começará a fazer efeito. Vocês sentiram o corpo pesado, a visão ficará turva, e então virá a inconsciência e depois a morte.

O vilão voltou a gargalhar ainda mais. Os Jacohrangers se enfureceram, mas quando avançaram até ele para atacá-lo mais, sentiram seus corpos não responderem. As pernas pareciam travadas, os músculos pesavam mais que o habitual, os braços não tinham força para desferir golpes potentes. Guardaram as espadas e seguraram suas pesadas e até elas estavam pesadas demais para serem seguradas.

- Lembrem-se que vocês não foram minhas únicas vítimas – o monstro seguia rindo – Antes de vocês chegarem, feri vários humanos que agora devem estar agonizando.
- Maldito! – era Chairo.
- Pessoal, vamos fazer um último esforço e usar o Jacoh Cannon – disse Hitomi.
- Antes nos diga, monstro maldito – Chairo gritou – Como nos livramos do seu veneno sujo? Onde encontramos um antídoto?
- Duvido que consigam sobreviver para encontrá-lo, mas vocês podem achar no Monte do Desespero um riacho cuja água tem o poder de curar vocês. Mas sugiro que sejam rápidos: vocês não devem ter mais que 24 horas de vida.
- Chega! – era Hitomi – Jacoh Cannon!

Fazendo um esforço sobre-humano, os Jacohrangers conseguiram segurar o imenso canhão e efetuar o disparo. O monstro, já muito ferido, não se esquivou e recebeu toda a energia, explodindo violentamente. Magatsu virou pó.

- Vencemos! – era Murana, fazendo força para se manter de pé.
- Temos pouco tempo. Vamos para o local que o maldito nos indicou – Chairo disse – Além de nós, há outras pessoas que precisam ser curadas.

Antes que pudessem fazer qualquer coisa, o monstro Magatsu voltou à vida com mais de cinqüenta metros de altura. Sem escolha, os heróis invocaram o Robô Cruzador.
Os cinco estavam incrivelmente fracos. Até mesmo movimentar alavancas e apertar botões era um desafio doloroso. Mas tinham urgência e não podiam vencer. Precisavam vencer o monstro o quanto antes.

- Vamos! – Hitomi tentou incentivar os amigos.

Magatsu dardejou seus espinhos no Robô Cruzador, gerando algumas explosões que quase desequilibraram a máquina de batalha dos heróis. Os Jacohrangers invocaram a Super Espada Espacial e puderam se defender melhor dos ataques inimigos.
Começaram a contragolpear com a arma e levaram o monstro ao chão. O ser maligno se levantou, disparando mais projéteis, ciente de que estava ficando em desvantagem ante a força do robô inimigo. De seus olhos saíram violentos raios, imediatamente bloqueados pela espada dos heróis.

- Vamos acabar logo com isso! – bradou Chairo.
- Vamos! – a resposta veio em uníssono.
- Flash Sagrado dos Cosmos!

Magatsu não teve condições de se defender adequadamente, tampouco de se esquivar. Uma gigantesca explosão transformou o monstro maligno em cinzas. Os Jacohrangers quase desmaiaram ao abandonar o Robô Cruzador.

- Mestre Jacoh, venha nos ajudar! – Hitomi chamou o mestre pelo comunicador.

Minutos depois, todos perderam a consciência.

***

Aproximadamente sessenta pessoas, além dos Jacohrangers, tinham sido feridas pelo veneno do monstro Magatsu. Era imprescindível conseguir urgentemente a água do riacho que ficava no Monte do Desespero. Mas os heróis estavam desmaiados e sem nenhuma condição de irem até lá. Também não era possível levar ao local todas as outras pessoas envenenadas.

- Eu ajudarei, Mestre Jacoh – era Haori – Eu me disponho a cuidar e proteger as pessoas feridas, levando todas a um local seguro até que o senhor volte com a água que vai curá-las. Enquanto isto, o senhor pode ir com os Jacohrangers até o monte do desespero e buscar a tal água.
- Eu agradeço por sua ajuda, Haori. Muito obrigado, de coração.

Com muita dificuldade, o Mestre Jacoh colocou os Jacohrangers na nave. Iria levá-los até o Monte do Desespero. A viagem levaria menos de uma hora, mas não havia motivos para se comemorar: ninguém sabia quanto tempo as pessoas feridas pelo veneno resistiriam vivas. E por isso o mestre se apressou.
Partiram, Jacoh ainda preocupado com as pessoas feridas por Magatsu que estavam sob a responsabilidade de Haori. O mestre temia que ela fosse atacada por soldados Kardler ou por outro monstro. Mais um motivo para ir e voltar o quanto antes.
Chegaram ao Monte do Desespero. Era uma formação rochosa que fazia jus ao nome: a luz do sol parecia não chegar lá, havia um cheiro intenso de morte e um gotejar de águas dos veios subterrâneos se desprendendo das estalactites e indo para o chão. Os heróis tinham ficado na nave; só o Mestre Jacoh fazia aquele percurso.

E não tardou para que começassem os problemas.

Um número considerável de soldados Kardler cercou o mestre. Uma batalha teve início.
Jacoh sabia que teria que se virar sozinho e usou parte das muitas habilidades de combate que treinara com os Jacohrangers ao longo do ano. Mesmo desarmado, estava derrotando os soldados Kardler, apesar de ter recebido alguns poucos arranhões.
Ele seguiu, já esperando encontrar mais soldados Kardler ou quem sabe um monstro, quando visualizou ao longe o riacho citado anteriormente. Ali estava a cura não apenas dos Jacohrangers, mas de dezenas de pessoas de Brazilian Tokyo.
Quando estava prestes a chegar às margens do riacho, viu mais Kardler chegarem e derrotou todos sem grande esforço. Então, uma gargalhada sinistra lhe deixou incrivelmente preocupado. Aquele era um visitante indesejado – e poderoso. Aquela voz trazia arrepios a qualquer um.

- Aramuki! – o mestre logo o identificou.
- É sempre uma satisfação revê-lo, Mestre Jacoh. Espero que esteja preparado para ver seus heroizinhos morrerem.
- Então, tudo não passava de uma armadilha?
- Mas é claro! Por que acha que o monstro Magatsu revelou a existência deste lugar? Ele não tinha nenhuma necessidade de lhes contar. Só fez aquilo para que vocês viessem e caíssem na nossa armadilha.
- Maldito! Quer dizer que você e seus amigos já estão de volta à Terra...
- Sim e não, Mestre Jacoh. Mas isso não vem ao caso agora. Preocupe-se apenas em se proteger ou fugir para não ser machucado. Porque agora vou matar os Jacohrangers.
- Veremos!

Mestre Jacoh já se posicionava para o combate, quando ouviu um barulho. Alguém se aproximava pela sua retaguarda.

- Você lutará contra mim, Aramuki. Só você e eu.

A voz era de Daira, a Jacohranger laranja.

***

- Você deveria estar terrivelmente ferida devido ao veneno infernal de Magatsu – Aramuki praguejou.
- Quando ele comemorava o fato de estar nos ferindo, eu fingi ter sido atingida para que ele não pensasse que adiantaria me acertar de novo. E, assim, não fui envenenada. Apenas simulei tudo porque soube desde o início que tudo não passava de uma armadilha. Por que Magatsu revelaria o local onde está o antídoto? Vá em frente, Mestre Jacoh. Consiga a água que precisamos. Eu lutarei sozinha e derrotarei Aramuki.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A Jacohranger laranja e o “Flagelo do Universo” travam uma batalha mortal. As pessoas envenenadas serão salvas a tempo? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 26 – DAIRA CONTRA ARAMUKI

domingo, 1 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 24 - UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA




EPISÓDIO 24 – UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- APESAR DE TODOS OS ESFORÇOS DOS HERÓIS, O FLAGELO DO UNIVERSO CONSEGUE DESTRUIR COMPLETAMENTE O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA.
- OS JACOHRANGERS, ANTES DE ABANDONAREM O CONFRONTO, FEREM VIOLENTAMENTE O CRUEL ARAMUKI, VENDO-SE OBRIGADOS, NA SEQUÊNCIA, A ADIAR A BATALHA FINAL CONTRA OS INIMIGOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Passaram-se três dias de uma estranha normalidade. Nada de ataques, nada de movimentações suspeitas, nada do soar escandaloso do alarme.
Chairo ainda pensava em Aline. A movimentação das últimas semanas o tinha feito esquecer um pouco do trágico seqüestro, mas sempre que surgia um tempo livre as lembranças voltavam violentamente. E com elas as lágrimas, que ele procurava esconder de todas as formas.
Daira, assumidamente apaixonada por Chairo, acompanhava tudo à distância. Ficava triste com a tristeza, ao mesmo tempo em que sabia que quando ele ficasse resgatasse Aline e ficasse feliz, ela é que ficaria terrivelmente triste. Era um conflito de emoções, ao qual se somava a preocupação com as ações violentas do Império Akkuma.
Murana aproveitava aquele “tempo livre” – que ninguém sabia ao certo até quando duraria – para conversar bastante com Hitomi. As duas passaram a se conhecer muito melhor. A Jacohranger bege, inclusive, começou a se sentir muito mais à vontade e verdadeiramente parte do grupo.
Grey não falava muito. Ficava a maior parte do tempo em silêncio ou resguardado em seus aposentos, ou ouvindo as conversas de Chairo com o Mestre Jacoh. Ele parecia ter segredos, pois, às vezes, era visto chorando – embora ninguém dissesse a ele.
Mestre Jacoh não sabia exatamente o que pensar. Sabia que o universo estava desprotegido e que apenas a Terra possuía heróis capazes de deter os muitos impérios malignos existentes no universo.
E assim passaram-se mais dois dias, com muitas conversas adiadas e nenhuma ameaça do Império Akkuma. No amanhecer seguinte, o alarme acusou uma presença acentuada de soldados Kardler na região norte de Brazilian Tokyo. Os Jacohrangers foram para lá.

***

Os cinco heróis chegaram a uma região desabitada da cidade, onde um número considerável de soldados parecia perseguir alguém. Quando os Jacohrangers alcançaram os Kardler, rapidamente travaram combate. Mesmo destransformados, venceram sem grande esforço.
A pessoa que fugia dos soldados se assustou e fugiu deles também. Levaram alguns minutos para alcançá-la e, quando conseguiram, viram que ela se dirigia a um estranho tipo de jato. Algo que, definitivamente, não era da terra.

- Quem é você? – Chairo perguntou.
- Não se preocupe, não vamos machucá-la! – era Murana.
- Somos os Jacohrangers e vamos proteger você daqueles seres, não se preocupe! – Daira complementou.
- Jacohrangers?

A moça tinha aspecto humanóide, exceto pelo fato de sua pele ter uma coloração ligeiramente prateada. Seus olhos eram de um tom profundo e enigmático. Não havia dúvidas: ela vinha de outro planeta.

- Aqueles seres que te atacaram antes podem voltar – era Hitomi – Há um local seguro. Não quer vir conosco? Pode nos dizer quem é e o que faz em nosso planeta. Prometemos que estará segura.

Com muita relutância, a jovem alienígena aceitou. Durante o trajeto até o quartel-general dos Jacohrangers, mais dois ataques de soldados Kardler, que foram prontamente rechaçados. Mesmo nos momentos mais tranqüilos a garota nada disse.
Quando chegaram, foram recepcionados por um Mestre Jacoh que nada disse, parecendo já saber de tudo que havia ocorrido. Ofereceram comida e água à moça, que recusou com certo nervosismo. Ela continuava não se sentindo à vontade. Tinha medo. E logo os Jacohrangers entenderiam por quê.

- Qual é o seu nome? – Murana perguntou.
- Haori. Meu nome é Haori.
- Haori? Que nome bonito! – Hitomi foi gentil – Eu sou Hitomi, esta é Murana, e aqueles são Chairo, Grey, Daira e o Mestre Jacoh.
- E este é o planeta Terra – o Jacohranger marrom complementou – Você vem de onde?
- Venho dos limites da galáxia. De um sistema planetário distante. Um local para o qual, inclusive, não posso voltar, já que minha nave foi danificada durante a perseguição.
- Perseguição? – Chairo não entendeu – Você estava sendo perseguida por quem?
- Não sei. Era gente ruim de algum local do universo. São os mesmos que destruíram meu planeta. Quando cheguei aqui, pensei que estivesse a salvo, mas descobri que o mesmo tipo de monstro que atacou meu povo está aqui.
- Então, seu povo foi atacado pelo Império Akkuma... – Hitomi murmurou.
- Não sei se são os mesmos, mas são parecidos...
- E você veio para cá à procura de refúgio? – Murana questionou.
- Sim. Ou melhor, não! Quero dizer... Não sei. Estou tão confusa.

E Haori começou a chorar. Murana, Daira e Hitomi fizeram o possível para acalmá-la. Ela foi levada a um aposento e orientada a descansar. Não parecia ferida, mas demonstrava um imenso cansaço físico.

- É melhor não perguntarmos mais nada a ela, pelo menos por enquanto – Chairo disse.
- Exato! – disse o Mestre Jacoh – Até porque, parece que estamos sob ataque.

***

Os monitores mostravam um monstro novo. Parecia uma espécie de lagarto sob duas patas, com o corpo revestido de uma grossa carcaça repleta de imensos espinhos que gotejavam veneno. Ao redor dele, dezenas de soldados Kardler.

- Eu estou aguardando vocês, Jacohrangers! – a criatura desafiava os heróis – Venham e tragam a sua nova hóspede, a moça que veio do espaço. Não percam seu tempo vindo até aqui sem ela ou teremos que executar certa prisioneira que temos em nosso poder. Lembra-se dela, Jacohranger marrom?

Chairo cerrou o punho e saiu correndo, sendo prontamente detido por Hitomi e Grey.

- Se formos sem um plano, será pior – era a Jacohranger bege.
- Algo precisa ser feito – ele respondeu – Não podemos levar a moça que acabou de chegar e está cansada.
- Fique calmo, Chairo. Antes de irmos, precisamos pensar em alguma coisa – era Murana.
- Vou ter com ela uma conversa que não pode mais ser adiada – disse Jacoh.
- Do que está falando, Mestre – todos disseram quase ao mesmo tempo.
- Vão, Jacohrangers. E não se preocupe, Chairo: não vão fazer nada contra Aline.
- Jacoh Change!

Os cinco heróis não entenderam nada, mas partiram com urgência.

***

Os Kardler foram caindo pouco a pouco. Faltava o monstro, cujo nome era Magatsu. A criatura arremessava espinhos contra os heróis, que não tinham como se defender. Suas armas não os protegiam, suas pistolas não eram capazes de pulverizar todos os projéteis que tinham contra si. E assim, foram sendo feridos.
Tentaram um ataque combinado, reunindo o poder de seus disparos em uma única direção. Magatsu não conseguiu se esquivar e recebeu uma enorme onda de energia no peito, sendo arremessado para trás. Os Jacohrangers se separaram um do outro e se aproximaram do inimigo. Cercaram-no. Teve início uma violenta batalha corpo-a-corpo.

***

- Você é quem eu estou pensando que seja? – o Mestre Jacoh foi direto.
- Não espere de mim mais do que posso oferecer. Mas a resposta para sua pergunta é “sim”.
- Não houve nenhum sobrevivente ao ataque ao Departamento Espacial de Defesa?
- Os principais cientistas e guerreiros conseguiram escapar através de mecanismos de teletransporte. Mas eram poucos e não sei para onde foram. É provável que estejam espalhados pela Via Láctea. Mas, com certeza, eles poderão nos ajudar se tiverem como chegar até a Terra.
- Bem, você está aqui, e esta já é uma ajuda providencial. Não direi nada aos outros, mas aos poucos vou tentar prepará-la. Não será fácil.
- Não se preocupe, Mestre Jacoh. Estarei preparada.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O poder destrutivo do monstro Magatsu causa problemas, obrigando os Jacohrangers a buscarem um antídoto muito longe dali. Serão capazes de vencê-lo? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 25 – O VENENO DO LAGARTO

domingo, 24 de novembro de 2013

EPISÓDIO 23 - REENCONTRO INESPERADO! O FLAGELO DO UNIVERSO!


EPISÓDIO 23 – REENCONTRO INESPERADO! O FLAGELO DO UNIVERSO!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- COM MUITA DIFICULDADE, OS JACOHRANGERS DERROTARAM O MONSTRO RIZZARDO. MESMO ASSIM, O ROBÔ CRUZADOR PRECISARÁ DE REPAROS ATÉ ESTAR CEM POR CENTO PRONTO PARA BATALHAR.
- OS JACOHRANGERS PARTEM RUMO AO DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA, QUE ESTÁ SOB ATAQUE. LÁ CHEGANDO, FICAM SURPRESOS AO DESCOBRIREM QUEM SÃO OS INIMIGOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Misudan, Aramuki e Garrett. O Flagelo do Universo. Os três vilões mais temidos em todo o espaço. Haviam abandonado a terra há poucos dias sem que seu destino ou propósitos fossem conhecidos. Agora ficava claro o que tencionavam.
A chegada dos Jacohrangers fez os vilões pararem seu combate. Os defensores do Departamento que ainda restavam estavam feridos e enfraquecidos – fatalmente morreriam, mais cedo ou mais tarde. Mas os heróis recém-chegados seriam de fato um problema.
Misudan se pôs a continuar atacando os guardiões do Departamento. Garret e Aramuki voltaram-se aos Jacohrangers. Eles não permitiriam que os heróis impedissem a destruição de todos os integrantes daquele complexo.

- Chegaram um pouco tarde, Jacohrangers! – era Garret – Mas ao menos poderão ver esta droga aqui antes de a explodirmos e a transformarmos em poeira cósmica.
- A covardia de vocês não tem limites! – Chairo praticamente gritou.
- Covardia? – Aramuki gargalhou – Covardes foram os soldados que defendiam este local, que fugiram correndo desesperados quando viram nosso poder assustador. Quando vocês se reencontrarem no inferno, poderão brigar com eles.
- Chega! – Hitomi gritou.

E batalha teve início.

***

Hitomi e Chairo atacaram Aramuki. O vilão usava seus próprios punhos e pés para golpear, dispensando qualquer uso de armas. Ele também possuía um poderoso raio ocular que o tornava ainda mais difícil de ser vencido.
Grey, Murana e Daira dispararam com suas pistolas contra Garret, que invocou um campo de força pra defletir todos os ataques. Os três heróis sacaram suas espadas e partiram então para a batalha corpo-a-corpo contra o inimigo, que usava apenas suas garras monstruosas.
Enquanto a batalha entre Jacohrangers e seus dois colegas era terrível. Misudan terminava de exterminar os defensores do Departamento Espacial de Defesa. Com suas violentas rajadas, ele foi ceifando as vidas restantes. Alguns tentaram fugir, mas não tiveram chance. Em poucos minutos, todos estavam mortos.
O Jacohranger marrom e a bege atacavam com suas espadas. Aramuki desviava-se com facilidade, ainda que não conseguisse contra-atacar. Chairo chegou a atingí-lo uma vez, todavia recebeu um soco fortíssimo como retaliação. Hitomi tentou aproveitar o desequilíbrio inimigo para uma seqüência de golpes, porém sem sucesso.
O Jacohranger cinza, a púrpura e a laranja golpeavam ao mesmo tempo, de formas diversas, procurando uma brecha na impressionante postura defensiva de Garret. Nenhum ataque parecia capaz de feri-lo, nenhuma técnica podia surpreendê-lo. Os heróis começaram a atacar menos, esperando que o inimigo tomasse a iniciativa e eles pudessem contra-atacar. No entanto, quando Garret avançou, os heróis não forma capaz de contê-lo.
Misudan aproveitou para abandonar aquele complexo e ir plantar poderosíssimos explosivos em alguns locais ainda não totalmente destruídos. Os Jacohrangers tentaram impedi-lo, mas foram detidos pelos demais membros do Flagelo do Universo. Aqueles seres malditos pareciam mais poderosos do que nunca.

- O que foi, Jacohrangers? – Aramuki perguntou – Quando lutamos na Terra, vocês eram melhores do que isto!
- Não subestime o nosso poder! – Chairo gritou em resposta.

O herói marrom e a bege se concentraram e usaram o poder de sua fúria para lutarem melhor. Os golpes passaram a sair mais perigosos e violentos. Aramuki começou a ter muita dificuldade para se defender.
Murana, Daira e Grey iniciaram alguns ataques conjuntos que exploravam suas potencialidades e dificultavam a leitura de seus movimentos. Garret não teve mais condições de se defender adequadamente e começou a ser ferido mais e mais. Procurou disparar rajadas poderosas, e então foi a vez de os heróis se esquivarem sem grande esforço.
Misudan já não podia ser mais visto. Na certa tinha realmente ido destruir o pouco que ainda restava do Departamento Espacial de Defesa. Levando em conta que todos aqueles imensos complexos estavam em ruínas, achar qualquer tipo de explosivo seria virtualmente impossível.

- Não há mais sobreviventes! – Hitomi disse a Chairo – E o lugar já foi completamente destruído. Adianta continuarmos aqui?
- Como pode dizer uma coisa dessas? Precisamos vingar as pessoas que morreram defendendo este local!
- Chairo, isto pode esperar. Precisamos sair daqui antes que tudo vá pelos ares. Lembre-se que a Terra precisa de nós.
- Ela tem razão, Chairo! – Murana gritou de longe – Brazilian Tokyo pode ser atacada a qualquer momento, e o Mestre Jacoh pode não ser capaz de defendê-la sozinho.

O Jacohranger marrom hesitou um pouco e pagou por cima recebendo uma saraivada de socos e chutes que o arremessaram longe.

- Vão fugir da luta? – Aramuki ironizou – Pensei que tivéssemos contar a acertar.
- E temos – Hitomi respondeu – Mas não faltarão oportunidades para que isto aconteça.
- Hitomi, pode haver sobreviventes aqui – Chairo se levantou – Deveríamos procurá-los e resgatá-los.
- Infelizmente, não há tempo para isso – a Jacohranger bege foi lacônica.

Lá fora, já era possível ouvir o barulho de violentas explosões. A destruição definitiva e irreversível do Departamento Espacial de Defesa era apenas uma questão de minutos.

***

Os cinco Jacohrangers se reagruparam. Hitomi pensou que Chairo tencionava todos saírem dali em grupo, mas se surpreendeu quando o viu invocar o Jacoh Cannon e apontá-lo na direção de Aramuki.

- Sairemos daqui, sim, mas não sem antes deixarmos um presente para você.

Sem muita escolha, os demais heróis também se posicionaram e depositaram toda sua energia na bazuca, resultando em uma onda de destruição potentíssima. O disparo foi efetuado e o vilão nem tentou se esquivar, pois não teve tempo. Uma explosão violenta destruir praticamente tudo que restava daquele complexo.

- Não há porque esperarmos para ver o quanto ele foi ferido – era Chairo, gesticulando aos amigos para que partissem até sua nave e abandonassem o Departamento – Vamos de uma vez.

Os Jacohrangers, minutos mais tarde, abandonavam órbita do planeta Saturno. Não sabiam ao certo o quanto tinham ferido Aramuki, e acabaram nem prestando atenção naquilo quando viram o Departamento Espacial de Defesa ser consumido por uma explosão assustadora. Nada restou daquele que era um poderoso aliado na luta contra os muitos impérios malignos que assolavam o universo.
Os heróis olhavam para trás e sentiam-se terrivelmente tristes por terem abandonado o Departamento sem ter podido ajudar mais. Daira e Murana chegaram até a lacrimejar.

- Pessoal! – era Chairo – Jacohrangers, agora eu preciso que vocês parem de olhar para trás. Nós ainda temos uma missão a cumprir. E ela não será nada fácil.
- Tem razão! – Hitomi respondeu.

Fizeram a viagem de volta frustrados por não terem sido bem-sucedidos. Ainda tiveram o desprazer de reencontrarem o Flagelo do Universo apenas para constatarem que o universo seguia padecendo sob as mãos impiedosas deles. Ao menos, se é que servia de consolo, puderam ferir (bastante, eles torciam) o maldito Aramuki.

- O momento de voltar a batalhar contra eles chegará mais cedo ou mais tarde! – disse Daira – E então nós vingaremos não apenas o pessoal do Departamento Espacial de Defesa, mas todas as vítimas daqueles desgraçados.

Logo os Jacohrangers chegaram. Mestre Jacoh ouviu com atenção e pesar o relato detalhado que lhe fizeram. Por um instante, ele ficou sem saber o que dizer. Pelo menos, Brazilian Tokyo não tinha sido atacada na ausência deles.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Uma diminuta nave espacial chega a Terra e logo é atacada por soldados Kardler e por um novo monstro. Serão aliados ou inimigos? O que querem na Terra. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 24 – UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA