Jacohrangers

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domingo, 13 de janeiro de 2013

EPISÓDIO 29 - A TENTATIVA DE RESSUSCITAR O GENERAL KRER


EPISÓDIO 29 – A TENTATIVA DE RESSUSCITAR O GENERAL KRER

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JAPA PERDE A GRANDE CHANCE DE VER A MULHER AMADA NUA, MUITO EMBORA SEJA BEM PROVÁVEL QUE O DESTINO O RECOMPENSE POR TER AGIDO COM RESPONSABILIDADE.
- OS JACOHRANGERS AGORA TÊM UM ROBÔ GIGANTE RESERVA AINDA MAIOR E MAIS PODEROSO QUE O ANTERIOR.

O QUE IRÁ ACONTECER?

As paredes ruíam, o teto desabava, o chão tremia. O covil maligno do Império Krar parecia prestes a se tornar uma pilha de escombros. Os soldados Krur se dividiam entre implorar por piedade e fugir covardemente. General Krir estava prostrado, encolhido, sendo alvo de um poderoso raio que o torturava disparado por seu furioso Imperador.

- Até quando terei que tolerar falhas? Até quando?
- Perdão, meu Imperador! Oh, perdão!

O General emitiu um grito de dor terrível e prolongado. O castigo cessou, mas a fúria do soberano do Império Krar parecia muito longe do fim. Algo horrendo estava prestes a ocorrer.

- Dessa vez não foi minha culpa!
- Cale-se! Vou lhe dar algumas horas para pensar em uma forma de destruir os malditos Jacohrangers! Enquanto isso, vou me ausentar. Preciso dar início a um novo e grandioso plano. Quando eu voltar, quero os Jacohrangers destruídos. Ou, no mínimo, uma estratégia decente para derrotá-los.
- Sim, meu Imperador.

Sabendo que a chance de vencer os odiosos heróis não era tão grande quanto gostaria, General Krir achou que talvez fosse melhor ter alguém com quem dividir a culpa depois que tudo desse errado. Além disso, se tivesse alguém para ajudá-lo, quem sabe até fosse possível sair vitorioso. Não custava arriscar.

Ele tentaria ressuscitar o General Krer.

***

Havia duas possibilidades. A primeira, um ritual relativamente simples com o qual o General Krer seria revivido e readquiriria todas as habilidades, capacidades e feiúra de antes de morrer. No entanto, para isso, seria necessário ter o corpo intacto do General Krer, algo que não mais existia.
A outra opção era realizar uma cerimônia profana mais complexa, que exigiria sacrifícios de seres vivos, mas dispensaria o corpo do falecido Krer. Não era o ideal, porém era a melhor alternativa.
General Krir tentou agir disfarçadamente para conseguir vítimas para seus sacrifícios. Usou magia ilusória para adquirir a aparência de um jovem bonito e forte, e com isso conseguiu aprisionar em um esconderijo quinze lindas jovens. Depois, transmutou-se em uma bela mulher e conseguiu dezoito prisioneiros.
No entanto, um dos cativos descobriu o plano e conseguiu escapar, fugindo e obrigando o general a assumir sua verdadeira forma para perseguí-lo. O caos se formou no centro de Cidadopolislândia, como Krir e alguns soldados Krur correndo atrás de um jovem que gritava de pavor.

Tal confusão fez soar certo alarme em certo quartel-general de certo grupo de heróis.

***

Dois dias e vinte e uma horas. Era tudo que restava aos Jacohrangers. Polaco vomitava na privada, enquanto os demais se reuniam para discutir possíveis opções de como prolongar o tempo que lhes restava.

- Poderíamos alterar todos os fusos-horários da Terra! – disse Ruivão – Eu me proponho a conversar com os membros das Nações Unidas.
- Poderíamos usar o tempo que nos resta para treinarmos substitutos! – disse Paty – Quando chegasse a hora de partirmos, eles que se virassem para proteger a Terra.
- Poderíamos levar a Terra toda conosco para o planeta Jacoh quando partirmos. Aí o Império Krar conquistaria um planeta vazio, desabitado e sem graça – foi a idéia de Negão.
- Há uma alternativa que pode prolongar o tempo de permanência de todos nós aqui na Terra – disse o Mestre Jacoh – Mas é algo extremamente arriscado, difícil, doloroso, desafiador e assustador.

Antes que o sábio mestre pudesse dizer algo, o alarme soou. Na tela do principal monitor, todos puderam ver a cena ridícula do General Krir e dos soldados Krur correndo atrás de um jovem. Antes que os Jacohrangers dessem socos na mesa de tanta indignação, o maligno general capturou o rapaz e o levou para seu esconderijo. Ao menos, os heróis conseguiram ver para onde o prisioneiro fora levado.

- Hora de Jacohmbater o mal!

***

Os seis Jacohrangers chegaram até o local onde General Krir mantinha seus prisioneiros. A intenção era fazer um reconhecimento do local e depois realizar um ataque surpresa. Ou, ao menos, essa era a intenção do verde, amarelo, azul, preto e rosa. Ruivão estragou tudo, chamando pelo inimigo em voz alta.

- Hey, general maligno. Viemos arruinar seus planos. Entregue-se por bem e liberte seus prisioneiros.

Enquanto todos lamentavam a burrice do colega, soldados Krur surgiam aos montes. Eram quase vinte, trazendo com eles estranhar armas. Paty derrubou três, Negão derrotou quatro, Polaco acabou com quatro, Japa venceu quatro, João matou três e Ruivão venceu dois. Os Jacohrangers arrombaram o local e tiveram que perder tempo com mais oito ou nove Krur.
Atrás de onde estava o General Krir havia uma cela, na qual estavam mais de trinta pessoas assustadas e algemadas. Havia ao lado um altar com símbolos estranhos grafados na parede.

- Não darão mais um passo, heróis de “meia-tigela”. Realizarei o ritual que necessito e vocês não poderão me impedir.
- Na verdade, poderemos sim! – respondeu o Jacohranger vermelho.
- Tem razão. Poderão mesmo. Tenho uma proposta a lhes fazer, heróis: eu deixo vocês libertarem essas pessoas, sem interferir. Em troca, vocês me deixam realizar o terrível maligno que preciso levar adiante, sem interferir. O que acham?
- Parece justo! – todos responderam em uníssono.

E então os seis heróis se puseram a resgatar os trinta e tantos prisioneiros, inclusive tratando de alguns de seus ferimentos. Alguns ficaram traumatizados com a brutal experiência e precisaram ser encaminhados para o Centro de Atendimento Psico-Social de Cidadopolislândia. Lá, uma extensa e bem-vinda terapia os aguardava.

- Também é nosso papel realizar esse tipo de trabalho – Ruivão repetia a seus amigos.

Horas mais tarde, os Jacohrangers já repousavam em seu quartel-general com a agradável sensação de terem cumprido sua missão com louvor: pessoas inocentes foram salvas e vilões foram derrotados.

- Um momento! – disse Negão – Pensando bem, nenhum vilão foi derrotado.
- Aliás, o que será que o General Krir queria? – perguntou Japa.
- Provavelmente apenas realizar um ritual que lhe permitisse um contato telepático com seus parentes distantes que ainda residem no planeta natal dele – Ruivão acalmou a todos.
- Menos mal! – João suspirou de alívio.

***

Nas profundezas de uma caverna, General Krir comemorava. Encontrara um jeito de ressuscitar o General Krer sem sacrifícios humanos. Completara o ritual e trouxera de volta a vida o colega. Tudo isso antes que seu Imperador voltasse de sabe-se lá onde.

- Podemos deixar os soldados Krur providenciando a criação e o aperfeiçoamento do monstro Krordecimosétimo – disse Krir – Por enquanto, proponho que nós dois unamos nossas forças em um ataque frontal contra os heróis. O que acha, General Krer?
- Acho que não custava você ter sacrificado a vida de uns quinze ou vinte humanos para realizar um ritual decente. Renasci com os ombros totalmente tortos. Mas, respondendo à sua pergunta, eu concordo com a idéia de um ataque frontal.
- Então, faça seus preparativos, pois atacaremos hoje.
- Acredito não ser possível. Falta um minuto para a meia-noite.
- Tem razão. Atacaremos amanhã.
 
NO PRÓXIMO EPISÓDIO DOS JACOHRANGERS:

A terrível dúvida sobre quais podem ser as conseqüências da união de força dos dois generais malignos finalmente será esclarecida. Uma batalha difícil aguarda os Jacohrangers. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 30 – A UNIÃO DOS GENERAIS

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