Jacohrangers

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

EPISÓDIO 32 - A TRISTEZA AINDA MAIOR DE JAPA


EPISÓDIO 32 – A TRISTEZA AINDA MAIOR DE JAPA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JOÃO ARRUÍNA A INFÂNCIA DE MUITOS DESAVISADOS COM A INESPERADA REVELAÇÃO DE QUE A “ESPADA OLÍMPICA” DE JIRAIYA NÃO SE CHAMAVA “ESPADA OLÍMPICA”.
- FALTANDO POUCO MAIS DE UM DIA PARA SEU TEMPO NA TERRA ACABAR, OS JACOHRANGERS TENTAM RESOLVER SUAS PENDÊNCIAS SENTIMENTAIS EM UMA FESTA REPLETA DE SALGADINHOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Em meio a músicas, danças exóticas, reclamações por parte dos vizinhos e strip-teases evitados a muito custo, a festa seguia. Chegou o momento de todos sentarem nas cadeiras, respirarem fundo e comerem um pouco. Exceto, claro, Polaco, que estava há quase duas horas vomitando mas mesmo assim se recusava a parar de beber.
João estava tão concentrado em assistir alguns episódios de Battle Fever J, que nem percebeu que sua namorada estava sozinha em um canto, e que Japa foi até aquele canto e fechou uma porta, deixando ambos a sós. O Jacohranger verde só tinha olhos para o roteiro daquele viciante Super Sentai. A segurança de seu relacionamento podia esperar.
Ruivão seguia conversando com seu “eu lírico”, enquanto tentava incluir no diálogo seu “alterego” e seu “superego”. Os assuntos ainda eram seus confusos sentimentos por Paty.
Negão e Mestre Jacoh levaram “foras” das strippers e se refugiaram na bebida para lidarem com isso. As dançarinas profissionais abandonaram a festa antes do combinado e ainda cobraram o cachê em dobro. Negão ainda teve uma desagradável surpresa ao abrir seu “perfil” em uma rede social. Sua namorada havia lhe mandado uma mensagem terminando tudo. “Deus me mandou amar o próximo”, ela escrevera.
E em um aposento sem muita música, sem muita luz e sem bandejas com coxinhas, Japa e Paty ficaram frente a frente.

***

Krer e Krir, os generais recém-derrotados, usavam todos os recursos que sua tecnologia alienígena lhes oferecia para curarem, ao menos parcialmente, seus ferimentos. Havia também os machucados profundos que surgiram em seus orgulhos e em suas auto-estimas. Ambos apanharam e tiveram que fugir covardemente. Apenas uma violenta vingança poderia curar aquele sentimento de humilhação que pulsava em seus peitos.

- Alguma idéia para derrotar os Jacohrangers? – Krer perguntou.
- Sim. Tenho uma relação com os nomes de três cientistas deste país que estão desenvolvendo estudos sobre a potencialização do poder destrutivo de várias armas. Pensei em seqüestrar familiares desses cientistas e assim os chantagearmos, obrigando-os a aplicarem essa nova tecnologia em nossos armamentos. O que acha?
- Aumentar o poder de nossas armas pode ser algo útil. Poderíamos pôr o plano em ação assim que nos recuperarmos. O que acha?
- Você está atrasado, amigo Krer. Os soldados Krur já estão no encalço das famílias dos três cientistas. Acredito que nas próximas horas já tenhamos um ou dois deles aqui trabalhando para nós.
- Genial, Krir! Notícias de nosso Imperador?
- Não ainda. Ele parece estar ocupado com algum plano de contingência. Ou aumentando seus próprios poderes. Ou tentando seduzir alguma imperatriz de algum outro império espacial. Ou simplesmente ficando um tempo longe de nós.
- Eu aposto na terceira opção.

A conversa foi subitamente interrompida pela chegada de sete soldados Krur. Com eles, assustados, amarrados e chorando muito, um senhor de meia-idade, uma mulher que parecia sua esposa e uma criança que provavelmente era a filha do casal.

- Já temos o primeiro cientista! – disse o General Krer – O plano vai finalmente começar.

***

- Paty, espero não estar tomando seu tempo.
- Não, Japa. Não está. Diga!

O garoto de descendência oriental respirou fundo, sem saber muito bem o que dizer à mulher amada. Negão tinha lhe dado um conselho importante, mas no momento de pôr aquele ensinamento em prática, as coisas pareciam bem mais difíceis. Fosse como fosse, não havia mais volta.

- Paty, você está muito linda hoje! Com todo o respeito, é claro! – Japa ficou vermelho ao dizer aquilo.
- Muito obrigado, Japa. Mas não é só hoje que estou linda. Sempre estou.
- É verdade! – ele ficou mais vermelho ainda.
- Você quer me dizer alguma coisa, não quer?
- Sim!
- Então pode falar.
- Certo!

Mas as palavras não saíram e ele ficou um bom tempo olhando para o chão pensando em como começar. Veio à sua cabeça a dúvida: quais seriam as chances que ele teria com Paty, levando em conta que ela era lindíssima, tinha um namorado e era cortejada por outro cara? Mais que isso: que chances ele teria com ela, levando em conta que ela já sabia do vício dele em urinar nas paredes de seu robô gigante, sabia que Japa não tinha experiência praticamente nenhuma com mulheres e nem tinha a capacidade de se declarar decentemente, como qualquer homem de verdade faria?

- Paty, gosto muito de você.
- Eu sei, Japa.
- Tenho alguma chance com você, Paty? Posso ter esperanças de um dia ficarmos juntos? – ele finalmente conseguiu perguntar.

Foi a vez de ela demorar um pouco para responder, após olhar por alguns instantes para o chão. Ela suspirou. O coração dele bateu acelerado. E então ela respondeu.

***

No centro de Cidadopolislândia, soldados Krur levavam famílias ao desespero, procurando entre elas alguém especial. O caos tinha tomado conta de tudo. Uma criança foi ameaçada por eles, fazendo seu irmão e seu pai se mostrarem. O pai dela era o alvo. Os três foram seqüestrados. O segundo cientista era levado ao esconderijo do Império Krar, enquanto outros soldados procuravam o terceiro cientista.
No quartel-general dos Jacohrangers, o alarme soava de forma escandalosa, mas a música que tocava era ainda mais escandalosa. Uma sirene vermelha piscava, mas não havia ninguém próximo aos monitores. Todos estavam em outros aposentos, ocupados demais com seus próprios assuntos.

Cidadopolislândia estava em perigo, mas seus heróis não sabiam.

***

- Japa, infelizmente você não tem nenhuma chance comigo. Desculpe, mas não vejo em você nada além de alguém que só é útil porque nos conseguiu um robô gigante reserva. E ainda demorou a conseguir isso, diga-se de passagem. Você sabe que eu namoro o João, mas já tive uma queda pelo Ruivão. Acho que até com o Negão, que tem certo charme e bastante lábia eu me envolveria. Talvez até com o Polaco, que bebe bastante e tem certo charme por causa disso, e que também tem boa lábia, eu poderia me envolver. O próprio Mestre Jacoh, com seu jeito às vezes pervertido, também poderia, quem sabe, despertar o meu interesse se tivesse mais higiene.
- E eu? – Japa ficou com medo de perguntar.
- Você tem um jeito tímido, do tipo que não desperta a “libido” de uma mulher. Por ser assim, fica difícil você mostrar a alguém seu carisma, supondo que você tenha. Pelo que te conheço parece que você não tem. O fato de você gostar de mim há tanto tempo e só ter tomado uma atitude agora mostrar sua covardia, inexperiência e mediocridade. Por isso eu jamais vou amá-lo, jamais sentirei por você qualquer coisa maior que certa gratidão por você ter conseguido para nós outro robô gigante. Pelo que te conheço, percebo que você provavelmente também fracassará com qualquer outra mulher pela qual você se apaixone, então aconselho você a se conformar com a idéia de ficar sozinho para sempre.

Japa não soube o que responder.

- Mas apesar de tudo isso, espero que você não fique triste! – Paty concluiu.

A garota levantou-se, saiu daquele aposento e foi massagear os ombros de seu namorado, que assistia repetidamente a abertura de Boukenger, cantando a música tema em alta voz.
Japa não soube o dizer, nem o que pensar. Teve a impressão de que sua pressão baixou, sentiu certa tontura e ânsia, e foi ao banheiro vomitar. Lá chegando, encontrou Polaco de joelhos, debruçado sobre a privada.

- Você também bebeu demais, Japa?

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DOS JACOHRANGERS:

Os problemas particulares de Negão vêm à tona, ao mesmo tempo em que o plano dos generais vai tomando forma. Faltando apenas onze horas para o tempo acabar, os Jacohrangers ainda precisam combater o monstro Krordecimosétimo, enquanto Mestre Jacoh tem uma idéia. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 33 – O DRAMA DE NEGÃO!

2 comentários:

  1. O.o Que isso? Não creio que ela falou daquele jeito.

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  2. QUE HORROR ESSA MULHER, MORRA PATY! Deveria ficar sozinha para aprender a tratar as pessoas. Hunf!

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