Jacohrangers

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

EPISÓDIO 33 - O DRAMA DE NEGÃO


EPISÓDIO 33 – O DRAMA DE NEGÃO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JAPA LEVA FORA O MAIOR FORA DA HISTÓRIA DA HUMANIDADEE  PATY SE MOSTRA A VERDADEIRA VILÃ DE CIDADOPOLISLÂNDIA.
- A FESTA DE DESPEDIDA DOS JACOHRANGERS, QUE DEVERIA SER MOTIVO DE ALEGRIA E REGOZIJO, TRAZ A TONA AMORES MAL RESOLVIDOS E CIRROSES MAL RESOLVIDAS, PARA DESESPERO DOS HERÓIS!

O QUE IRÁ ACONTECER?

Faltavam onze horas. A conta do tempo restante foi refeita várias vezes, visto que a calculadora do computador estava com defeito e nenhum Jacohranger ainda se lembrava da tabuada do quatro. Como se aproximava o momento de eles não resistirem mais as condições climáticas da Terra, aos poucos eles já iam sentindo um estranho mal-estar. Tonturas, enjôos, vômitos e desinterias acometiam os jovens defensores da terra.
Japa ainda estava triste, Polaco ainda estava de ressaca, Ruivão ainda lia alguma coisa, Paty ainda removia sua maquiagem (mesmo a festa já tendo acabado há horas) e João ainda assistia séries japonesas em um dos telões. Mas ninguém tinha visto Negão depois que amanhecera.

- Tive uma idéia! – disse o Mestre Jacoh.
- Qual? Procurar o Negão? – perguntou Polaco – Não precisa. Daqui a pouco ele aparece.
- Não é disso que estou falando. Lembram que eu comentei que no monte Everest existe um líquido que pode fazer vocês continuarem na Terra para sempre.
- Não! – respondeu Paty.
- Minha idéia é a seguinte: que tal se vocês parassem de perder tempo e fossem logo lá buscar aquele líquido.
- Parar de perder tempo e ir logo fazer o que precisa ser feito? É o tipo de coisa em que nenhum de nós pensaria – era Ruivão.
- É algo tão maluco que pode funcionar! – concordou o Jacohranger verde.

Paty, Japa e Polaco concordaram discretamente com suas cabeças, quando Negão apareceu no recinto. Cabisbaixo, com olheiras de quem parecia ter chorado muito. Ainda soluçava, ainda tinha a respiração acelerada. Nas mãos, seu celular.

- O que foi, Negão? – Mestre Jacoh fez a pergunta que todos queriam fazer.
- Acabei de receber uma ligação – a resposta veio em tom monocórdio – Minha mãe fez alguns exames e descobriu ter uma doença gravíssima. Ela só tem dez horas e cinqüenta e nove minutos de vida.

***

Já havia três cientistas reunidos. Com suas grandes capacidades intelectuais, a intenção era que eles reformassem todo o maquinário e as câmaras energéticas de construção de vida artificial do Império Krar. O poderio dos invasores aumentaria substancialmente e a terra estaria condenada.
Naturalmente, nenhum cidadão de bem compactuaria com aquilo, mas os três homens não tinham escolha. Na sala ao lado, chorando de tristeza e medo, uma jaula imensa na qual estavam presos seus filhos e suas esposas. Aos cientistas, apenas duas opções: trabalhar, ou ver sua família morrer diante de seus olhos.
Assim, os generais Krer e Krir apenas supervisionavam ocasionalmente o trabalho dos prisioneiros. Sua atenção estava mais voltada para a aparição do monstro Krordecimosétimo, que já fora criado usando parte dos benefícios implantados pelos cientistas.

- Devemos aproveitar para já criar o monstro Krordecimooitavo? – Krir perguntou.
- Acho melhor aguardarmos um pouco. Vamos ver do que Krordecimosétimo é capaz. Assim poderemos saber o quanto esses cientistas estão realmente se dedicando.
- Vamos mandá-lo vá para o ataque?
- Claro! Esse monstro tem a capacidade de transformar suas vítimas em estátuas de aço carbono. Vamos mostrar a esses humanos a força do Império Krar!

E Krordecimosétimo partiu para o centro de Cidadopolislândia.

***

- Tenho duas opções: ou passo essas últimas onze horas com minha mãe, ou passo essas últimas onze horas sem minha mãe. Eu gostaria de poder ajudá-los a encontrar a água que pode nos curar. Mas não sei se adiantaria continuar na Terra sabendo que minha mãe não passou seus últimos momentos ao meu lado.

Todos ficaram em silêncio. Pela primeira vez, Ruivão não sabia o que dizer. Os demais Jacohrangers também se mantinham silenciosos, pensativos. Estavam solidários a seu amigo.

- Passe as últimas horas com sua mãe! – disse João – Nós daremos um jeito de compensar sua ausência!
- Sim, meu amigo imaginário, o Bob, pode ir em seu lugar! – disse Ruivão.
- Não é a isso que eu me refiro! – João gritou.
- Obrigado, amigos.

Os outros cinco Jacohrangers abraçaram Negão, deram-lhe tapinhas no ombro e lhe desejaram força e fé. Mestre Jacoh queria ter tido algo útil a dizer, mas só conseguiu lacrimejar e apertar com força a mão de seu pupilo. O jovem agradeceu o apoio e preparou-se para ir, quando o alarme soou com o tom escandaloso de sempre.

- Alerta! Perigo! Mexam-se seus inúteis, mexam-se! Mexam-se!

Negão virou-se em direção aos amigos, com o semblante de ira combativa, mas todos balançaram a cabeça em negativa. O combate ao Império Krar ficaria restrito aos outros cinco heróis. O Jacohranger preto deveria ir resolver seus problemas familiares. Todos lutariam por ele.
Negão partiu, seus olhos cheios de água. Não sabia se era de tristeza por estar perto de perder sua amada mãe, se de alegria por ter amigos maravilhosos que sempre o apoiariam em momentos difíceis, ou se por ter entrado um cisco em seu olho. Fosse pelo que fosse, não era o momento de olhar para trás, ou pensar muito. Era o momento de agir.

- Hora de Jacohmbater o mal! – gritaram os outros cinco.

Krordecimosétimo os aguardava.

***

- Que coisa fascinante! Uma exposição de arte ao ar livre.
- Cale-se, Ruivão! Não percebe que as pessoas foram transformadas em estátuas de aço carbono pelos poderes terríveis de algum monstro terrível que nos proporcionará um combate terrível!
- A crueldade do Império Krar não tem limites. Se tivessem transformado as pessoas em estátuas de aço inox, ao menos não haveria perigo delas oxidarem! – o Jacohranger vermelho vociferou.

De fato, o centro de Cidadopolislândia parecia um museu macabro. A maioria das pessoas transformadas tinha nos rostos expressões de desespero, reflexo do medo que sentiam quando foram atacadas. Eram muitas, mais do que se podia contar, especialmente para os Jacohrangers, que tinham dificuldades com números acima de quinze.

- Onde está o monstro responsável por essa vilania? – Ruivão perguntou.

A resposta veio em uma violenta onda de luz, um flash que pôde ser visto a centenas de metros de distância. Krordecimosétimo transformava pessoas em estátuas através de um terrível raio luminoso.

- Vil criatura, os Jacohrangers estão aqui para puni-lo! – o herói verde gritou.

Soldados Krur se adiantaram e iniciaram a batalha. Estavam mais poderosos, resistindo aos socos e chutes dos guerreiros coloridos. Foi necessário que os Jacohrangers sacassem suas armas para que os ataques surtissem efeito.
O vermelho derrubou três com sua espada, a rosa nocauteou dois com seus disparos e o azul esmagou outros três com sua maça. Em poucos minutos, os soldados Krur caíam, tal qual o poder de compra dos cidadãos de Cidadopolislândia.

- Venha nos confrontar, monstro pavoroso! – gritou o Jacohranger amarelo.

Da testa de Krordecimosétimo um terceiro olho emitiu o terrível raio luminoso, surpreendendo os defensores da paz. O brilho intenso se mostrou insuportável, e por alguns segundos os heróis tiveram seus olhos ofuscados. Foi necessário um tempo para que os Jacohrangers conseguissem voltar a enxergar. Não ficaram cegos depois do ataque, nem foram transformados em estátua.
Mas, por algum motivo, se destransformaram. As lentes de contato responsáveis por seus poderes estavam no chão.

Quebradas!
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS!

Os Jacohrangers não conseguem mais se transformar. Eles precisam vencer o monstro e partir para o Everest. Conseguirão a tempo? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 34 – SEM LENTES, SEM PODERES!

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