Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 3 de março de 2013

EPISÓDIO 36 - A JORNADA PERIGOSA


EPISÓDIO 36 – A JORNADA PERIGOSA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- COISAS ACONTECERAM, MAS QUE NÃO TÊM IMPORTÂNCIA SE LEVARMOS EM CONTA QUE LOGO TEREMOS UM SUPER EPISÓDIO ESPECIAL DOS JACOHRANGERS.
- MAIS COISAS ACONTECERAM, MAS É IMPORTANTE DESTACAR QUE LOGO SE INICIARÁ A SEGUNDA TEMPORADA DOS JACOHRANGERS, CHEIA DE NOVIDADES E PERIGOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Krordecimosétimo não existia mais. O Robô Reserva voltou a ser um celular ultra-tecnológico. Sem Polaco, os demais Jacohrangers pouco tempo tiveram para vibrar: já deviam partir rumo ao longínquo Monte Everest. Lá, se tudo desse certo, encontrariam a água mágica que lhes garantiria a permanência eterna no planeta Terra.

- Japa, por acaso seu celular não tem a função “teletransporte para locais longínquos”? – João perguntou.

O garoto de descendência oriental “fuçou” em seu telefone móvel por longos minutos sem sucesso. Estava quase desistindo – e quase levando um tapa de Paty pela demora – quando encontrou a função que precisava. 
Uma onda de estranha energia espectral envolveu os cinco jovens – e quase duas pessoas que nada tinham a ver com aquilo por engano – e os levou ao local desconhecido.

***

Frio e pouco ar. Mesmo transformados em Jacohrangers, era difícil não se deixar abater pelo clima hostil. Uivava um vento álgido e cortante, a respiração era difícil devido à rarefação do ar e ao fato de todos estarem com os narizes trancados. Todos cruzaram os braços em frente ao corpo, em uma inútil tentativa de amenizar os efeitos da baixíssima temperatura.

- Tenho medo de altura! – disse Negão, diante da colossal montanha que escalariam.
- O medo é uma abstração que deve ser combatida – Ruivão defendeu – Breve você terá que enfrentar a suprema falta de ar. Se falharmos, você terá que enfrentar uma traumática adaptação a um outro planeta. Se permanecermos aqui, teremos que enfrentar os poderes provavelmente invencíveis dos líderes do Império Krar. E ainda há aquela situação não resolvida do bicho-papão embaixo da cama do Japa quando voltarmos ao quartel-general. Ou seja: há muitos, muitos outros motivos para você ter medo, Negão.

O Jacohranger preto agradeceu ao amigo pelas palavras animadoras e puxou a fila. João e Paty o seguiram de mãos dadas. Japa mais atrás, chateado com a cena. O herói vermelho por último, fitando a paisagem com empolgação adolescente.

 - Quando tirarmos férias, deveríamos reservas uns dois ou três dias para acampar aqui.

Ninguém lhe deu atenção. Seguiram viagem por trilhas sinuosas, subindo mais e mais. Respirar era difícil, falar também era, então reclamar acabava sendo também. Isso, e apenas isso, preservou a sanidade de todos. Nada foi resmungado, ninguém se queixou, não houve discussões.
Mas também quase não houve progresso. Em nenhum momento pararam para descansar, contudo também não caminhavam rápido, não mostravam determinação, não pareciam ter pressa. Foi assim por quase uma hora, quando algo chamou a atenção de Paty.

- Há algo brilhando alguns metros abaixo. Será a água que procuramos?
- É o Japa urinando! – esclareceu João.
- Nojento! – ela gritou.
- Como ele consegue urinar mesmo estando transformado? – Ruivão nunca conseguiu compreender.

Assim que o Jacohranger azul alcançou novamente o grupo, seguiram a lenta caminhada, com cada vez menos ar, cada vez menos fôlego, cada vez menos forças, cada vez menos empolgação e cada vez menos lembranças do que estavam fazendo ali.

***

- Vocês precisam voltar à Cidadopolislândia imediatamente!

A voz desagradável vinha do interior dos trajes de combate. Os heróis se entreolharam, querendo se certificar que não se tratava de algum tipo de alucinação provocada pelo frio excessivo. Mas a insistência daquela voz os dez acreditar que ela poderia ser real.

- Jacohrangers, ouçam-me. Sou eu, o Mestre Jacoh. Estou falando com vocês através do Sistema Integrado de Comunicação que há em seus trajes.
- Temos um Sistema Integrado de Comunicação em nossos trajes? – Negão perguntou.
- Talvez tenhamos até uma conta corrente em nome do grupo sem saber – arriscou o herói vermelho.
- Escutem-me! – o Mestre Jacoh gritou – Vocês precisam voltar imediatamente para Cidadopolislândia. O Império Krar enviou mais um monstro para atacar a cidade. Se eu não errei a conta, aquele deve ser o Krordecimooitavo. Ele está atacando o centro e ninguém é capaz de detê-lo. Voltem! Voltem logo!

O Sistema Integrado de Comunicação foi interrompido por uma interferência provocada pelo frio excessivo. Os Jacohrangers tremiam de frio, sem saber se deviam voltar ou não, quando outra voz os surpreendeu.

- Vocês não poderão ir adiante! – disse uma criatura absurdamente grande e de voz aterradora – Abandonem imediatamente este lugar!
- Será o Abominável Homem das Neves? – perguntou Ruivão.
- Viemos buscar uma água estranha aí. Estamos com um pouco de pressa, então, se puder sair do nosso caminho... – disse Negão.

A criatura lançou de suas mãos um jato de ar ainda mais frio, o que arremessou os Jacohrangers para longe. Todos caíram, gritaram e sentiram ainda mais frio. Os heróis sacaram suas armas, puseram-se em guarda, e foram alvo de outra rajada de ar congelado. Foram arremessados alguns metros abaixo.

- Japa, seu celular ultra-tecnológico não tem, por acaso, a função “Rebater corrente de ar fria inimiga”?- Ruivão perguntou.
- Quero lembrar que é apenas um aparelho celular, não a varinha mágica do Harry Potter.
- Por falar em mágica, alguém quer assistir os últimos episódios de Magiranger comigo depois que voltarmos? – João perguntou.

Não houve resposta. A criatura anônima lançou mais um jato de ar geladíssimo e jogou os Jacohrangers ainda mais longe. Os cinco levantaram-se e tentaram enganar o inimigo dando a volta pelo outro lado. Assim, poderiam atacá-lo pelas costas. Caminharam tão silenciosamente quanto possível. E então começaram.
Paty disparou um projétil e acertou a nuca do oponente. Antes que ele se recuperasse, a espada de Ruivão já estocava seu abdômen. João deu socos em seqüência, Japa e Negão ficaram apenas olhando. O monstro anônimo não conseguiu reagir e foi golpeado mais vezes.

- Antes de nós o derrotarmos, responda: você é mesmo o Abominável Homem das Neves? – o Jacohranger vermelho perguntou.

A criatura de aparência estranha apenas emitiu um último urro e em seguida morreu.

***

A água que eles tanto queriam estava visível. Ainda mais visível, o gigantesco outro Abominável Homem das Neves que a protegia. Mais uns poucos minutos de caminhada e os Jacohrangers confrontariam a criatura. Se vencessem, pegariam o líquido e todos os problemas estariam resolvidos. Se perdessem, todas as esperanças seriam “congeladas”. Porém...

- Eu estava lembrando agora... – era Japa – O Mestre Jacoh não tinha nos falado qualquer coisa sobre Cidadopolislândia estar sob ataque e nós precisarmos voltar?
- Bem lembrado! – disse João – Talvez devêssemos voltar e proteger nossa amada cidade. É isso que o Gavan e o Sharivan fariam.
- Eu proponho que façamos uma votação! – era Ruivão – Amanhã nos reuniremos aqui novamente, e cada um se manifestará com uma opinião detalhada e demorada sobre o que devemos fazer.
- Cale-se! – disse Paty – Não podemos abrir mão da droga da água. Viemos até aqui nesse fim de mundo super frio. Agora precisamos voltar com a água antes que o nosso tempo na terra esgote.

Enquanto os Jacohrangers tinham uma acalorada discussão, o segundo Abominável Homem das Neves os enxergava de longe. E a criatura resolveu ir até os heróis antes que fossem até ele. 
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis resolvem fazer o que todo grupo faz quando precisa resolver mais de um problema ao mesmo tempo: se dividir. Mas isso também significa reduzir pela metade o poder do grupo. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 37 – OS JACOHRANGERS SE DIVIDEM

Nenhum comentário:

Postar um comentário