Jacohrangers

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domingo, 10 de março de 2013

EPISÓDIO 37 - OS JACOHRANGERS SE DIVIDEM


EPISÓDIO 37 – OS JACOHRANGERS SE DIVIDEM

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS HERÓIS CONHECEM O TERRÍVEL E FAMOSO ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES, EMBORA A URGÊNCIA DA SITUAÇÃO NÃO LHES TENHA PERMITIDO PEDIR AUTÓGRAFOS OU TIRAR FOTOS AO LADO DELE.
- KRORDECIMOOITAVO APROVEITA A AUSÊNCIA DOS JACOHRANGERS PARA ATERRORIZAR O CENTRO DE CIDADOPOLISLÂNDIA, O QUE, AO MENOS, GARANTE A PAZ NOS BAIRROS DA CIDADE.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Só temos cento e trinta e sete alternativas: ou nos separamos; ou não nos separamos; ou nos separamos metaforicamente, mas nos mantemos unidos; ou nos separamos e nos mantemos unidos ao mesmo tempo, desafiando todas as leis da física; ou então...
- Cale-se, Ruivão! – João gritou.

O Jacohranger verde olhava para seus companheiros, tentando decidir quais deles deveriam voltar para Cidadopolislândia e quais deveriam permanecer. Antes que pudesse chegar a uma conclusão, um segundo monstro, muito similar ao Abominável Homem das Neves anterior, veio atacá-los.
O herói vermelho e o preto tentaram deter o inimigo, mas foram derrubados com um só golpe. Levantaram-se e foram novamente derrubados com metade de um golpe. Novamente se puseram de pé e foram a nocaute com um terço de golpe.

- Hei, olhe lá! Um avião! – Ruivão tentou enganar o monstro.

Não funcionou. Aviões provavelmente não fossem comuns nas proximidades do Monte Everest. A criatura seguiu golpeando e golpeando, fazendo o Jacohranger vermelho praticamente perder os sentidos.

- Japa, prepare rapidamente a função “teletransporte para lugares longínquos” de seu celular. Você, eu e Ruivão voltaremos para Cidadopolislândia. Paty! Negão! Fiquem aqui. Se não puderem vencer esse monstro, fujam, se escondam e esperem nós voltarmos! – orientou João.

Enquanto o Jacohranger preto apanhava feito um condenado, Ruivão recuava até onde Japa e João estavam. O herói azul preparou seu aparelho celular, os três deram as mãos e uma onda eletromagnética iniciou o processo que os levava de volta a Cidadopolislândia.

***

O centro da cidade era um caos. Rastros de destruição, casas em chamas, pessoas correndo desesperadas e um carro com alto-falante oferecendo churros perturbavam a paz das pessoas que estavam sem fome.
Naquele panorama trágico, Ruivão, João e Japa chegaram. Havia uma quantidade pequena de soldados Krur espalhados pelos quarteirões próximos, e uma figura ameaçadora e aparentemente poderosa. Era o monstro Krordecimooitavo.

- Este local será a sepultura de vocês!
- Nossa! O monstro fala! – Ruivão se espantou.

O Jacohranger verde foi atrás dos Krur e começou a destruí-los. O azul correu em direção ao carro dos churros, mas voltou ao combate após ser xingado por seu colega. Os soldados branquelos foram caindo um a um, sem oferecer grande resistência. Ruivão atacou Krordecimooitavo com sua espada. O monstro sacou uma estranha arma e aparou o golpe.
Jacohranger vermelho e criatura maligna iniciaram uma batalha impressionante. As lâminas se chocavam ferozmente, alternando entre ataque e defesa com grande velocidade. Ruivão empolgou-se tanto com o combate que chegou a rir, embora seu sorriso não pudesse ser visto por ele estar transformado.
A batalha seguiu furiosa, uma verdadeira dança de aço e morte. Japa e João liquidavam os Krur, Ruivão trocava golpes de espada com Krordecimooitavo. Era nítido que o monstro era mais poderoso. O Jacohranger vermelho fazia um grande esforço para não ser massacrado.

- É incrível como o Ruivão é infinitamente mais útil para o grupo quando está de boca fechada! – disse Japa, após ter eliminado todos os soldados Krur.

O Jacohranger verde assentiu com a cabeça. Ambos foram ajudar o amigo. Aproveitaram a superioridade numérica para atacar todos ao mesmo tempo, mas não adiantava muito. Krordecimooitavo defendia-se com maestria. Era quase impossível atingí-lo, mesmo quando os ataques partiam de vários lados ao mesmo tempo.
E então o monstro começou a adotar uma postura mais ofensiva, atacando mais do que defendendo. Os Jacohrangers foram caindo um a um, sendo atingidos sem qualquer poder de defesa. Um imenso som de explosão pôde ser ouvido após Krordecimooitavo disparar um poderoso raio na direção dos heróis.

Japa, Ruivão e João tinham sido derrotados.

***

Em algum local ainda não descoberto pelos Jacohrangers, uma base subterrânea mantinha três conceituados cientistas – e suas famílias – em cárcere. Monstros poderosos e cada vez mais hábeis já tinham sido construídos. Uma impressionante tecnologia havia sido desenvolvida. Mas ainda havia muito mais a ser feito.

- Os soldados Krur são formas de vida artificiais? – Krer perguntou.
- Não. São seres vivos. O que vamos fazer é bem simples: criar clones. Utilizaremos o DNA dos soldados Krur que já existem para que surjam incontáveis outros.
- E essa é a famosa máquina que acelera a divisão celular? – ele perguntou apontando para um complexo aparelho.
- Sim! – Krir respondeu – Um desses cientistas desenvolveu um mecanismo capaz de duplicar os genes em grande velocidade. Teremos centenas de soldados Krur em poucas horas. Depois, ainda será possível usar a aparelhagem do aumento de força, tornando os Krur ainda mais poderosos.

Os dois generais gargalharam como debilóides. O bom andamento de mais um de seus planos de contingência os fazia sorrirem à toa. Em outro aposento, três famílias choravam contra as paredes de suas celas. Os cientistas trabalhavam em ritmo frenético, achando que após auxiliarem na execução de todos os planos dos invasores poderiam ser liberados.

Os Jacohrangers tinham apenas seis horas de permanência na Terra.

***

Paty e Negão perceberam da maneira mais dolorosa e violenta possível que não eram capazes de vencer a criatura horrenda que parecia o Abominável Homem das Neves. Fugiram. Na verdade, tentaram. Descobriram da maneira mais dolorosa e violenta possível que eram bem mais lentos que o ser que os perseguia.
Então tentaram ludibriá-lo. Descobriram da forma mais desagradável e constrangedora possível que eram bem menos inteligentes que um ser bestial que jamais teve qualquer contato com a civilização. E seguiram apanhando.
Até que surgiu outro ser, igualmente bizarro, estranho e de aspecto simiesco. As duas criaturas estranhas começaram a rosnar um para o outro, até que em pouco tempo já estavam se confrontando. Paty e Negão então correram.

***

Krordecimooitavo seguia deixando seu rastro de destruição pela cidade. Agonizando no chão, quase sem forças, o Jacohranger vermelho, o verde e o azul. Resmungavam frases tipicamente heróicas sobre precisarem impedir o monstro, mas pareciam não ser capazes de nada além daquilo.
Surpreendentemente, agarrando-se ao que restava de suas esperanças, os três jovens heróis conseguiram erguer-se. Seu inimigo viu e veio em direção a eles. Espancaria Ruivão, João e Japa ainda mais.
Os Jacohrangers foram mais rápidos e invocaram a “Bazuca sem nome”. Posicionaram-se improvisadamente e seguraram com dificuldade a pesada arma. Krordecimooitavo sequer fez menção de tentar se desviar do poderoso raio.
Uma explosão imensa se sucedeu. Quando a poeira baixou, desespero. O monstro maligno ainda resistia.
Krordecimooitavo fora ferido sim, mas não o bastante para ser derrotado. Ficava claro que a bazuca sem nome só funcionaria se mais Jacohrangers estivessem juntos, concedendo sua energia no momento do disparo.
Ruivão pensava em algum plano estratégico para reverter aquela situação desesperadora. João tentava imaginar o que os Jetman, Liveman ou os Dairanger fariam naquelas circunstâncias. Japa só pensava em fugir.

- Só temos quarenta e nove alternativas...
- Cale-se, Ruivão! – seus amigos gritaram.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Divididos, os Jacohrangers estão prestes a serem vencidos. Além disso, o tempo está contra eles. Krordecimooitavo continua deixando um rastro de destruição e ninguém parece capaz de impedi-lo. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 38 – MOMENTO CRÍTICO! CIDADOPOLISLÂNDIA EM PERIGO!

Um comentário:

  1. Hahaha, muito bom! Hei de colocar em dia minha leituras sobre os grandes feitos destes ... inusitados heróis!

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