Jacohrangers

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domingo, 14 de abril de 2013

EPISÓDIO 42 - REVELAÇÃO! O SEGREDO DO MESTRE JACOH!



EPISÓDIO 42 – REVELAÇÃO! O SEGREDO DO MESTRE JACOH!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O MESTRE JACOH REVELA TER UM SEGREDO IMPORTANTÍSSIMO A REVELAR AOS JACOHRANGERS.
- A PRIMEIRA TEMPORADA DOS JACOHRANGERS TERÁ 50 EPISÓDIOS, APÓS DA QUAL TEREMOS A SEGUNDA TEMPORADA COM VÁRIAS NOVIDADES E MAIS 50 EPISÓDIOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Resta-nos pouquíssimo tempo – a voz do Mestre Jacoh era pura apreensão – Preciso contar algo a vocês antes que seja tarde demais. Peço que se preparem, pois não será fácil.
- Sinto cheiro de desgraça – era Negão.
- E eu sinto cheiro de urina, mas nem quero imaginar o que isso pode significar – disse João.
- Vou-lhes contar sobre o planeta Jacoh! – o Mestre tomou a palavra – Não me interrompam!

E foi esta a história que o Mestre Jacoh contou:

***

O planeta Jacoh era um planeta pobre, sem grandes recursos e povoado por pessoas extremamente burras. Sem ensino, sem cultura, sem instrução, sem vontade de aprender, mas, sobretudo, sem grandes capacidades intelectuais. Sem bom senso. Sem sensatez. Sem poder de dedução. Sem senso crítico. Sem discernimento. Sem maturidade. Sem nada.
Alguém pode pensar que toda aquela mediocridade pudesse conseqüência de algum período pós-guerra. Alguma coisa tipo: “O planeta Jacoh perdeu uma guerra, seu povo foi quase extinto e sua civilização foi dizimada e teve que recomeçar do zero”. Sim, por muito tempo, povos daquela galáxia pensaram assim.

Todos errados.

O planeta Jacoh sempre foi daquele jeito. Nada justificava a burrice, primitivismo e pobreza daquele povo. O que tinha seu lado bom, pois, por esses motivos, nenhum império intergaláctico tinha interesse em atacar ou dominar aquela civilização. (Se é que aquilo podia ser chamado de civilização).
Enfim, era um planeta muito povoado. Algo em torno de 700.000.000.000.000 de habitantes. Como Jacoh era infinitamente maior que a Terra, aquele excesso de gente nunca foi problema. Mas, rapidamente, a população foi crescendo. Antes que alguém pudesse perceber, começou a faltar espaço para os moradores. E começaram as guerras.
Devido à burrice extrema do povo, ninguém sequer pensou em fazer algum tipo de “controle de natalidade”. Ninguém pensou em desenvolver uma tecnologia que permitisse procurar planetas maiores para o povo morar. Ninguém pensou em usar parte dos 400.000.000.000 de quilômetros quadrados nos quais viviam vacas invisíveis para dar moradia às pessoas.
Infelizmente, a guerra acabou sendo a melhor opção, pois a apenas com a morte de 73,11% do povo, o restante poderia ter condições razoavelmente dignas de moradia e alimentação.
Mas havia o problema do primitivismo da população. Não existiam armas de destruição em massa. Nem armas brancas. Nem mesmo facas de cozinha. E em uma guerra disputada apenas com socos, chutes e cusparadas, o lado derrotado leva MUITO tempo para morrer.
Assim, a fome acabou sendo a principal responsável pela quase extinção do povo do planeta Jacoh. Demorou bastante, mas chegou um momento em que só existiam 132 pessoas vivas lá. Os habitantes de lá acharam que tinham chegado ao momento mais constrangedor e degradante de sua história.

Mas estavam enganados.

Um dos seres espaciais mais violentos e cruéis de todo o universo atacou. Era o Império Akkuma. Infinitamente mais poderosos, astutos e sanguinários que o Império Krar, eles sempre foram considerados o grande flagelo dos seres vivos.
Chegando ao planeta Jacoh, eles logo viram se tratar de um local sem utilidade. E exterminaram os que ainda viviam lá. Todos. Exceto um. Todos, menos um cidadão que conseguiu se esconder. Um cara que teve ainda a audácia de viajar escondido nas naves deles e veio parar na Terra devido a um distúrbio espacial. Sem dúvidas, alguém especial.

Eu.

***

- Mestre Jacoh, está nos dizendo que o senhor é o último sobrevivente do planeta Jacoh? – Ruivão perguntou – Isso significa que se não conseguirmos a água sagrada a tempo, teremos que passar o resto de nossas vidas lá morrendo de solidão?
- Sim, Ruivão. Sou um nativo do planeta Jacoh. Sou realmente o último sobrevivente daquele povo. Mas, infelizmente, não será possível irmos para o planeta Jacoh. Sabe por que, Ruivão?
- Por que não temos autorização do DETRAN para fazermos uma viagem tão longa neste jato?
- Não!
- Por que o ataque do Império Akkuma fez o planeta sair de sua órbita, tornando impossível sua localização?
- Não!
- Por que existe a possibilidade de encontrarmos esse Império Akkuma no caminho e o senhor tem medo de apanhar deles mais uma vez?
- Não!
- Por que o planeta Jacoh é, na verdade, uma metáfora, um mundo imaginário reflexo de nossos sonhos pueris e só pode ser alcançado por alguém cuja pureza e inocência permita acreditar na existência dele?
- Não!

Sete minutos se passaram.

- Por que com o aumento do preço do combustível, se fôssemos para lá só teríamos dinheiro para chegar até metade do caminho?
- Não!
- Por que no trajeto até lá há uma cobrança abusiva de pedágio que vai muito além de nossas parcas economias?
- Não!
- Já chega, Ruivão! – Paty gritou – Não podemos ir para lá porque o planeta Jacoh foi destruído. O Mestre Jacoh provavelmente não nos disse isso com todas as letras porque isso deveria lhe trazer lembranças dolorosas, mas é óbvio que após assassinar os seres vivos de lá, o Império Akkuma deve ter destruído completamente o planeta.
- Puxa! – Ruivão ficou assustado – Eu jamais teria pensado nessa hipótese.

E o Mestre Jacoh se entregou às lágrimas. Discretas, silenciosas, tímidas, mas muito doloridas. Ao menos, ele sabia que poderia contar com o apoio e compreensão de seus pupilos.

- Hahahahahahahahahahahaha! Está chorando! – Polaco gritou – É uma mariquinha mesmo!
- Que feio, hein Mestre? – era Negão – Ter seu planeta natal de origem destruído é algo que pode acontecer com qualquer um, mas isso não é motivo para chorar.
- Verdade, Mestre! – Paty concordou – Um homem de verdade não choraria nem se visse as pessoas que mais ama serem esquartejadas e torturadas com requintes de crueldade. Você é, sem dúvidas, uma mariquinha, Mestre! Deveria se envergonhar.

E todos começaram a gritar a seu mestre, em alta voz: “VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!”.

***

Os Jacohrangers tinham apenas catorze minutos de vida na Terra.

***

- Resumindo ao extremo: vocês têm apenas treze minutos e meio para conseguir a água sagrada, ingeri-la e poder ficar na Terra para sempre. Se não conseguirem, precisarão partir imediatamente para o planeta Jacoh, o único local onde poderão continuar vivos. E como o planeta não existe mais, vocês morrerão não importa para onde partam.
- Por sorte, o Monte Everest já está visível daqui – João tentou encorajar o pessoal – Vamos descer, pessoal. Vamos garantir nossa permanência na Terra e depois chutar a bunda do Império Krar.
- Vamos! – todos responderam em uníssono.

Dentro do jato, o Mestre via seus pupilos correrem em direção à água que tanto precisavam. Mas, como se já não tivesse problemas suficientes, outra coisa o preocupou.

- Essa energia maligna é do Imperador Krar! Logo, ele voltará para atacar a Terra.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Seres parecidos com o Abominável Homem das Neves surgem para impedir os Jacohrangers de conseguirem a água sagrada que precisam. Como se isso não bastasse, o tempo está contra eles. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 43 – A CORRIDA CONTRA O TEMPO

Um comentário:

  1. Pobre mestre Jacoh! Não pode nem contar com a compreensão dos seus pupilos!

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