Jacohrangers

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domingo, 21 de abril de 2013

EPISÓDIO 43 - A CORRIDA CONTRA O TEMPO


 EPISÓDIO 43 – A CORRIDA CONTRA O TEMPO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- FINALMENTE MESTRE JACOH CRIA VERGONHA CARA, DEIXA DE SER COVARDE, FROUXO, MULHERZINHA, MARIQUINHA E RESOLVE CONTAR TODA A VERDADE PARA OS JACOHRANGERS.
- SERÃO OS HERÓIS CAPAZES DE CONSEGUIREM A ÁGUA SAGRADA QUE TANTO PRECISAM EM APENAS TREZE MINUTOS E ASSIM GARANTIREM SUA PERMANÊNCIA NA TERRA?

O QUE IRÁ ACONTECER?

Pela contagem oficial, faltavam onze minutos e meio. Os seis heróis já estavam no Monte Everest. O frio era terrível, o ar era rarefeito e o cheiro era desagradável.

- Japa, isto não é hora para urinar! – Negão deu a bronca no amigo.

A montanha que tinham que escalar era íngreme. O vento intenso os agredia como um chicote que não parava de estalar. Até mesmo olhar para cima se tornava cada vez mais difícil. Fora aquilo, a trilha era escorregadia, não sendo raras as vezes em que um ou dois dos Jacohrangers caíam de boca no chão, sendo alvo das chacotas impiedosas de seus colegas.
Mas eles seguiam, movidos pelo desagradável motivo de não terem escolha. Sinais de cansaço, enfraquecimento e desânimo logo surgiram.

- Não estou conseguindo respirar direito!
- Então tire as mãos da frente de seu nariz, Ruivão! – João sugeriu.
- Boa idéia! Hey, funcionou! Muito obrigado!

Faltavam sete minutos, quando os problemas de verdade apareceram. Dois seres saídos de algum filme de terror de orçamento baixíssimo saíram de algum buraco na neve. Rosnavam, grunhiam, batiam nos próprios peitos. Pareciam imunes ao frio lancinante e ao vento mortal.

- Vamos nos dividir em três grupos de sete! O primeiro grupo volta e pergunta ao Mestre Jacoh quanto tempo ainda temos. O segundo e o terceiro grupo combatem esses seres. O quarto grupo vai atrás da tal água.
- Cale-se, Ruivão! – João gritou.

O Jacohranger verde tomou a iniciativa de combater uma das criaturas. Trocaram socos, chutes e cotoveladas. Os ataques de João não feriam o inimigo, que por sua vez machucava bastante o herói.
Japa e Negão foram em seu auxílio. Os três juntos atacaram por lados diferentes, com todas as forças que tinham. Vendo que não continuavam sem causar dano ao monstro, sacaram suas armas. E seguiram o ataque.
Ruivão, Paty e Polaco decidiram fazer o mesmo. Juntos, armas em punho, foram para cima do outro ser. Esforçaram-se ao máximo, mas o resultado foi o mesmo: não eram capazes de vencer.
Surgiu então a brilhante idéia de os seis Jacohrangers enfrentarem juntos um monstro de cada vez. Assim o fizeram. Com a força de suas armas, e com a determinação que apenas um valoroso grupo de Super-Sentais pode ter, atacaram. E o resultado foi o mesmo.

- Vamos usar a Bazuca sem nome! – Negão gritou.
- Boa idéia! – todos responderam ao mesmo tempo – Bazuca sem nome!

E da bazuca saiu uma quantidade enorme de uma estranha energia que explodiu na criatura glacial. O ser maligno foi totalmente destruído, sem deixar vestígios. Restava apenas o outro monstro.
No entanto, a bazuca sem nome tinha uma quantidade de energia limitada e não poderia ser usada duas vezes seguidas.

Então, a batalha teve que recomeçar.

***

Os Jacohrangers tinham apenas sete minutos na Terra.

***

Apesar de todos os esforços, não havia muito que pudesse ser feito. A criatura horrenda era poderosa demais. Mesmo os heróis atacando com todas as suas forças, não era possível vencer.

- João, Ruivão! Ouçam! – Japa gritou – Negão e eu vamos segurar esse monstro e vocês correm atrás da água. Paty, Polaco, nos dêem cobertura.
- Ok!

Com muita dificuldade, o Jacohranger azul e o preto agarraram a criatura abominável e a imobilizaram por algum tempo. As cotoveladas do monstro trataram de libertá-lo, mas aquilo deu o tempo necessário para que o herói verde e o vermelho corressem.
A rosa e o amarelo tentaram derrubar o adversário golpeando suas pernas. Não conseguiram e tentaram derrubá-lo com golpes nas “partes baixas”. Novamente vendo que não tinham sido bem-sucedidos, optaram por tentar jogar neve nos olhos do rival.
Aquilo até funcionou, mas apenas por alguns segundos. Eles aproveitaram aquele tempo para golpear o máximo possível, mesmo sabendo que causariam pouco ou nenhum dano.
Quando o monstro voltou a enxergar, espancou os quatro Jacohrangers. Bateu neles com extrema violência, fazendo seus corpos quase desmaiados rolarem montanha abaixo.

- João! Ruivão! Por favor, apressem-se! – Negão pensou, instantes antes de perder os sentidos.

***

Os Jacohrangers só tinham quatro minutos de vida na Terra.

***

Uma caverna, um tipo de gruta. Lá dentro, iluminação tímida, ainda menos ar, ainda mais frio. Não havia outro caminho naquela trilha, nem mais tempo para procurar. A água precisaria estar escondida lá, ou tudo estaria perdido.
João e Ruivão caminharam tão rápido quanto a baixa temperatura lhes permitiu. O interior daquela gruta foi ganhando uma estranha claridade, um brilho azulado de natureza misteriosa. Sem entender o motivo daquilo, eles apenas seguiram. Até chegarem a uma bifurcação.

- Vamos nos separar! – Ruivão propôs – Você vai pela direita, e eu vou pela direita também.

João apenas balançou a cabeça em negativa e tomou o caminho da esquerda. Após caminhar pouco mais de cinco metros, encontrou Ruivão, ficando com a impressão que qualquer caminho os faria chegar lá. E então encontraram.
Havia uma espécie de altar, já em ruínas, cheio de símbolos já apagados pelas ações predatórias do tempo e do frio. Sob um suporte de ouro, um frasco dourado com um líquido levemente amarelado em seu interior. Só podia ser a água sagrada que tanto buscavam.

- Só espero que não seja a urina do Japa! – Ruivão comentou.

Os dois voltaram correndo. Pela contagem oficial (que não era tão oficial assim), restavam apenas dois minutos. Desceram aos trambolhões a montanha, deixando para trás a criatura parecida com o Abominável Homem das Neves. Certo desespero os invadiu ao perceberem que teriam que localizar os corpos desmaiados de seus amigos.
Felizmente, Mestre Jacoh já estava reanimando os quatro guerreiros caídos. Rapidamente, todos ingeriram alguns goles daquele líquido misterioso. Sentiram um formigamento na língua, seguido de um estranho mal-estar, desorientação. As visões ficaram ligeiramente turvas, mas logo voltaram ao normal.

- Vocês conseguiram! Agora só precisam derrotar o Império Krar! – era o Mestre Jacoh.
- Por falar nisso, Mestre, quero lhe fazer uma pergunta antes de voltarmos. O senhor disse que o tal Império Akkuma atacou e destruiu o planeta Jacoh e que eles são muito poderosos, terríveis, cruéis e mais perigosos que o Império Krar. Existe a possibilidade de eles atacarem a Terra um dia? – Paty perguntou.
- Sim, mas não se preocupe: eles só vão fazer isso na segunda temporada.
- Menos mal.

Os seis Jacohrangers e seu mestre ingressaram no jato e regressaram à sua base sem pressa. O Império Krar ainda não tinha sido derrotado, era verdade, mas ao menos agora eles poderiam lutar com um pouco mais de tranqüilidade. Algo realmente muito bom.

Porque o que os aguardava era simplesmente o maior desafio de todos.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O Imperador Krar regressa mais poderoso e lança um furioso ataque à Cidadopolislândia. Mais que isso, ele desafia os Jacohrangers para a batalha final. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 44 – A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR

Um comentário:

  1. (atualizando a leitura) Uau! Episódio frenético! Os Jacohrangers conseguiram!! Mas fiquei curiosa para saber que diabos era aquela água amarelada, hahahaha XD.

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