Jacohrangers

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domingo, 28 de abril de 2013

EPISÓDIO 44 - A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR



EPISÓDIO 44 – A APARIÇÃO DO IMPERADOR KRAR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- APÓS UMA ENROLAÇÃO DESAGRADÁVEL QUE JÁ IMPACIENTAVA OS FÃS DO GRUPO, FINALMENTE OS JACOHRANGERS CONSEGUIRAM A TAL ÁGUA SAGRADA E ASSEGURARAM SUA PERMANÊNCIA NA TERRA.
- SERÁ QUE O EFEITO DA ÁGUA SAGRADA IRÁ DESAPARECER QUANDO OS HERÓIS TIVEREM QUE URINAR?

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os seis heróis repousavam. Cada um em seu aposento, exceto por Paty e João que trocavam carícias a portas trancadas, para desespero de Japa (que estava no quarto imediatamente ao lado e podia ouvir gemidos). O herói oriental aproveitava para jogar na loteria. Ruivão lia um livro intitulado “Uma temporada acaba e a outra termina: é o ciclo da vida”. Negão assistia filmes pornôs enquanto conversava via internet com jovens despudoradas. Polaco estava quase entrando em coma alcoólico.
Mestre Jacoh terminava de tomar seu banho, quando se lembrou que havia três famílias de cientistas mantidas como reféns pelo Império Krar. O próprio mestre havia tentado resgatá-los, mas falhou miseravelmente ao ser rechaçado por um número absurdamente grande de soldados Krur.
Aos trambolhões, ele se vestiu e correu para chamar seus pupilos. Notou ter vestido suas calças do lado contrário, e no exato momento em que a tinha tirado é que todos os Jacohrangers chegaram ao mesmo tempo até onde ele estava.

- Devo ter no meu quarto um manual que ensina como vestir corretamente suas calças – disse Ruivão.
- Até quando vai nos envergonhar? – era Negão, sério.
- Por que não anda pelado de uma vez? – Japa brigou.
- E depois não quer ser motivo de chacota – Polaco falava com dificuldades.
- So não rio da sua cara porque minha namorada e eu também não estamos usando calças – disse João, e então todos viram que ele e Paty estavam nus.
- Quando todos estiverem vestidos eu volto aqui! – Ruivão deu as costas e saiu.

Minutos mais tarde, com todos adequadamente vestidos, o grupo se reuniu. João e Paty caminhavam com certa dificuldade. Japa percebeu e se desesperou. Os seis fizeram silêncio. Mestre Jacoh lhes contou sobre os reféns.

- Isso é relativamente terrível! – Ruivão foi o primeiro a se manifestar – Claro que ser mantido como refém cerceia a liberdade da pessoa, mas, por outro lado, pense que agora eles não correm mais o risco de serem assaltados, não gastam com água, energia elétrica, internet e alimentação. Há um lado bom nisto tudo.
- Sabe onde é o lugar, Mestre? – João ignorou seu colega – Partiremos para lá imediatamente.
- Sei sim. Inclusive, acho que posso até ir com vocês.

Estavam prontos para partir, quando o alarme tocou da forma escandalosa de costume. O monitor ligou sozinho, de súbito, exibindo uma imagem assustadora: o Imperador Krar, em tamanho monstruoso, atacando Cidadopolislândia.

***

- Meu celular ultra-tecnológico ainda não está com a bateria totalmente carregada, por isso não podemos usar o Robô Reserva, muito menos fazer a fusão que vai resultar no Robô Supremo – Japa explicou – Vamos ter que usar apenas o Gigante Guerreiro Jacohlossal!
- Você é um inútil mesmo, hein Japa? – Paty disse, magoando profundamente seu colega.
- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram.

Os heróis partiram rumo ao centro. Mestre Jacoh ficou na base. Logo adentraram o Gigante Guerreiro Jacohlossal. Ficaram frente a frente com o terrível Imperador Krar. Nas mãos, o monstruoso líder invasor tinha uma espada em chamas. Nos olhos, um ódio palpável.

Aquela seria, definitivamente, a batalha final.

***

- Chega de subterfúgios! Chega de recorrer a generais medíocres! Eu mesmo destruirei vocês e governarei este planeta ridículo. Façam suas preces, heróis malditos!
- Chega de alarmes soando e nos matando de susto! Chega de ataques realizados bem na hora em que estamos lendo algum livro de filosofia húngara! Chega! – Ruivão gritou – Vamos destruir você de uma vez por todas!

E a batalha teve início.

A espada do Imperador e a do Gigante Guerreiro Jacohlossal se chocaram, fazendo uma chuva de faíscas e chispas caírem sobre a cidade. As lâminas gigantescas mediam forças, revezando entre atacar e defender. As forças e habilidades pareciam ser mais ou menos iguais.
Dos olhos do furioso líder inimigo voaram vários poderosos raios. O Escudo Jacohlossal não foi rápido o bastante para garantir o bloqueio das rajas, e o robô dos heróis foi atingido. Antes que se recompusesse, a espada em chamas do Imperador desceu furiosa sobre o ombro do robô dos heróis.
O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi ao chão, gerando várias explosões com o impacto. Nem bem os heróis se recuperaram, e foram alvo de mais raios, ainda no chão. Mais explosões. A máquina de batalha dos Jacohrangers ia ficando mais e mais danificada.

- Deste jeito seremos derrotados! – João gritou.

Dispararam o Míssil Jacohlossal. O Imperador Krar se desviou sem esforço, mas aquilo deu aos heróis o tempo necessário para levantarem o Gigante Guerreiro Jacohlossal. As espadas voltaram a dançar a dança da morte. Quando o terrível inimigo desferiu rajadas de seus olhos, os heróis revidaram com o Raio Jacohlossal.  As poderosas energias colidiram, resultando em mais e mais explosões.
A habilidade do Imperador com a espada parecia maior, e logo ele foi ganhando terreno na batalha corpo-a-corpo. Desferiu um ataque de cima para baixo que foi defendido pela lâmina do Gigante Guerreiro Jacohlossal. No momento em que as duas armas colidiam, as chamas presentes na espada do vilão se intensificaram, desequilibrando o robô dos Jacohrangers.
E então veio uma seqüência de estocadas, raios e chutes. Os heróis tornaram a ir ao chão, enfraquecidos e feridos.
O centro de Cidadopolislândia tinha virado uma gigantesca cratera. Pessoas corriam desesperadas, em busca de uma segurança que só viria se os heróis vencessem a batalha. Havia gritos e desespero, mas eles não eram mais audíveis que as gargalhadas sinistras do terrível Imperador Krar.
Os Jacohrangers tentaram se reerguer. Alguns comandos do Gigante Guerreiro Jacohlossal não funcionavam mais. O cheiro de urina invadiu o compartimento dos heróis. Paty sugeriu a João, em voz alta, que já que eles seriam destruídos em poucos minutos deveriam fazer amor pela última vez.
Aproveitando-se do estado trágico em que seus inimigos se encontravam, o Imperador Krar começou a reunir uma grande quantidade de energia nas mãos. Chamas que mordiscavam o ar iam agrupando-se mais e mais no punho fechado e tirânico do vilão. O poder ali contido era gigantesco.

Aquele seria o golpe final que destruiria os Jacohrangers.

***

- Eu me recuso a perder! – Ruivão gritou.
- Eu também me recuso! – João fez coro ao amigo.
- Eu também! – gritou Negão.
- Eu nem importo muito, mas vou dizer que também me recuso para não parecer que quero ser o “diferente” do grupo! – Japa foi sincero.
- Todo mundo se recusa a morrer! – Paty disse com desprezo – A pergunta é: o que podemos fazer para vencer?
- Isso! – e João apertou um botão.

E invocou o golpe mais poderoso do Gigante Guerreiro Jacohlossal.

- Golpe Fatal Final Jacohlossal!

E a energia que o Imperador Krar estava reunindo desapareceu. Uma gigantesca explosão destruiu o que restava do centro de Cidadopolislândia, mas por sorte as pessoas inocentes já estavam bem longe dali. O ataque também provavelmente tinha destruído, finalmente, o Imperador Krar.

Ou não.

Sob uma camada espessa de poeira e uma verdadeira “cortina de fumaça”, uma sombra ainda de pé grunhia e praguejava em voz baixa. Com espanto, os Jacohrangers viram que o Imperador Krar estava terrivelmente ferido. Mas ainda não derrotado. A batalha final ainda não tinha sido vencida.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Muito ferido, o Imperador Krar recua. Os Jacohrangers partem para salvar os reféns, mas são surpreendidos pela quantidade absurda de soldados Krur que tentam impedí-los. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 45 – MILHARES DE SOLDADOS KRUR

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