Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 26 de maio de 2013

EPISÓDIO 48 - O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA!


EPISÓDIO 48 – O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- KRORVIGÉSIMO CONSEGUE CONTROLAR O ROBÔ RESERVA, OBRIGANDO OS JACOHRANGERS A FUGIREM, ENVERGONHANDO TODA A FRANQUIA DOS SUPER-SENTAI.
- LEMBRANDO QUE, APÓS O 50º EPISÓDIO, TEREMOS O INÍCIO DA SEGUNDA TEMPORADA, COM VÁRIAS NOVIDADES.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Talvez o único momento em que os Jacohrangers ficaram sérios, como pessoas normais. Sem pseudofilosofia barata. Sem menções a outros tokusatsus. Sem batalhas sendo interrompidas por ligações de namoradas. Sem alguém urinando em momentos inoportunos. Sem excessos alcoólicos. Sem reclamações por uma unha ter se quebrado.
Impotentes, frustrados, desanimados. Muito próximos de “entregar os pontos”. Só tinham consigo o Gigante Guerreiro Jacohlossal – e ele estava em um estado lamentável. Teriam que confrontar o Robô Reserva, o Imperador Krar e o monstro Krorvigésimo.
Como se não bastasse tudo aquilo, Cidadopolislândia estava sendo destruída. A cada momento era possível ouvir o som de prédios ruindo, casas sendo despedaçadas e carros sendo arremessados. A cidade em que os heróis residiam estava virando um amontoado de fogo, cinzas e destroços.

- Todo meu conhecimento. Meu estudo. Meu conhecimento sobre os fundamentos da motivação. Todo o meu poder de liderança. Não serviram para nada.

Pela primeira vez, Ruivão chorava.

- Somos um grupo. A responsabilidade é de todos! – João respondeu.
- Não! – o Jacohranger vermelho assustou a todos com seu grito – Para que servem os líderes então? A responsabilidade é minha!
- Neste caso, a culpa seria toda minha! – era o Mestre Jacoh – Eu ajudei você a tomar praticamente todas as decisões. Algumas, até, eu tomei sozinho. Precisamos pensar é em que fazer. Como vamos recuperar o controle sobre o Robô Reserva?
- Japa, aquele robô é, na verdade, o seu celular! – disse Paty – Alguma idéia de como fazê-lo voltar a nos obedecer?
- Lamento. Se existe um meio, eu realmente não sei qual é!
- Você é realmente um inútil, Japa! – ela gritou com o amigo.

O Jacohranger azul saiu correndo, também chorando.

- Procurar culpados não irá resolver! – João se manifestou.
- E o que irá resolver então, meu amor? – Paty continuava com o tom de voz alterado – Ficarmos aqui chorando? Fazer de conta que nós não somos os responsáveis por nossa própria derrota?
- Para alguém que sempre esteve mais preocupada com sua maquiagem do que com a derrota do inimigo, você está cobrando demais dos outros, Paty! – Negão também erguer a voz – Todos nós somos os responsáveis pela derrota.
- Essa derrota não precisa ser definitiva! – o Mestre Jacoh também gritou – Ainda podemos derrotá-los.
- Há pessoas morrendo...

E com aquela frase, Polaco fez o coração dos Jacohrangers gelar.

- Cada carro destruído pode ter três ou quatro pessoas dentro. Cada prédio que tomba, tem centenas de moradores. Os destroços que esmagam as ruas também esmagam transeuntes. Enquanto brigamos aqui, há pessoas morrendo.
- Se simplesmente fôssemos destruídos, não haveria problema – disse João – Apenas nós pagaríamos por nossa incompetência. Mas não. Milhares estão morrendo por nossa falta de capacidade – o Jacohranger verde ajoelhou-se e deu um soco no chão, também chorando.
- A cidade estava quase deserta quando a batalha começou – o Mestre Jacoh tentou minimizar o desespero – Desde a primeira aparição do Imperador Krar já tinha sido dada uma ordem de evacuação. Aqueles desgraçados estão atacando uma cidade vazia. Vão destruir apenas ruas e prédios. Mas os moradores daqui estão a salvo em cidades próximas.
- E o que impede o maldito Imperador de ir atrás dessas pessoas depois que terminar de destruir Cidadopolislândia? – Ruivão perguntou.

Não houve resposta. Só lágrimas de frustração.

***

Já fazia algo em torno de vinte minutos desde que o silêncio não fora mais rompido. As lágrimas eram tímidas, quase podiam ser ouvidas quando caíam no chão. O som da destruição a quilômetros dali era a única coisa que preenchia o ambiente.

- João, você assistiu vários tokusatsus! – o tom de voz de Ruivão era de alguém decidido – tente se lembrar de algum que tenha passado por uma situação parecida e lembre o que eles fizeram na ocasião.

O Jacohranger verde assentiu com a cabeça e pôs-se a pensar. Abaranger, Turboranger, Liveman, Battle Fever J, Hurricanger... Nenhum deles tinha passado por nada parecido. Jetman tinha enfrentado grandes dificuldades, mas só aquilo não bastava. Magiranger também não tinha muito a ensinar em uma situação daquelas. Nem Ohranger ou Carranger. Tampouco os Maskman.
Então, João tentou pensar na franquia “Metal Hero”. Quase chorou ainda mais ao lembrar dos episódios dramáticos de Metalder, mas não havia nenhum aprendizado ali. Jaspion, uma vez, enfrentara Satan Goss sem o Daileon, mas jamais precisou enfrentar Daileon. Gavan, Sharivan e Sheider também nunca passaram por nada igual ao que afligia os Jacohrangers. Jiraiya e Jiban eram sensacionais e inesquecíveis, entretanto eles sequer tinham um robô gigante. O final de Spielvan era confuso, mas, ao menos, ele venceu os vilões.
João, então, começou a pensar no que podia aprender com a franquia “Kamen Rider”. Kamen Rider Amazon o ensinou a lutar desarmado. O final de Kamen Rider Blade ainda o emocionava. O Jacohranger verde ainda lembrava de todas as letras das músicas das trilhas sonoras do Kamen Rider Black e do Kamen Rider Black RX.

Mas só aquilo não bastava.

Então se lembrou do Kamen Rider que estava passando no momento no Japão. Kamen Rider Wizard. Lembrou-se de um episódio que ele assistira recentemente. Um episódio marcante. Um episódio que lhe mostrava claramente o que devia ser feito.

- Ele disse que não ia desistir – João balbuciou – Ele perdeu os poderes no episódio anterior, mas ele disse que mesmo assim não desistira.
- De quem está falando? – Paty perguntou.
- Não importa! Ele disse que não desistiria. Então, nós também não iremos desistir.
- Ele disse: “Ore wa akiramenai”.   

A voz era de Japa. Em lágrimas, trazia em suas mãos o manual de seu celular ultra-tecnológico. Havia ligado para a assistência técnica. Tinha conversado com o fabricante. Já sabia o que fazer. Sabia como fazer o Robô Reserva voltar a obedecer aos Jacohrangers.
Os seis heróis se entreolharam e sorriram, mesmo com os rostos vermelhos pelo pranto recente. Ruivão esticou a mão e todos repetiram o gesto. Movidos pela certeza inabalável da vitória, emitiram um rugido de fúria.

Eles se recusavam a perder.

***

- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram em uníssono, inclusive o Mestre Jacoh, que adentrou o Gigante Guerreiro Jacohlossal juntos aos heróis.

A visão que tiveram quando voltaram a Cidadopolislândia foi simplesmente terrível. A cidade estava irremediavelmente destruída. Até os destroços foram esmagados, até as cinzas foram sopradas para longe. Chamar o que restara de “deserto sem vida” seria um exagero, pois um deserto ao menos tem areia. Cidadopolislândia era apenas o vazio absoluto.

- É isso que acontecerá com todo o seu mundo! – o Imperador Krar gritou, assim que viu os heróis.
- Você pagará por máquina de fliperama que destruiu, por cada panificadora repleta de pães de queijo que você incendiou, por cada Fusca ano 82 que pisoteou – Ruivão gritou – Não o perdoaremos.

O Imperador Krar segurou com mais firmeza sua espada de fogo. O monstro Krorvigésimo tinha concentrada em suas mãos bizarras uma grande quantidade de energia. O Robô Reserva empunhava a Espada Reserva. Os três postaram-se em posição de batalha.
Os heróis resfolegaram. Olharam uns para os outros e seguraram com ainda mais firmeza os controles do Gigante Guerreiro Jacohlossal.

E, enfim, a batalha final começou.  

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Contra todas as possibilidades de vitória, os heróis lutam desesperadamente. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 49 – A BATALHA FINAL!     

domingo, 19 de maio de 2013

EPISÓDIO 47 - VITÓRIA IMPOSSÍVEL



EPISÓDIO 47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS JACOHRANGERS VERDE E VERMELHO LUTAM DENTRO DO GIGANTE GUERREIRO JACOHLOSSAL, MAS NÃO TEM FORÇA SUFICIENTE PARA VENCER O IMPERADOR KRAR.
- OS DEMAIS HERÓIS SEGUEM TENTANDO ELIMINAR OS INFINITOS SOLDADOS KRUR E SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os soldados Krur ainda eram muitos, mas menos que antes. Já era quase possível vislumbrar um fim para aquele confronto. Vários corredores, túneis estreitos e salões subterrâneos foram deixados para trás. Os Jacohrangers já conseguiam enxergar uma imensa porta e ouvir gritos de desespero vindos daquela direção.
Mas a última linha de resistência dos inimigos parecia muito determinada a detê-los. Lutavam com uma gana maior que as anteriores. Esforçavam-se mais, não se entregavam. Vendiam caro suas derrotas.
Usando suas armas e lutando no limite extremo de suas forças, os Jacohrangers iam derrubando todos os inimigos. Os heróis pagavam um alto preço em sangue por cada vitória. Mas seguiam. Sem desânimo, sem hesitação. Sem falarem bobagens enquanto batalhavam.
Mesmo com o cansaço atrapalhando, Negão, Polaco, Paty e Japa finalmente venceram. Encontraram sem grande esforço as celas onde três cientistas e seus familiares eram mantidos cativos. Os prisioneiros choraram de alegria quando viram a chegada dos heróis.

- Graças a Deus vocês vieram nos salvar!
- Sei que este tipo de coisa está além do alcance de vocês, mas da próxima vez que forem seqüestrados, procurem convencer seus seqüestradores a manterem vocês presos em um local mais próximo – disse Polaco, completamente embriagado.

Foi uma longa caminhada de volta à superfície. As famílias foram a um hospital, pois embora não tivessem sido machucadas, estavam subnutridas. Os Jacohrangers foram dominados pela sensação de “missão cumprida” e correram até seu quartel-general.

***

Mestre Jacoh viu pelo imenso monitor da sala principal o Imperador Krar arremessar Ruivão a centenas de metros de distância. O Jacohranger vermelho estatelou-se no chão. Desesperado, o mentor do grupo tirou da tomada o celular ultra-tecnológico, já com a bateria totalmente carregada.

E partiu, em seu jato, rumo ao campo de batalha.

Poucos minutos foram necessários até que Mestre Jacoh chegasse até onde estava Ruivão, quase que desacordado. Antes que o herói vermelho entendesse bem o que ocorria, o velho mestre já preparava o celular para que se transformasse no Robô Reserva.
Metros dali, o Gigante Guerreiro Jacohlossal fazia um comovente esforço para não ser destruído pelos ataques conjuntos do Imperador Krar e do monstro Krorvigésimo. Assim que o Jacohranger vermelho recobrou a lucidez, ingressou no Robô Reserva e pôs-se a postos. Os demais heróis já vinham vindo também, após o resgate bem-sucedido dos prisioneiros.

A batalha derradeira finalmente iria começar.

***

O Jacohranger verde manteve-se dentro do bastante danificado Gigante Guerreiro Jacohlossal. Os demais heróis entraram no Robô Reserva. Contra eles, o Imperador Krar e o monstro Krorvigésimo. Novamente, uma luta de dois contra dois.
Aquela seria a batalha final. O confronto decisivo. A luta derradeira que definiria o destino do planeta terra. Não terminaria enquanto um lado não estivesse morto e o outro comemorando infantilmente. Era vencer ou morrer.

- Agora já podemos lutar com todas as nossas forças, concentrados apenas em derrotá-los, vilões malditos! – gritou Negão.
- Vocês conhecerão agora o poder máximo dos Jacohrangers! – João também gritou de forma estridente.
- É chegada a hora de acabar com toda a vilania deste mundo, embora eu ache que a existência do assim chamado “funk” seja um ato de crueldade contra os seres vivos – Ruivão também gritou.
- Não tenho nada impactante para dizer! – foi a vez de Japa.

Polaco estava embriagado demais para falar e apenas arrotou.

- Vocês destruíram meu salão de beleza favorito e agora pagarão por isso! – Paty vociferou.

E então a batalha começou de fato.

O Robô Reserva tomou a dianteira, pois sabia que o Gigante Guerreiro Jacohlossal estava quase destruído. Avançou empunhando a Espada Reserva e atacou o monstro Krorvigésimo. A criatura esquivou-se, mas foi novamente golpeada em seguida e urrou de dor. O Imperador Krar interpôs-se entre a lâmina do robô e seu servo, bloqueando as investidas seguintes.
As lâminas se chocaram várias e várias vezes. A espada de fogo e a Espada Reserva se enfrentavam em uma batalha digna de verdadeiros espadachins. Atacavam e defendiam com rara perícia, gerando um eco ensurdecedor.

- Ruivão, como você consegue controlar tão bem a espada? – perguntou Paty?
- É fácil! Só precisei apertar o botão “piloto automático”.

Robô Reserva e Imperador Krar seguiam brandindo suas lâminas ferozmente, quando algo veio à cabeça de Negão. Uma dúvida pertinente, que, estranhamente, não surgiu na mente de ninguém.

- Onde está o Krorvigésimo?

O monstro terrível estava justamente atrás do Robô Reserva, reunindo energia para atacá-lo com força devastadora, por trás, covardemente, de forma traiçoeira.
O impacto gerou uma imensa explosão, arremessando os heróis e sua máquina de batalha para o chão. Ao longe, o Gigante Guerreiro Jacohlossal, semidestruído, tentou ir acudir o robô aliado, mas não tinha forças nem para se mover adequadamente. Só pôde ver à distância, o Robô Reserva receber mais ataques enquanto estava caído.
Subitamente, Krorvigésimo e Imperador Krar recuaram alguns metros.

- Chegou a hora de vocês conhecerem o verdadeiro terror, seus desgraçados! – gritou o líder dos vilões.
- Ruivão! Vamos logo fazer a fusão que vai gerar o Robô Supremo! – gritou João – É a única forma de vencermos! Não há por que esperarmos mais.
- João, vejo que você está com medo das ameaças vazias do Imperador Krar. Se quiser, depois da batalha posso lhe emprestar um livro intitulado “Falta de surra na infância é a principal causa do medo”. Acredito que irá lhe ajudar muito.
- Krorvigésimo! Mostre a eles o terror absoluto! – o Imperador berrou.

E dos olhos de cor vermelha do monstro surgiu um brilho maligno e um clarão. E o Robô Reserva passou a ser controlado por Krorvigésimo. Como uma marionete, começou a ser arremessado em direção a prédios, casas e praças. E o Jacohrangers foram expulsos do robô.
Eles adentraram o semidestruído Gigante Guerreiro Jacohlossal rapidamente, mas sabiam que não tinham chance.

- Agora somos três contra um! – o Imperador Krar gargalhou.

E a um gesto do monstro Krorvigésimo, o Robô Reserva começou a atacar o Gigante Guerreiro Jacohlossal.

***

- Fujam, Jacohrangers! Ou vocês serão destruídos. É impossível vencer – o Mestre Jacoh lhes gritava telepaticamente – Reúnam o que resta das energias do Gigante Guerreiro Jacohlossal e abandonem o campo de batalha.
- Mas, Mestre... – era João – Se abandonarmos o campo de batalha, eles irão destruir a cidade.
- Não há escolha! Se vocês ficarem, eles destruirão vocês e depois destruirão a cidade do mesmo jeito. Mais que isso: eles destruirão o mundo.

E com o coração cheio de pesar, indignação, impotência e revolta, os Jacohrangers usaram o que sobrou das forças do Gigante Guerreiro Jacohlossal e fugiram.

- Robô Reserva! Krorvigésimo! – gritou o Imperador Krar! Vamos destruir este mundo.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis precisam achar uma forma de ter novamente sob seu controle o Robô Reserva. Mas farão isso a tempo de impedir a destruição de sua cidade. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 48 – O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA!

domingo, 12 de maio de 2013

EPISÓDIO 46 - RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR



EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- RUIVÃO BRINDA SEUS COLEGAS COM UMA EMOCIONANTE REFLEXÃO FILOSÓFICA, CONVENCENDO-OS A USAR A BAZUCA SEM NOME.
- OS SOLDADOS KRUR SÃO NUMEROSOS DEMAIS E OS JACOHRANGERS COMEÇAM A TER DIFICULDADES PARA SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Já reparou que o senhor só nos traz notícias ruins, Mestre Jacoh? – Paty parecia sinceramente irritada – Primeiro foi aquela conversinha de que precisava de nós para enfrentar um império maligno invasor. Depois, veio aquela história de não podermos mais ficar na terra se não tomássemos aquela água nojenta. E agora, mais uma notícia ruim. Até quando, Mestre? Até quando?
- Paty, o conceito de “notícia ruim” e “notícia boa” é algo muito discutível. Em épocas de seca, a notícia de que vem chuva é muito comemorada, mas em tempos de cheia, a mesma notícia é recebida com desânimo. Acho que ao invés de criticarmos o Mestre Jacoh, cabe a nós prepararmos nossos corações para que possamos receber com alegria a notícia, mesmo que seja algo terrível, tipo “O Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade”.
- Se me permitem continuar, – era novamente o Mestre Jacoh – quero informar que o Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade.
- O conceito de “ataque à cidade” também é discutível – Ruivão opinou – Será que Cidadopolislândia não está atacando a si mesma ao ter um povo que escuta o assim chamado “sertanejo universitário”?
- Talvez tudo seja discutível – João interrompeu o amigo – Mas o fato é que alguém precisa ir enfrentar o maldito imperador. E acho que teremos que ser nós, Ruivão.

Sob protestos moderados e mais divagações filosóficas inúteis, o Jacohranger vermelho voltou, junto com o verde, para a base. De lá, partiriam para o centro da cidade deter o mais terrível dos vilões.

Ou ao menos tentar.

***

João e Ruivão entraram no Gigante Guerreiro Jacohlossal. Posicionaram-se e partiram até onde o inimigo causava grande destruição. O Imperador Krar os viu, e então a batalha começou.

- Sem a fusão que dá origem ao Robô Supremo, não temos chances de vencer. Por isso, Ruivão, vamos nos esforçar para ganhar o maior tempo possível.
- Isso pode ser conseguido através de “psicologia avançada manipuladora da percepção de tempo da vítima”. Consiste em...
- Depois, Ruivão. Tentamos isso depois. Agora vamos lutar!

A espada em chamas do vilão colidiu com a Espada Sagrada Jacohlossal, espalhando chispas e milhares de pequenas centelhas pelos arredores. As duas armas mediram forças várias vezes, até chegar o momento em que o robô dos heróis foi atingido violentamente. Duas, três, quatro vezes. Foi ao chão.

- O que podemos fazer, Ruivão? Sem os outros aqui dentro, o Gigante Guerreiro Jacohlossal não tem estabilidade.
- Outro problema também é a falta de estabilidade em nossos corações.

João se arrependeu de ter feito aquela pergunta e manobrou o robô da melhor forma que pôde, levantando-o. Foram alvos de um novo ataque, do qual se defenderam da melhor maneira que puderam. O Gigante Guerreiro Jacohlossal arriscou um contra-ataque com o Míssil Jacohlossal e o Raio Jacohlossal. O Imperador Krar defletiu as energias com a lâmina de sua arma.
Dos olhos do vilão saíram poderosas rajadas, que explodiram contra o Escudo Jacohlossal. O robô dos heróis foi resistindo ao máximo, mas logo a seqüência de raios o derrubou. A espada de fogo desceu furiosa, quase arrancando um braço do Gigante Guerreiro.

- Deste jeito não vamos resistir por muito tempo! – O Jacohranger verde gritou.
- Há algo que talvez funcione.

O herói vermelho usou a Ilusão Jacohlossal. O imenso robô se dividiu em três: duas miragens e o verdadeiro. Todos se posicionaram de maneira a cercar o Imperador Krar, que visivelmente aguardava os ataques vindouros. Mas, de repente, a espada em chamas girou em todas as direções, nocauteando o verdadeiro Gigante Guerreiro Jacohlossal e suas cópias.

- Alguma idéia, Ruivão?
- Vamos sair do robô, fazer a “dança da chuva” e torcer para o imperador ser feito de açúcar.
- Alguma idéia decente, Ruivão? – João corrigiu a pergunta.
- Não. Nenhuma.

Nos minutos seguintes, o Gigante Guerreiro Jacohlossal assumiu uma postura totalmente defensiva. Limitou-se a usar o que restava de suas energias para não ser destruído. Mesmo assim, o Escudo Jacohlossal foi feito em pedaços e o Campo de Força Jacohlossal também não resistiu muito tempo.

- Se fugirmos e ele nos seguir, ganharemos algum tempo. O problema é se nós recuarmos e ele continuar aqui destruindo a cidade – João disse.
- Tive uma idéia maluca!
- Mais uma, Ruivão?
- Se conseguirmos nos aproximar do Imperador, eu saltarei daqui e tentarei me equilibrar no ombro dele. Lá, eu tento feri-lo e distraí-lo o máximo possível, enquanto você aproveita para causar nele o maior dano possível.
- Boa idéia, meu garoto.

Os dois Jacohrangers usaram o Flash Jacohlossal para cegar por uns instantes o Imperador Krar. Naquele momento, Ruivão desceu do Gigante Guerreiro Jacohlossal e saltou em direção ao inimigo. Com dificuldade, alcançou o imenso e fétido ombro do vilão. Lá, cravou sua espada.

***

Eram centenas. Pareciam surgir como formigas de um formigueiro chutado por uma criança desocupada. Caíam como folhas ao vento, mas eram substituídos por seus parceiros como folhas ao vento substituídas por folhas substitutas.
Paty, Negão, Polaco e Japa, devidamente transformados, combatiam com pressa. Tentavam atacar todos os soldados que podiam ao mesmo tempo, usavam o poder de suas armas até o limite máximo.
Àquela altura, já estavam descendo por um túnel abafado, estreito e cheio de desmoronamentos. Não havia muito espaço para se mover, nem correr. O avanço era lento e angustiante. Os soldados Krur não conseguiam ferir os heróis, mas conseguiam detê-los e deixá-los ansiosos.

- Já vejo uma luz no túnel – disse Negão – Provavelmente o túnel termina naquele ponto.
- Ou então, lá embaixo estamos sendo aguardados por um exército de vaga-lumes – era Polaco, completamente embriagado.
- Acredito que, a esta altura, meu celular ultra-tecnológico já esteja com a bateria totalmente recarregada – disse Japa.
- Vou precisar que me empreste ele para eu ligar para um ex-namorado meu que mora na China – Paty disse ao amigo – Eu sei que você fica chateado cada vez que eu falo que você nunca terá chances comigo e que você é patético, mas acho que você é adulto suficiente para deixar isso de lado e permitir que eu faça uma ligação caríssima para um cara que já teve a chance de fazer comigo tudo que você sonhou e nunca poderá.

O Jacohranger azul ficou tão abalado com aquelas palavras, que até foi derrubado pelos soldados Krur. A batalha seguia impiedosa.

***

O Jacohranger vermelho atingiu o ombro do Imperador Krar, mas o dano foi mínimo. O vilão se desequilibrou, e então veio o Punho Jacohlossal, com toda a energia que ainda restava ao robô. Uma grande explosão foi ouvida. Quando a nuvem de fumaça se dissipou, o cruel inimigo estava muito pouco ferido.

- Chegou a hora de lhes dar o golpe final, Jacohrangers!
- Você já disse isso várias vezes, e até agora nada, maldito! – João gritou. Não temos medo de suas ameaças.
- Hora de vocês confrontarem a mais violenta e destrutiva criação de meu Império: levante-se, monstro Krorvigésimo!

Uma imensa cratera se abriu, ali mesmo no centro da cidade, tragando carros, prédios e barraquinhas de cachorro quente. Das entranhas da terra apareceu um ser gigantesco e terrível. A partir daquele momento, seriam dois monstros contra um robô gigante.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os reféns são salvos. O Robô Reserva chega para ajudar, mas Krorvigésimo é poderoso demais. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL!

domingo, 5 de maio de 2013

EPISÓDIO 45 - MILHARES DE SOLDADOS KRUR



EPISÓDIO 45 – MILHARES DE SOLDADOS KRUR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:

- APÓS UMA ENROLAÇÃO CANSATIVA, FINALMENTE É CHEGADA A HORA DE SER TRAVADA A BATALHA FINAL DOS JACOHRANGERS CONTRA O IMPÉRIO KRAR, DEVASTANDO O CENTRO DE CIDADOPOLISLÂNDIA.
- O GOLPE FINAL FATAL JACOHLOSSAL MOSTRA-SE INSUFICIENTE PARA DERROTAR O TEMÍVEL IMPERADOR KRAR.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Das entranhas do vilão, gotejava um líquido azulado espesso e mal-cheiroso. O Imperador grunhia, tentando estancar o sangramento pondo a mão sobre ele. Arfava, agonizava, mas se recusava a cair. Lançou violentos raios. O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi ao chão, terrivelmente danificado.

- Não vou perder para vocês, seus miseráveis! Vejo que minha transformação não foi corretamente concluída, por isso ainda não adquiri meu poder total. Vou ter que recuar e me recuperar por algumas horas! Mas não pensem que isso significa que vocês venceram, miseráveis! Apenas ganharam algumas horas a mais de vida.

E, envolto em uma nuvem negra, o Imperador Krar sumiu.

***

Os Jacohrangers estavam de volta ao seu quartel-general. Haviam recuado, bem como seu oponente. Agora tentavam mensurar os estragos. O Gigante Guerreiro Jacohlossal tinha sido bastante danificado, mas ainda reunia condições de lutar novamente se necessário. Os seis heróis também se encontravam muito feridos. Ninguém imaginava que o Imperador Krar pudesse ter um poder destrutivo tão grande.

- Ele é muito poderoso! – Polaco bradou.
- Só seremos capazes de vencê-lo se fundirmos os dois robôs! – João praguejou – Japa, como está a bateria do seu celular ultra-tecnológico? Já está completa?

O herói oriental olhou para o aparelho conectado à parede antes de responder.

- Falta um pouco ainda.
- Não podemos usá-lo já? – o Jacohranger verde insistiu.
- Até podemos, mas a bateria seria suficiente para muito poucos minutos de batalha. Melhor aguardar até a bateria estar totalmente carregada.
- Vocês têm famílias para salvar, lembram-se? – Mestre Jacoh intrometeu-se – Acredito que este seja o momento adequado.
- O senhor acredita em muitas coisas, Mestre! – era Paty – Acredita em bicho-papão, no Abominável Homem das Neves, no Jaspion e até na existência de invasores intergalácticos. Talvez esteja na hora de agir de acordo com sua idade.
- Mas a parte de termos que salvar as famílias parece fazer bastante sentido! – disse Japa.
- Será que isso pode esperar pelo menos uma hora e alguns minutos? – João perguntou – Faz tempo que estou prometendo a mim mesmo assistir um filme do Kamen Rider Kiva.
- Não! – Ruivão foi taxativo.

Os seis terminaram de se aprontar rapidamente.

- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram ao mesmo tempo.

E então partiram.

***

O local estava infestado de soldados Krur. Eram mais do que podiam ser contados, suficientes para intimidar os heróis. Eles formavam uma imensa barreira que protegia a entrada do local em que os prisioneiros estavam. E viram os heróis assim que eles chegaram.

- Vamos tentar abrir caminho para um ou dois de nós podermos avançar! – João sugeriu.

E partiram para o confronto. A princípio, apenas com socos, chutes, cotoveladas e alguns palavrões. Os soldados Krur estavam razoavelmente mais fortes que no passado, mas ainda assim podiam ser vencidos sem grandes dificuldades. No entanto, cada herói só conseguia derrubar um ou dois de cada vez, sendo que eram cercados por dez a doze inimigos.
Mas os Jacohrangers lutavam. Era possível ouvir os gritos de fúria a cada ataque desferido, um outro gemido de dor quando eram atingidos e uma ocasional frase filosófica de Ruivão durante o embate. Os Krur caíam como folhas ao vento, mas ainda numerosos o bastante para que os heróis ficassem acuados no meio deles.
Então, os seis guerreiros da justiça sacaram suas armas. Com elas, poderiam derrubar mais inimigos de uma vez com um único golpe. Manusear as armas era um tanto difícil devido à falta de espaço. Os Krur eram dezenas, centenas talvez. Os Jacohrangers estavam literalmente espremidos.
Mas as coisas começaram a mudar. Espada, bastão, escudo, maça e besta começaram a derrubar vários Krur ao mesmo tempo. A aglomeração em torno dos heróis diminuiu. Os soldados recuaram e se reagruparam. Não mais estavam em volta dos Jacohrangers. Formavam meio que uma linha de defesa em frente à entrada principal do local onde estavam os reféns.

- Vamos usar a bazuca sem nome! – Negão propôs – Além de acabar com todos eles ao mesmo tempo, ainda arrombaremos as portes de ferro desse lugar.
- É arriscado, Negão! – João contrapôs – Não podemos usar a bazuca muitas vezes seguida, e talvez possamos precisar dela quando enfrentarmos de novo o Imperador Krar. E se ele nos atacar em “tamanho normal”?
- Isso me lembra o dilema da paçoquinha! – Ruivão se manifestou.
- O que? – todos gritaram em uníssono. Até os soldados Krur se entreolharam depois de ouvir aquilo.
- Uma lenda urbana fala sobre um garotinho que tinha uma pequena quantidade de dinheiro. Ele queria aguardar a chegada do “carro dos churros” para comprar um saboroso churro. No entanto, não era certeza que o carro dos churros passasse na rua da casa dele naquela semana. Foi quando surgiu um vendedor de paçoquinhas, oferecendo a ele saborosas paçoquinhas feitas do mais saboroso amendoim daquelas bandas. Ele teria que escolher: gastar o pouco dinheiro que tinha com paçocas ou aguardar por churros que talvez não viessem. Nossa situação, agora, é exatamente igual.

Aquelas palavras carregadas de sabedoria e verdade fortaleceram o espírito combativo dos Jacohrangers, dando a eles a certeza do que deveriam fazer.

***

Em outro local, não muito distante dali, estava o Imperador Krar. Sentado em uma monstruosa cadeira feita dos ossos de inimigos derrotados em passado recente. Ao redor dele, símbolos místicos mesclados a aparatos tecnológicos. Um processo de transformação mal-sucedido seria concluído.
Raios vindos de maquinas e outros oriundos de magia negra começaram a envolver o corpo do ser maligno, gerando um barulho terrível. O chão tremeu e as próprias paredes da caverna subterrânea ameaçaram desabar.
Por longos minutos, parecia que o mundo inteiro seria varrido por uma estranha onde de choque que abalava tudo. Uma fumaça tomou conta do ambiente. Se houvesse algum presente, teria sido arrepios. Talvez até morresse de medo. Era palpável a maldade e o poder que ali residiam.

- Estou pronto para matá-los, Jacohrangers!

E em sua forma final, infinitamente mais poderoso, o Imperador Krar se levantou e partiu para realizar o ataque final.

***

A bazuca sem nome havia desferido dois poderosíssimos ataques. O primeiro devastou todos os Krur presentes e arrasou a porta de entrada. A segunda foi disparada quando surgiram mais soldados de dentro do local. Todos morreram.
No entanto, a bazuca não tinha mais energia. Os Jacohrangers teriam que sobrepujar os desafios restantes com suas próprias forças. Voltaram a empunhar suas armas e adentraram aquela construção. Após cruzarem vários corredores, todos infestados de soldados Krur, encontraram uma escada em espiral, que descia para o andar inferior.
Havaí, pelo menos, três soldados Krur em cada degrau. Era possível notar, mesmo de longe, que a descida era bastante longa. Ou seja, o confronto seria ainda muito demorado. Quase interminável.

Foi quando Mestre Jacoh entrou em contato por telepatia com os heróis.

- Pessoal! Conseguem me ouvir?
- Sim! – João respondeu.
- Tenho péssimas notícias.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS.

O Imperador Krar, em sua forma gigante, volta a atacar. Ruivão e João, cada um dentro de um dos robôs do grupo, são obrigados a enfrentá-lo, enquanto os outros continuam lutando contra os soldados Krur. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR KRAR!