Jacohrangers

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domingo, 5 de maio de 2013

EPISÓDIO 45 - MILHARES DE SOLDADOS KRUR



EPISÓDIO 45 – MILHARES DE SOLDADOS KRUR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:

- APÓS UMA ENROLAÇÃO CANSATIVA, FINALMENTE É CHEGADA A HORA DE SER TRAVADA A BATALHA FINAL DOS JACOHRANGERS CONTRA O IMPÉRIO KRAR, DEVASTANDO O CENTRO DE CIDADOPOLISLÂNDIA.
- O GOLPE FINAL FATAL JACOHLOSSAL MOSTRA-SE INSUFICIENTE PARA DERROTAR O TEMÍVEL IMPERADOR KRAR.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Das entranhas do vilão, gotejava um líquido azulado espesso e mal-cheiroso. O Imperador grunhia, tentando estancar o sangramento pondo a mão sobre ele. Arfava, agonizava, mas se recusava a cair. Lançou violentos raios. O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi ao chão, terrivelmente danificado.

- Não vou perder para vocês, seus miseráveis! Vejo que minha transformação não foi corretamente concluída, por isso ainda não adquiri meu poder total. Vou ter que recuar e me recuperar por algumas horas! Mas não pensem que isso significa que vocês venceram, miseráveis! Apenas ganharam algumas horas a mais de vida.

E, envolto em uma nuvem negra, o Imperador Krar sumiu.

***

Os Jacohrangers estavam de volta ao seu quartel-general. Haviam recuado, bem como seu oponente. Agora tentavam mensurar os estragos. O Gigante Guerreiro Jacohlossal tinha sido bastante danificado, mas ainda reunia condições de lutar novamente se necessário. Os seis heróis também se encontravam muito feridos. Ninguém imaginava que o Imperador Krar pudesse ter um poder destrutivo tão grande.

- Ele é muito poderoso! – Polaco bradou.
- Só seremos capazes de vencê-lo se fundirmos os dois robôs! – João praguejou – Japa, como está a bateria do seu celular ultra-tecnológico? Já está completa?

O herói oriental olhou para o aparelho conectado à parede antes de responder.

- Falta um pouco ainda.
- Não podemos usá-lo já? – o Jacohranger verde insistiu.
- Até podemos, mas a bateria seria suficiente para muito poucos minutos de batalha. Melhor aguardar até a bateria estar totalmente carregada.
- Vocês têm famílias para salvar, lembram-se? – Mestre Jacoh intrometeu-se – Acredito que este seja o momento adequado.
- O senhor acredita em muitas coisas, Mestre! – era Paty – Acredita em bicho-papão, no Abominável Homem das Neves, no Jaspion e até na existência de invasores intergalácticos. Talvez esteja na hora de agir de acordo com sua idade.
- Mas a parte de termos que salvar as famílias parece fazer bastante sentido! – disse Japa.
- Será que isso pode esperar pelo menos uma hora e alguns minutos? – João perguntou – Faz tempo que estou prometendo a mim mesmo assistir um filme do Kamen Rider Kiva.
- Não! – Ruivão foi taxativo.

Os seis terminaram de se aprontar rapidamente.

- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram ao mesmo tempo.

E então partiram.

***

O local estava infestado de soldados Krur. Eram mais do que podiam ser contados, suficientes para intimidar os heróis. Eles formavam uma imensa barreira que protegia a entrada do local em que os prisioneiros estavam. E viram os heróis assim que eles chegaram.

- Vamos tentar abrir caminho para um ou dois de nós podermos avançar! – João sugeriu.

E partiram para o confronto. A princípio, apenas com socos, chutes, cotoveladas e alguns palavrões. Os soldados Krur estavam razoavelmente mais fortes que no passado, mas ainda assim podiam ser vencidos sem grandes dificuldades. No entanto, cada herói só conseguia derrubar um ou dois de cada vez, sendo que eram cercados por dez a doze inimigos.
Mas os Jacohrangers lutavam. Era possível ouvir os gritos de fúria a cada ataque desferido, um outro gemido de dor quando eram atingidos e uma ocasional frase filosófica de Ruivão durante o embate. Os Krur caíam como folhas ao vento, mas ainda numerosos o bastante para que os heróis ficassem acuados no meio deles.
Então, os seis guerreiros da justiça sacaram suas armas. Com elas, poderiam derrubar mais inimigos de uma vez com um único golpe. Manusear as armas era um tanto difícil devido à falta de espaço. Os Krur eram dezenas, centenas talvez. Os Jacohrangers estavam literalmente espremidos.
Mas as coisas começaram a mudar. Espada, bastão, escudo, maça e besta começaram a derrubar vários Krur ao mesmo tempo. A aglomeração em torno dos heróis diminuiu. Os soldados recuaram e se reagruparam. Não mais estavam em volta dos Jacohrangers. Formavam meio que uma linha de defesa em frente à entrada principal do local onde estavam os reféns.

- Vamos usar a bazuca sem nome! – Negão propôs – Além de acabar com todos eles ao mesmo tempo, ainda arrombaremos as portes de ferro desse lugar.
- É arriscado, Negão! – João contrapôs – Não podemos usar a bazuca muitas vezes seguida, e talvez possamos precisar dela quando enfrentarmos de novo o Imperador Krar. E se ele nos atacar em “tamanho normal”?
- Isso me lembra o dilema da paçoquinha! – Ruivão se manifestou.
- O que? – todos gritaram em uníssono. Até os soldados Krur se entreolharam depois de ouvir aquilo.
- Uma lenda urbana fala sobre um garotinho que tinha uma pequena quantidade de dinheiro. Ele queria aguardar a chegada do “carro dos churros” para comprar um saboroso churro. No entanto, não era certeza que o carro dos churros passasse na rua da casa dele naquela semana. Foi quando surgiu um vendedor de paçoquinhas, oferecendo a ele saborosas paçoquinhas feitas do mais saboroso amendoim daquelas bandas. Ele teria que escolher: gastar o pouco dinheiro que tinha com paçocas ou aguardar por churros que talvez não viessem. Nossa situação, agora, é exatamente igual.

Aquelas palavras carregadas de sabedoria e verdade fortaleceram o espírito combativo dos Jacohrangers, dando a eles a certeza do que deveriam fazer.

***

Em outro local, não muito distante dali, estava o Imperador Krar. Sentado em uma monstruosa cadeira feita dos ossos de inimigos derrotados em passado recente. Ao redor dele, símbolos místicos mesclados a aparatos tecnológicos. Um processo de transformação mal-sucedido seria concluído.
Raios vindos de maquinas e outros oriundos de magia negra começaram a envolver o corpo do ser maligno, gerando um barulho terrível. O chão tremeu e as próprias paredes da caverna subterrânea ameaçaram desabar.
Por longos minutos, parecia que o mundo inteiro seria varrido por uma estranha onde de choque que abalava tudo. Uma fumaça tomou conta do ambiente. Se houvesse algum presente, teria sido arrepios. Talvez até morresse de medo. Era palpável a maldade e o poder que ali residiam.

- Estou pronto para matá-los, Jacohrangers!

E em sua forma final, infinitamente mais poderoso, o Imperador Krar se levantou e partiu para realizar o ataque final.

***

A bazuca sem nome havia desferido dois poderosíssimos ataques. O primeiro devastou todos os Krur presentes e arrasou a porta de entrada. A segunda foi disparada quando surgiram mais soldados de dentro do local. Todos morreram.
No entanto, a bazuca não tinha mais energia. Os Jacohrangers teriam que sobrepujar os desafios restantes com suas próprias forças. Voltaram a empunhar suas armas e adentraram aquela construção. Após cruzarem vários corredores, todos infestados de soldados Krur, encontraram uma escada em espiral, que descia para o andar inferior.
Havaí, pelo menos, três soldados Krur em cada degrau. Era possível notar, mesmo de longe, que a descida era bastante longa. Ou seja, o confronto seria ainda muito demorado. Quase interminável.

Foi quando Mestre Jacoh entrou em contato por telepatia com os heróis.

- Pessoal! Conseguem me ouvir?
- Sim! – João respondeu.
- Tenho péssimas notícias.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS.

O Imperador Krar, em sua forma gigante, volta a atacar. Ruivão e João, cada um dentro de um dos robôs do grupo, são obrigados a enfrentá-lo, enquanto os outros continuam lutando contra os soldados Krur. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR KRAR!  

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