Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 12 de maio de 2013

EPISÓDIO 46 - RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR



EPISÓDIO 46 – RED E GREEN CONTRA O IMPERADOR

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- RUIVÃO BRINDA SEUS COLEGAS COM UMA EMOCIONANTE REFLEXÃO FILOSÓFICA, CONVENCENDO-OS A USAR A BAZUCA SEM NOME.
- OS SOLDADOS KRUR SÃO NUMEROSOS DEMAIS E OS JACOHRANGERS COMEÇAM A TER DIFICULDADES PARA SALVAR AS FAMÍLIAS PRISIONEIRAS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Já reparou que o senhor só nos traz notícias ruins, Mestre Jacoh? – Paty parecia sinceramente irritada – Primeiro foi aquela conversinha de que precisava de nós para enfrentar um império maligno invasor. Depois, veio aquela história de não podermos mais ficar na terra se não tomássemos aquela água nojenta. E agora, mais uma notícia ruim. Até quando, Mestre? Até quando?
- Paty, o conceito de “notícia ruim” e “notícia boa” é algo muito discutível. Em épocas de seca, a notícia de que vem chuva é muito comemorada, mas em tempos de cheia, a mesma notícia é recebida com desânimo. Acho que ao invés de criticarmos o Mestre Jacoh, cabe a nós prepararmos nossos corações para que possamos receber com alegria a notícia, mesmo que seja algo terrível, tipo “O Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade”.
- Se me permitem continuar, – era novamente o Mestre Jacoh – quero informar que o Imperador Krar voltou mais poderoso e está atacando a cidade.
- O conceito de “ataque à cidade” também é discutível – Ruivão opinou – Será que Cidadopolislândia não está atacando a si mesma ao ter um povo que escuta o assim chamado “sertanejo universitário”?
- Talvez tudo seja discutível – João interrompeu o amigo – Mas o fato é que alguém precisa ir enfrentar o maldito imperador. E acho que teremos que ser nós, Ruivão.

Sob protestos moderados e mais divagações filosóficas inúteis, o Jacohranger vermelho voltou, junto com o verde, para a base. De lá, partiriam para o centro da cidade deter o mais terrível dos vilões.

Ou ao menos tentar.

***

João e Ruivão entraram no Gigante Guerreiro Jacohlossal. Posicionaram-se e partiram até onde o inimigo causava grande destruição. O Imperador Krar os viu, e então a batalha começou.

- Sem a fusão que dá origem ao Robô Supremo, não temos chances de vencer. Por isso, Ruivão, vamos nos esforçar para ganhar o maior tempo possível.
- Isso pode ser conseguido através de “psicologia avançada manipuladora da percepção de tempo da vítima”. Consiste em...
- Depois, Ruivão. Tentamos isso depois. Agora vamos lutar!

A espada em chamas do vilão colidiu com a Espada Sagrada Jacohlossal, espalhando chispas e milhares de pequenas centelhas pelos arredores. As duas armas mediram forças várias vezes, até chegar o momento em que o robô dos heróis foi atingido violentamente. Duas, três, quatro vezes. Foi ao chão.

- O que podemos fazer, Ruivão? Sem os outros aqui dentro, o Gigante Guerreiro Jacohlossal não tem estabilidade.
- Outro problema também é a falta de estabilidade em nossos corações.

João se arrependeu de ter feito aquela pergunta e manobrou o robô da melhor forma que pôde, levantando-o. Foram alvos de um novo ataque, do qual se defenderam da melhor maneira que puderam. O Gigante Guerreiro Jacohlossal arriscou um contra-ataque com o Míssil Jacohlossal e o Raio Jacohlossal. O Imperador Krar defletiu as energias com a lâmina de sua arma.
Dos olhos do vilão saíram poderosas rajadas, que explodiram contra o Escudo Jacohlossal. O robô dos heróis foi resistindo ao máximo, mas logo a seqüência de raios o derrubou. A espada de fogo desceu furiosa, quase arrancando um braço do Gigante Guerreiro.

- Deste jeito não vamos resistir por muito tempo! – O Jacohranger verde gritou.
- Há algo que talvez funcione.

O herói vermelho usou a Ilusão Jacohlossal. O imenso robô se dividiu em três: duas miragens e o verdadeiro. Todos se posicionaram de maneira a cercar o Imperador Krar, que visivelmente aguardava os ataques vindouros. Mas, de repente, a espada em chamas girou em todas as direções, nocauteando o verdadeiro Gigante Guerreiro Jacohlossal e suas cópias.

- Alguma idéia, Ruivão?
- Vamos sair do robô, fazer a “dança da chuva” e torcer para o imperador ser feito de açúcar.
- Alguma idéia decente, Ruivão? – João corrigiu a pergunta.
- Não. Nenhuma.

Nos minutos seguintes, o Gigante Guerreiro Jacohlossal assumiu uma postura totalmente defensiva. Limitou-se a usar o que restava de suas energias para não ser destruído. Mesmo assim, o Escudo Jacohlossal foi feito em pedaços e o Campo de Força Jacohlossal também não resistiu muito tempo.

- Se fugirmos e ele nos seguir, ganharemos algum tempo. O problema é se nós recuarmos e ele continuar aqui destruindo a cidade – João disse.
- Tive uma idéia maluca!
- Mais uma, Ruivão?
- Se conseguirmos nos aproximar do Imperador, eu saltarei daqui e tentarei me equilibrar no ombro dele. Lá, eu tento feri-lo e distraí-lo o máximo possível, enquanto você aproveita para causar nele o maior dano possível.
- Boa idéia, meu garoto.

Os dois Jacohrangers usaram o Flash Jacohlossal para cegar por uns instantes o Imperador Krar. Naquele momento, Ruivão desceu do Gigante Guerreiro Jacohlossal e saltou em direção ao inimigo. Com dificuldade, alcançou o imenso e fétido ombro do vilão. Lá, cravou sua espada.

***

Eram centenas. Pareciam surgir como formigas de um formigueiro chutado por uma criança desocupada. Caíam como folhas ao vento, mas eram substituídos por seus parceiros como folhas ao vento substituídas por folhas substitutas.
Paty, Negão, Polaco e Japa, devidamente transformados, combatiam com pressa. Tentavam atacar todos os soldados que podiam ao mesmo tempo, usavam o poder de suas armas até o limite máximo.
Àquela altura, já estavam descendo por um túnel abafado, estreito e cheio de desmoronamentos. Não havia muito espaço para se mover, nem correr. O avanço era lento e angustiante. Os soldados Krur não conseguiam ferir os heróis, mas conseguiam detê-los e deixá-los ansiosos.

- Já vejo uma luz no túnel – disse Negão – Provavelmente o túnel termina naquele ponto.
- Ou então, lá embaixo estamos sendo aguardados por um exército de vaga-lumes – era Polaco, completamente embriagado.
- Acredito que, a esta altura, meu celular ultra-tecnológico já esteja com a bateria totalmente recarregada – disse Japa.
- Vou precisar que me empreste ele para eu ligar para um ex-namorado meu que mora na China – Paty disse ao amigo – Eu sei que você fica chateado cada vez que eu falo que você nunca terá chances comigo e que você é patético, mas acho que você é adulto suficiente para deixar isso de lado e permitir que eu faça uma ligação caríssima para um cara que já teve a chance de fazer comigo tudo que você sonhou e nunca poderá.

O Jacohranger azul ficou tão abalado com aquelas palavras, que até foi derrubado pelos soldados Krur. A batalha seguia impiedosa.

***

O Jacohranger vermelho atingiu o ombro do Imperador Krar, mas o dano foi mínimo. O vilão se desequilibrou, e então veio o Punho Jacohlossal, com toda a energia que ainda restava ao robô. Uma grande explosão foi ouvida. Quando a nuvem de fumaça se dissipou, o cruel inimigo estava muito pouco ferido.

- Chegou a hora de lhes dar o golpe final, Jacohrangers!
- Você já disse isso várias vezes, e até agora nada, maldito! – João gritou. Não temos medo de suas ameaças.
- Hora de vocês confrontarem a mais violenta e destrutiva criação de meu Império: levante-se, monstro Krorvigésimo!

Uma imensa cratera se abriu, ali mesmo no centro da cidade, tragando carros, prédios e barraquinhas de cachorro quente. Das entranhas da terra apareceu um ser gigantesco e terrível. A partir daquele momento, seriam dois monstros contra um robô gigante.
 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os reféns são salvos. O Robô Reserva chega para ajudar, mas Krorvigésimo é poderoso demais. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 47 – VITÓRIA IMPOSSÍVEL!

Um comentário:

  1. Gente, o ruivão me faz chorar de rir. Segue sendo meu favorito com suas divagações filosóficas. Acho que Londrina também está atacando a si mesma com sertanejo universitário há muito tempo XD.

    ResponderExcluir