Jacohrangers

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domingo, 26 de maio de 2013

EPISÓDIO 48 - O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA!


EPISÓDIO 48 – O FIM DE CIDADOPOLISLÂNDIA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- KRORVIGÉSIMO CONSEGUE CONTROLAR O ROBÔ RESERVA, OBRIGANDO OS JACOHRANGERS A FUGIREM, ENVERGONHANDO TODA A FRANQUIA DOS SUPER-SENTAI.
- LEMBRANDO QUE, APÓS O 50º EPISÓDIO, TEREMOS O INÍCIO DA SEGUNDA TEMPORADA, COM VÁRIAS NOVIDADES.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Talvez o único momento em que os Jacohrangers ficaram sérios, como pessoas normais. Sem pseudofilosofia barata. Sem menções a outros tokusatsus. Sem batalhas sendo interrompidas por ligações de namoradas. Sem alguém urinando em momentos inoportunos. Sem excessos alcoólicos. Sem reclamações por uma unha ter se quebrado.
Impotentes, frustrados, desanimados. Muito próximos de “entregar os pontos”. Só tinham consigo o Gigante Guerreiro Jacohlossal – e ele estava em um estado lamentável. Teriam que confrontar o Robô Reserva, o Imperador Krar e o monstro Krorvigésimo.
Como se não bastasse tudo aquilo, Cidadopolislândia estava sendo destruída. A cada momento era possível ouvir o som de prédios ruindo, casas sendo despedaçadas e carros sendo arremessados. A cidade em que os heróis residiam estava virando um amontoado de fogo, cinzas e destroços.

- Todo meu conhecimento. Meu estudo. Meu conhecimento sobre os fundamentos da motivação. Todo o meu poder de liderança. Não serviram para nada.

Pela primeira vez, Ruivão chorava.

- Somos um grupo. A responsabilidade é de todos! – João respondeu.
- Não! – o Jacohranger vermelho assustou a todos com seu grito – Para que servem os líderes então? A responsabilidade é minha!
- Neste caso, a culpa seria toda minha! – era o Mestre Jacoh – Eu ajudei você a tomar praticamente todas as decisões. Algumas, até, eu tomei sozinho. Precisamos pensar é em que fazer. Como vamos recuperar o controle sobre o Robô Reserva?
- Japa, aquele robô é, na verdade, o seu celular! – disse Paty – Alguma idéia de como fazê-lo voltar a nos obedecer?
- Lamento. Se existe um meio, eu realmente não sei qual é!
- Você é realmente um inútil, Japa! – ela gritou com o amigo.

O Jacohranger azul saiu correndo, também chorando.

- Procurar culpados não irá resolver! – João se manifestou.
- E o que irá resolver então, meu amor? – Paty continuava com o tom de voz alterado – Ficarmos aqui chorando? Fazer de conta que nós não somos os responsáveis por nossa própria derrota?
- Para alguém que sempre esteve mais preocupada com sua maquiagem do que com a derrota do inimigo, você está cobrando demais dos outros, Paty! – Negão também erguer a voz – Todos nós somos os responsáveis pela derrota.
- Essa derrota não precisa ser definitiva! – o Mestre Jacoh também gritou – Ainda podemos derrotá-los.
- Há pessoas morrendo...

E com aquela frase, Polaco fez o coração dos Jacohrangers gelar.

- Cada carro destruído pode ter três ou quatro pessoas dentro. Cada prédio que tomba, tem centenas de moradores. Os destroços que esmagam as ruas também esmagam transeuntes. Enquanto brigamos aqui, há pessoas morrendo.
- Se simplesmente fôssemos destruídos, não haveria problema – disse João – Apenas nós pagaríamos por nossa incompetência. Mas não. Milhares estão morrendo por nossa falta de capacidade – o Jacohranger verde ajoelhou-se e deu um soco no chão, também chorando.
- A cidade estava quase deserta quando a batalha começou – o Mestre Jacoh tentou minimizar o desespero – Desde a primeira aparição do Imperador Krar já tinha sido dada uma ordem de evacuação. Aqueles desgraçados estão atacando uma cidade vazia. Vão destruir apenas ruas e prédios. Mas os moradores daqui estão a salvo em cidades próximas.
- E o que impede o maldito Imperador de ir atrás dessas pessoas depois que terminar de destruir Cidadopolislândia? – Ruivão perguntou.

Não houve resposta. Só lágrimas de frustração.

***

Já fazia algo em torno de vinte minutos desde que o silêncio não fora mais rompido. As lágrimas eram tímidas, quase podiam ser ouvidas quando caíam no chão. O som da destruição a quilômetros dali era a única coisa que preenchia o ambiente.

- João, você assistiu vários tokusatsus! – o tom de voz de Ruivão era de alguém decidido – tente se lembrar de algum que tenha passado por uma situação parecida e lembre o que eles fizeram na ocasião.

O Jacohranger verde assentiu com a cabeça e pôs-se a pensar. Abaranger, Turboranger, Liveman, Battle Fever J, Hurricanger... Nenhum deles tinha passado por nada parecido. Jetman tinha enfrentado grandes dificuldades, mas só aquilo não bastava. Magiranger também não tinha muito a ensinar em uma situação daquelas. Nem Ohranger ou Carranger. Tampouco os Maskman.
Então, João tentou pensar na franquia “Metal Hero”. Quase chorou ainda mais ao lembrar dos episódios dramáticos de Metalder, mas não havia nenhum aprendizado ali. Jaspion, uma vez, enfrentara Satan Goss sem o Daileon, mas jamais precisou enfrentar Daileon. Gavan, Sharivan e Sheider também nunca passaram por nada igual ao que afligia os Jacohrangers. Jiraiya e Jiban eram sensacionais e inesquecíveis, entretanto eles sequer tinham um robô gigante. O final de Spielvan era confuso, mas, ao menos, ele venceu os vilões.
João, então, começou a pensar no que podia aprender com a franquia “Kamen Rider”. Kamen Rider Amazon o ensinou a lutar desarmado. O final de Kamen Rider Blade ainda o emocionava. O Jacohranger verde ainda lembrava de todas as letras das músicas das trilhas sonoras do Kamen Rider Black e do Kamen Rider Black RX.

Mas só aquilo não bastava.

Então se lembrou do Kamen Rider que estava passando no momento no Japão. Kamen Rider Wizard. Lembrou-se de um episódio que ele assistira recentemente. Um episódio marcante. Um episódio que lhe mostrava claramente o que devia ser feito.

- Ele disse que não ia desistir – João balbuciou – Ele perdeu os poderes no episódio anterior, mas ele disse que mesmo assim não desistira.
- De quem está falando? – Paty perguntou.
- Não importa! Ele disse que não desistiria. Então, nós também não iremos desistir.
- Ele disse: “Ore wa akiramenai”.   

A voz era de Japa. Em lágrimas, trazia em suas mãos o manual de seu celular ultra-tecnológico. Havia ligado para a assistência técnica. Tinha conversado com o fabricante. Já sabia o que fazer. Sabia como fazer o Robô Reserva voltar a obedecer aos Jacohrangers.
Os seis heróis se entreolharam e sorriram, mesmo com os rostos vermelhos pelo pranto recente. Ruivão esticou a mão e todos repetiram o gesto. Movidos pela certeza inabalável da vitória, emitiram um rugido de fúria.

Eles se recusavam a perder.

***

- Hora de Jacohmbater o mal! – todos gritaram em uníssono, inclusive o Mestre Jacoh, que adentrou o Gigante Guerreiro Jacohlossal juntos aos heróis.

A visão que tiveram quando voltaram a Cidadopolislândia foi simplesmente terrível. A cidade estava irremediavelmente destruída. Até os destroços foram esmagados, até as cinzas foram sopradas para longe. Chamar o que restara de “deserto sem vida” seria um exagero, pois um deserto ao menos tem areia. Cidadopolislândia era apenas o vazio absoluto.

- É isso que acontecerá com todo o seu mundo! – o Imperador Krar gritou, assim que viu os heróis.
- Você pagará por máquina de fliperama que destruiu, por cada panificadora repleta de pães de queijo que você incendiou, por cada Fusca ano 82 que pisoteou – Ruivão gritou – Não o perdoaremos.

O Imperador Krar segurou com mais firmeza sua espada de fogo. O monstro Krorvigésimo tinha concentrada em suas mãos bizarras uma grande quantidade de energia. O Robô Reserva empunhava a Espada Reserva. Os três postaram-se em posição de batalha.
Os heróis resfolegaram. Olharam uns para os outros e seguraram com ainda mais firmeza os controles do Gigante Guerreiro Jacohlossal.

E, enfim, a batalha final começou.  

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Contra todas as possibilidades de vitória, os heróis lutam desesperadamente. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 49 – A BATALHA FINAL!     

Um comentário:

  1. UHUL!! Altas emoções para o próximo capítulo!!

    Jamais, JAMAIS, pode-se perdoar alguém que destrói fliperamas, panificadoras cheias de pão de queijo e que pisoteia fuscas inocentes!!!

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