Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 30 de junho de 2013

EPISÓDIO 03 - O ROBÔ GIGANTE APARECE




EPISÓDIO 03 – O ROBÔ GIGANTE APARECE
EPISODE 03 - GIANT ROBOTTO APPEARS
挿話三 - 巨人ロボットは現れる

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS NOVOS JACOHRANGERS DETÉM O ATAQUE DO IMPÉRIO AKKUMA, MAS FICAM SEM SABER O NOME DA VILÃ QUE OS CONFRONTOU.
- ELES DESCOBREM, ENTÃO, QUE OS INVASORES USARAM UMA ARMA CHAMADA CONTROLADOR BIO-MOLECULAR PARA TRANSFORMAR SEUS MONSTROS EM SERES GIGANTESCOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Onde ele está, Mestre? – Shira perguntava aflita – Onde está esse tal de “Densetsu Robotto”?
- Encontrá-lo não será difícil. Ele está adormecido no interior do Monte da Serpente, há alguns quilômetros daqui. O grande desafio será despertá-lo, pois apenas heróis que provem sua coragem e sua honra são capazes de fazê-lo levantar de seu sono milenar.
- Nós faremos isso! – era Shira novamente.
- Sua coragem é muito bonita, Shira – disse Murana – Mas e se não conseguirmos despertá-lo antes que o monstro chegue a Brazilian Tokyo? O monstro precisa ser detido antes.
- Ela tem razão, Shira – Chairo concordou – Acho que precisaremos nos dividir.
- Tenho medo de ter que lutar contra um monstro enorme daqueles – era Daira.
- Você virá comigo, Daira. Você também, Murana. Nós três encontraremos o robô adormecido e vamos despertá-lo o mais rápido possível – disse Shira – Grey e Chairo, vocês tentam distrair o monstro e mantê-lo longe da cidade.
- Ok! – todos gritaram quase ao mesmo tempo.

E os cinco Jacohrangers partiram.

***

O herói marrom e o cinza chegaram até as proximidades de onde o monstro estava. Era um imenso descampado, a poucos quilômetros da fronteira com Brazilian Tokyo. Se a criatura não fosse detida, em cinco minutos estaria atacando a cidade.
Não demorou a que o monstro os visse. Eles procuraram se posicionar de forma a fazer o inimigo se voltar para o lado oposto onde ficava Brazilian Tokyo. Distanciaram-se um do outro, deram acrobacias, correram e fizeram todo o possível para distrair o oponente. A criatura começou a dar socos no chão, tentando acertá-los, o que os obrigou a se desviarem. Quase foram feridos.
Chairo, o Jacohranger marrom, disparou com sua pistola, acertando o chifre do monstro e o fazendo urrar. Grey, o Jacohranger cinza, cravou a lâmina de sua espada em um dos pés da besta, que se desequilibrou e urrou outra vez. Quando o ser gigantesco veio para cima deles, os heróis inverteram os papéis: Chairo com a espada, Grey com a pistola.
O monstro foi ferido mais algumas vezes até se enfurecer e cuspir fogo sobre os dois Jacohrangers. Eles gritaram de dor e tiveram que saltar para longe para não serem incinerados. Quando se levantaram de novo, a criatura imensa lhes chutou, arremessando-os a metros de distância.

E o monstro se virou em direção a Brazilian Tokyo.

Quando os dois Jacohrangers perceberam, lançaram-se à frente da criatura e começaram a atacá-la com sua pistola. Chegaram a uni-las, tentando um disparo mais poderoso, algo que funcionou, ferindo bastante o rosto do monstro. Mas tinham consciência de que aquilo não bastaria e não o deteria por muito tempo.
O ser gigantesco se preparou para lançar fogo, quando as armas dos heróis emitiram mais disparos. A criatura cambaleou para trás, mas antes com seguiu chutar os Jacohrangers com violência, lançando para longe suas pistolas. Ambos caíram feridos. Levantaram-se empunhando suas espadas e torcendo para que suas colegas estivessem tendo melhor sorte.

***

As três heroínas chegaram ao Monte da Serpente relativamente rápido. Subiram uma íngreme encosta correndo e chegaram ao topo, onde encontraram uma abertura que dava em um túnel. Lá, teriam acesso ao interior da montanha.
Caminharam tão rápido quanto podiam, descendo por uma área mal iluminada e cheia de declives e curvas sinuosas. Começaram a aparecer bifurcações e diversas portas, transformando tudo em um grande labirinto. Shira tomou a iniciativa de decidir para que lado ir em todas as ocasiões, confiando em seu instinto e não deixando nenhuma dúvida abalar suas colegas.
Avançaram mais e mais, até chegarem a uma área gigantesca, com dezenas de metros de altura. Uma parte do local era coberta por um grande nevoeiro.

- Vocês também estão sentindo? – Daira perguntou.
- Sim – respondeu Shira – É como se uma grande energia positiva emanasse daquele nevoeiro.
- Sim – era Murana – Deve ser lá que está o tal Densetsu Robotto.
- Exatamente! É lá que ele está, mas vocês não chegarão até ele vivas.

A voz vinha da mesma inimiga que as tinha atacado antes. Ao redor dela, inúmeros soldados Kardler.

- Diga seu nome, maldita! – a Jacohranger púrpura gritou.
- Se fazem tanta questão de saber, eu direi! Sou Ghitta (ギッタ), comandante das tropas do Império Akkuma. E este local será o túmulo de vocês três.
- É o que veremos! – a Jacohranger branca gritou.

As três heroínas começaram a atacar os soldados Kardler. Seus socos e chutes bastavam para nocauteá-los e em pouco tempo, todos tinham sido derrotados. Mas, para lutar de igual para igual contra Ghitta, tiveram que sacar suas armas.

- Insolentes! – a vilã gritou.

Shira golpeou com a espada, mas Ghitta aparou o ataque. Murana disparou de longe e viu, atônita, sua rival esquivar-se a uma velocidade sobrenatural. Daira atacou com a espada por trás, sem atingir a inimiga – e ainda recebeu um violento contra ataque.
As Jacohrangers branca e púrpura uniram suas pistolas e dispararam um tiro só, com mais poder de destruição. A energia explodiu no corpo de Ghitta, fazendo-a cambalear. Então ela se arremeteu em direção às heroínas e começou a atacá-las.
Suas garras se fecharam e desferiram socos violentos e ferozes, dos quais não foi possível se esquivar. Então o punho se abriu e as garras rasgaram e perfuraram, fazendo as Jacohrangers gritarem de dor e agonia. Por fim, ela disparou vários raios de seus olhos, arremessando as três a alguns metros de distância.

- Não podemos nos dar por vencidas! – Shira bradou, mesmo sem ter forças para se levantar.
- Hora do golpe final! – Ghitta vociferou.

Quando a vilã se aprontava para o ataque derradeiro, foi possível ouvir um estrondo e um assustador tremor de terra. Parte do teto desabou e Ghitta não conseguiu de manter de pé. O som vinha do nevoeiro, que foi se dissipando aos poucos, revelando um gigantesco robô.
Tinha formato humanóide e devia medir pelo menos cinqüenta metros de altura. Seus braços e pernas eram conectados ao tronco por complexos mecanismos de engate, a cabeça era um capacete metálico branco encobrindo parcialmente dois olhos que emitiam uma intensa luz azul. Nas costas, uma bainha negra contendo uma espada da qual só era possível o cabo.

Era o poderoso “Densetsu Robotto”!

- Miseráveis! Vocês vão me pagar, Jacohrangers!

Ghitta sumiu magicamente. Um compartimento dentro do robô gigante se abriu e as três Jacohrangers saltaram lá para dentro meio que por instinto. Quando se deram conta, estavam em um tipo de cabine com cinco lugares, com vários botões, painéis e alavancas. Como que por magia, surgiu dentro da cabeça de cada uma delas cada uma das funções, recursos e golpes que o Densetsu Robotto tinha a oferecer e qual a maneira certa de acioná-las.
E partiram. Saíram do Monte da Serpente e rumaram tao rapidamente quanto puderam em direção aos limites de Brazilian Tokyo. O monstro maligno já estava quase nos limites da cidade. Aos pés dele, o Jacohranger marrom e o cinza. Muito feridos, mas extremamente felizes por verem que suas amigas tinham sido bem sucedidas na missão delas.
Rapidamente, entraram no robô, sentaram em seus lugares e se prepararam para combater o terrível monstro gigante. A primeira providência foi atraí-lo para longe da cidade, algo que conseguiram com sucesso. Só restava vencê-lo.
Em algum outro ponto daquela região, a cruel Ghitta falava para si mesma:

- Não pensem que será fácil derrotar o monstro alienígena Barabatto (怪獣宇宙人バラバット). Ele tem algumas surpresas para mostrar a vocês, seu malditos.
- Vamos! – Shira gritou.
- Vamos! – todos os demais responderam em uníssono.

E começou a batalha.
つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Densetsu Robotto e o monstro Barabatto travam uma luta terrível. Mas o Império Akkuma é terrível e tem mais uma estratégia covarde planejada para surpreender os Jacohrangers. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 04 – OS CRUÉIS INIMIGOS DA TERRA

domingo, 23 de junho de 2013

EPISÓDIO 02 - A PRIMEIRA BATALHA


EPISÓDIO 02 – A PRIMEIRA BATALHA
EPISODE 02 - THE FIRST BATTLE
挿話二 - 初戦

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- MESTRE JACOH RECRUTA UMA NOVA GERAÇÃO DE HERÓIS PARA SUBSTITUIR OS ANTIGOS, FAZENDO SURGIR ENTÃO UM NOVO GRUPO DE JACOHRANGERS.
- OS HERÓIS SÃO SURPREENDIDOS COM O PRIMEIRO ATAQUE DOS TERRÍVEIS VILÕES DO IMPÉRIO AKKUMA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Todos tentavam disfarçar, mas sentiam medo. Insegurança. Nenhum deles tinha digerido bem as notícias recentes. A imensa responsabilidade pesava muito sobre seus ombros.
Na cidade, ainda o caos. Cada vez mais pessoas corriam desesperadas, arrastando-se aos trambolhões em busca de um lugar seguro. Carros eram destruídos e casas incendiadas. Viaturas tombavam e policiais se feriam. Cenas fortes, que mexeram com o coração dos cinco jovens.

- Vamos! – Shira gritou e avançou, sendo prontamente seguida por seus colegas.

Mesmo destransformados, entraram em combate com os seres invasores. Eram criaturas reptilianas, de braços que terminavam em garras e línguas que salivavam ácido. Apesar da aparência intimidadora, não eram tão temíveis em batalha. Aos poucos foram caindo diante dos golpes dos heróis.

- Incrível. O Mestre Jacoh escolheu apenas jovens que já tinham praticado artes marciais quando menores – Shira pensou em voz alta, enquanto derrubava um inimigo.

Em poucos minutos, todos aqueles seres asquerosos tinham sido nocauteados pelos Jacohrangers. Sem acreditar na própria vitória, os heróis se entreolharam felizes, até terem a alegria interrompida por uma voz feminina e gutural.

- Vejo que os Soldados Kardler (兵士カルド) não foram o bastante para vencê-los!

Era uma fêmea humanóide de traços faciais grotescos, garras e caudas bestiais e olhos de um vermelho que parecia sangue fresco. O corpo era revestido por uma mistura doentia de escamas, peles e pêlos fétidos. Empunhava uma espada quase maior que ela e mantinha a seu redor uma espécie de “aura negra”.

- Eu me apresentaria a vocês, mas como vou matá-los imediatamente, não há por que me identificar.

Antes que uma violenta rajada de energia maligna fosse disparada, os cinco heróis, ao mesmo tempo, colocaram seus anéis de encontro ao peito e bradaram com todas as forças uma frase que passariam a dizer com freqüência:

- Jacoh Change!

Um rútilo cegante surgiu, circundando os jovens e transformando-os, pela primeira vez, em Jacohrangers.

- Isso não me intimidará! – a vilã gritou.

A criatura monstruosa estocou dois heróis ao mesmo tempo, tamanha sua velocidade, levando ao chão os heróis cinza e púrpura. Os outros três cercaram a inimiga e desferiram socos e chutes, dos quais ela se esquivou sem esforço.
A lâmina da vilã percorreu um arco veloz, e em seguida outros dois, atingindo ferozmente os heróis. Antes que os Jacohrangers se levantassem, numerosos raios os atingiram, fazendo-os gritar de dor.
Levantaram-se tão rápido quanto puderam, ignorando as gargalhadas irônicas de sua rival. Em silêncio, todos se lembraram das palavras do Mestre Jacoh. Ele havia orientado os jovens a mentalizarem com toda a força as armas que herdariam da força misteriosa. No começo com insegurança, depois com confiança e convicção, os cinco fizeram surgir espadas em suas mãos e pistolas em suas cinturas.
E então os Jacohrangers contra-atacaram. As cinco espadas se chocaram com a lâmina da inimiga, quase a derrubando. Mais e mais golpes foram trocados, sempre com os heróis acuando sua oponente. A vilã disparou raios para arremessar os jovens para longe, e assim recuperar terreno.

- Isso foi só um aquecimento, insetos terráqueos. Agora que já temos o Controlador Bio-Molecular, esta distração não é mais terráquea.
- Distração? – Chairo, o Jacohranger marrom perguntou.
- Quer dizer que todo esse ataque foi apenas para nos desviar do verdadeiro objetivo de vocês? – Shira também estava surpresa.

Não houve resposta. A vilã anônima partiu, após uma explosão. Não tinha se identificado, nem dito quais eram seus objetivos. Apenas havia revelado que enganara os heróis. A menção ao Controlador Bio-Molecular também deixou os Jacohrangers confusos.

- O que será isso? – Murana perguntou.
- Vamos seguí-la! – Chairo disse, desistindo da idéia de correr ao notar que nenhum dos seus colegas o seguiria.
- Não adianta! – era Shira – Não conseguiremos encontrá-la. É melhor voltarmos e perguntarmos ao Mestre Jacoh se ele sabe de alguma coisa.

Os demais Jacohrangers assentiram com a cabeça. E regressaram.

***

Para a surpresa de todos, o Mestre Jacoh não estava. Shira ligou o monitor e acionou o sistema de rastreamento do computador principal. Se o Império Akkuma atacasse novamente, os heróis ficariam sabendo no mesmo instante.
Foram longos minutos aguardando o retorno do mestre em silêncio. Ninguém sabia aonde ele poderia ter ido, nem se demoraria a voltar. Esperar muito não parecia indicado. Shira tomou a iniciativa.

- Deveríamos sair em patrulhamento! Podemos nos dividir e assim que alguém encontrar algo suspeito, avisa os outros.
- Vamos descansar um pouco! – Daira pediu – Estou ferida e ainda estou um pouco assustada.

Todos fizeram silêncio. Shira de aproximou da Jacohranger laranja.

- Ouça, Daira. Todos nós estamos um pouco assustados. Você não é a única. Mas você precisa ter coragem e não se dar por vencida.
- Você também está assustada, Shira?
- Claro! Todo mundo foi pego de surpresa com tudo que aconteceu. Mas pense que há pessoas lá fora que precisam de nós, pessoas que não são capazes de se defenderem sozinhas. E só nós podemos defendê-las.
- Tem razão.

Daira sorriu. Grey manteve-se silencioso em seu canto. Chairo e Murana fecharam seus punhos com força, como se ansiosos pela batalha vindoura. Antes que mais alguma coisa fosse dita, o Mestre Jacoh chegou. E sua expressão era preocupante.

***

- O Controlador Bio-Molecular é uma arma terrível. Só posso pensar que eles vão usá-la para fazerem seus monstros ficarem gigantes.
- Meu Deus! – Daira quase saiu correndo ao ouvir aquilo.
- E o que podemos fazer para detê-los, ou para combater monstros gigantes? – Shira perguntou.
- Vejo que teremos que antecipar um pouco as coisas... – Mestre Jacoh disse com certa hesitação.
- Como assim? – todos questionaram quase ao mesmo tempo.

Antes que o Mestre Jacoh dissesse algo, um som de alerta interrompeu a concentração dele. O monitor mostrou a imagem de um monstro imenso, gigantesco, de quase sessenta metros de altura, urrando enfurecido. Estava em uma das regiões de Brazilian Tokyo que ainda se encontrava desabitada, mas não tardaria para chegar a uma área povoada.

- Miseráveis! – Shira gritou – Então era para isso que queriam o tal Controlador Bio-Molecular!
- Mestre Jacoh, o que podemos fazer? – Chairo perguntou, aflito.
- Chegou a hora de vocês despertarem uma das mais poderosas armas deste mundo. Não tenham medo, pois vocês terão acesso a um poder capaz de destruir este e outros monstros.

“Chegou a hora de vocês despertarem o Densetsu Robotto (伝説ロボット)
つづく 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers correm contra o tempo para despertarem seu robô gigante. Conseguiram fazê-lo antes que o monstro do Império Akkuma destrua Brazilian Tokyo? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 03 – O robô gigante aparece!  

domingo, 16 de junho de 2013

EPISÓDIO 01 - NOVA GERAÇÃO


EPISÓDIO 01 – NOVA GERAÇÃO
EPISODE 01 - NEW GENERATION
挿話一 - 新世代

Uma catástrofe mal explicada. O Japão em perigo. Tóquio quase que em ruínas. Boa parte dos sobreviventes da megalópole encontrando abrigo do outro lado do mundo, no Brasil. Mais precisamente, na recém-fundada cidade de Brazilian Tokyo (ラジリアン東京). Aquele passaria a ser o lar de muitos japoneses fugitivos.
Em meio à nova metrópole que ia se erguendo aos poucos, famílias ainda se recuperavam do susto. Homens e mulheres com marcas profundas em seus corações. A dúvida sobre serem ou não capazes de reconstruírem suas vidas assombrava quase toda a população.

Mas existiam exceções. Shira () era uma delas.

Uma das poucas pessoas sóbrias em uma família amalucada, ela optou por abandonar o sul do Brasil e partir rumo à metrópole em construção. Os reais motivos que a levaram a se mudar eram desconhecidos, mas se algum deles envolvia a busca por uma vida mais pacífica, uma visita já esperada estragaria tudo.

- Então, você é o famoso Mestre Jacoh? Meu irmão me falou muito a seu respeito.
- Então, você é a irmã mais velha do Polaco?
- Meu nome é Shira! Muito prazer!

O aperto de mão foi firme. O sorriso de ambos expressava um misto de seriedade e confiança. Estavam na sacada de um grande arranha-céu. Shira olhou para a cidade que se descortinava diante de seus olhos. O sorriso morreu em seus lábios.

- Esta cidade está ficando cada dia mais bonita! – ela disse – Seria uma pena se ela fosse destruída.
- Seu irmão já lhe adiantou o assunto, ao que parece.
- Meu irmão veio me visitar. Falou tudo. Talvez até mais do que devia.
- O Império Akkuma (アックマの帝国) já está entre nós, Shira. Escondidos em algum lugar, apenas esperando o momento certo para se revelarem e nos atacarem.

Por um instante, o silêncio falou mais alto que a eloqüência dos pensamentos.

- O tempo que temos é muito escasso, Shira!
- Então, não vejo porque esperar mais.

Minutos depois, já não havia mais ninguém na sacada do prédio.

***

- Meu nome é Daira (イラ). Eu serei a Jacohranger laranja.
- Ela é a irmã mais nova do Ruivão. Bem mais madura que o irmão, como você vai perceber – Mestre Jacoh tratou de esclarecer.
- Eu sou Shira, a Jacohranger branca, e líder do grupo.

Os três passaram algum tempo conversando. Estavam em um tipo de “base subterrânea”, que serviria de quartel-general para a equipe que estava se formando. Era ampla, bem estruturada e contava com uma tecnologia de ponta. Era o que de melhor a Terra tinha para combater os inimigos.
Um pouco mais tarde, outros três indivíduos chegaram ao local. Começaram então as apresentações.

- Meu nome é Grey (レイ ). Sou neto do Mestre Jacoh.

Era baixinho, sardento, ligeiramente gorducho e parecia um tanto quanto tímido. Usava roupas simples, tênis sujos e esburacados, mas tinha um sorriso espontâneo e meio que contagiante.

- Eu sou Chairo (チャイロ). Irmão mais novo do Negão. Serei o Jacohranger marrom.

Era um jovem bem vestido, com roupas da moda, um discreto brinco na orelha esquerda, um óculos escuros sobre a cabeça e um sorriso de invejar atores famosos.  

- Muito prazer, meu nome é Murana (ムラナ). Eu vou ser a Jacohranger púrpura. Sou a irmã mais velha da Paty.

Era uma jovem que, mesmo sem fazer esforço para ficar bonita, conseguia impressionar pela beleza. Vestia trajes femininos de bom gosto, porém discretos. Seu tom de voz era tão firme quanto seu aperto de mão.

- Bem, os cinco já estão apresentados – o Mestre Jacoh começou – Espero que se entendam bem, porque precisarão de muita união para subjugar os inimigos que irão nos atacar.
- Por falar nisso, Mestre, pode nos contar mais sobre esse tal Império Akkuma? – pediu Murana.
- São seres terríveis. Não se sabe exatamente até onde pode ir o poder deles, mas o que eles já demonstraram é suficiente para crer que não possam ser detidos. Planetas distantes, dotados de grandes poderes defensivos foram dizimados por eles sem grande esforço. Se pudermos derrotá-los, estaremos prestando um grande favor ao universo.
- Estou ficando com medo, Mestre! – era Daira – Se eles são tão terríveis, como poderemos detê-los?
- Chegou a hora de contar a vocês a parte mais importante desta história...

***

A lenda era antiga, mas comprovadamente verdadeira. Falava sobre a existência de um poder misterioso, oculto nas profundezas do planeta Terra. Uma força sobrenatural de origem controversa, que o próprio mundo liberaria a pessoas escolhidas para evitar catástrofes.
Isso levantou teorias de que a própria Terra fosse uma criatura senciente, uma entidade orgânica, ou algo do gênero. Uma discussão irrelevante, pois o principal problema sempre foi entender aquela energia misteriosa e como usá-la de maneira a proteger o planeta quando fosse necessário.
Mestre Jacoh havia aprendido, recentemente, todos os segredos daquele poder, além das forças corretas de canalizá-lo. A pessoa que o ensinou fora o mais competente pesquisador da área, mas foi covardemente assassinada por enviados do Império Akkuma. Restou ao mestre tomar a frente na defesa da Terra, recrutando novos jovens para serem heróis.

- E por que logo nós fomos os escolhidos? – perguntou Murana.
- A escolha não foi minha – o Mestre respondeu – A decisão partiu dessa própria força misteriosa. Considerem-se privilegiados.
- Eu estou preparado! – Chairo bradou.
- E se nós não formos capazes? – Daira parecia assustada.
- Não se preocupe! – Shira pôs a mão no ombro da nova colega – Os Jacohrangers anteriores também foram pegos de surpresa quando escolhidos. Tiveram dificuldades, é bem verdade, mas, mesmo assim, deram conta do recado. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo conosco.

Mestre Jacoh entregou a cada um deles um anel com uma diminuta jóia incrustada. Eles continham a capacidade de convocar e manipular a força misteriosa, permitindo que se transformassem em Jacohrangers.

- As habilidades que possuem vocês mesmos descobrirão aos poucos. Assim como não é possível até onde vai a força do inimigo, também não temos como saber até onde pode ir nossa força.
- Isso me assusta, Mestre! – era novamente Daira.
- Confesso que também me assusta – ele respondeu – É por isso que devemos unir nossas forças e sermos o mais corajosos que pudermos.

Todos anuíram com um leve movimento da cabeça. Já estavam quase se preparando para o primeiro pernoite na base subterrânea, quando um estranho alarme soou. Brazilian Tokyo estava sob ataque do Império Akkuma.

***

Eram seres horríveis. Pareciam lagartos de quase dois metros de altura, salivando ácido e agredindo pessoas inocentes com garras e caudas. Os transeuntes corriam desesperadamente, vendo na chegada de duas viaturas da polícia uma esperança.
Os homens da lei desceram de seus carros e dispararam várias vezes contra os estranhos invasores, sem qualquer sucesso. Viram as criaturas se virarem em suas direções e gritaram de pavor. Seguiram atirando, porém novamente sem nada conseguir.
Quando parecia que surgiriam as primeiras vítimas, um grito feminino autoritário deteve as criaturas.

- Não se atrevam a machucar ninguém! – era Daira.

Junto dela, mais quatro jovens guerreiros. Destransformados ainda, mas já munidos com a coragem necessária para poderem ser considerados uma nova geração de heróis.

Eram os novos Jacohrangers.
つづく 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Enfim, os heróis têm o primeiro encontro com as forças do Império Akkuma. Serão os inimigos tão terríveis assim? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 02 – A PRIMEIRA BATALHA

domingo, 9 de junho de 2013

EPISÓDIO 50 - ENFIM, A VITÓRIA! MUITO OBRIGADO, JACOHRANGERS!


EPISÓDIO 50 – ENFIM, A VITÓRIA! MUITO OBRIGADO, JACOHRANGERS!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JAPA MOSTRA SEU VALOR, AO POSSIBILITAR QUE O ROBÔ RESERVA VOLTE AO CONTROLE DOS JACOHRANGERS.
- A TERRA CORRE O RISCO DE SER DESTRUÍDA PELO ATAQUE DEFINITVO DO IMPERADOR KRAR, QUE ABSORVEU A ESSÊNCIA DO RECÉM-DESTRUÍDO MONSTRO KRORVIGÉSIMO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

As energias se chocaram com violência, fazendo estremecer não apenas as ruínas de Cidadopolislândia, mas todo o seu entorno. O estado do Mato Grosso do Oeste corria o risco de ser extinto.

- Coragem, Japa! – gritou João.
- Lembre-se dos ensinamentos que lhe transmiti, Japa! – gritou Ruivão.
- Eu confio em você, Japa! – gritou Negão.
- Acabe com ele, Japa! – gritou Polaco.
- Sirva para alguma coisa ao menos uma vez na vida, Japa! – gritou Paty.

O herói azul apertou com mais força os botões, mesmo sabendo que aquilo não iria interferir em nada no poder do ataque do Robô Supremo. O Imperador Krar franzia o cenho e parecia um grande esforço físico.
Havia por parte dos Jacohrangers um temor de que a explosão pudesse realmente destruir a terra. Eles confiavam no poder de seu robô para derrotar o vilão maldito, mas tinham medo das conseqüências que a vitória poderia trazer.
Foi então que uma explosão gigantesca arrasou o que restava de Cidadopolislândia e das cidades adjacentes. Não restara nada do Mato Grosso do Oeste. O Brasil voltava a ter apenas 26 estados. Mas a poeira demorava demais para deixar. Não era possível ainda saber quem tinha vencido a batalha.

***

Os Jacohrangers tinham vencido. O Imperador Krar tinha virado poeira cósmica, bem como seu império maligno e todas as suas ambições perversas. O planeta terra e o Brasil estavam salvos. Chegava então um dos momentos mais difíceis e dolorosos: mensurar os estragos, lamentar pelos mortos e reconstruir o que sobrara do estado do Mato Grosso do Oeste.
A fusão entre os robôs havia se desfeito. O Gigante Guerreiro Jacohlossal estava completamente fora de ação, inutilizado. Levaria anos para ser restaurado e voltar a ter condições de combater. O Robô Reserva havia voltado ao formato de celular ultra-tecnológico, mas seu chip principal estava queimado e só poderia ser substituído por outro que custava alguns milhões de reais.
Os Jacohrangers haviam sobrevivido. Todos eles. Encontravam-se feridos e destransformados. A misteriosa energia que lhes permitia “jacohmbater o mal” parecia ter sumido. Não era possível precisar se aquilo poderia ser revertido. Os seis heróis talvez não fossem mais heróis.

Mas a missão deles estava cumprida.

***

Os heróis se separaram. Era natural, pois teriam que ir morar em lugares diferentes, já que nada restara de Cidadopolislândia e do estado do Mato Grosso do Oeste. A despedida foi difícil, mas rápida. Cada um ficou com o número, o e-mail e o facebook dos demais. Assim, não perderiam contato.
Também prometeram não usar novamente seus poderes, a menos que fosse extremamente necessário. Naturalmente, apenas se eles conseguissem acionar novamente seus poderes de Jacohrangers, algo que ainda não estava confirmado.
O único que se afastou dos amigos sem a sensação de missão cumprida foi o Mestre Jacoh. Ele parecia ainda ter uma jornada para iniciar.

***

Ruivão passou a não ter mais residência fixa. Começou a viajar pelo Brasil e pelo mundo, participar de encontros com grandes lideranças mundiais, ministrar palestras e encabeçar conferências que contavam com a presença dos grandes gênios de nosso planeta.
Tudo porque, contrariando todas as expectativas e todas as leis do bom senso, Ruivão havia ganhado o Prêmio Nobel da Filosofia. Agora ele era um conceituado estudioso, pensador e filósofo. Reconhecido, admirado e invejado. A vitoriosa teoria que lhe concedeu a conquista foi: “E o aquecimento global? É o mundo, lá fora, que está ficando quente? Ou são nossos corações, aqui dentro, que estão ficando frios?”
Apesar disso, ele seguia vestindo-se mal. Em verdade, nem era justo chamar aqueles trapos rasurados, mal-cheirosos e cobertos de poeira de “roupas”. O cabelo era quase tão sujo quanto um aterro sanitário, os dentes tinham mais restos de comida que uma lata de lixo de restaurante.
Ainda assim, Ruivão era feliz. Tinha alcançado seu objetivo. Mudaria o mundo graças a seus conhecimentos, opiniões, pontos de vistas polêmicos e teorias descabidas. Contribuiria para a construção de uma terra melhor, mesmo sem ser mais um Jacohranger.

***

Negão também passou a viajar pelo país e pelo mundo. Não por ter conseguido reconhecimento, admiração, uma legião de fãs, ou por qualquer motivo que pudesse merecer o respeito das pessoas. As viagens constantes eram exigências de sua nova profissão.
O ex-Jacohranger preto tornara um “garoto de programa”. Muito requisitado, diga-se de passagem. Tanto, que chegava ao ponto de atender clientes (em geral, velhas carcomidas, frígidas e encarquilhadas, incapazes de conseguir qualquer tipo relacionamento afetivo sem desembolsar generosas quantias em troca) em diversos pontos do país.
A vida de conquistador barato dera lugar à postura de um sóbrio profissional comprometido em minimizar a carência afetiva de senhoras “quarentonas” que ainda suspiravam ao ver seus pôsteres do Roberto Carlos na parede.
Apesar de não ter mais reconhecimento, admiração, respeito, nem dignidade, Negão estava feliz. Dedicava-se inteiramente ao sexo oposto, era bem remunerado para executar seu serviço e ainda tinha a opção de se embriagar violentamente antes de atender clientes particularmente feias.

Ele voltou a se sentir útil à humanidade, mesmo não sendo mais um Jacohranger.

***

Japa ganhou na loteria. Quando ele comentou com seus colegas, pouco antes da batalha final com o Império Krar, que tinha feito uma aposta, havia sido totalmente ignorado. Até receber a informação que ganhara sozinho o prêmio acumulado de oitocentos e vinte e nove milhões de reais.
Para sua surpresa, a primeira pessoa a ir visitá-lo, foi Paty.

- Japa, meu lindo, espero que não tenha interpretado mal minhas palavras quando conversarmos sobre os seus sentimentos. Na verdade, acho que você era a pessoa certa no momento errado. O problema não era você; era eu. Hoje, percebo que você amadurecer muito, tem objetivos, uma perspectiva de vida. Enfim, tem algo a oferecer a uma mulher. Talvez antes eu visse você como um garoto, mas hoje eu vejo você como um homem.

“Como o meu homem”.

Naturalmente, Japa a desprezou, mesmo após a garota ter dito que havia deixado tudo que tinha para trás, apenas para ficar para sempre com ele. O ex-Jacohranger azul decidiu aceitá-la como uma espécie de “escrava”, garantindo a ela ao menos pão, água, esmaltes, uma cama para dormir e uma lista infindável de trabalhos pesados a realizar na multinacional dele.

***

João mudou-se para o Japão. Visitou a lendária “pedreira da Toei Animation”, visitou a Torre de Tóquio (e chorou ao se lembrar do episódio 13 dos Cybercops) e participou como figurante de uma das cenas de ação de Kyouryuger.
Decidiu viver o restante de sua vida como um solitário apreciador de tokusatsus e quase foi convidado para aparecer na segunda temporada de Akibaranger, mas foi considerado feio demais para o papel.

E foi feliz, mesmo não sendo mais um Jacohranger.

***

Mestre Jacoh partiu em uma jornada misteriosa. Nada falou, nada comentou (até por não ter COM QUEM falar ou comentar). Parecia estar recrutando jovens para uma nova missão. Um novo começo. Um novo desafio.

Uma nova ameaça estava por vir.

おわり

NO PRÓXIMO DOMINGO:


O início da segunda temporada dos Jacohrangers! Novas aventuras, novos personagens, novos vilões. Não percam.

domingo, 2 de junho de 2013

EPISÓDIO 49 - A BATALHA FINAL


EPISÓDIO 49 – A BATALHA FINAL

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JOÃO CITA NOMINALMENTE ALGUNS TOKUSATSUS, EM UMA TENTATIVA DE SE INSPIRAR NELES E AO MESMO TEMPO HOMENAGEÁ-LOS.
- NÃO HAVENDO MAIS ALTERNATIVAS, A BATALHA DERRADEIRA SERÁ TRAVADA AQUI E AGORA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Dois minutos ou três minutos é o máximo que poderemos agüentar antes de o Gigante Guerreiro Jacohlossal ser destruído. Por favor, Japa! Não perca tempo! – João gritou.
- Qual sua estratégia, Japa? – Ruivão perguntou – Pretende usar “psicologia robótica” para persuadir o Robô Reserva a voltar a nos obedecer?
- Na verdade, não! – o Jacohranger azul esclareceu, com pressa – Irei, disfarçadamente, até a parte traseira da perna esquerda do Robô Reserva e conectarei o carregador do celular em uma entrada USB que existe ali. Isso vai gerar um tipo de “boot”, que durará alguns segundos. Quando o Robô voltar a funcionar, ele já estará novamente sob nosso domínio, porque quando a programação se reinicia ele segue as ordens de quem conhece o código de acesso primário.
- Desculpe, Japa, mas a idéia do Ruivão me parece melhor – Paty rebateu.
- Prometo tentá-la se a minha não funcionar.

E Japa saltou do Gigante Guerreiro Jacohlossal, pedindo ao Santo Sentai (protetor de todos os tokusatsus) para que não fosse visto pelos inimigos.

***

 Para facilitar tudo, João usou em seu colega de trajes azuis o Raio Invisibilisador Jacohlossal. Assim, as chances de ele ser visto e impedido seriam nulas.
A espada em chamas do Imperador Krar desceu ferozmente sobre o Gigante Guerreiro Jacohlossal, que conseguiu se desviar por pouco. Na seqüência, já veio uma violenta rajada de energia do monstro Krorvigésimo, da qual não foi possível se defender ou se esquivar. Antes que o robô dos heróis fosse ao chão, o Robô Reserva ainda arremessou uma grande quantidade de laser que estava acumulada na lâmina da Espada Reserva.
O Gigante Guerreiro Jacohlossal estatelou-se no chão, ao som dos gritos de dor dos heróis que estavam dentro dele. Antes que os inimigos atacassem mais e mais, Ruivão acionou a Ilusão Jacohlossal. Ouros três “Gigantes Guerreiros” surgiram, não permitindo aos vilões identificar qual era o real. Até atacaram, mas acertaram justamente os três falsos robôs.
Os heróis recuaram um pouco e usaram o Raio Enfraquecedor Jacohlossal, atingindo o Imperador Krar e o fazendo ter seu poder de ataque reduzido. No entanto, enquanto isso, a Espada Reserva os feriu, sendo seguida por um chute violentíssimo do monstro Krorvigésimo.
O Gigante Guerreiro Jacohlossal foi novamente ao chão. Vários compartimentos internos foram danificados ou explodiram. Os Jacohrangers tentaram levantar o robô através de comandos simples, mas não conseguiram. Tiveram que recorrer a última reserva de força que havia.

Se o Gigante Guerreiro Jacohlossal caísse de novo, não se levantaria mais.

- Japa! Por que está demorando tanto? O que está fazendo? – João se perguntava.

***

Japa estava parado, olhando para o vazio, com olhos de “peixe-morto”, suspirando de amor.

- Ah, Paty! Você é tão linda. Até quando me agride, me humilha, me ofende, me maltrata, me magoa, me desmoraliza, me ridiculariza, me despreza, pisa em mim e fere intencionalmente meus sentimentos você o faz de maneira encantadora.

Até que o Jacohranger azul teve um estalo. Ele tinha uma missão a cumprir. Aproveitou-se que a parte traseira do Robô Reserva estava, por uma grande coincidência, a pouquíssimos centímetros dele. Rapidamente, conectou o carregador que tinha consigo na diminuta entrada USB à sua frente.
Então, aconteceu. Um pequeno pulso de energia e o Robô Reserva teve sua “programação” reiniciada. Japa imediatamente entrou na gigantesca máquina de batalha e percebeu que tinha total controle sobre ela.
O mais importante é que ele estava sozinho lá dentro. Sem nenhum colega burro para apertar botões errados. Japa poderia aproveitar ao máximo todas as funcionalidades, opções e poderes do Robô Reserva.

Agora sim a batalha final começaria.

***

- Parece que o Japa já está dentro do Robô Reserva! – disse João.
- E por que ele está demorando tanto para vir nos ajudar? – Paty perguntou.
- Ele deve estar mijando lá dentro primeiro! – Polaco arriscou.

Entretanto, segundos depois, o Robô Reserva avançava, tendo em suas mãos a Super Espada Reserva – uma versão mais poderosa da arma anterior. Sem dificuldades, conseguiu arrancar um braço do monstro Krorvigésimo no primeiro ataque. No momento em que ia arrancar o segundo, a espada em chamas do Imperador Krar se interpôs e deteve o golpe.
O Robô Reserva ficou frente a frente com o Imperador e o monstro terrível. A ova arma do herói começou a se digladiar com a do vilão. Mais do que apenas trocar golpes de espada com o inimigo, Japa também tinha que se posicionar de forma a não ser ferido por um ataque traiçoeiro do monstro Krorvigésimo.
No embate entre as lâminas, o Robô Reserva levava a melhor, conseguindo acertar duas ferozes estocadas no tórax do Imperador Krar. Japa já preparava a decapitação do oponente, quando Krorvigésimo lançou uma seqüência de raios que atingiu as costas do Robô. O Reserva se desequilibrou, o que possibilitou que o Imperador Krar se recompusesse e atacasse também.

- Por mais forte que seja o Robô Reserva, sem a fusão ele não vencerá os dois! – Japa pensava em voz alta.

O herói de traje azul decidiu aproveitar a fraqueza do Imperador maligno e partiu para a ignorância, usando logo o Golpe Fatal Final Reserva Aprimorado. Uma imensa explosão se sucedeu, depois da qual foi possível ver Krar terrivelmente ferido, mas ainda vivo. Não seria possível vencê-lo sem realizar primeiro a fusão dos robôs.
Foi quando Krorvigésimo golpeou o Robô Reserva. Garras, chifres, tentáculos, cauda e várias partes do corpo que ninguém tinha notado que aquele monstro tinha atingiram velozmente Japa. O robô caiu, levantando-se em seguida, ciente de não haver outra escolha.
Com um impulso, afastou-se de seus rivais e aproximou-se do quase destruído Gigante Guerreiro Jacohlossal. Seus amigos o saudaram, exceto Paty, que criticou a demora dele e o cheiro de urina que agora reinava no Robô Reserva. Havia chegado a hora de destruir definitivamente o Imperador Krar.

- Gattai! – todos gritaram em uníssono.

E os robôs se fundiram.

Surgiu o Robô Supremo, poderosíssimo e pronto para destruir o mal. Em poucos segundos, disparou o Raio Supremo. E explodiu totalmente o monstro Krorvigésimo. Os seis Jacohrangers olharam desafiadoramente para o Imperador Krar, que estava muito ferido.

- Só falta você agora, seu maldito! – o Jacohranger preto gritou.
- Acham que já venceram? – o vilão retrucou, com uma gargalhada demoníaca.
- Na verdade, achamos sim! – Ruivão respondeu, inocentemente – Por quê? Não vencemos ainda?
- Acham que só vocês podem fazer esse tipo de fusão?

Ninguém pareceu ter entendido, até que das cinzas do Krorvigésimo surgiu um brilho. Uma energia brotou de lá, vindo fundir-se ao corpo do Imperador Krar. O vilão estava absorvendo a essência do monstro destruído.
Seu corpo se transformou, adquirindo características mais monstruosas. Uma energia negra arrepiante circundou seu corpo. Ele canalizou a energia em um só ponto, a palma de sua mão.

- Esta energia que tenho aqui, é suficiente para explodir seu planeta! Será que seu robozinho pode criar uma energia tão poderosa quanto esta?

Dentro do Robô Supremo, todos olharam para Japa. O herói azul trocou de lugar com João e assumiu os controles. Apertou uma seqüência de botões. Uma quantidade igualmente absurda de energia se formou nas mãos do Robô Reserva.

- Venha, Imperador Krar! – Japa gritou.
 つづ
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Enfim, a Terra está salva. Qual será o destino de nossos heróis? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 50 – ENFIM, A VITÓRIA! MUITO OBRIGADO, JACOHRANGERS!