Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 16 de junho de 2013

EPISÓDIO 01 - NOVA GERAÇÃO


EPISÓDIO 01 – NOVA GERAÇÃO
EPISODE 01 - NEW GENERATION
挿話一 - 新世代

Uma catástrofe mal explicada. O Japão em perigo. Tóquio quase que em ruínas. Boa parte dos sobreviventes da megalópole encontrando abrigo do outro lado do mundo, no Brasil. Mais precisamente, na recém-fundada cidade de Brazilian Tokyo (ラジリアン東京). Aquele passaria a ser o lar de muitos japoneses fugitivos.
Em meio à nova metrópole que ia se erguendo aos poucos, famílias ainda se recuperavam do susto. Homens e mulheres com marcas profundas em seus corações. A dúvida sobre serem ou não capazes de reconstruírem suas vidas assombrava quase toda a população.

Mas existiam exceções. Shira () era uma delas.

Uma das poucas pessoas sóbrias em uma família amalucada, ela optou por abandonar o sul do Brasil e partir rumo à metrópole em construção. Os reais motivos que a levaram a se mudar eram desconhecidos, mas se algum deles envolvia a busca por uma vida mais pacífica, uma visita já esperada estragaria tudo.

- Então, você é o famoso Mestre Jacoh? Meu irmão me falou muito a seu respeito.
- Então, você é a irmã mais velha do Polaco?
- Meu nome é Shira! Muito prazer!

O aperto de mão foi firme. O sorriso de ambos expressava um misto de seriedade e confiança. Estavam na sacada de um grande arranha-céu. Shira olhou para a cidade que se descortinava diante de seus olhos. O sorriso morreu em seus lábios.

- Esta cidade está ficando cada dia mais bonita! – ela disse – Seria uma pena se ela fosse destruída.
- Seu irmão já lhe adiantou o assunto, ao que parece.
- Meu irmão veio me visitar. Falou tudo. Talvez até mais do que devia.
- O Império Akkuma (アックマの帝国) já está entre nós, Shira. Escondidos em algum lugar, apenas esperando o momento certo para se revelarem e nos atacarem.

Por um instante, o silêncio falou mais alto que a eloqüência dos pensamentos.

- O tempo que temos é muito escasso, Shira!
- Então, não vejo porque esperar mais.

Minutos depois, já não havia mais ninguém na sacada do prédio.

***

- Meu nome é Daira (イラ). Eu serei a Jacohranger laranja.
- Ela é a irmã mais nova do Ruivão. Bem mais madura que o irmão, como você vai perceber – Mestre Jacoh tratou de esclarecer.
- Eu sou Shira, a Jacohranger branca, e líder do grupo.

Os três passaram algum tempo conversando. Estavam em um tipo de “base subterrânea”, que serviria de quartel-general para a equipe que estava se formando. Era ampla, bem estruturada e contava com uma tecnologia de ponta. Era o que de melhor a Terra tinha para combater os inimigos.
Um pouco mais tarde, outros três indivíduos chegaram ao local. Começaram então as apresentações.

- Meu nome é Grey (レイ ). Sou neto do Mestre Jacoh.

Era baixinho, sardento, ligeiramente gorducho e parecia um tanto quanto tímido. Usava roupas simples, tênis sujos e esburacados, mas tinha um sorriso espontâneo e meio que contagiante.

- Eu sou Chairo (チャイロ). Irmão mais novo do Negão. Serei o Jacohranger marrom.

Era um jovem bem vestido, com roupas da moda, um discreto brinco na orelha esquerda, um óculos escuros sobre a cabeça e um sorriso de invejar atores famosos.  

- Muito prazer, meu nome é Murana (ムラナ). Eu vou ser a Jacohranger púrpura. Sou a irmã mais velha da Paty.

Era uma jovem que, mesmo sem fazer esforço para ficar bonita, conseguia impressionar pela beleza. Vestia trajes femininos de bom gosto, porém discretos. Seu tom de voz era tão firme quanto seu aperto de mão.

- Bem, os cinco já estão apresentados – o Mestre Jacoh começou – Espero que se entendam bem, porque precisarão de muita união para subjugar os inimigos que irão nos atacar.
- Por falar nisso, Mestre, pode nos contar mais sobre esse tal Império Akkuma? – pediu Murana.
- São seres terríveis. Não se sabe exatamente até onde pode ir o poder deles, mas o que eles já demonstraram é suficiente para crer que não possam ser detidos. Planetas distantes, dotados de grandes poderes defensivos foram dizimados por eles sem grande esforço. Se pudermos derrotá-los, estaremos prestando um grande favor ao universo.
- Estou ficando com medo, Mestre! – era Daira – Se eles são tão terríveis, como poderemos detê-los?
- Chegou a hora de contar a vocês a parte mais importante desta história...

***

A lenda era antiga, mas comprovadamente verdadeira. Falava sobre a existência de um poder misterioso, oculto nas profundezas do planeta Terra. Uma força sobrenatural de origem controversa, que o próprio mundo liberaria a pessoas escolhidas para evitar catástrofes.
Isso levantou teorias de que a própria Terra fosse uma criatura senciente, uma entidade orgânica, ou algo do gênero. Uma discussão irrelevante, pois o principal problema sempre foi entender aquela energia misteriosa e como usá-la de maneira a proteger o planeta quando fosse necessário.
Mestre Jacoh havia aprendido, recentemente, todos os segredos daquele poder, além das forças corretas de canalizá-lo. A pessoa que o ensinou fora o mais competente pesquisador da área, mas foi covardemente assassinada por enviados do Império Akkuma. Restou ao mestre tomar a frente na defesa da Terra, recrutando novos jovens para serem heróis.

- E por que logo nós fomos os escolhidos? – perguntou Murana.
- A escolha não foi minha – o Mestre respondeu – A decisão partiu dessa própria força misteriosa. Considerem-se privilegiados.
- Eu estou preparado! – Chairo bradou.
- E se nós não formos capazes? – Daira parecia assustada.
- Não se preocupe! – Shira pôs a mão no ombro da nova colega – Os Jacohrangers anteriores também foram pegos de surpresa quando escolhidos. Tiveram dificuldades, é bem verdade, mas, mesmo assim, deram conta do recado. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo conosco.

Mestre Jacoh entregou a cada um deles um anel com uma diminuta jóia incrustada. Eles continham a capacidade de convocar e manipular a força misteriosa, permitindo que se transformassem em Jacohrangers.

- As habilidades que possuem vocês mesmos descobrirão aos poucos. Assim como não é possível até onde vai a força do inimigo, também não temos como saber até onde pode ir nossa força.
- Isso me assusta, Mestre! – era novamente Daira.
- Confesso que também me assusta – ele respondeu – É por isso que devemos unir nossas forças e sermos o mais corajosos que pudermos.

Todos anuíram com um leve movimento da cabeça. Já estavam quase se preparando para o primeiro pernoite na base subterrânea, quando um estranho alarme soou. Brazilian Tokyo estava sob ataque do Império Akkuma.

***

Eram seres horríveis. Pareciam lagartos de quase dois metros de altura, salivando ácido e agredindo pessoas inocentes com garras e caudas. Os transeuntes corriam desesperadamente, vendo na chegada de duas viaturas da polícia uma esperança.
Os homens da lei desceram de seus carros e dispararam várias vezes contra os estranhos invasores, sem qualquer sucesso. Viram as criaturas se virarem em suas direções e gritaram de pavor. Seguiram atirando, porém novamente sem nada conseguir.
Quando parecia que surgiriam as primeiras vítimas, um grito feminino autoritário deteve as criaturas.

- Não se atrevam a machucar ninguém! – era Daira.

Junto dela, mais quatro jovens guerreiros. Destransformados ainda, mas já munidos com a coragem necessária para poderem ser considerados uma nova geração de heróis.

Eram os novos Jacohrangers.
つづく 
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Enfim, os heróis têm o primeiro encontro com as forças do Império Akkuma. Serão os inimigos tão terríveis assim? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 02 – A PRIMEIRA BATALHA

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