Jacohrangers

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domingo, 9 de junho de 2013

EPISÓDIO 50 - ENFIM, A VITÓRIA! MUITO OBRIGADO, JACOHRANGERS!


EPISÓDIO 50 – ENFIM, A VITÓRIA! MUITO OBRIGADO, JACOHRANGERS!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- JAPA MOSTRA SEU VALOR, AO POSSIBILITAR QUE O ROBÔ RESERVA VOLTE AO CONTROLE DOS JACOHRANGERS.
- A TERRA CORRE O RISCO DE SER DESTRUÍDA PELO ATAQUE DEFINITVO DO IMPERADOR KRAR, QUE ABSORVEU A ESSÊNCIA DO RECÉM-DESTRUÍDO MONSTRO KRORVIGÉSIMO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

As energias se chocaram com violência, fazendo estremecer não apenas as ruínas de Cidadopolislândia, mas todo o seu entorno. O estado do Mato Grosso do Oeste corria o risco de ser extinto.

- Coragem, Japa! – gritou João.
- Lembre-se dos ensinamentos que lhe transmiti, Japa! – gritou Ruivão.
- Eu confio em você, Japa! – gritou Negão.
- Acabe com ele, Japa! – gritou Polaco.
- Sirva para alguma coisa ao menos uma vez na vida, Japa! – gritou Paty.

O herói azul apertou com mais força os botões, mesmo sabendo que aquilo não iria interferir em nada no poder do ataque do Robô Supremo. O Imperador Krar franzia o cenho e parecia um grande esforço físico.
Havia por parte dos Jacohrangers um temor de que a explosão pudesse realmente destruir a terra. Eles confiavam no poder de seu robô para derrotar o vilão maldito, mas tinham medo das conseqüências que a vitória poderia trazer.
Foi então que uma explosão gigantesca arrasou o que restava de Cidadopolislândia e das cidades adjacentes. Não restara nada do Mato Grosso do Oeste. O Brasil voltava a ter apenas 26 estados. Mas a poeira demorava demais para deixar. Não era possível ainda saber quem tinha vencido a batalha.

***

Os Jacohrangers tinham vencido. O Imperador Krar tinha virado poeira cósmica, bem como seu império maligno e todas as suas ambições perversas. O planeta terra e o Brasil estavam salvos. Chegava então um dos momentos mais difíceis e dolorosos: mensurar os estragos, lamentar pelos mortos e reconstruir o que sobrara do estado do Mato Grosso do Oeste.
A fusão entre os robôs havia se desfeito. O Gigante Guerreiro Jacohlossal estava completamente fora de ação, inutilizado. Levaria anos para ser restaurado e voltar a ter condições de combater. O Robô Reserva havia voltado ao formato de celular ultra-tecnológico, mas seu chip principal estava queimado e só poderia ser substituído por outro que custava alguns milhões de reais.
Os Jacohrangers haviam sobrevivido. Todos eles. Encontravam-se feridos e destransformados. A misteriosa energia que lhes permitia “jacohmbater o mal” parecia ter sumido. Não era possível precisar se aquilo poderia ser revertido. Os seis heróis talvez não fossem mais heróis.

Mas a missão deles estava cumprida.

***

Os heróis se separaram. Era natural, pois teriam que ir morar em lugares diferentes, já que nada restara de Cidadopolislândia e do estado do Mato Grosso do Oeste. A despedida foi difícil, mas rápida. Cada um ficou com o número, o e-mail e o facebook dos demais. Assim, não perderiam contato.
Também prometeram não usar novamente seus poderes, a menos que fosse extremamente necessário. Naturalmente, apenas se eles conseguissem acionar novamente seus poderes de Jacohrangers, algo que ainda não estava confirmado.
O único que se afastou dos amigos sem a sensação de missão cumprida foi o Mestre Jacoh. Ele parecia ainda ter uma jornada para iniciar.

***

Ruivão passou a não ter mais residência fixa. Começou a viajar pelo Brasil e pelo mundo, participar de encontros com grandes lideranças mundiais, ministrar palestras e encabeçar conferências que contavam com a presença dos grandes gênios de nosso planeta.
Tudo porque, contrariando todas as expectativas e todas as leis do bom senso, Ruivão havia ganhado o Prêmio Nobel da Filosofia. Agora ele era um conceituado estudioso, pensador e filósofo. Reconhecido, admirado e invejado. A vitoriosa teoria que lhe concedeu a conquista foi: “E o aquecimento global? É o mundo, lá fora, que está ficando quente? Ou são nossos corações, aqui dentro, que estão ficando frios?”
Apesar disso, ele seguia vestindo-se mal. Em verdade, nem era justo chamar aqueles trapos rasurados, mal-cheirosos e cobertos de poeira de “roupas”. O cabelo era quase tão sujo quanto um aterro sanitário, os dentes tinham mais restos de comida que uma lata de lixo de restaurante.
Ainda assim, Ruivão era feliz. Tinha alcançado seu objetivo. Mudaria o mundo graças a seus conhecimentos, opiniões, pontos de vistas polêmicos e teorias descabidas. Contribuiria para a construção de uma terra melhor, mesmo sem ser mais um Jacohranger.

***

Negão também passou a viajar pelo país e pelo mundo. Não por ter conseguido reconhecimento, admiração, uma legião de fãs, ou por qualquer motivo que pudesse merecer o respeito das pessoas. As viagens constantes eram exigências de sua nova profissão.
O ex-Jacohranger preto tornara um “garoto de programa”. Muito requisitado, diga-se de passagem. Tanto, que chegava ao ponto de atender clientes (em geral, velhas carcomidas, frígidas e encarquilhadas, incapazes de conseguir qualquer tipo relacionamento afetivo sem desembolsar generosas quantias em troca) em diversos pontos do país.
A vida de conquistador barato dera lugar à postura de um sóbrio profissional comprometido em minimizar a carência afetiva de senhoras “quarentonas” que ainda suspiravam ao ver seus pôsteres do Roberto Carlos na parede.
Apesar de não ter mais reconhecimento, admiração, respeito, nem dignidade, Negão estava feliz. Dedicava-se inteiramente ao sexo oposto, era bem remunerado para executar seu serviço e ainda tinha a opção de se embriagar violentamente antes de atender clientes particularmente feias.

Ele voltou a se sentir útil à humanidade, mesmo não sendo mais um Jacohranger.

***

Japa ganhou na loteria. Quando ele comentou com seus colegas, pouco antes da batalha final com o Império Krar, que tinha feito uma aposta, havia sido totalmente ignorado. Até receber a informação que ganhara sozinho o prêmio acumulado de oitocentos e vinte e nove milhões de reais.
Para sua surpresa, a primeira pessoa a ir visitá-lo, foi Paty.

- Japa, meu lindo, espero que não tenha interpretado mal minhas palavras quando conversarmos sobre os seus sentimentos. Na verdade, acho que você era a pessoa certa no momento errado. O problema não era você; era eu. Hoje, percebo que você amadurecer muito, tem objetivos, uma perspectiva de vida. Enfim, tem algo a oferecer a uma mulher. Talvez antes eu visse você como um garoto, mas hoje eu vejo você como um homem.

“Como o meu homem”.

Naturalmente, Japa a desprezou, mesmo após a garota ter dito que havia deixado tudo que tinha para trás, apenas para ficar para sempre com ele. O ex-Jacohranger azul decidiu aceitá-la como uma espécie de “escrava”, garantindo a ela ao menos pão, água, esmaltes, uma cama para dormir e uma lista infindável de trabalhos pesados a realizar na multinacional dele.

***

João mudou-se para o Japão. Visitou a lendária “pedreira da Toei Animation”, visitou a Torre de Tóquio (e chorou ao se lembrar do episódio 13 dos Cybercops) e participou como figurante de uma das cenas de ação de Kyouryuger.
Decidiu viver o restante de sua vida como um solitário apreciador de tokusatsus e quase foi convidado para aparecer na segunda temporada de Akibaranger, mas foi considerado feio demais para o papel.

E foi feliz, mesmo não sendo mais um Jacohranger.

***

Mestre Jacoh partiu em uma jornada misteriosa. Nada falou, nada comentou (até por não ter COM QUEM falar ou comentar). Parecia estar recrutando jovens para uma nova missão. Um novo começo. Um novo desafio.

Uma nova ameaça estava por vir.

おわり

NO PRÓXIMO DOMINGO:


O início da segunda temporada dos Jacohrangers! Novas aventuras, novos personagens, novos vilões. Não percam.

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