Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 25 de agosto de 2013

EPISÓDIO 11 - PELA TERRA, A LUTA CONTINUARÁ



EPISÓDIO 11 – PELA TERRA, A LUTA CONTINUARÁ
EPISODE 11 FOR THE EARTH, THE FIGHT WILL CONTINUE
挿話十一 地球のためにたたかいは続ける
 
NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- A TRÁGICA MORTE DE SHIRA DESPERTA NOS JACOHRANGERS UMA FÚRIA INCONTROLÁVEL, QUE TAMBÉM AUMENTA SEUS PODERES INFINITAMENTE.
- MESMO COM A FORÇA INCRIVELMENTE AMPLIADA, OS HERÓIS TÊM DIFICULDADES PARA DERROTAR O “FLAGELO DO UNIVERSO”, QUE ACABOU RECUANDO POR ORDEM DE SEU IMPERADOR.

O QUE IRÁ ACONTECER?

A dor era muito intensa. Polaco, ex-Jacohranger amarelo, irmão de Shira, chorava. Seus pais e alguns familiares também. A geração atual de heróis lamentava e se sentia culpada. Mestre Jacoh não tinha forças para encarar ninguém nos olhos.

- Quantas famílias não passaram ou passarão por algo parecido por culpa do maldito Império Akkuma? – Murana perguntava a si mesma – O que acontecerá com esta terra se falharmos?

Chairo enlouquecia só de pensar na possibilidade de sua amada Aline também falecer nas mãos da maldita Ghitta. Seria uma dor que ele, definitivamente, não suportaria. Daira procurava apoiá-lo, pois sabia que o Jacohranger marrom sofria terrivelmente em silêncio.
Havia uma outra situação: quem assumiria a liderança do grupo após o falecimento de Shira? A Jacohranger branca tinha assumido o comando meio que naturalmente, graças à sua postura cheia de atitude e iniciativa, e jamais havia sido questionada. Alguém teria que substituí-la. E pelo olhar de tristeza de todos, ninguém se sentia ainda preparado para fazê-lo.
O momento da despedida final de Shira foi emocionante. Todos choraram copiosamente ao abraçar o caixão e dar seu último adeus àquela que, mais que a Jacohranger branca, tinha sido amiga, irmã, filha. Tinha sido um ser humano, com sonhos, esperanças, objetivos e um belo futuro pela frente. Um futuro que lhe fora arrancado violentamente pelo demoníaco Império Akkuma.
Com lágrimas a queimar o rosto, cada um dos Jacohrangers presente jurou que aqueles desgraçados pagariam por aquilo.

Os culpados seriam punidos.

***

Mestre Jacoh deu dois dias de folga para os jovens. Pediu a eles que fossem se divertir, passear, visitar familiares. Enfim, tentar não pensar nas desgraças recentes. O mestre acreditava que não ocorreriam ataques durante aquele curto período e, se houvesse, ele teria como contatar todos imediatamente.
O único que se recusou a abandonar o quartel-general foi Chairo. Ele não conseguia parar de pensar em Aline e passou os dois dias pensando incessantemente em formas de resgatá-la. Também lhe passava pela cabeça a possibilidade de assumir a liderança do grupo, pois tivera a impressão de que o Mestre Jacoh tinha esta vontade.
Os outros três até tentaram, mas não conseguiram parar de pensar no maldito Império Akkuma. Todos os jornais e noticiários comentavam sobre os recentes ataques dos invasores. Era possível notar nas ruas que o policiamento tinha sido reforçado de forma impressionante. Uma aura de medo circundava a cidade.
Acabou que, em seus passeios individuais, os três acabaram se encontrando por acaso no centro de Brazilian Tokyo.

- Não consigo pensar em outra coisa – disse Murana.
- Estou com medo. Triste e com medo – respondeu Daira.

O tímido Grey nada disse, mantendo-se apenas cabisbaixo. Seus olhos lacrimejavam. Por sorte, não eram os únicos.

- Seremos capazes de vencer aqueles malditos? – novamente era Murana a quebrar o silêncio.
- Espero que sim. Mas tenho medo – Daira chorava.

Subitamente, Grey se levantou e começou a correr. Levou algum tempo até que suas duas aliadas entenderam que se tratava de um ataque. Era o maldito Império Akkuma outra vez.

- Jacoh Change! – os três gritaram enquanto corriam.

Para sua surpresa, eram apenas soldados Kardler. Vinte. Caíram rapidamente, como folhas ao vento, não oferecendo nenhuma resistência aos heróis. Os três começaram a procurar por algum monstro, ou algum membro do “Flagelo do universo”. Quem sabe Ghitta ou Rarpoth.

Mas não havia mais ninguém.

***

- Foi o quarto ataque que tinha apenas soldados Kardler nos últimos três dias – disse Chairo, após voltar de mais um combate no centro de Brazilian Tokyo.
- O que esses malditos pretendem? – Mestre Jacoh também já tinha sua paciência esgotada.
- Estão brincando conosco!

O Jacohranger marrom e seu mestre eram os mais exaltados. Os demais estavam irritados, mas ainda conseguiam manter certa tranqüilidade. Aquela seria a terceira reunião que teriam sobre o que fazer com relação a aqueles ataques. E o mais preocupante era que nenhum deles tinha idéia de como resolver tal situação.

- Nossos radares não conseguem localizar a origem da energia inimiga? – Chairo questionou – Se isto fosse possível, poderíamos encontrar a base de operações deles e realizar um ataque em massa.
- Realizar um ataque em massa? – Daira ergueu a voz – Seria suicídio.
- Alguma idéia melhor? – Chairo também se exaltou.
- Acalmem-se os dois! – Mestre Jacoh se impôs – Sendo ou não uma boa idéia, isso é impossível. A localização da base de operações do Império Akkuma é protegida por uma magia que bloqueia nossos radares.
- Voltamos à “estaca zero” – era Murana.

E assim, as horas se passaram, sem que muita coisa fosse resolvida.

***

- Mande mais soldados Kardler – era o Imperador – Desta vez, mande duzentos.

A ordem foi prontamente obedecida, mas ainda havia muita dúvida sobre o motivo de tudo aquilo. O que pretendia o Imperador com aqueles ataques inofensivos? Por que não exterminar de uma vez os heróis com um ataque em massa? Ghitta jamais teria a ousadia de perguntar.
No entanto, foi Rarpoth quem veio a ela com a mesma dúvida. Ambos se afastaram de seus aliados e, em uma clareira distante, puderam debater com calma sobre o assunto.

- Só posso pensar que a intenção seja poupar nossas forças para um ataque maior que nosso Imperador planeja lançar no futuro – era o feiticeiro.
- Ou então, ele quer testar a força dos heróis.
- Não! Isso já foi feito. Já sabemos até onde vão as capacidades deles.
- Então, talvez, nosso Imperador queria cansá-los.
- Isso já é mais provável, mas ainda assim não acredito que seja apenas isso.

Os dois confabularam mais, até serem interrompidos pelo “flagelo do universo”.

- Apenas obedeçam nosso Imperador! – disse Aramuki – Não tenham a presunção de querer entender seus planos ou suas motivações. No momento oportuno, tudo ficará claro.
- É verdade que foi descoberta a existência de um planeta cujo poder de defesa é maior que o deste aqui? – Rarpoth perguntou.
- Então é isso? – era Ghitta – Estamos poupando nossos recursos para uma batalha maior que ainda virá?
- Não é nada disso! – gritou Misudan – Já dissemos para não tentarem adivinhar as coisas. Apenas obedeçam as ordens do Imperador.

A conversa acabou se encerrando. Rarpoth meditou muito sobre aquilo. Não demorou a chegarem as notícias de que os duzentos Kardler tinham sido vencidos facilmente pelos Jacohrangers.

“Obedecer as ordens do Imperador”.

***

- Uma mensagem codificada para você, Chairo! – Daira avisou o amigo – É Ghitta dizendo pretender matar Aline.
 つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers enfrentam mais uma emboscada organizada por Ghitta. Chairo a desafia para a batalha derradeira. Quem vencerá? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 12 – CHAIRO CONTRA GHITTA

domingo, 18 de agosto de 2013

EPISÓDIO 10 - A VINGANÇA DOS HERÓIS




EPISÓDIO 10 – A VINGANÇA DOS HERÓIS
EPISODE 10 HEROES' VENGEANCE
挿話 – 英雄の復讐  

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O IMPÉRIO AKKUMA LANÇA MAIS UM ATAQUE DECISIVO. COM MUITO ESFORÇO, OS HERÓIS CONSEGUEM DESTRUIR O MONSTRO TOKAGE.
- ENTRETANTO, A FORÇA DOS INIMIGOS É MUITO SUPERIOR À DOS JACOHRANGERS E DURANTE O CONFLITO SHIRA ACABA SENDO ASSASSINADA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O chão estava cheio de uma mistura sangue e lágrimas. Os corações estavam repletos de um misto de tristeza e ódio. Desde que se tornaram Jacohrangers, tinham consciência de que suas vidas corriam perigo. Sabiam que a morte poderia visitá-los a qualquer instante. Mas, no fundo, jamais esperavam que tal desgraça viesse.
Grey, o herói cinza, o mais tímido de todos, levantou-se. Os olhos faiscavam ódio e violência. Era quase possível ver uma aura acinzentada rodeando seu corpo. Ele deu alguns passos, fazendo parecer que iria até onde os vilões contemplavam tudo. A aura cinza se mostrou verdadeira, como se tivessem sido trazidas à tona as mais intensas emoções e sentimentos dos Jacohrangers.
Murana, igualmente tomada pela ira, levantou-se, o corpo circundado por uma aura arroxeada. Ficou claro que o mesmo aconteceria com os demais heróis e, de fato, aquilo aconteceu. Os quatro Jacohrangers emitiam uma intensa aura. O choque pela morte de Shira parecia ter despertado neles um poder oculto imenso.

O sorriso desapareceu do rosto de Ghitta.

- Jacoh Change!

Os quatro ignoravam os ferimentos anteriores. As dores que limitavam os movimentos de seus músculos. O temor pela força terrível dos inimigos. Tudo ficava para trás. Nada mais importava. A energia que os dominou se mostrava superior a tudo aquilo.
A lucidez dos heróis também parecia comprometida. Os quatro caminhavam em direção ao assassino Garak como cães selvagens que rodeiam sua presa. Os demais vilões foram simplesmente deixados de lado. O flagelo do universo sorriu em aprovação, como que aceitando o desafio de combater sozinho os Jacohrangers. Os outros entenderam aquilo e deram espaço.

Os quatro teriam sua vingança.

***

A Jacohranger laranja desferiu um soco tão veloz que seu oponente só o notou quando sentiu sua mandíbula disforme doer. Dois chutes em sua nuca o teriam derrubado, mas ele resistiu, caindo apenas quando a espada do herói marrom talhou seu ombro. A guerreira púrpura tentou estocar sua lâmina no abdômen monstruoso, sem sucesso.
Garak foi ao chão, levantando-se na seqüência, com grande agilidade. Novos ataques vieram e mesmo lutando no limite de suas forças, ele não conseguiu evitar ser ferido várias vezes, indo de encontro ao chão novamente e com mais violência.
Seus olhos brilharam e daquela luz surgiram raios lançados em múltiplas direções, dos quais os Jacohrangers se esquivaram sem grande esforço. Garak então se concentrou e seu corpo sofreu uma rápida metamorfose, adquirindo traços cada vez mais bestiais e uma força física aparentemente maior. Suas garras foram velozmente em direção ao peito de Chairo, que aparou o ataque com sua espada.
Rapidamente, Daira rasgou as costas do inimigo com sua lâmina e o atingiu ainda mais duas vezes.

- Malditos! Isso não pode estar acontecendo.

Era como se a ira dos heróis tivesse lhe conferido um poder invencível. A origem daquela força era totalmente desconhecida, mas aquele não era o momento de entender o que acontecia, e sim de vencer a luta. Misudan e Aramuki observavam aquilo atentamente. Seus semblantes eram insondáveis. Ghitta e Rarpoth dariam qualquer coisa para saber o que eles estavam achando daquilo tudo.

- Não pretendem ajudar seu companheiro? – Rarpoth lhes perguntou. Não houve resposta.

E a batalha seguia furiosa. Garak recorreu à sua velocidade sobre-humana para conseguir atacar e se defender de todos os Jacohrangers ao mesmo tempo. Quatro espadas rasgaram sua pele antes que ele conseguisse bloqueá-las. Dois disparos de pistolas atingiram suas costas. Ele optou por baforejar fogo no herói marrom que estava a poucos centímetros dele, mas Chairo conseguiu se desviar a tempo.
As quatro pistolas foram combinadas em um tiro devastador, mas Garak conseguiu resistir. O vilão já sentia suas forças se esvaindo e seus ferimentos indo além do que podia suportar.

- É agora! – gritou Chairo – Vamos usar o Jacó Cannon.
- Não vamos permitir! – bradou uma voz maligna.

Misudan e Aramuki se interpuseram entre Garak e os heróis. Os quatro Jacohrangers não demonstravam cansaço, tampouco suas forças recém-adquiridas pareciam ter diminuído. Lutavam movidos por uma fúria que duraria por um bom tempo ainda.

- Lutarão conosco.
- Contra todos nós. E entenderão porque somos conhecidos como “O Flagelo do universo”.

Nenhum Jacohranger se intimidou com aquelas palavras.

- E vocês vão conhecer a força da justiça.
- Vão entender que não podem e não irão sacrificar vidas humanas.
- Vão se arrepender de terem vindo atacar nosso planeta.
- Vão conhecer a verdadeira força dos Jacohrangers.

Em uma batalha terrível, sem precedentes, teve início.

***

Maior do que a dor, era a culpa. Mestre Jacoh se sentia responsável. Uma heroína morrera. Alguém que entrara naquela batalha por ter sido convocada por ele. A responsabilidade por protegê-la era dele. E ele havia falhado.
Por outro lado, o despertar das novas energias dos Jacohrangers era uma surpresa impressionante. Aquilo representava o renascimento das esperanças. Começava a surgir uma chance, ainda que remota, de derrotarem o Império Akkuma.

- Perdoe-me, Shira! Espero que, lá do céu, você possa me perdoar.

***

- Vamos!

Espadas e pistolas atacavam em harmonia selvagem. Como se os heróis tivessem treinados juntos e ensaiados seus movimentos há anos, os golpes eram estrategicamente desferidos. Ao mesmo tempo, eram carregados de uma cólera incomum para heróis. Eles realmente queriam assassinar seus inimigos.

- Malditos! – Chairo era o mais irritado.

Mas o “flagelo do universo” era poderosíssimo. Também batalhavam em conjunto, também tinham um “entrosamento” no momento de lutar. Defendiam-se com maestria, evitando a maioria dos ataques de que eram alvo.

- Não perderemos para vocês.
- Perderão sim! – o Jacohranger marrom gritou.

E a lâmina do herói talhou violentamente o braço esquerdo de Garak, arrancando-o. O membro decepado foi ao chão, contorcendo-se e depois se derretendo em uma repugnante poça de gosma azulada.
Então, subitamente, um campo de força circundou o “flagelo do universo”. Era uma magia de Rarpoth. Um brilho repentino surgiu, e todos desapareceram. Nenhum vilão permaneceu lá.

- Covardes malditos! – todos os heróis berraram quase ao mesmo tempo.

***

- Por quê? – o tom de voz de Misudan era monocórdio.
- Ordens de nosso Imperador – a resposta foi igualmente seca.
- Explique-se, feiticeiro! – era Aramuki.
- O ódio dos heróis estava os tornando cada vez mais poderosos. A força deles vinha daquele imenso ódio. Se continuassem lutando, logo eles despertariam um poder quase infinito. Voltaremos a atacar daqui a alguns dias, quando eles estiverem emocionalmente mais calmos.

A explicação não satisfez o “flagelo do universo”, mas eles sabiam que, mais do que uma justificativa, tratava-se de uma ordem de seu Imperador. Obedeceram em silêncio.

- Isso terá que ser revisto em algum momento.

***

Aos Jacohrangers restava a triste missão de enterrar Shira e chorar sua perda.
つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A tristeza é terrível, mas os heróis precisam seguir lutando. O que o Império Akkuma pretende com ataques despretensiosos de alguns poucos soldados Kardler? E o que será dos Jacohrangers agora que ficaram reduzidos apenas a quatro guerreiros? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 11 – PELA TERRA, A LUTA CONTINUARÁ!

domingo, 11 de agosto de 2013

EPISÓDIO 09 - A MORTE ATINGE OS JACOHRANGERS



 EPISÓDIO 09 – A MORTE ATINGE OS JACOHRANGERS
EPISODE 09 DEATH HITS JACOHRANGERS
 挿話 死はジャを打つ

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O IMPÉRIO AKKUMA LANÇA UM ATAQUE DEVASTADOR CONTRA BRAZILIAN TOKYO, OBRIGANDO OS JACOHRANGERS A TRAVAREM UMA DESESPERADA BATALHA DE VIDA OU MORTE.
- OS HERÓIS NÃO POSSUEM PODER SUFICIENTE PARA DERROTAR OS VILÕES: MESMO USANDO O JACÓ CANNON TRÊS VEZES, ELES NÃO CONSEGUEM DESTRUIR GARAK.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Curativos eram improvisados às pressas. Pomadas e pós cicatrizantes eram usados em grandes quantidades. Gemidos de dor e lamentação eram constantes, bem como expressões de desânimo e impotência. Daira chegou a derramar lágrimas quando tentou estancar um ferimento em seu ombro.
O que mais angustiava os Jacohrangers era o silêncio do Mestre Jacoh. Ele nada dizia, tampouco revelava em que pensava através do semblante. Shira já tencionava perguntar a ele o que fariam, quando sentiu uma forte tontura ao se levantar. Precisou sentar de novo. Os outros foram acudí-la, mesmo nenhum deles estando muito melhor que ela.

- Vocês precisam descansar.

Era o Mestre Jacoh com um tom seco e monocórdio. Foram suas primeiras palavras desde que retornaram a sua base de operações. Era nítida a preocupação dele com os heróis. Ninguém tinha forças para uma nova batalha, mas também não tinham tempo para dedicarem a uma recuperação plena. Até mesmo discutir parecia cansativo.
Os heróis dirigiram-se a seus quartos, repousando tão curados quanto possível. Poucas palavras foram trocadas entre eles. Sabiam que tinham falhado e não queriam mais falar sobre aquilo. Dormiram, sem saber o que os aguardava.

***

Todos acordaram assustados. Era o maldito alarme, sempre trazendo más notícias. E em horários difíceis. Quando os cinco chegaram ao monitor principal, já vestidos e razoavelmente preparados, já sabiam o que os aguardava: o maldito Império Akkuma iniciara um novo ataque.

Malditos! – gritou Shira.

Nenhum deles tinha se recuperado completamente. Longe disto, na verdade. Grey e Daira manquitolavam. Um corte no supercílio de Murana insistia em se abrir, mesmo com um curativo sobre ele. Mestre Jacoh sabia que não era recomendável que eles se envolvessem em uma batalha de vida ou morte estando naquelas condições, mas Brazilian Tokyo não podia esperar.

- Jacoh Change! – todos gritaram em uníssono.
- Boa sorte! – o velho mestre disse, sabendo que apenas sorte não seria suficiente para que eles fossem bem-sucedidos.

Seria necessário um milagre.

***

Os cinco estavam lá. Contra eles, o monstro Tokage, Rarpoth, Ghitta, Misudan, Garak e Aramuki. Não houve bravatas, ameaças, nem palavras vazias a serem lançadas ao vento. Havia apenas a certeza de que aquela seria a batalha final.
Os Jacohrangers sabiam. Desta vez, ninguém recuaria. O Mestre Jacoh não viria resgatá-los com nenhum jato. Não surgiria nenhum tipo de auxílio externo. Ou venceriam com suas próprias forças, ou morreriam tentando. E que Brazilian Tokyo e toda a Terra os perdoassem caso não conseguissem triunfar.
Aramuki moveu-se em uma velocidade incomparável e golpeou Grey, o Jacohranger cinza. Antes que o jovem se levantasse, e antes que seus colegas viessem em seu auxílio, Garak o atingiu com disparos de energia, enquanto um brilho negro envolveu o corpo do herói, sugando-lhe as poucas forças que tinha.
Ghitta interceptou os outros quatro heróis. Incontáveis soldados Kardler também os cercaram, não permitindo que fossem ajudar seu amigo. Com pressa e certo desespero, Murana e Daira focaram seus golpes nos Kardler, derrotando-os pouco a pouco. Shira e Chairo tomaram a dianteira, atacando Ghitta, que foi surpreendida pela ofensiva inimiga e pediu ajuda ao monstro Tokage.
Os soldados caíram, e logo os quatro Jacohrangers combatiam Ghitta e Tokage. Eles improvisaram uma versão reduzida do Jacó Cannon, com menos poder, e feriram gravemente o monstro. A guerreira maligna revidou com raios e golpes poderosos, derrubando Murana. Chairo fez o possível para deter a vilã, dando a Shira o tempo necessário para combater Tokage. Daira ajudava o herói marrom.
A Jacohranger branca abriu vários talhos na couraça do monstro, estocando-o furiosamente com sua espada. Quando Tokage já estava próximo do fim, usou sua pistola desferir o golpe final. Ele tombou sem vida. Restavam apenas Ghitta, Rarpoth e os três “Flagelos do Universo”.

***

O corpo de Grey, o Jacohranger cinza, foi arremessado e chocou-se contra um muro. A heroína branca correu para acudi-lo. Estava desacordado, porém vivo. Sem escolha, o deixou desmaiado. Com a força que ainda tinha, voltou a combater.
Murana e Daira eram massacradas por Misudan. Em dado momento, ambas acharam que não seriam capazes de se manterem transformadas, mas recusavam-se a se render. Seguiam tentando se defender da forma que podiam.
A magia negra de Rarpoth imobilizava Chairo, que era massacrado por Ghitta. A vilã rasgava a armadura do Jacohranger marrom com suas garras, deixando ferimentos profundos no corpo do herói.

- Onde está Aline, sua desgraçada? O que fez com ela? – ele vociferava.
- Ela está sendo muito bem cuidada – ela ironizava – Não se preocupe.

Mas mesmo com o ódio do Jacohranger marrom se transformando em força, ele não conseguia se libertar da paralisia e seguia sendo golpeado. Talhos foram abertos em várias partes de seu corpo. Ele começou a gritar de tanta dor.
Shira lutava contra Aramuki e Garak ao mesmo tempo. Não conseguia atingí-los, e ainda recebia golpes poderosos. Sua armadura estava quase desaparecendo. Era difícil se manter transformada. Os ataques vinham com ferocidade. Vinham com fúria assassina. Os inimigos não tinham piedade.
Murana fez o possível para distrair Misudan, enquanto Daira atirava com sua pistola em Aramuki. Aquilo permitiu que a Jacohranger branca se recompusesse e ganhasse alguns poucos instantes de fôlego. Os ataques recomeçaram, mas agora a Jacohranger laranja combatia Aramuki, e Shira combatia Garak.
Aquilo não bastou. Mesmo lutando individualmente, todos os heróis estavam levando a pior. Grey recobrou a consciência e fez o possível para combater Rarpoth, deixando Chairo enfrentando apenas Ghitta. Ainda assim, o panorama parecia não mudar. Os cinco Jacohrangers iriam perder.

***

Não estavam mais transformados.

- Jacoh Change! – gritaram todos ao mesmo tempo.

Mas não tinham mais energia para voltarem ao combate. Os cinco caminhavam para trás, como presas acuadas por seus predadores. Em questões de segundos, morreriam. E a Terra, cedo ou tarde, seria destruída.

Então, um dos vilões desferiu o primeiro dos golpes fatais.

As garras de Garak perfuraram o coração de Shira, a Jacohranger branca. Houve um grito de desespero compartilhado pelos outro quatro heróis. Mesmo mancando e com as pernas seriamente feridas, todos correram até sua amiga, sob os olhares jocosos dos vilões. Ajoelharam-se sobre o corpo caído dela.

- Não deixem... – ela falava com dificuldade – o Império Akkuma vencer. Lutem até o fim... Protejam quem vocês amam... Protejam a Terra... Por favor... Protejam...

E Shira, a Jacohranger branca, morreu!

- Não! – todos gritaram.

As lágrimas que brotaram foram tão imediatas, que foi difícil dizer quem começou a chorar primeiro. Os quatro se abraçaram, feridos, chamando pela amiga, implorando a ela que voltasse e que não os abandonasse. Em vão. Chagaram a soluçar, nem se importando mais com a presença dos inimigos e com a morte quase certa que os aguardava.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:
つづく
A fúria dos Jacohrangers desperta neles um poder desconhecido, capaz de lhes dar alguma esperança. Ainda assim, o poder dos inimigos é terrível. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 10 – A VINGANÇA DOS HERÓIS   

domingo, 4 de agosto de 2013

EPISÓDIO 08 - A GRANDE CRISE



 EPISÓDIO 08 – A GRANDE CRISE
EPISODE 08 THE GREAT CRISIS
挿話危機



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O LÍDER SUPREMO DO IMPÉRIO AKKUMA, O ASSUSTADOR IMPERADOR GOUKI, FINALMENTE CHEGA A TERRA, TRAZENDO COM ELE TRÊS GUERREIROS DE ELITE CONHECIDOS COMO “O FLAGELO DO UNIVERSO”.
- DE POSSE DAS INFORMAÇÕES SOBRE OS JACOHRANGERS, O MONARCA ALIENÍGENA ORDENA UM ATAQUE EM MASSA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Mestre Jacoh acordou assustado e suado. Só quando abriu os olhos e acendeu a luz de seu quarto é que percebeu que todos os cinco heróis estavam parados próximos à porta.

- Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou.
- É um pouco difícil dormir com tantos gritos de desespero – Shira sorriu.
- Teve um pesadelo, Mestre? – perguntou Daira.

Jacoh se levantou lentamente. Não queria revelar a eles com o que tinha sonhado. Ninguém mais conseguiria dormir tranqüilamente se recebesse aquela notícia. Na verdade, se aquilo fosse confirmado, talvez os Jacohrangers não tivessem descanso nunca mais.

- Podemos voltar a tentar dormir? – era Chairo.
- Sim! – o Mestre forçou um sorriso – Claro que podem.

Os cinco estavam cansados. Haviam passado as últimas horas procurando incessantemente por Aline. Convencer Chairo a voltar para a base e dormir um pouco tinha sido difícil. E agora os pesadelos do Mestre tinham lhes trazido aquele aborrecimento.
Eles ainda não tinham entrado em seus respectivos quartos novamente, quando o alarme soou. Assustados, correram todos para frente do monitor principal, que exibia imagens terríveis.

O Império Akkuma estava atacando.

***

- Jacoh Change!

Os cinco heróis partiram. Chegaram velozmente ao centro de Brazilian Tokyo. Já havia vítimas e um revoltante rastro de destruição. Atacando covardemente as poucas pessoas que passavam pelas ruas estavam dezenas de soldados Kardler, Ghitta, um monstro novo e mais quatro indivíduos desconhecidos.
Antes que os seres anônimos se identificassem, os Jacohrangers travaram batalha contra os Kardler. A superioridade numérica daquelas criaturas não bastou para que elas triunfassem, e logo os cinco heróis tinham derrotado todas. Então, o terror começou.
Bravatas e desafios foram lançados de ambos os lados. O trio que compunha o “flagelo do universo” se identificou, bem como o enigmático Rarpoth. Os Jacohrangers também se “apresentaram”, sacaram suas armas, e uma batalha mortal teve início.
Ghitta começou a lutar contra Chairo, o Jacohranger marrom. Rarpoth enfrentava Murana, a Jacohranger púrpura. Misudan batalhava contra Grey, o Jacohranger cinza. Aramuki confrontava Daira, a Jacohranger laranja. E Garak travava uma violenta batalha contra Shira, a Jacohranger branca.
Ainda havia um monstro de aparência bestial, que lembrava uma bizarra mistura de crocodilo com lagarto. Sua língua gotejava ácido e sua cauda tinha um poder de destruição terrível. Seu nome era Tokage (トカジェ). Enquanto os demais batalhavam, ele aproveitava para continuar a destruição da cidade.
Percebendo aquilo, Shira se desvencilhou de seu oponente e tentou deter o monstro, permitindo que Garak a atingisse impiedosamente por trás. A Jacohranger branca foi ao chão gritando de dor, para em seguida receber uma violenta rajada de raios que explodiram a seu redor.
Os demais heróis tentaram fazer algo parecido, abandonando momentaneamente seus oponentes e indo ajudar sua amiga, mas acabaram também sendo atacados pelas costas e se ferindo. Tokage não foi impedido, e agora os Jacohrangers estavam muito mais machucados.

A quilômetros dali, Mestre Jacoh chorava de puro desespero.

***

Cada Jacohranger começou a levar a pior na batalha individual que travava. Mesmo usando suas armas e todas as suas habilidades, não conseguiam derrotar nenhum de seus inimigos. Muito feridos, não pareciam ter nenhuma capacidade para superar seus oponentes. E nem sabiam mais onde o monstro Tokage estava.
Em dado momento, foram arremessados por seus inimigos para a mesma direção, o que os fez ficarem todos próximos uns dos outros. Surgiu então a oportunidade de tentar aquele que poderia ser o último recurso que tinham.

- Jacó Cannon.

A enorme bazuca canalizou uma quantidade absurda de energia e a disparou, mirando em Garak. Havia um temor por parte dos heróis de que o inimigo se esquivasse, pois eles só costumavam usar o Jacó Cannon em inimigos muito feridos, que não tinham mais forças para se desviar.
Aquilo não foi problema. A monstruosa onda de energia atingiu Garak em cheio, não possibilitando que ele tentasse qualquer manobra evasiva. Uma grande explosão fez subir poeira no campo de batalha. Quando todos voltaram a enxergar novamente, a constatação estarrecedora:

Garak estava completamente ileso.

***

- Vamos tentar novamente! Jacó Cannon!

Outra quantidade colossal de energia foi liberada em mais um ataque avassalador. Novamente, Garak sequer tentou se mover, permitindo que aquele poder incrível o golpeasse. Outra explosão, outra quantidade imensa de poeira cegando a todos. Outro momento de desespero quando constataram que o inimigo não tinha sido sequer arranhado.

- Mas como? – era Murana?
- Esse desgraçado é imortal? – perguntou Chairo.
- Deve haver alguma forma de vencê-lo! – gritou Daira.
- Vamos tentar de novo! – era Shira.  

Uma terceira tentativa. O mesmo esforço e o mesmo resultado. Garak ileso. Desespero. Vilões gargalhando.

- Acho que agora é a nossa vez de atacar! – bradou Misudan.

Os Jacohrangers se entreolharam. Estavam fracos e nem força para surgir tinham. Não havia mais alternativas de ataque. Perderiam. Brazilian Tokyo e toda a terra seriam destruídas.
Os violentos ataques começaram. Misudan e Garak, com sua velocidade sobre-humana massacraram Shira, Daira e Murana. Rarpoth usou de sua feitiçaria para imobilizar Chairo e Grey, tornando-os alvos fáceis para Ghitta. Os cinco estavam de tal forma feridos, que não conseguiram se manter transformados e tombaram.
Antes que recebessem os golpes finais, uma grande explosão atingiu os vilões. Eram seqüências de disparos lasers. Shira conseguiu levantar a cabeça com alguma dificuldade e um tipo de jato. Era um dos compartimentos do Densetsu Robotto que também podia ser usado individualmente.

- Mestre Jacoh!

O velho mestre desceu do jato e foi correndo amparar seus pupilos. Os vilões se afastaram, permitindo que os Jacohrangers fossem acudidos.

- Não podemos fugir – era Shira – Se fizermos isso, eles continuarão atacando a cidade.
- Não, não vão! – o Mestre Jacoh gritou.

E do jato saiu um violento raio. Os vilões sumiram, não sem antes deixarem suas gargalhadas e prometendo voltarem para o ataque final.

- Não podemos vencê-los! – disse a Jacohranger branca.
- Não podemos! – os demais fizeram coro.

Mestre Jacoh queria ter algo a lhes dizer que os fizesse se sentirem melhor, mas não encontrou palavras. Sem escolha, limitou-se a ajudá-los a subirem no jato. Regressaram para base torcendo muito para que o próximo ataque do Império Akkuma demorasse muito a acontecer.
つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O Império Akkuma lança o ataque mais violento de todos, obrigando os Jacohrangers a arriscarem suas vidas. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 09 – A MORTE ATINGE OS JACOHRANGERS