Jacohrangers

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domingo, 18 de agosto de 2013

EPISÓDIO 10 - A VINGANÇA DOS HERÓIS




EPISÓDIO 10 – A VINGANÇA DOS HERÓIS
EPISODE 10 HEROES' VENGEANCE
挿話 – 英雄の復讐  

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O IMPÉRIO AKKUMA LANÇA MAIS UM ATAQUE DECISIVO. COM MUITO ESFORÇO, OS HERÓIS CONSEGUEM DESTRUIR O MONSTRO TOKAGE.
- ENTRETANTO, A FORÇA DOS INIMIGOS É MUITO SUPERIOR À DOS JACOHRANGERS E DURANTE O CONFLITO SHIRA ACABA SENDO ASSASSINADA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O chão estava cheio de uma mistura sangue e lágrimas. Os corações estavam repletos de um misto de tristeza e ódio. Desde que se tornaram Jacohrangers, tinham consciência de que suas vidas corriam perigo. Sabiam que a morte poderia visitá-los a qualquer instante. Mas, no fundo, jamais esperavam que tal desgraça viesse.
Grey, o herói cinza, o mais tímido de todos, levantou-se. Os olhos faiscavam ódio e violência. Era quase possível ver uma aura acinzentada rodeando seu corpo. Ele deu alguns passos, fazendo parecer que iria até onde os vilões contemplavam tudo. A aura cinza se mostrou verdadeira, como se tivessem sido trazidas à tona as mais intensas emoções e sentimentos dos Jacohrangers.
Murana, igualmente tomada pela ira, levantou-se, o corpo circundado por uma aura arroxeada. Ficou claro que o mesmo aconteceria com os demais heróis e, de fato, aquilo aconteceu. Os quatro Jacohrangers emitiam uma intensa aura. O choque pela morte de Shira parecia ter despertado neles um poder oculto imenso.

O sorriso desapareceu do rosto de Ghitta.

- Jacoh Change!

Os quatro ignoravam os ferimentos anteriores. As dores que limitavam os movimentos de seus músculos. O temor pela força terrível dos inimigos. Tudo ficava para trás. Nada mais importava. A energia que os dominou se mostrava superior a tudo aquilo.
A lucidez dos heróis também parecia comprometida. Os quatro caminhavam em direção ao assassino Garak como cães selvagens que rodeiam sua presa. Os demais vilões foram simplesmente deixados de lado. O flagelo do universo sorriu em aprovação, como que aceitando o desafio de combater sozinho os Jacohrangers. Os outros entenderam aquilo e deram espaço.

Os quatro teriam sua vingança.

***

A Jacohranger laranja desferiu um soco tão veloz que seu oponente só o notou quando sentiu sua mandíbula disforme doer. Dois chutes em sua nuca o teriam derrubado, mas ele resistiu, caindo apenas quando a espada do herói marrom talhou seu ombro. A guerreira púrpura tentou estocar sua lâmina no abdômen monstruoso, sem sucesso.
Garak foi ao chão, levantando-se na seqüência, com grande agilidade. Novos ataques vieram e mesmo lutando no limite de suas forças, ele não conseguiu evitar ser ferido várias vezes, indo de encontro ao chão novamente e com mais violência.
Seus olhos brilharam e daquela luz surgiram raios lançados em múltiplas direções, dos quais os Jacohrangers se esquivaram sem grande esforço. Garak então se concentrou e seu corpo sofreu uma rápida metamorfose, adquirindo traços cada vez mais bestiais e uma força física aparentemente maior. Suas garras foram velozmente em direção ao peito de Chairo, que aparou o ataque com sua espada.
Rapidamente, Daira rasgou as costas do inimigo com sua lâmina e o atingiu ainda mais duas vezes.

- Malditos! Isso não pode estar acontecendo.

Era como se a ira dos heróis tivesse lhe conferido um poder invencível. A origem daquela força era totalmente desconhecida, mas aquele não era o momento de entender o que acontecia, e sim de vencer a luta. Misudan e Aramuki observavam aquilo atentamente. Seus semblantes eram insondáveis. Ghitta e Rarpoth dariam qualquer coisa para saber o que eles estavam achando daquilo tudo.

- Não pretendem ajudar seu companheiro? – Rarpoth lhes perguntou. Não houve resposta.

E a batalha seguia furiosa. Garak recorreu à sua velocidade sobre-humana para conseguir atacar e se defender de todos os Jacohrangers ao mesmo tempo. Quatro espadas rasgaram sua pele antes que ele conseguisse bloqueá-las. Dois disparos de pistolas atingiram suas costas. Ele optou por baforejar fogo no herói marrom que estava a poucos centímetros dele, mas Chairo conseguiu se desviar a tempo.
As quatro pistolas foram combinadas em um tiro devastador, mas Garak conseguiu resistir. O vilão já sentia suas forças se esvaindo e seus ferimentos indo além do que podia suportar.

- É agora! – gritou Chairo – Vamos usar o Jacó Cannon.
- Não vamos permitir! – bradou uma voz maligna.

Misudan e Aramuki se interpuseram entre Garak e os heróis. Os quatro Jacohrangers não demonstravam cansaço, tampouco suas forças recém-adquiridas pareciam ter diminuído. Lutavam movidos por uma fúria que duraria por um bom tempo ainda.

- Lutarão conosco.
- Contra todos nós. E entenderão porque somos conhecidos como “O Flagelo do universo”.

Nenhum Jacohranger se intimidou com aquelas palavras.

- E vocês vão conhecer a força da justiça.
- Vão entender que não podem e não irão sacrificar vidas humanas.
- Vão se arrepender de terem vindo atacar nosso planeta.
- Vão conhecer a verdadeira força dos Jacohrangers.

Em uma batalha terrível, sem precedentes, teve início.

***

Maior do que a dor, era a culpa. Mestre Jacoh se sentia responsável. Uma heroína morrera. Alguém que entrara naquela batalha por ter sido convocada por ele. A responsabilidade por protegê-la era dele. E ele havia falhado.
Por outro lado, o despertar das novas energias dos Jacohrangers era uma surpresa impressionante. Aquilo representava o renascimento das esperanças. Começava a surgir uma chance, ainda que remota, de derrotarem o Império Akkuma.

- Perdoe-me, Shira! Espero que, lá do céu, você possa me perdoar.

***

- Vamos!

Espadas e pistolas atacavam em harmonia selvagem. Como se os heróis tivessem treinados juntos e ensaiados seus movimentos há anos, os golpes eram estrategicamente desferidos. Ao mesmo tempo, eram carregados de uma cólera incomum para heróis. Eles realmente queriam assassinar seus inimigos.

- Malditos! – Chairo era o mais irritado.

Mas o “flagelo do universo” era poderosíssimo. Também batalhavam em conjunto, também tinham um “entrosamento” no momento de lutar. Defendiam-se com maestria, evitando a maioria dos ataques de que eram alvo.

- Não perderemos para vocês.
- Perderão sim! – o Jacohranger marrom gritou.

E a lâmina do herói talhou violentamente o braço esquerdo de Garak, arrancando-o. O membro decepado foi ao chão, contorcendo-se e depois se derretendo em uma repugnante poça de gosma azulada.
Então, subitamente, um campo de força circundou o “flagelo do universo”. Era uma magia de Rarpoth. Um brilho repentino surgiu, e todos desapareceram. Nenhum vilão permaneceu lá.

- Covardes malditos! – todos os heróis berraram quase ao mesmo tempo.

***

- Por quê? – o tom de voz de Misudan era monocórdio.
- Ordens de nosso Imperador – a resposta foi igualmente seca.
- Explique-se, feiticeiro! – era Aramuki.
- O ódio dos heróis estava os tornando cada vez mais poderosos. A força deles vinha daquele imenso ódio. Se continuassem lutando, logo eles despertariam um poder quase infinito. Voltaremos a atacar daqui a alguns dias, quando eles estiverem emocionalmente mais calmos.

A explicação não satisfez o “flagelo do universo”, mas eles sabiam que, mais do que uma justificativa, tratava-se de uma ordem de seu Imperador. Obedeceram em silêncio.

- Isso terá que ser revisto em algum momento.

***

Aos Jacohrangers restava a triste missão de enterrar Shira e chorar sua perda.
つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A tristeza é terrível, mas os heróis precisam seguir lutando. O que o Império Akkuma pretende com ataques despretensiosos de alguns poucos soldados Kardler? E o que será dos Jacohrangers agora que ficaram reduzidos apenas a quatro guerreiros? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 11 – PELA TERRA, A LUTA CONTINUARÁ!

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