Jacohrangers

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domingo, 8 de setembro de 2013

EPISÓDIO 13 - GHITTA MORRE




EPISÓDIO 13 – GHITTA MORRE
EPISODE 13 GHITTA DIES
挿話 ギッタは死ぬ 



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- MURANA, DAIRO E GREY CONSEGUEM USAR O JACOH CANNON COM ENERGIA SUFICIENTE PARA DESTRUIR O MONSTRO INIMIGO.
- CHAIRO TRAVA UMA BATALHA MORTAL E PESSOAL COM A TERRÍVEL GHITTA. O CONFRONTO ESTÁ PRESTES A ATINGIR SEU CLÍMAX.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Ambos se golpearam ao mesmo tempo, os corpos caíram em lados opostos. Gritaram em uníssono, rivalizando com o som dos talhos que foram abertos. Manchas de sangue cresceram na mesma proporção sob Chairo e Ghitta.
Por segundos que pareceram séculos, houve a expectativa por parte dos demais Jacohrangers sobre qual deles tinha sido mais ferido. Qual deles tinha vencido. Qual deles sobreviveria. Era possível notar ambos fazendo um grande esforço para se mover, mas sem sucesso. Parecia que os dois morreriam.

- Chairo! Seja forte! – gritou Daira, às lágrimas, correndo em direção ao rapaz e sendo imediatamente seguida por seus colegas.

Os três chegaram até o Jacohranger marrom. Ele já estava destransformado e sangrava bastante. Um gigantesco talho fora aberto em seu abdômen, além de ele ter sofrido vários outros ferimentos menores. Estava terrivelmente enfraquecido, mas não parecia que iria morrer.

- Ghitta... – ele balbuciou – Ghitta ainda está viva. Preciso... Dar o golpe final...

Grey e Murana levantaram seu amigo, amparando-o e caminhando com ele até onde a vilã cuspia sangue e se encontrava remoendo-se de dor. Daira secou as lágrimas com as costas das mãos e se acalmou. Chairo estava bem. Ou, ao menos, não estava tão mal.

- Você vai me pagar! – era o herói marrom.

Chairo mantinha-se de pé a muito custo. Ghitta estava caída no chão, os lábios arroxeados, o peito aberto por uma estocada poderosa. Sangue escorria por todos os lados. Mesmo assim, ela parecia ainda ter forças para falar.

- Mate-me... Mate-me... Idiota – as palavras saíam entrecortadas e com dificuldade – Você jamais saberá... Jamais encontrará... Aquela garota...

A lâmina da espada de Chairo, já pronta para o golpe derradeiro, recuou. A arma caiu no chão e o herói marrom deu um passo para trás. Ele suou frio e teve que ser amparado por seus colegas para não cair novamente.

- Maldita! Onde ela está? Diga! – ele gritou, com a voz embargada e em meio a lágrimas.
- Jamais saberá... Misudan... Está... Cuidando muito bem dela...

Uma lâmina perguntou o pescoço da vilã, ceifando sua vida rapidamente. Murana e Daira viraram os rostos, assustadas, surpresas com aquele ato de violência repentino. Não esperavam aquilo de Chairo, mas meio que compreendiam sua revolta. A vida de Aline corria mais perigo do que nunca.

- Espero que apodreça no inferno! – ele gritou.

E depois caiu de joelhos e começou a chorar compulsivamente.

***

O local que servia de quartel-general aos Jacohrangers tinha uma infra-estrutura considerável. Havia sido ampliado recentemente, recebendo novos equipamentos, mais tecnologia e mais espaço para diversas atividades.
Em uma das salas novas, Chairo repousava. Fora-lhe oferecido o que mais moderno havia em nível de medicamentos e curativos. Em poucas horas já estaria pronto para voltar à ativa. Como já era noite, o mais provável era que, após uma boa noite de sono ele já pudesse se considerar totalmente curado.
Grey já tinha ido dormir. Murana e Daira dialogavam com o Mestre Jacoh sobre tudo que havia acontecido. No entanto, a conversa acabou tomando outros rumos.

- Gosta muito dele, não é? – Murana sorriu ao perguntar aquilo para Daira.
- Como assim? “Dele”? Quem?
- Do Chairo, ora bolas! Acho que Brazilian Tokyo inteira já percebeu.
- O que? Como assim? Isso é sério?

Mestre Jacoh e Murana riram da timidez da amiga. Aquele sentimento puro era algo que merecia ser preservado. Era mais um dos motivos pelos quais o Império Akkuma precisava ser destruído o quanto antes.

- Mas ele ama outra pessoa – a Jacohranger laranja balbuciou – E o pior é que ele está sofrendo muito com isso. Queria poder ajudá-lo – ela não conseguiu continuar...
- A geração passada de Jacohrangers também teve problemas com o amor. Se já não fosse um assunto complicado por si só, nossos inimigos ainda usam isso contra nós. São uns covardes!
- Vocês acham que Aline ainda está viva? – a voz de Murana era sombria.
- Quero acreditar que sim – Mestre Jacoh foi taxativo – Ela é mais útil para eles viva do que morta. O problema é que não sabemos como ela está sendo tratada. E de que maneira irão usá-la para atingir Chairo e a nós.
- Alguma idéia de como localizá-la, Mestre? – perguntou Murana.
- Estou trabalhando nisso. Mas devo demorar alguns dias para resolver essa situação.

Daira ficou curiosa. Queria saber o que Mestre Jacoh tinha em mente para resgatar Aline, mesmo que o retorno da garota significasse o fim de suas chances com Chairo. O que a Jacohranger laranja mais queria, no fundo, era que seu amado voltasse a sorrir.

- Vocês devem fazer o possível para manter Chairo calmo e concentrado na missão de vocês – disse o Mestre, tirando-a de seus devaneios.
- Pode deixar! – as duas disseram quase ao mesmo tempo.

Ambas foram para seus aposentos. Mas só Murana conseguiu dormir.

***

- O que pretende fazer com ela? – era Aramuki.
- Nada! – Misudan respondeu com uma indiferença constrangedora – Mantê-la presa já é o bastante para deixar aquele garoto enlouquecido. No momento certo, ela será usada contra ele.
- Sei que não deve lhe interessar, mas Ghitta foi destruída por este “garoto” que você tanto subestima.
- Era uma inútil. Não fará falta. Quanto ao garoto, reconheço que ele tem potencial. Mas agora os heróis são apenas quatro. E nós ainda não passamos por nossa metamorfose. No momento oportuno, eu mesmo acabarei com os quatro Jacohrangers.
- As ordens do Imperador são de continuar enviando pequenos grupos de soldados Kardler. Acabei de enviar duas para o centro da cidade. Tem alguma idéia do por que disto?
- Até onde sei, Aramuki, eles estão todos imbuídos de um dispositivo de localização. Nosso Imperador procura alguma coisa nesta cidade. Mas não me pergunte o que. A escolha dos Kardler para fazer a busca é porque eles são tão insignificantes que não levantariam suspeitas. O que tem funcionado, já que os Jacohrangers nem suspeitam de nada.
- Entendo.

Aramuki apenas olhou com desprezo para a cela suja em que Aline era mantida prisioneira. Emitiu uma sonora cusparada e se retirou. Misudan fez o mesmo. Encontraram Rarpoth minutos mais tarde. O feiticeiro os abordou.

- Nosso Imperador ordenou que o monstro Akazamu inicie seu ataque!
- Akazamu? – Misudan foi irônico – Parece que nosso Imperador está realmente com pressa de conquistar este mundo miserável.
- Sim. Akazamu deve ser capaz de executar nosso próximo plano, mas nosso Imperador solicita que um de vocês se prontifique a ajudá-lo, caso os Jacohrangers atrapalhem.

Misudan e Aramuki se entreolharam. Ambos emitiram um sorriso escarninho.

- Se for necessário, um de nós intervirá – era Aramuki – Não se preocupe.

E ambos saíram gargalhando.

***

- Preciso avisar os Jacohrangers o quanto antes! – o Mestre Jacoh tremia.
つづく
NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis descobrem que o motivo do ataque dos soldados Kardler e precisam impedir o andamento de um terrível plano. Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 14 – O CRISTAL DO ESPAÇO

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