Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 24 de novembro de 2013

EPISÓDIO 23 - REENCONTRO INESPERADO! O FLAGELO DO UNIVERSO!


EPISÓDIO 23 – REENCONTRO INESPERADO! O FLAGELO DO UNIVERSO!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- COM MUITA DIFICULDADE, OS JACOHRANGERS DERROTARAM O MONSTRO RIZZARDO. MESMO ASSIM, O ROBÔ CRUZADOR PRECISARÁ DE REPAROS ATÉ ESTAR CEM POR CENTO PRONTO PARA BATALHAR.
- OS JACOHRANGERS PARTEM RUMO AO DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA, QUE ESTÁ SOB ATAQUE. LÁ CHEGANDO, FICAM SURPRESOS AO DESCOBRIREM QUEM SÃO OS INIMIGOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Misudan, Aramuki e Garrett. O Flagelo do Universo. Os três vilões mais temidos em todo o espaço. Haviam abandonado a terra há poucos dias sem que seu destino ou propósitos fossem conhecidos. Agora ficava claro o que tencionavam.
A chegada dos Jacohrangers fez os vilões pararem seu combate. Os defensores do Departamento que ainda restavam estavam feridos e enfraquecidos – fatalmente morreriam, mais cedo ou mais tarde. Mas os heróis recém-chegados seriam de fato um problema.
Misudan se pôs a continuar atacando os guardiões do Departamento. Garret e Aramuki voltaram-se aos Jacohrangers. Eles não permitiriam que os heróis impedissem a destruição de todos os integrantes daquele complexo.

- Chegaram um pouco tarde, Jacohrangers! – era Garret – Mas ao menos poderão ver esta droga aqui antes de a explodirmos e a transformarmos em poeira cósmica.
- A covardia de vocês não tem limites! – Chairo praticamente gritou.
- Covardia? – Aramuki gargalhou – Covardes foram os soldados que defendiam este local, que fugiram correndo desesperados quando viram nosso poder assustador. Quando vocês se reencontrarem no inferno, poderão brigar com eles.
- Chega! – Hitomi gritou.

E batalha teve início.

***

Hitomi e Chairo atacaram Aramuki. O vilão usava seus próprios punhos e pés para golpear, dispensando qualquer uso de armas. Ele também possuía um poderoso raio ocular que o tornava ainda mais difícil de ser vencido.
Grey, Murana e Daira dispararam com suas pistolas contra Garret, que invocou um campo de força pra defletir todos os ataques. Os três heróis sacaram suas espadas e partiram então para a batalha corpo-a-corpo contra o inimigo, que usava apenas suas garras monstruosas.
Enquanto a batalha entre Jacohrangers e seus dois colegas era terrível. Misudan terminava de exterminar os defensores do Departamento Espacial de Defesa. Com suas violentas rajadas, ele foi ceifando as vidas restantes. Alguns tentaram fugir, mas não tiveram chance. Em poucos minutos, todos estavam mortos.
O Jacohranger marrom e a bege atacavam com suas espadas. Aramuki desviava-se com facilidade, ainda que não conseguisse contra-atacar. Chairo chegou a atingí-lo uma vez, todavia recebeu um soco fortíssimo como retaliação. Hitomi tentou aproveitar o desequilíbrio inimigo para uma seqüência de golpes, porém sem sucesso.
O Jacohranger cinza, a púrpura e a laranja golpeavam ao mesmo tempo, de formas diversas, procurando uma brecha na impressionante postura defensiva de Garret. Nenhum ataque parecia capaz de feri-lo, nenhuma técnica podia surpreendê-lo. Os heróis começaram a atacar menos, esperando que o inimigo tomasse a iniciativa e eles pudessem contra-atacar. No entanto, quando Garret avançou, os heróis não forma capaz de contê-lo.
Misudan aproveitou para abandonar aquele complexo e ir plantar poderosíssimos explosivos em alguns locais ainda não totalmente destruídos. Os Jacohrangers tentaram impedi-lo, mas foram detidos pelos demais membros do Flagelo do Universo. Aqueles seres malditos pareciam mais poderosos do que nunca.

- O que foi, Jacohrangers? – Aramuki perguntou – Quando lutamos na Terra, vocês eram melhores do que isto!
- Não subestime o nosso poder! – Chairo gritou em resposta.

O herói marrom e a bege se concentraram e usaram o poder de sua fúria para lutarem melhor. Os golpes passaram a sair mais perigosos e violentos. Aramuki começou a ter muita dificuldade para se defender.
Murana, Daira e Grey iniciaram alguns ataques conjuntos que exploravam suas potencialidades e dificultavam a leitura de seus movimentos. Garret não teve mais condições de se defender adequadamente e começou a ser ferido mais e mais. Procurou disparar rajadas poderosas, e então foi a vez de os heróis se esquivarem sem grande esforço.
Misudan já não podia ser mais visto. Na certa tinha realmente ido destruir o pouco que ainda restava do Departamento Espacial de Defesa. Levando em conta que todos aqueles imensos complexos estavam em ruínas, achar qualquer tipo de explosivo seria virtualmente impossível.

- Não há mais sobreviventes! – Hitomi disse a Chairo – E o lugar já foi completamente destruído. Adianta continuarmos aqui?
- Como pode dizer uma coisa dessas? Precisamos vingar as pessoas que morreram defendendo este local!
- Chairo, isto pode esperar. Precisamos sair daqui antes que tudo vá pelos ares. Lembre-se que a Terra precisa de nós.
- Ela tem razão, Chairo! – Murana gritou de longe – Brazilian Tokyo pode ser atacada a qualquer momento, e o Mestre Jacoh pode não ser capaz de defendê-la sozinho.

O Jacohranger marrom hesitou um pouco e pagou por cima recebendo uma saraivada de socos e chutes que o arremessaram longe.

- Vão fugir da luta? – Aramuki ironizou – Pensei que tivéssemos contar a acertar.
- E temos – Hitomi respondeu – Mas não faltarão oportunidades para que isto aconteça.
- Hitomi, pode haver sobreviventes aqui – Chairo se levantou – Deveríamos procurá-los e resgatá-los.
- Infelizmente, não há tempo para isso – a Jacohranger bege foi lacônica.

Lá fora, já era possível ouvir o barulho de violentas explosões. A destruição definitiva e irreversível do Departamento Espacial de Defesa era apenas uma questão de minutos.

***

Os cinco Jacohrangers se reagruparam. Hitomi pensou que Chairo tencionava todos saírem dali em grupo, mas se surpreendeu quando o viu invocar o Jacoh Cannon e apontá-lo na direção de Aramuki.

- Sairemos daqui, sim, mas não sem antes deixarmos um presente para você.

Sem muita escolha, os demais heróis também se posicionaram e depositaram toda sua energia na bazuca, resultando em uma onda de destruição potentíssima. O disparo foi efetuado e o vilão nem tentou se esquivar, pois não teve tempo. Uma explosão violenta destruir praticamente tudo que restava daquele complexo.

- Não há porque esperarmos para ver o quanto ele foi ferido – era Chairo, gesticulando aos amigos para que partissem até sua nave e abandonassem o Departamento – Vamos de uma vez.

Os Jacohrangers, minutos mais tarde, abandonavam órbita do planeta Saturno. Não sabiam ao certo o quanto tinham ferido Aramuki, e acabaram nem prestando atenção naquilo quando viram o Departamento Espacial de Defesa ser consumido por uma explosão assustadora. Nada restou daquele que era um poderoso aliado na luta contra os muitos impérios malignos que assolavam o universo.
Os heróis olhavam para trás e sentiam-se terrivelmente tristes por terem abandonado o Departamento sem ter podido ajudar mais. Daira e Murana chegaram até a lacrimejar.

- Pessoal! – era Chairo – Jacohrangers, agora eu preciso que vocês parem de olhar para trás. Nós ainda temos uma missão a cumprir. E ela não será nada fácil.
- Tem razão! – Hitomi respondeu.

Fizeram a viagem de volta frustrados por não terem sido bem-sucedidos. Ainda tiveram o desprazer de reencontrarem o Flagelo do Universo apenas para constatarem que o universo seguia padecendo sob as mãos impiedosas deles. Ao menos, se é que servia de consolo, puderam ferir (bastante, eles torciam) o maldito Aramuki.

- O momento de voltar a batalhar contra eles chegará mais cedo ou mais tarde! – disse Daira – E então nós vingaremos não apenas o pessoal do Departamento Espacial de Defesa, mas todas as vítimas daqueles desgraçados.

Logo os Jacohrangers chegaram. Mestre Jacoh ouviu com atenção e pesar o relato detalhado que lhe fizeram. Por um instante, ele ficou sem saber o que dizer. Pelo menos, Brazilian Tokyo não tinha sido atacada na ausência deles.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Uma diminuta nave espacial chega a Terra e logo é atacada por soldados Kardler e por um novo monstro. Serão aliados ou inimigos? O que querem na Terra. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 24 – UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA

domingo, 17 de novembro de 2013

EPISÓDIO 22 - ATAQUE COVARDE! SISTEMA SOLAR EM PERIGO


EPISÓDIO 22 – ATAQUE COVARDE! SISTEMA SOLAR EM PERIGO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- MESTRE JACOH E CHAIRO FORAM AO DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA PARA TER COM SEUS LÍDERES E SOLICITAR AJUDAR PARA O PLANETA TERRA.
- APÓS CERTA RESISTÊNCIA, AMBOS CONSEGUEM O ROBÔ CRUZADOR PARA AJUDÁ-LOS NA BATALHA CONTRA O IMPÉRIO AKKUMA, EMBORA A MÁQUINA DE GUERRA NÃO ESTEJA EM SUAS MELHORES CONDIÇÕES.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O Robô Cruzador tinha uma boa mobilidade, era ágil e bastante resistente. Era possível golpear com força e se esquivar em seguida sem grandes dificuldades. Parecia até melhor que o Densetsu Robotto.
O monstro Rizzardo atacou várias vezes, e sempre os Jacohrangers conseguiram aparar ou bloquear as investidas inimigas. Em determinado momento, invocaram uma espada imensa e intimidadora: a Super Espada Espacial. A lâmina tinha um poder incrível, que acabou ferindo incrivelmente o vilão.
Tudo parecia ir bem, e os heróis já se preparavam para desferir o golpe final, quando os movimentos do Robô Cruzador ficaram lentos. Os socos se tornaram mais previsíveis e fáceis de esquivar. As estocadas com a espada não tinham a mesma força. O próprio robô não tinha a mesma estabilidade.
Rizzardo se aproveitou para atacar com tudo. Disparou raios e toda a sorte de golpes até levar a nova máquina de batalha dos Jacohrangers ao chão. Os heróis gritaram de dor e preocupação, mas logo estavam de pé novamente. Com dificuldades, mas de pé.

- Não sabemos exatamente o que pode acontecer – Chairo disse a todos – É melhor tentarmos aplicar o golpe final imediatamente.

Ao dizer aquilo a Super Espada Espacial brilhou. Mesmo com certa lentidão, os heróis usaram o mais poderoso ataque do Robô Cruzador: Flash Sagrado do Cosmos. Uma gigantesca explosão transformou Rizzardo em cinzas.
A nova máquina de batalha realmente tinha problemas. Sair do modo de batalha e deslocá-la até o quartel-general do grupo foi um desafio demorado. Hitomi, Murana e Daira quase perderam a paciência.
Enquanto isso, Chairo e Grey foram auxiliar as pessoas feridas na batalha. O monstro, em seu tamanho gigante, atacou alguns bairros de Brazilian Tokyo sem que os Jacohrangers tivessem como impedir a destruição. O resultado foi um caos indescritível. Milhares de pessoas ficaram desabrigados. Havia desaparecimentos, mas, felizmente, nenhum óbito confirmado. Ainda assim, reconstruir aquela região custaria milhões aos cofres públicos. E o trauma de quem presenciara a perturbadora batalha duraria para sempre.
Os dois Jacohrangers fizeram o possível para auxiliar a Secretaria de Segurança Pública da cidade e voltaram à base do grupo. Lá chegando, viram que Mestre Jacoh e Hitomi se empenhavam em conhecer melhor o Robô Cruzador. Ele precisava de reparos com certa urgência e ambos já tentavam providenciar aquilo.

- Já tem idéia de quanto tempo levarão os reparos? – Chairo perguntou a Hitomi.
- Provavelmente alguns dias, pelo menos para um reparo total. Mas cada hora de trabalho nossa restaura parcialmente um pouco. Se formos atacados antes de terminarmos, poderemos usar o Robô, ainda que não estando cem por cento.

Chairo se permitiu um descanso. O dia fora terrível – para seus amigos também. Conhecera o espaço, o Departamento Espacial de Defesa e tomou conhecimento da grave crise que assola todo o universo. Sem dúvidas, ele tinha muita coisa em que pensar naquela noite.

Mesmo assim, só conseguia pensar em Aline.

***

O dia amanheceu com o alarme soando de maneira preocupante. Era um chamado vindo do outro extremo do Sistema Solar. Minutos depois, os cinco Jacohrangers já estavam adequadamente vestidos e razoavelmente acordados. Então, Chairo compreendeu. Aquele chamado de emergência só podia vir do Departamento Espacial de Defesa.

- Parece que eles estão sob ataque – Mestre Jacoh informou – Não sabemos exatamente quem os está atacando, mas parece ser alguém poderoso, pois os estragos já são consideráveis.
- Nós iremos até lá ajudá-los? – Daira perguntou ao Mestre, que respondeu com um olhar a Chairo, como que delegando a ele o poder de decidir.
Iremos sim! – o Jacohranger marrom sequer titubeou – Mestre, vou precisar que o senhor fique. Terá que nos avisar de Brazilian Tokyo ou qualquer outro canto da terra sofrer algum ataque. Nós iremos até o Departamento Espacial de Defesa e faremos nosso melhor. Devemos isso a eles.
- E se os inimigos forem fortes demais? – era novamente Daira.
- Nesse caso, mostraremos a força dos Jacohrangers! - Hitomi quase gritou de tanta autoconfiança.
- Jacoh Change! – todos gritaram ao mesmo tempo.

Partiram. A preocupação inicial era chegarem a tempo. O trajeto levaria algo em torno de três horas para ser percorrido. E se os membros do Departamento Espacial de Defesa não resistissem ao ataque até que os Jacohrangers chegassem? Chairo não queria nem pensar. Murana tratou de puxar conversa sobre outro assunto.

- O pessoal do Departamento recebeu você bem ontem, Chairo?
- Sim, muito. Houve uma negativa por parte deles quando pedimos ajuda, mas foi só em um primeiro momento. O Robô Cruzador não estava em plenas condições e eles temiam que isto fosse um problema para nós. Por sorte, acabaram cedendo.
- Pela tecnologia que o Mestre Jacoh comentou que eles possuem, só posso pensar que eles estão tendo dificuldades porque foram atacados de surpresa. Acho que, em circunstâncias normais, eles saberiam se defender muito bem sozinhos – ponderou Hitomi.
- Eu não tinha pensado nisso – o Jacohranger marrom sorriu – Faz sentido.

A conversa prosseguiu, e logo chegaram às proximidades do Departamento Espacial de Defesa. Mesmo um tanto quanto longe, Chairo pôde ver com tristeza que parte significativa daquela magnífica infraestrutura havia se tornado ruínas frente ao poder terrível do desconhecido invasor. A intenção do Jacohranger marrom era apresentar com bastante orgulho tudo que tinha conhecido no dia anterior, mas aquilo não foi possível.
Pousaram nas instalações já transformados e preparados para combater. Não encontraram inimigos; apenas rastros de destruição. Escombros, cadáveres e as cinzas de complexos destruídos no que pareciam ter sido violentas explosões. Mas nenhum ser vivo.
Era certo que havia sobreviventes, bem como também era que havia inimigos nas proximidades ainda. Os heróis tentaram aguçar seus sentidos e decidiram se separar. Chairo era o que mais conhecia o local, mas mesmo assim nem tudo. Minutos depois, Murana voltou até onde tinham pousado com a nave e a usou para gerar um barulho de alerta. Os demais Jacohrangers entenderam e a seguiram.
Aparentemente, os inimigos e os sobreviventes combatiam em uma das mais imponentes e impressionantes torres do local. Era a única construção ainda de pé e, pelo que o Jacohranger marrom lembrava, ali ficava o computador principal e toda o maquinário que compunham a tecnologia do Departamento Espacial de Defesa. Aquele era o coração de tudo. Era a única torre que realmente não poderia cair.
Ainda do lado de fora, os heróis vislumbraram um grande número de seres espaciais de natureza completamente desconhecida. Em nada lembravam os monstros do Império Akkuma, tampouco os soldados Kardler. Eram seres quase invisíveis, sem formas definidas, parecendo mais sombras.   
Na dúvida, atacaram. Os corpos aparentemente imateriais das criaturas podiam ser feridos, bastando que seus oponentes fossem capazes de acertá-las – algo mais difícil do que os heróis supunham. Os seres esquivavam-se em uma velocidade impressionante. Por sorte, o poder de ataque deles era quase nenhum, não conseguindo causar dano aos Jacohrangers.
Com muito esforço, e depois de certo esforço, os cinco guerreiros da Terra foram nocauteando os inimigos e abrindo caminho. Era difícil avançar muito, pois as sombras não paravam de aparecer. Mas, apesar de serem incrivelmente numerosas, foram aos poucos tombando diante da força dos Jacohrangers, que enfim conseguiram chegar às portas da torre.
Fazia muito sentido que aquela estrutura tivesse algum tipo de sistema de defesa, e muito mais sentido que ele tivesse sido acionado quando a invasão começou. Logo, era certo que os heróis teriam que sobrepujar parte dos mecanismos de proteção das portas da torre antes de efetivamente entrarem.
Levaram mais alguns minutos para conseguir, mas acabaram conseguindo. Subiram por escadas em espiral lotadas de sangue, marcas de destruição e cadáveres. Derrubaram portas trancadas e foram se orientando nos corredores labirínticos pelos rastros de carnificina.
Chegaram a um andar superior, e depois a outros dois, até que finalmente já podiam ouvir sons de batalha e gritos terríveis. Apressaram o passo e encontram mais sombras. Combateram com pressa e derrubaram as portas que os separavam dos inimigos e dos sobreviventes.
Encontraram um número considerável de sobreviventes, alguns ainda combatendo. E viram quem eram os inimigos.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os responsáveis pelo ataque ao Departamento Espacial de Defesa são velhos conhecidos os heróis. Os Jacohrangers vencerão? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 23 – REENCONTRO INESPERADO! O FLAGELO DO UNIVERSO! 

domingo, 10 de novembro de 2013

EPISÓDIO 21 - O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA


EPISÓDIO 21 – O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- COM A DESTRUIÇÃO DO DENSETSU ROBOTTO, CHAIRO E O MESTRE JACOH PARTEM EM UMA JORNADA ENIGMÁTICA RUMO ÀQUILO QUE PODE, TALVEZ, SALVAR OS JACOHRANGERS, A TERRA E TODO O UNIVERSO.
- OS DEMAIS HERÓIS COMBATEM O MONSTRO RIZZARDO, MAS APESAR DE TODOS OS SEUS ESFORÇOS, NÃO CONSEGUEM IMPEDÍ-LO DE FICAR GIGANTESCO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- O Departamento Espacial de Defesa localiza-se em um vórtice dimensional, próximo à órbita de do planeta Saturno. Ele é oculto graças a uma avançadíssima tecnologia que o torna invisível aos radares inimigos. O departamento reúne os maiores indivíduos e os mais capacitados de cada planeta: guerreiros, cientistas, engenheiros e seres com poderes especiais. Todos eles, por algum motivo, combatem a tirania não apenas do Império Akkuma, mas de todos os outros impérios espaciais malignos que infestam o universo.
- E eles são muitos? – Chairo estava sinceramente curioso.
- Mais do que você pode imaginar.
- E o que vamos encontrar exatamente no Departamento Espacial de Defesa?
- Um gigantesco complexo que conta com a tecnologia mais avançada não apenas de nossa galáxia, mas de todo universo.
- Eu quis dizer, Mestre Jacoh, o que estamos indo buscar lá?

A resposta foi um sorriso que parecia pedir ao pupilo mais um pouco de paciência. Chairo se conformou e apenas vislumbrou parte daquilo que era possível ver da cabine de sua nave. Era impensável para ele aceitar que estava viajando para fora da Terra. Passou boa parte do percurso boquiaberto.

- Nossa viagem será curta, por isso você não poderá ver muita coisa do espaço. Mas o pouco que você verá servirá para lhe dar uma pequena amostra de como nosso universo é maravilhoso. A beleza dele se estender muito além do poder de descrição das palavras. E é por isso que devemos protegê-lo. Se o Império Akkuma vencer, tudo isto e todo o resto que você não viu desaparecerão para sempre.
- O Império Akkuma não vencerá! Os Jacohrangers não irão perder.

Mestre Jacoh emitiu um sorriso triste. Ele, mais do que ninguém, queria acreditar naquilo. Mas não conseguia.
Estavam próximos de seu destino. Já era possível ver uma impressionante infra-estrutura formada por torres e construções exóticas. Naves espaciais de formatos impensáveis tiravam a atenção dos soldados armados com armas lasers inexistentes na Terra. Formas de vida completamente estranhas cumprimentaram Mestre Jacoh e Chairo quando estes desceram.

- Precisamos falar com urgência com o Alto Comando!

Um soldado que rondava as cercanias do local destinado a ser uma espécie de “estacionamento” se encarregou de se dirigir até onde estavam os indivíduos que o Mestre Jacoh procurava. Em poucos minutos voltou, fazendo sinal para que o velho mestre dos Jacohrangers o seguisse. Chairo foi junto.
Chegaram a uma espécie de complexo de construções destinada a reunião e treinamento de defensores da justiça. Outra construção, maior, mas mais discreta, parecia muito ser um tipo de depósito de armas. Aquilo interessou ao Jacohranger marrom.
Dois indivíduos de aparência parcialmente humanóide cumprimentaram o Mestre Jacoh com um sinal característico que Chairo não entendeu. Foram levados a uma sala mais isolada. E a conversa, enfim, teve início.

- Peço desculpas pelo atraso no envio dos últimos relatórios, Supremo Comandante – Mestre Jacoh disse – No entanto, as batalhas contra o Império Akkuma estão cada vez mais terríveis. A propósito, este é Chairo, o Jacohranger marrom e líder do grupo.

O jovem cumprimentou o Supremo Comandante tentando reproduzir o gesto que vira há pouco, mas falhou miseravelmente. Todos teriam rido se o universo não estivesse passando por uma grave crise.

- As notícias não são boas, Jacoh! Há informações de que dois sistemas planetários muito próximos ao Sistema Solar estão muito próximos da extinção. Alguns poucos povos tentaram preservar suas vidas através da rendição, mas nem assim foram poupados. Parece que este é um inimigo que não faz prisioneiros.
- Espero que as forças que dispomos possam salvar o pouco que resta de nossa galáxia.
- Eu também, Jacoh! Mas me diga o que houve e por que veio até aqui junto a um Jacohranger? Pensei que o combate ao Império Akkuma estivesse tomando todo o tempo de vocês.
- E de fato está, Supremo Comandante. No entanto, viemos porque precisamos de uma grande ajuda do Departamento Espacial de Defesa. Uma ajuda da qual depende o futuro de nosso planeta.
- Diga, Jacoh!

E o Mestre Jacoh contou ao Supremo Comandante do Departamento Espacial de Defesa o que havia ocorrido. E recebeu um “não” como resposta...

***

- Perdoe-me, mas preciso insistir, Supremo Comandante! Lembre-se do Tratado Inicial. Cada planeta tinha direito a usar uma das máquinas de guerra de que o Departamento dispunha. A Terra solicita pela primeira vez aquilo que lhe é de direito.
- Não podem nos deixar ser destruídos se está ao alcance de vocês evitar! – Chairo vociferou.
- As coisas, infelizmente, não são tão simples quanto vocês querem fazer parecer, meus amigos! Há um motivo que me leva a lhes negar o que me pedem. Algo que sai da minha alçada.
- E o que é, Supremo Comandante? – Chairo perguntou – Peço que nos conte!

O Supremo Comandante tinha no rosto uma expressão de desespero. Mestre Jacoh e o Jacohranger marrom logo entenderam se tratar de alguma péssima notícia, mas não faziam idéia do que se tratava. Cada segundo de espera foi uma grande angústia. Até que finalmente vieram as palavras.

- A máquina de guerra que destinamos à Terra em caso de emergência precisou ser usada em tempos recentes, sofreu avarias e não temos certeza se foi consertada adequadamente. Ela pode não funcionar direito. Pode não ser forte o bastante. Não temos como nos certificar que ela realmente poderá ser útil. E se ela entrar em pane quando vocês estiverem combatendo um inimigo poderoso. Eu seria um irresponsável se permitisse que vocês a usassem nestas condições!

Mestre Jacoh e Chairo respiraram aliviados. Naturalmente, aquelas não eram as melhores notícias do mundo, mas face ao que chegaram a imaginar, aquilo era algo bem menos desastroso. Era melhor poder contar com um robô gigante com problemas do que contar com um que fora destruído.

- Entendo sua preocupação com nossa segurança – era o Jacoh – Mas, infelizmente, uma máquina de batalha em condições duvidosas terá que servir.
- Não temos alternativas. Ou arriscamos ou teremos que assistir, impotentes, o maldito Império Akkuma destruir o planeta Terra. Supremo Comandante, eu peço em nome de todos os planetas que não puderam ser salvos: deixe-nos ao menos tentar salvar o nosso. Por favor!

O Supremo Comandante hesitou mais um pouco. Era quase possível ver lágrimas em seus olhos cinzentos. Mestre Jacoh e Chairo tinham semblantes de determinação extrema. Isto pareceu tê-lo sensibilizado.

- Não me responsabilizo pelo que pode acontecer – ele disse.
- Apenas nos deseje “boa sorte” – era o Jacohranger marrom.
- Boa sorte.

Os dois voltaram à Terra.

***

A nova máquina de combate era uma gigantesca nave que se transformava em robô. Era o Cruzador Espacial Robótico! Chairo tinha a esperança de pensar em um nome mais curto quando lhe sobrasse tempo.
Quando chegaram próximos a Brazilian Tokyo, já podiam ver o enorme monstro Rizzardo causando estragos e parte da cidade sendo evacuada. Os outros Jacohrangers tentavam combater o inimigo com as armas que tinham, mas só conseguiam retardar o avanço de sua trilha de destruição.
Foi então que o Robô Cruzador (Chairo mudou o nome a tempo) os tragou para dentro dele.

- É agora, pessoal! – o Jacohranger marrom gritou.
- Sim! – todos responderam.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O Robô Cruzador tem problemas e a batalha contra Rizzardo se complica. Péssimas notícias vêm do Departamento Espacial de Defesa. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 22 – ATAQUE COVARDE! SISTEMA SOLAR EM PERIGO!

domingo, 3 de novembro de 2013

EPISÓDIO 20 - O DESESPERO DOS JACOHRANGERS

 EPISÓDIO 20 – O DESESPERO DOS JACOHRANGERS

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- VEM À TONA A VERDADEIRA ORIGEM E A NATUREZA DOS PODERES DO DENSETSU ROBOTTO, DEIXANDO OS JACOHRANGERS CIENTES DO QUE PODERIA LHES ACONTECER.
- CIENTES DE TODOS OS RISCOS, OS HERÓIS COMBATEM O MONSTRO GIGANTE, MAS SÓ CONSEGUEM DESTRUÍ-LO PAGANDO COM A PRÓPRIA VIDA DO DENSETSU ROBOTTO. AGORA OS JACOHRANGERS ENCONTRAM-SE DESACORDADOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Mestre Jacoh chegou ao local. Não havia sinal do monstro Uta. Fora realmente derrotado em definitivo. Naturalmente, cedo ou tarde, outro seria enviado em seu lugar. Mas, ao menos, haveria um tempo para que tudo restabelecesse.
Já os Jacohrangers estavam vivos. Desmaiados, feridos, ensangüentados, porém vivos. Estavam destranformados, e era possível ver suas muitas cicatrizes. Não estariam em condições de lutar por um bom tempo. E não era possível ter certeza se venceriam quando voltassem a batalhar.
Em compensação, o Densetsu Robotto estava completamente destruído. Nada podia ser aproveitado, não havia nenhuma forma de revivê-lo, menos ainda de fazê-lo voltar a combater.


Se o Império Akkuma lançasse um novo ataque naquele momento, Brazilian Tokyo estaria indefesa.

***

Quando acordaram, já estavam repousando nos aposentos da base secreta do grupo. Chairo e Murana manquitolavam, Grey e Daira tinham várias escoriações e Hitomi ainda estava zonza. Mestre Jacoh os chamou para o que seria uma mistura de reunião com refeição.

- Não devem perder a esperança – ele disse.

Ninguém respondeu. Estavam cabisbaixos demais até para discordarem. Mordiscavam frutas e pão, mas não se manifestavam. Não havia muito a ser dito. Ao menos, nada que mudasse a situação.

- As dificuldades só devem servir para motivá-los a ficarem mais fortes. Quando o flagelo do universo ia tentar se super-transformar, tudo parecia perdido. E, mesmo assim, vocês venceram. Não será diferente agora.
- Como era a geração passada de Jacohrangers? – Daira mudou completamente de assunto – Eles também foram derrotados da mesma forma constrangedora que nós?
- Eu não diria que vocês derrotados de forma constrangedora. O inimigo foi astuto, e vocês fizeram seu melhor. Sobre os antigos Jacohrangers, acho que vocês os conhecem melhor do que...

Mestre Jacoh fechou os olhos e foi tomado por reminiscências. Embora os antigos heróis fossem amalucados, eles possuíam uma autoconfiança que parecia faltar ao grupo atual.

- Eles eram muito divertidos. Tinham manias estranhas e eram meio imprevisíveis. Mas nunca lhes faltou coragem para enfrentar o mal. E posso dizer que dificuldades não faltaram a eles.
- Nós não pretendemos perder! – Chairo disse em tom monocórdio – E eu também posso garantir que coragem não vai faltar.

Ele parecia ter algo mais a dizer, mas também parecia hesitar em pronunciar as últimas palavras.

- Mas eu não posso prometer que vamos vencer! – ele concluiu.

Mestre Jacoh nada disse. Ele entendera perfeitamente.

***

Dois dias haviam se passado. Os Jacohrangers já estavam prontamente recuperados. Eles já quase comemoravam o fato de o Império Akkuma não ter atacado novamente, quando o alarme acusou uma nova investida dos malditos invasores. Felizmente, não se tratava de um monstro gigante.

- Jacoh Change!
- Chairo, você fica! – era o Mestre Jacoh.
- Por quê?
- Tenho outra missão para você! Ou melhor: para nós dois.

Os demais heróis foram. O Jacohranger marrom ficou na base, sem entender ao certo o que o mestre tinha em mente. Jacoh pediu apenas que o pupilo se preparasse, pois fariam uma jornada inusitada, mas da qual dependeria, talvez, o destino de todo o universo.
Os Jacohrangers iniciaram a nova batalha. Um bairro de Brazilian Tokyo estava sob o ataque de alguns soldados Kardler e um monstro terrível. A criatura lembrava uma mistura bestial de crocodilo com águia: tinha uma mescla incompreensível de penas com uma couraça gordurosa e escamosa; asas membranosas permitiam que voasse e dos bicos pendiam presas repletas de sangue. Nas mãos, uma espécie de osso gigante perigosamente afiado.
Os Kardler eram numerosos, mas não resistiram muito. Caíram um a um, vítimas de diferentes tipos de ataque. No momento de combater diretamente o monstro desconhecido, os Jacohrangers sacaram suas armas. E os primeiros golpes surgiram.

- Jamais vencerão o grande monstro Rizzardo! – a criatura tinha uma voz gutural, que machucava os ouvidos.
- Veremos! – a Jacohranger bege respondeu.

A besta cuspiu chamas nos heróis, que saltaram para se esquivar. Houve uma tentativa de contra-ataque com as pistolas, mas a couraça escamada refletiu os raios sem grande esforço. As garras da criatura se chocaram com as espadas dos Jacohrangers e, após, vários movimentos, os heróis foram caindo um a um.
Rapidamente, os quatro se levantaram e se reagruparam, tendo já em seguida que se desviar de uma bola de fogo disparada por Rizzardo. Outro ataque daquele veio em seguida, surpreendendo-os e atingindo-os violentamente.

- Deste jeito perderemos! – disse Murana.
- Eu tenho um plano! – era Hitomi – Vou tentar abrir a guarda dele com minha espada. Quando ele estiver desprevenido, atirem em seu bico.
- Entendido! – a resposta veio em uníssono.

Com alguma dificuldade, a Jacohranger bege conseguiu trocar golpes com o monstro de modo a fazê-lo deixar seu rosto vulnerável. Murana, Daira e Grey dispararam com toda a energia de suas pistolas, praticando explodindo o bico de Rizzardo. A criatura caiu prostrada, sendo alvo de vários golpes de Hitomi. Os demais Jacohrangers atacaram tanto quanto puderam com suas espadas.

- Hora do golpe final – a Jacohranger púrpura gritou.
- Jacoh Cannon!

Estranhamente, o monstro gargalhou ao ver a bazuca imensa dos heróis. Mesmo moribundo, ele parecia bastante feliz.

- O que farão depois que eu ficar gigante? – ele perguntou. Não havendo resposta, ele prosseguiu – Destruam-me com sua “arminha” e depois assistam impotentes à destruição de sua bela cidade.

E os heróis hesitaram. A bazuca caiu ao chão. A indecisão não permitiu que tivessem sequer força para continuarem segurando-a. A arma e os espíritos combativos não tornaram a se erguer. A vitória certa se tornou derrota.

- O que faremos? – Grey perguntou.

Chairo, o líder do grupo, não estava lá. Mestre Jacoh também não. Alguém precisaria tomar uma decisão. Algo teria que ser feito. Ou toda aquela batalha teria sido em vão.

- Vejo que vocês são covardes, Jacohrangers! E pagarão o preço por isso.
- Não vamos mesmo atirar nele? – Daira perguntou a Hitomi, que não sabia exatamente o que responder.
- Morram, Jacohrangers!

E sem que precisasse ter sido destruído, o monstro Rizzardo foi crescendo. E crescendo. Até ficar gigantesco.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A jornada de Chairo e Mestre Jacoh pode ser a última esperança da terra. Mas, afinal, o que eles buscam? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 21 – O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA