Jacohrangers

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domingo, 3 de novembro de 2013

EPISÓDIO 20 - O DESESPERO DOS JACOHRANGERS

 EPISÓDIO 20 – O DESESPERO DOS JACOHRANGERS

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- VEM À TONA A VERDADEIRA ORIGEM E A NATUREZA DOS PODERES DO DENSETSU ROBOTTO, DEIXANDO OS JACOHRANGERS CIENTES DO QUE PODERIA LHES ACONTECER.
- CIENTES DE TODOS OS RISCOS, OS HERÓIS COMBATEM O MONSTRO GIGANTE, MAS SÓ CONSEGUEM DESTRUÍ-LO PAGANDO COM A PRÓPRIA VIDA DO DENSETSU ROBOTTO. AGORA OS JACOHRANGERS ENCONTRAM-SE DESACORDADOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Mestre Jacoh chegou ao local. Não havia sinal do monstro Uta. Fora realmente derrotado em definitivo. Naturalmente, cedo ou tarde, outro seria enviado em seu lugar. Mas, ao menos, haveria um tempo para que tudo restabelecesse.
Já os Jacohrangers estavam vivos. Desmaiados, feridos, ensangüentados, porém vivos. Estavam destranformados, e era possível ver suas muitas cicatrizes. Não estariam em condições de lutar por um bom tempo. E não era possível ter certeza se venceriam quando voltassem a batalhar.
Em compensação, o Densetsu Robotto estava completamente destruído. Nada podia ser aproveitado, não havia nenhuma forma de revivê-lo, menos ainda de fazê-lo voltar a combater.


Se o Império Akkuma lançasse um novo ataque naquele momento, Brazilian Tokyo estaria indefesa.

***

Quando acordaram, já estavam repousando nos aposentos da base secreta do grupo. Chairo e Murana manquitolavam, Grey e Daira tinham várias escoriações e Hitomi ainda estava zonza. Mestre Jacoh os chamou para o que seria uma mistura de reunião com refeição.

- Não devem perder a esperança – ele disse.

Ninguém respondeu. Estavam cabisbaixos demais até para discordarem. Mordiscavam frutas e pão, mas não se manifestavam. Não havia muito a ser dito. Ao menos, nada que mudasse a situação.

- As dificuldades só devem servir para motivá-los a ficarem mais fortes. Quando o flagelo do universo ia tentar se super-transformar, tudo parecia perdido. E, mesmo assim, vocês venceram. Não será diferente agora.
- Como era a geração passada de Jacohrangers? – Daira mudou completamente de assunto – Eles também foram derrotados da mesma forma constrangedora que nós?
- Eu não diria que vocês derrotados de forma constrangedora. O inimigo foi astuto, e vocês fizeram seu melhor. Sobre os antigos Jacohrangers, acho que vocês os conhecem melhor do que...

Mestre Jacoh fechou os olhos e foi tomado por reminiscências. Embora os antigos heróis fossem amalucados, eles possuíam uma autoconfiança que parecia faltar ao grupo atual.

- Eles eram muito divertidos. Tinham manias estranhas e eram meio imprevisíveis. Mas nunca lhes faltou coragem para enfrentar o mal. E posso dizer que dificuldades não faltaram a eles.
- Nós não pretendemos perder! – Chairo disse em tom monocórdio – E eu também posso garantir que coragem não vai faltar.

Ele parecia ter algo mais a dizer, mas também parecia hesitar em pronunciar as últimas palavras.

- Mas eu não posso prometer que vamos vencer! – ele concluiu.

Mestre Jacoh nada disse. Ele entendera perfeitamente.

***

Dois dias haviam se passado. Os Jacohrangers já estavam prontamente recuperados. Eles já quase comemoravam o fato de o Império Akkuma não ter atacado novamente, quando o alarme acusou uma nova investida dos malditos invasores. Felizmente, não se tratava de um monstro gigante.

- Jacoh Change!
- Chairo, você fica! – era o Mestre Jacoh.
- Por quê?
- Tenho outra missão para você! Ou melhor: para nós dois.

Os demais heróis foram. O Jacohranger marrom ficou na base, sem entender ao certo o que o mestre tinha em mente. Jacoh pediu apenas que o pupilo se preparasse, pois fariam uma jornada inusitada, mas da qual dependeria, talvez, o destino de todo o universo.
Os Jacohrangers iniciaram a nova batalha. Um bairro de Brazilian Tokyo estava sob o ataque de alguns soldados Kardler e um monstro terrível. A criatura lembrava uma mistura bestial de crocodilo com águia: tinha uma mescla incompreensível de penas com uma couraça gordurosa e escamosa; asas membranosas permitiam que voasse e dos bicos pendiam presas repletas de sangue. Nas mãos, uma espécie de osso gigante perigosamente afiado.
Os Kardler eram numerosos, mas não resistiram muito. Caíram um a um, vítimas de diferentes tipos de ataque. No momento de combater diretamente o monstro desconhecido, os Jacohrangers sacaram suas armas. E os primeiros golpes surgiram.

- Jamais vencerão o grande monstro Rizzardo! – a criatura tinha uma voz gutural, que machucava os ouvidos.
- Veremos! – a Jacohranger bege respondeu.

A besta cuspiu chamas nos heróis, que saltaram para se esquivar. Houve uma tentativa de contra-ataque com as pistolas, mas a couraça escamada refletiu os raios sem grande esforço. As garras da criatura se chocaram com as espadas dos Jacohrangers e, após, vários movimentos, os heróis foram caindo um a um.
Rapidamente, os quatro se levantaram e se reagruparam, tendo já em seguida que se desviar de uma bola de fogo disparada por Rizzardo. Outro ataque daquele veio em seguida, surpreendendo-os e atingindo-os violentamente.

- Deste jeito perderemos! – disse Murana.
- Eu tenho um plano! – era Hitomi – Vou tentar abrir a guarda dele com minha espada. Quando ele estiver desprevenido, atirem em seu bico.
- Entendido! – a resposta veio em uníssono.

Com alguma dificuldade, a Jacohranger bege conseguiu trocar golpes com o monstro de modo a fazê-lo deixar seu rosto vulnerável. Murana, Daira e Grey dispararam com toda a energia de suas pistolas, praticando explodindo o bico de Rizzardo. A criatura caiu prostrada, sendo alvo de vários golpes de Hitomi. Os demais Jacohrangers atacaram tanto quanto puderam com suas espadas.

- Hora do golpe final – a Jacohranger púrpura gritou.
- Jacoh Cannon!

Estranhamente, o monstro gargalhou ao ver a bazuca imensa dos heróis. Mesmo moribundo, ele parecia bastante feliz.

- O que farão depois que eu ficar gigante? – ele perguntou. Não havendo resposta, ele prosseguiu – Destruam-me com sua “arminha” e depois assistam impotentes à destruição de sua bela cidade.

E os heróis hesitaram. A bazuca caiu ao chão. A indecisão não permitiu que tivessem sequer força para continuarem segurando-a. A arma e os espíritos combativos não tornaram a se erguer. A vitória certa se tornou derrota.

- O que faremos? – Grey perguntou.

Chairo, o líder do grupo, não estava lá. Mestre Jacoh também não. Alguém precisaria tomar uma decisão. Algo teria que ser feito. Ou toda aquela batalha teria sido em vão.

- Vejo que vocês são covardes, Jacohrangers! E pagarão o preço por isso.
- Não vamos mesmo atirar nele? – Daira perguntou a Hitomi, que não sabia exatamente o que responder.
- Morram, Jacohrangers!

E sem que precisasse ter sido destruído, o monstro Rizzardo foi crescendo. E crescendo. Até ficar gigantesco.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A jornada de Chairo e Mestre Jacoh pode ser a última esperança da terra. Mas, afinal, o que eles buscam? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 21 – O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA

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