Jacohrangers

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domingo, 1 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 24 - UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA




EPISÓDIO 24 – UMA VISITA DOS CONFINS DA GALÁXIA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- APESAR DE TODOS OS ESFORÇOS DOS HERÓIS, O FLAGELO DO UNIVERSO CONSEGUE DESTRUIR COMPLETAMENTE O DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA.
- OS JACOHRANGERS, ANTES DE ABANDONAREM O CONFRONTO, FEREM VIOLENTAMENTE O CRUEL ARAMUKI, VENDO-SE OBRIGADOS, NA SEQUÊNCIA, A ADIAR A BATALHA FINAL CONTRA OS INIMIGOS.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Passaram-se três dias de uma estranha normalidade. Nada de ataques, nada de movimentações suspeitas, nada do soar escandaloso do alarme.
Chairo ainda pensava em Aline. A movimentação das últimas semanas o tinha feito esquecer um pouco do trágico seqüestro, mas sempre que surgia um tempo livre as lembranças voltavam violentamente. E com elas as lágrimas, que ele procurava esconder de todas as formas.
Daira, assumidamente apaixonada por Chairo, acompanhava tudo à distância. Ficava triste com a tristeza, ao mesmo tempo em que sabia que quando ele ficasse resgatasse Aline e ficasse feliz, ela é que ficaria terrivelmente triste. Era um conflito de emoções, ao qual se somava a preocupação com as ações violentas do Império Akkuma.
Murana aproveitava aquele “tempo livre” – que ninguém sabia ao certo até quando duraria – para conversar bastante com Hitomi. As duas passaram a se conhecer muito melhor. A Jacohranger bege, inclusive, começou a se sentir muito mais à vontade e verdadeiramente parte do grupo.
Grey não falava muito. Ficava a maior parte do tempo em silêncio ou resguardado em seus aposentos, ou ouvindo as conversas de Chairo com o Mestre Jacoh. Ele parecia ter segredos, pois, às vezes, era visto chorando – embora ninguém dissesse a ele.
Mestre Jacoh não sabia exatamente o que pensar. Sabia que o universo estava desprotegido e que apenas a Terra possuía heróis capazes de deter os muitos impérios malignos existentes no universo.
E assim passaram-se mais dois dias, com muitas conversas adiadas e nenhuma ameaça do Império Akkuma. No amanhecer seguinte, o alarme acusou uma presença acentuada de soldados Kardler na região norte de Brazilian Tokyo. Os Jacohrangers foram para lá.

***

Os cinco heróis chegaram a uma região desabitada da cidade, onde um número considerável de soldados parecia perseguir alguém. Quando os Jacohrangers alcançaram os Kardler, rapidamente travaram combate. Mesmo destransformados, venceram sem grande esforço.
A pessoa que fugia dos soldados se assustou e fugiu deles também. Levaram alguns minutos para alcançá-la e, quando conseguiram, viram que ela se dirigia a um estranho tipo de jato. Algo que, definitivamente, não era da terra.

- Quem é você? – Chairo perguntou.
- Não se preocupe, não vamos machucá-la! – era Murana.
- Somos os Jacohrangers e vamos proteger você daqueles seres, não se preocupe! – Daira complementou.
- Jacohrangers?

A moça tinha aspecto humanóide, exceto pelo fato de sua pele ter uma coloração ligeiramente prateada. Seus olhos eram de um tom profundo e enigmático. Não havia dúvidas: ela vinha de outro planeta.

- Aqueles seres que te atacaram antes podem voltar – era Hitomi – Há um local seguro. Não quer vir conosco? Pode nos dizer quem é e o que faz em nosso planeta. Prometemos que estará segura.

Com muita relutância, a jovem alienígena aceitou. Durante o trajeto até o quartel-general dos Jacohrangers, mais dois ataques de soldados Kardler, que foram prontamente rechaçados. Mesmo nos momentos mais tranqüilos a garota nada disse.
Quando chegaram, foram recepcionados por um Mestre Jacoh que nada disse, parecendo já saber de tudo que havia ocorrido. Ofereceram comida e água à moça, que recusou com certo nervosismo. Ela continuava não se sentindo à vontade. Tinha medo. E logo os Jacohrangers entenderiam por quê.

- Qual é o seu nome? – Murana perguntou.
- Haori. Meu nome é Haori.
- Haori? Que nome bonito! – Hitomi foi gentil – Eu sou Hitomi, esta é Murana, e aqueles são Chairo, Grey, Daira e o Mestre Jacoh.
- E este é o planeta Terra – o Jacohranger marrom complementou – Você vem de onde?
- Venho dos limites da galáxia. De um sistema planetário distante. Um local para o qual, inclusive, não posso voltar, já que minha nave foi danificada durante a perseguição.
- Perseguição? – Chairo não entendeu – Você estava sendo perseguida por quem?
- Não sei. Era gente ruim de algum local do universo. São os mesmos que destruíram meu planeta. Quando cheguei aqui, pensei que estivesse a salvo, mas descobri que o mesmo tipo de monstro que atacou meu povo está aqui.
- Então, seu povo foi atacado pelo Império Akkuma... – Hitomi murmurou.
- Não sei se são os mesmos, mas são parecidos...
- E você veio para cá à procura de refúgio? – Murana questionou.
- Sim. Ou melhor, não! Quero dizer... Não sei. Estou tão confusa.

E Haori começou a chorar. Murana, Daira e Hitomi fizeram o possível para acalmá-la. Ela foi levada a um aposento e orientada a descansar. Não parecia ferida, mas demonstrava um imenso cansaço físico.

- É melhor não perguntarmos mais nada a ela, pelo menos por enquanto – Chairo disse.
- Exato! – disse o Mestre Jacoh – Até porque, parece que estamos sob ataque.

***

Os monitores mostravam um monstro novo. Parecia uma espécie de lagarto sob duas patas, com o corpo revestido de uma grossa carcaça repleta de imensos espinhos que gotejavam veneno. Ao redor dele, dezenas de soldados Kardler.

- Eu estou aguardando vocês, Jacohrangers! – a criatura desafiava os heróis – Venham e tragam a sua nova hóspede, a moça que veio do espaço. Não percam seu tempo vindo até aqui sem ela ou teremos que executar certa prisioneira que temos em nosso poder. Lembra-se dela, Jacohranger marrom?

Chairo cerrou o punho e saiu correndo, sendo prontamente detido por Hitomi e Grey.

- Se formos sem um plano, será pior – era a Jacohranger bege.
- Algo precisa ser feito – ele respondeu – Não podemos levar a moça que acabou de chegar e está cansada.
- Fique calmo, Chairo. Antes de irmos, precisamos pensar em alguma coisa – era Murana.
- Vou ter com ela uma conversa que não pode mais ser adiada – disse Jacoh.
- Do que está falando, Mestre – todos disseram quase ao mesmo tempo.
- Vão, Jacohrangers. E não se preocupe, Chairo: não vão fazer nada contra Aline.
- Jacoh Change!

Os cinco heróis não entenderam nada, mas partiram com urgência.

***

Os Kardler foram caindo pouco a pouco. Faltava o monstro, cujo nome era Magatsu. A criatura arremessava espinhos contra os heróis, que não tinham como se defender. Suas armas não os protegiam, suas pistolas não eram capazes de pulverizar todos os projéteis que tinham contra si. E assim, foram sendo feridos.
Tentaram um ataque combinado, reunindo o poder de seus disparos em uma única direção. Magatsu não conseguiu se esquivar e recebeu uma enorme onda de energia no peito, sendo arremessado para trás. Os Jacohrangers se separaram um do outro e se aproximaram do inimigo. Cercaram-no. Teve início uma violenta batalha corpo-a-corpo.

***

- Você é quem eu estou pensando que seja? – o Mestre Jacoh foi direto.
- Não espere de mim mais do que posso oferecer. Mas a resposta para sua pergunta é “sim”.
- Não houve nenhum sobrevivente ao ataque ao Departamento Espacial de Defesa?
- Os principais cientistas e guerreiros conseguiram escapar através de mecanismos de teletransporte. Mas eram poucos e não sei para onde foram. É provável que estejam espalhados pela Via Láctea. Mas, com certeza, eles poderão nos ajudar se tiverem como chegar até a Terra.
- Bem, você está aqui, e esta já é uma ajuda providencial. Não direi nada aos outros, mas aos poucos vou tentar prepará-la. Não será fácil.
- Não se preocupe, Mestre Jacoh. Estarei preparada.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O poder destrutivo do monstro Magatsu causa problemas, obrigando os Jacohrangers a buscarem um antídoto muito longe dali. Serão capazes de vencê-lo? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 25 – O VENENO DO LAGARTO

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