Jacohrangers

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domingo, 8 de dezembro de 2013

EPISÓDIO 25 - O VENENO DO LAGARTO


EPISÓDIO 25 – O VENENO DO LAGARTO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS HERÓIS FICAM SABENDO QUE O IMPÉRIO AKKUMA PERSEGUE UMA VIAJANTE ESPACIAL QUE CHEGOU A TERRA E PARTEM PARA PROTEGÊ-LA DOS VILÕES.
- O MONSTRO MAGATSU CHANTAGEIA OS HERÓIS E OS DESAFIA PARA UMA BATALHA TERRÍVEL. MAS ELE É TERRIVELMENTE PODEROSO E OS JACOHRANGERS TÊM MUITAS DIFICULDADES.

As espadas dos cinco rasgaram o corpo encouraçado do monstro. A criatura se desequilibrou e antes que fosse ao chão foi alvo de diversos disparos dos Jacohrangers. Então vieram mais golpes até que o monstro caiu, extremamente ferido.
Estranhamente, Magatsu começou a gargalhar.

- Do que você está rindo? – Chairo perguntou.
- Acham que já me venceram? – o vilão respondeu, levantando-se a muito custo.
- Miserável! – o Jacohranger marrom respondeu – O que está querendo dizer com isso?
- Vocês receberam várias saraivadas de meus espinhos assassinos. Em poucos instantes, o violento veneno que havia neles começará a fazer efeito. Vocês sentiram o corpo pesado, a visão ficará turva, e então virá a inconsciência e depois a morte.

O vilão voltou a gargalhar ainda mais. Os Jacohrangers se enfureceram, mas quando avançaram até ele para atacá-lo mais, sentiram seus corpos não responderem. As pernas pareciam travadas, os músculos pesavam mais que o habitual, os braços não tinham força para desferir golpes potentes. Guardaram as espadas e seguraram suas pesadas e até elas estavam pesadas demais para serem seguradas.

- Lembrem-se que vocês não foram minhas únicas vítimas – o monstro seguia rindo – Antes de vocês chegarem, feri vários humanos que agora devem estar agonizando.
- Maldito! – era Chairo.
- Pessoal, vamos fazer um último esforço e usar o Jacoh Cannon – disse Hitomi.
- Antes nos diga, monstro maldito – Chairo gritou – Como nos livramos do seu veneno sujo? Onde encontramos um antídoto?
- Duvido que consigam sobreviver para encontrá-lo, mas vocês podem achar no Monte do Desespero um riacho cuja água tem o poder de curar vocês. Mas sugiro que sejam rápidos: vocês não devem ter mais que 24 horas de vida.
- Chega! – era Hitomi – Jacoh Cannon!

Fazendo um esforço sobre-humano, os Jacohrangers conseguiram segurar o imenso canhão e efetuar o disparo. O monstro, já muito ferido, não se esquivou e recebeu toda a energia, explodindo violentamente. Magatsu virou pó.

- Vencemos! – era Murana, fazendo força para se manter de pé.
- Temos pouco tempo. Vamos para o local que o maldito nos indicou – Chairo disse – Além de nós, há outras pessoas que precisam ser curadas.

Antes que pudessem fazer qualquer coisa, o monstro Magatsu voltou à vida com mais de cinqüenta metros de altura. Sem escolha, os heróis invocaram o Robô Cruzador.
Os cinco estavam incrivelmente fracos. Até mesmo movimentar alavancas e apertar botões era um desafio doloroso. Mas tinham urgência e não podiam vencer. Precisavam vencer o monstro o quanto antes.

- Vamos! – Hitomi tentou incentivar os amigos.

Magatsu dardejou seus espinhos no Robô Cruzador, gerando algumas explosões que quase desequilibraram a máquina de batalha dos heróis. Os Jacohrangers invocaram a Super Espada Espacial e puderam se defender melhor dos ataques inimigos.
Começaram a contragolpear com a arma e levaram o monstro ao chão. O ser maligno se levantou, disparando mais projéteis, ciente de que estava ficando em desvantagem ante a força do robô inimigo. De seus olhos saíram violentos raios, imediatamente bloqueados pela espada dos heróis.

- Vamos acabar logo com isso! – bradou Chairo.
- Vamos! – a resposta veio em uníssono.
- Flash Sagrado dos Cosmos!

Magatsu não teve condições de se defender adequadamente, tampouco de se esquivar. Uma gigantesca explosão transformou o monstro maligno em cinzas. Os Jacohrangers quase desmaiaram ao abandonar o Robô Cruzador.

- Mestre Jacoh, venha nos ajudar! – Hitomi chamou o mestre pelo comunicador.

Minutos depois, todos perderam a consciência.

***

Aproximadamente sessenta pessoas, além dos Jacohrangers, tinham sido feridas pelo veneno do monstro Magatsu. Era imprescindível conseguir urgentemente a água do riacho que ficava no Monte do Desespero. Mas os heróis estavam desmaiados e sem nenhuma condição de irem até lá. Também não era possível levar ao local todas as outras pessoas envenenadas.

- Eu ajudarei, Mestre Jacoh – era Haori – Eu me disponho a cuidar e proteger as pessoas feridas, levando todas a um local seguro até que o senhor volte com a água que vai curá-las. Enquanto isto, o senhor pode ir com os Jacohrangers até o monte do desespero e buscar a tal água.
- Eu agradeço por sua ajuda, Haori. Muito obrigado, de coração.

Com muita dificuldade, o Mestre Jacoh colocou os Jacohrangers na nave. Iria levá-los até o Monte do Desespero. A viagem levaria menos de uma hora, mas não havia motivos para se comemorar: ninguém sabia quanto tempo as pessoas feridas pelo veneno resistiriam vivas. E por isso o mestre se apressou.
Partiram, Jacoh ainda preocupado com as pessoas feridas por Magatsu que estavam sob a responsabilidade de Haori. O mestre temia que ela fosse atacada por soldados Kardler ou por outro monstro. Mais um motivo para ir e voltar o quanto antes.
Chegaram ao Monte do Desespero. Era uma formação rochosa que fazia jus ao nome: a luz do sol parecia não chegar lá, havia um cheiro intenso de morte e um gotejar de águas dos veios subterrâneos se desprendendo das estalactites e indo para o chão. Os heróis tinham ficado na nave; só o Mestre Jacoh fazia aquele percurso.

E não tardou para que começassem os problemas.

Um número considerável de soldados Kardler cercou o mestre. Uma batalha teve início.
Jacoh sabia que teria que se virar sozinho e usou parte das muitas habilidades de combate que treinara com os Jacohrangers ao longo do ano. Mesmo desarmado, estava derrotando os soldados Kardler, apesar de ter recebido alguns poucos arranhões.
Ele seguiu, já esperando encontrar mais soldados Kardler ou quem sabe um monstro, quando visualizou ao longe o riacho citado anteriormente. Ali estava a cura não apenas dos Jacohrangers, mas de dezenas de pessoas de Brazilian Tokyo.
Quando estava prestes a chegar às margens do riacho, viu mais Kardler chegarem e derrotou todos sem grande esforço. Então, uma gargalhada sinistra lhe deixou incrivelmente preocupado. Aquele era um visitante indesejado – e poderoso. Aquela voz trazia arrepios a qualquer um.

- Aramuki! – o mestre logo o identificou.
- É sempre uma satisfação revê-lo, Mestre Jacoh. Espero que esteja preparado para ver seus heroizinhos morrerem.
- Então, tudo não passava de uma armadilha?
- Mas é claro! Por que acha que o monstro Magatsu revelou a existência deste lugar? Ele não tinha nenhuma necessidade de lhes contar. Só fez aquilo para que vocês viessem e caíssem na nossa armadilha.
- Maldito! Quer dizer que você e seus amigos já estão de volta à Terra...
- Sim e não, Mestre Jacoh. Mas isso não vem ao caso agora. Preocupe-se apenas em se proteger ou fugir para não ser machucado. Porque agora vou matar os Jacohrangers.
- Veremos!

Mestre Jacoh já se posicionava para o combate, quando ouviu um barulho. Alguém se aproximava pela sua retaguarda.

- Você lutará contra mim, Aramuki. Só você e eu.

A voz era de Daira, a Jacohranger laranja.

***

- Você deveria estar terrivelmente ferida devido ao veneno infernal de Magatsu – Aramuki praguejou.
- Quando ele comemorava o fato de estar nos ferindo, eu fingi ter sido atingida para que ele não pensasse que adiantaria me acertar de novo. E, assim, não fui envenenada. Apenas simulei tudo porque soube desde o início que tudo não passava de uma armadilha. Por que Magatsu revelaria o local onde está o antídoto? Vá em frente, Mestre Jacoh. Consiga a água que precisamos. Eu lutarei sozinha e derrotarei Aramuki.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A Jacohranger laranja e o “Flagelo do Universo” travam uma batalha mortal. As pessoas envenenadas serão salvas a tempo? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 26 – DAIRA CONTRA ARAMUKI

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