Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 26 de janeiro de 2014

EPISÓDIO 32 - PLANO TERRÍVEL! O ISOLAMENTO DA TERRA


EPISÓDIO 32 – PLANO TERRÍVEL! O ISOLAMENTO DA TERRA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS HERÓIS TENTAVAM DESPERTAR O “CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA” QUANDO UM ATAQUE A BRAZILIAN TOKYO OS FEZ ADIAR SUA BUSCA.
- QUANDO REGRESSAM, OS JACOHRANGERS SÃO ABORDADOS PELO FEITICEIRO IMPERIAL, O IRMÃO DE RARPOTH, QUE DESAFIA OS HERÓIS APÓS TER USADO UM RITUAL PARA MANTER ADORMECIDO O “CORAÇÃO DA TERRA”.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Os cinco heróis se posicionaram em semicírculo, estudando os movimentos do inimigo. Era um feiticeiro, uma aura mística o rodeava emitindo faíscas e crepitando um fogo negro. Derrotá-lo poderia ser mais desafiador do que parecia, e ainda havia o problema de despertar o “coração adormecido da terra”, a fera lendária que se tornaria aliada deles.

- Vamos! – Chairo gritou.

As espadas de Chairo e Grey encontraram bloqueio em um campo de força que surgiu da aura negra. Murana e Daira dispararam com as pistolas, e suas rajadas também não surtiram efeito. Hitomi uniu pistola e espada em um único ataque para também falhar em ferir o inimigo.
O Feiticeiro Imperial fez aparecer magicamente um cajado e o girou. Os Jacohrangers, como marionetes, seguiram aquele movimento, sendo arremessados de um lado para o outro conforme o cajado se movia. Caíram no chão feridos e antes que conseguissem se levantar foram golpeados por raios de energia negra oriundas da arma do inimigo.
Ainda tentavam buscar forças para se levantar quando receberam mais e mais raios. Mantinham-se transformados e já estavam novamente de pé, e novamente receberam ataques violentos de energia. Caíram destransformados.

- São muito fracos. É uma vergonha que tenham incomodado o Império Akkuma tendo tão pouco poder.
- Não nos daremos por vencidos... – Chairo dizia, sangrando, procurando forças em seu coração para se levantar.
- Vamos lhe mostrar a nossa força... – era Hitomi.
- A batalha só acaba quando o último de nós cair... – bradou Murana.
- Nunca nos renderemos. Nunca! – era Daira.
- Prepare-se, maldito! – gritou Grey.

Contra todas as expectativas, os Jacohrangers estavam de pé novamente. Tinham ferimentos graves, hematomas, sangravam bastante. Mas deles também emanava uma aura. Eram várias, de diversas cores, lembrando as luzes que brotavam de seus corações. Era a força interior que os movia e que não permitiria que eles perdessem. Não ali. Não naquele momento. Não para aquele inimigo.

- Jacoh Change!

Os cinco estavam novamente prontos para batalhar.

- Não aqui nem agora, heróis.
- O que? Como assim? – Murana perguntou.
- Meu papel aqui era apenas deter o despertar do “coração da terra”. Aproveitei para também lhes mostrar o quanto são insignificantes, mas a verdade é que tenho assuntos mais importantes a resolver. Condenar seu planeta patético, por exemplo. 
- Condenar? – Chairo deu um passo à frente – Do que está falando?
- O principal motivo da minha vinda a este planeta insignificante. O ritual que irá isolá-lo dos demais planetas do Sistema Solar.
- O quê? – todos gritaram ao mesmo tempo.
- Realizarei um ritual que alterará a rotação da Terra, afastando-a do sol e dos demais planetas. O afastamento do satélite que vocês chamam de lua descontrolará as marés e os oceanos do mundo destruíram as cidades litorâneas. Afastados do sol, a vida humana e mesmo a vida animal e a vegetal não resistiram mais que alguns poucos dias. E uma terra vazia e apodrecida definhará nas profundezas do espaço infinito até ser consumida por algum buraco negro.

E o vilão gargalhou.

- Maldito! – o Jacohranger marrom gritou – Não permitiremos.
- Então tentem me impedir.

E quando os Jacohrangers avançaram, o Feiticeiro Imperial simplesmente sumiu.

***

- Temos que seguí-lo! – Murana bradava – Não ouviram o que ele pretende fazer com a Terra?
- O ritual provavelmente não será algo imediato – Chairo contra-argumentou – Além disso, estamos muito próximos do “coração adormecido da terra”. Não sabemos quando teremos outra chance de encontrá-lo e precisamos despertá-lo o quanto antes.
- Isto pode esperar – ela rebateu.
- Talvez não possa!
- E se nos separássemos? – Grey sugeriu.
- Divididos, seríamos facilmente vencidos – Chairo respondeu – Juntos, nós já tivemos muita dificuldade. Não é o momento de nos separarmos. Vamos achar o quanto antes o “coração adormecido da Terra”.

Seguiram. Correram para o local de onde emanava uma energia que ficava cada vez menor. Adentraram uma caverna subterrânea, que bifurcava em duas entradas que levavam para níveis ainda mais inferiores. Um bom tempo já havia passado quando notaram que o terreno se tornava uma descida totalmente íngreme.
Já se sentiam quase que no centro da Terra. O calor era enfastiante, e o ar limitado e sufocante. A iluminação diminuíra sensivelmente. Seguir caminhando era um desafio, mas a responsabilidade e o sendo de dever os levava adiante.
A energia da “fera lendária” parecia cada vez menor, como se ela realmente estivesse entrando em um torpor praticamente definitivo. Os Jacohrangers não tinham forças sequer para falarem, mas em dado momento aquilo se tornou inevitável.

- Falta pouco, pessoal! – Daira disse – Ânimo!
- Isso! – Chairo corroborou – Não vamos desistir.

Logo chegaram a um local que lembrava o covil de algum monstro subterrâneo. Jamais sentiram tanto calor em suas vidas. Murana quase desmaiou de tanta fraqueza. Hitomi a amparou enquanto os outros avançavam.

E encontraram um ser monstruosamente grande adormecido em uma cratera adiante.

Tinha o aspecto de um gigantesco dragão, com um corpanzil magro encolhido, asas igualmente encolhidas, cauda proeminente e grossa como um tronco de árvore, chifres e presas adornando o rosto e garras afiadas saindo das patas. O corpo era revestido por uma espécie de couraça dourada, como se fossem escamas invencíveis. Da fera saía uma energia cálida, indicando claramente que aquele ser seria realmente um aliado. Se pudesse ser acordado.

- Vamos direcionar toda a energia de nossos corações para ele. Isto talvez possa despertá-lo – disse Chairo.

Os demais assentiram silenciosamente e se concentraram. Emanaram a energia mais pura e intensa que puderam e não conseguiram. Tentaram de novo mais quatro vezes obtendo o mesmo resultado. Chairo contatava o Mestre Jacoh para lhe perguntar como despertar o “coração adormecido da Terra” quando veio a ordem para retornarem imediatamente. Um terrível ritual estava tendo início e precisava ser urgentemente detido.

***

Era um monte que ficava nos limites de Brazilian Tokyo. A presença de uma monstruosa quantidade de soldados Kardler que os Jacohrangers estavam no lugar certo.
A aura negra do Feiticeiro Imperial se espalhava por todo o local, fazendo sombras ganharem vida e circundarem, voando, aquela área. Uma negatividade palpável podia ser sentida.
Os Jacohrangers não se intimidaram. Partiram para cima dos Kardler, derrotando-os em poucos minutos. Logo vieram as terríveis sombras, mas os heróis também as nocautearam, embora com maior dificuldade.
Subitamente, tudo ficou escuro, como em um grande eclipse. Os cinco avançaram, mas um gesto da mão do Feiticeiro Imperial os deteve. O vilão virou-se e os encarou.

- É melhor não interferirem. Chairo é seu nome, não herói marrom? Saiba que não tolerarei que me atrapalhem. Trate de não permitir que seus aliados me ataquem. Do contrário...

Ele mostrou algo a Chairo. E o coração dele parou de bater.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O Feiticeiro Imperial usa Aline como escudo. Chairo cede à chantagem e não permite que os Jacohrangers interfiram no ritual. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 33 – A VIDA DE ALINE CORRE PERIGO

domingo, 19 de janeiro de 2014

EPISÓDIO 31 - O CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA


EPISÓDIO 31 – O CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- MESTRE JACOH MARCA UMA REUNIÃO COM TODOS OS HERÓIS, MAS, ANTES QUE ELA ACONTEÇA, MURANA E DAIRA CONVERSAM E RESOLVEM SUAS DIFERENÇAS.
- NA REUNIÃO, HAORI CONTA A VERDADE SOBRE SEU PASSADO, REVELANDO SER UMA EX-INTEGRANTE DO DEPARTAMENTO ESPACIAL DE DEFESA. AINDA ASSIM, OS JACOHRANGERS NÃO FORAM INFORMADOS DE TUDO QUE PRECISAVAM FICAR SABENDO, E PARTEM EM NOVA MISSÃO RUMO AO MONTE TEPPAN.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Uma espécie de fera adormecida que será nossa aliada... – Chairo pensava em voz alta – Confesso que não entendi muito bem.
- Algum ser vivo que também luta pela proteção do planeta, talvez... – era Murana – Um tipo de “guardião da Terra”.
- Ou uma criatura destinada a nascer apenas quando a Terra estivesse enfrentando seu maior desafio – sugeriu Hitomi – Por isso, fera “adormecida”.

Os cinco apressaram o passo. Chairo e Grey haviam treinado a madrugada inteira e mal puderem tomar banho antes de partirem. Murana, Daira e Hitomi fizeram treinamentos mais “suaves”, visando apenas aumentar suas energias espirituais. Haori voltou a conversar a portas fechadas com o Mestre Jacoh por bastante tempo.
O Monte Teppan era escuro e abafado. O ar não circulava, a luz do sol não era desejada e era quase possível sentir algo ameaçador no ambiente. Pequenos ruídos, um som estranho trazido pelo vento, um calafrio inexplicável. Havia algo ali.

Não necessariamente bom.

- Não estamos sozinhos – disse Chairo.
- Ainda bem – respondeu Daira – Viemos aqui a procura de alguém, lembra?

Passos cada vez mais próximos. Sons de armas sendo desembainhadas. Grunhidos de formas de vida que certamente não eram humanas. Os Jacohrangers redobraram os sentidos e se puseram de costas uns para os outros. Sacaram espadas e se prepararam.
A princípio, soldados Kardler. Dezenas, provavelmente motivados pela crença de que a superioridade numérica bastaria para que vencessem. Mas foram caindo um a um, as lâminas dos heróis rasgando, talhando e retalhando.
Surgiram mais, ligeiramente mais fortes e ágeis que os anteriores. O Jacohranger marrom chegou a hesitar, lembrando-se das palavras que ouvira de um monstro inimigo. “Todos os soldados Kardler” eram seres vivos de outros planetas, vidas inocentes escravizadas e transformadas em seres malignos. As circunstâncias, no entanto, não permitiram que ele se demorasse em seus pensamentos. E os inimigos foram caindo.

- Como vamos encontrar a fera adormecida? – Chairo perguntou aos colegas.
- Se ele realmente estiver do nosso lado, talvez possamos sentir sua energia se nos concentrarmos – disse Hitomi – Lembre-se que ele deve possuir a mesma energia oriunda da Terra que nós temos.
- Então vamos tentar nos concentrar.

Os cinco seguiram caminhando, mas muito mais silenciosos. Mantinham-se seus sentidos alertas, e, sobretudo, os corações abertos. Procuravam captar qualquer tipo de emanação de energia enquanto seguiam aproximando-se da trilha principal que levava ao sopé do monte.
Prosseguiram por mais de uma hora até chegar a informação que não lhes ocorreu que pudesse surgir.

- Voltem imediatamente! – era o Mestre Jacoh – Brazilian Tokyo está sendo atacada.

***

- Proteger nossa cidade é prioridade! – disse Hitomi.
- Eu consigo sentir – disse Daira – Consigo sentir uma energia muito poderosa que vem das profundezas do monte. Deve haver alguma caverna subterrânea lá abrigando a fera que vai nos ajudar.
- Isto pode esperar, Daira! – Chairo contra-argumento – Depois que derrotarmos os monstros que estão atacando Brazilian Tokyo, podemos simplesmente voltar aqui.
- Mas eu também sinto uma energia maligna se aproximando daqui – desta vez era Murana – Talvez, alguém do Império Akkuma pretenda atacar a fera enquanto estamos longe daqui.
- Poderíamos nos dividir! – Grey arriscou sair de seu silêncio habitual.
- Não seria indicado – disse Hitomi.
- O que realmente não podemos é perder tempo nesta indecisão – Chairo se exaltou.
- Se a fera adormecida for realmente poderosa, saberá se defender sozinha – Hitomi falou – Mas nossa cidade não tem como se proteger sozinha. Por isso vamos voltar o mais rápido possível.

Todos assentiram. Não havia tempo para hesitar.

***

Dois monstros. O primeiro, tinha aspecto de uma águia gigante monstruosa, com um bico amarelado que cuspia fogo, penas que gotejavam veneno e garras que rasgavam aço como se fosse papel; o segundo, tinha aspecto de lobo, com o acréscimo de disparar feixes de raio destrutivo de seus olhos de brilho rubro.
Havia soldados Kardler, pessoas fugindo, pessoas feridas, mas, por sorte, nenhuma vítima. O Jacohranger cinza e a púrpura foram logo acudir as pessoas feridas e as levaram para um local seguro. O próprio Mestre Jacoh já estava fazendo aquilo antes de os heróis chegarem.
A heroína laranja e o herói marrom derrotavam os Kardler rapidamente, enquanto Hitomi desafiava os dois monstros. As criaturas atacavam em uníssono e a Jacohranger apenas se defendia, repelindo as rajadas de que era alvo com sua espada, porém sem conseguir avançar.
Não tardou para que Grey, Daira, Murana e Chairo viessem ajudá-la. Os cinco sacaram as pistolas e dispararam, encontrando resistência nos disparos dos inimigos. O encontro das energias gerou uma enorme explosão que arremessou todos para longe.
Quando os Jacohrangers se recompuseram, partiram para o combate corpo-a-corpo. A espada do vermelho rasgou as asas de um dos monstros, enquanto Grey estocou várias vezes o outro. Daira e Murana emitiram vários feixes de suas pistolas, ao mesmo tempo em que Hitomi aplicava vários golpes com a lâmina de sua arma.
Poucos minutos foram suficientes para que os dois monstros estivessem muito próximos da derrota. Faltava apenas o golpe final.

- Jacoh Cannon!

Uma onda de energia violentíssima destroçou os dois monstros. Uma vez que Brazilian Tokyo estava novamente em paz, partiram outra vez, às pressas, para o monte Teppan. O Mestre Jacoh lhes desejou boa sorte, pois também sentia uma forte presença maligna aguardando os heróis.

***

- Agora falta pouco – disse Chairo.

Os Jacohrangers já estavam quase no sopé do monte. Era possível ver uma espécie de entrada que dava para o subterrâneo. Todos os cinco sentiam fortes energias oriundas de lá, embora não soubessem precisar se se tratava apenas da fera adormecida ou de algum inimigo.
Adentraram a caverna sentindo uma emanação de energia cada vez maior. A iluminação foi diminuindo e eles foram dando passos cuidadosos e silenciosos. Então viram um clarão e perceberam que estavam sendo aguardados.

- Sejam bem-vindos, Jacohrangers! – era uma voz familiar, mas, ao mesmo tempo, desconhecida – Como vocês demoraram, tomei a liberdade de começar tudo sem vocês. Espero que não se importem.
- Começar tudo? – era Chairo – Como assim?
- Afinal, quem é você? – Hitomi gritou.
- Meu nome não é o mais importante. Basta saberem que sou o irmão de Rarpoth e sou conhecido como o Feiticeiro Imperial. Vim a este mundo para tomar suas vidas como vingança pela morte de meu irmão.
- Maldito! Você serve ao Império Akkuma! – Daira gritou.
- Agora é tarde para se revoltarem. Já perderam esta luta, Jacohrangers. Enquanto vocês defendiam sua preciosa cidade, eu estava aqui usando um poderoso encantamento para manter a fera conhecida como “Coração da Terra” ainda mais adormecida. Creio que agora sob o efeito do meu feitiço, a fera só vá acordar daqui a alguns milhões de anos.
- Maldito! – Chairo berrou e já sacou sua espada – Como se atreveu?
- E saibam que isto foi só começo, Jacohrangers! Minha chegada representa o início da execução do plano definitivo que condenará este planeta e todos os que nele vivem.
- O “Coração da Terra”? – Hitomi balbuciou – Vamos fazer você acordá-lo. À força, se for necessário.
- Aceito o desafio!
- Prepare-se! – os heróis gritaram ao mesmo tempo.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers lutam para deter o Feiticeiro Imperial. O “Coração da Terra” é encontrado, mas os heróis não conseguem despertá-lo. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 32 – PLANO TERRÍVEL! O ISOLAMENTO DA TERRA!

domingo, 12 de janeiro de 2014

EPISÓDIO 30 - PREPARATIVOS PARA A GRANDE GUERRA


EPISÓDIO 30 – PREPARATIVOS PARA A GRANDE GUERRA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O MONSTRO BAKEMONONINARUKA TRANSFORMA SERES HUMANOS EM SOLDADOS KARDLER, REALIZANDO O PROCESSO TAMBÉM EM MURANA, A JACOHRANGER PÚRPURA.
- OS HERÓIS CONSEGUEM FAZÊ-LA VOLTAR AO NORMAL DESTRUINDO O INIMIGO, MAS DAIRA OUVIU MURANA DECLARAR SEU AMOR POR CHAIRO QUANDO ESTAVA HIPNOTIZADA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Chairo, peça a todos para resolverem seus assuntos pessoais impreterivelmente até o final da tarde. Hoje, no começo da noite, quero ter uma reunião séria com vocês – disse o Mestre Jacoh.
- Pode me antecipar o assunto?
- O futuro.

O dia transcorreu sem grandes problemas. Não houve ataque do Império Akkuma nem nada digno de nota. Não foi difícil reunir todos ainda no final da tarde. Mas o Jacohranger marrom sentiu que havia um clima estranho. Um silêncio incomum. Como se houvesse algum tipo de mal-estar.

- Algo errado, pessoal?

Murana e Daira responderam com um aceno de cabeça que claramente significava “não”. Mas uma não olhava para a cara da outra, não conversavam entre si, e aquilo Chairo percebeu sem esforço. Grey sempre fora calado, e Hitomi estava mexendo em um dos computadores da equipe para certificar-se de que não havia nenhum ataque ocorrendo.

- Enquanto o Mestre Jacoh não vem, vou tomar banho! – era o Jacohranger marrom.

Haori também não havia chegado. Parecia estar conversando com o Mestre Jacoh em outra sala, sendo aquela a reunião que antecederia a reunião com todos os demais.

- Vocês duas precisam se entender! – Hitomi disse a Murana e Daira.
- O que? – ambas perguntaram em uníssono.
- Não sei o que aconteceu quando vocês lutaram entre si, mas, com certeza, alguma coisa aconteceu, pois vocês não estão mais se falando. Dá para perceber facilmente o clima ruim que surgiu entre vocês.
- Impressão sua – Murana respondeu sem convicção.
- Olhem, eu não quero me meter. Mas é melhor vocês resolverem isto antes que comece a reunião, pois parece que não será uma reunião qualquer.
- O que você sabe sobre essa reunião, Hitomi? – Daira perguntou.
- Sei que ela já nos trará problemas suficientes mesmo que estejamos unidos. Imagine se houver desentendimentos entre nós.

Hitomi desligou o computador e saiu da sala. Grey discretamente também se ausentou.

- Aquilo que você falou enquanto estava transformada em soldado Kardler... Era tudo verdade? – Daira perguntou – Desculpe, acho que primeiro tenho que perguntar se você consegue lembrar do que falou enquanto estava dominada?

Se Murana ainda se lembrasse, ela podia evitar problemas mentindo que não lembrava. No fundo, era aquilo que Daira esperava. Mas ela foi incrivelmente surpreendida.

- Eu me lembro – a Jacohranger púrpura respondeu – Eu não tinha muito controle sobre o que fazia e dizia, mas estava razoavelmente consciente. Acho que a transformação despertou o que havia de pior em mim. Por favor, me perdoe.
- Mas aquilo que você falou... Sobre seus sentimentos... É tudo verdade?

Murana ficou quieta, olhou para o chão, suspirou e demorou a responder. Quando o fez, Daira já tinha entendido tudo.

- Por favor, Daira, não pense que eu te odeio.
- Eu lhe digo o mesmo, Murana.
- Não, é diferente. Eu disse coisas horríveis e dei a entender que tinha um ódio por você guardado sem nunca ter mostrado, mas não é isto. Tenho começado a sentir muitas coisas ultimamente. Estou muito confusa. Mas não tenho nada contra você.
- Eu acredito em você. Mas não vou mentir: fiquei muito assustada com o que você me disse.
- Você não contou aquilo para alguém aqui do grupo, contou?
- Não se preocupe, Murana. Não falei nada para ninguém. Sei que este tipo de coisa não é fácil.

Mestre Jacoh e Haori chegaram ao aposento. A garota parecia transtornada, irritada, como se tivesse discutido com o mestre. Grey logo retornou. Ficaram alguns minutos em silêncio até Chairo regressar de seu banho. E então se sentaram próximos uns dos outros em um círculo.
A expressão do Mestre Jacoh era fechada. Hitomi parecia com vontade de gritar com todos. Grey mantinha-se em sua introspecção característica. Murana e daira se mostravam mais tranqüilas. Hitomi e Chairo estavam calmos, mas curiosos.

- Pessoal, obrigado por terem vindo pontualmente – o Mestre Jacoh começou – Precisamos conversar sobre algumas coisas. Todas envolvem a batalha contra o Império Akkuma. Direta – ele olhou para Haori – ou indiretamente.

***

- Pode parecer óbvio o que eu vou dizer, talvez soe meio repetitivo. Mas escutem. Estamos nos aproximando da batalha final contra o Império Akkuma. Eles são covardes e cruéis além de todos os limites. Temos que estar preparados para tudo! Para tudo!

Todos assentiram discretamente com a cabeça, mas não fizeram mais que aquilo. O Mestre Jacoh prosseguiu ao ver que ninguém tinha nada a acrescentar.

- Vocês ainda não despertaram o poder que a Terra tem a lhes oferecer em sua totalidade. Ainda vão ficar muito mais fortes. Mas...
- Você teme que não seja o bastante – Chairo completou.
- É como eu disse. Estamos enfrentando o império espacial maligno mais poderoso de todo o universo. Vencê-los é um sonho que os povos de dezenas de planetas têm há décadas. Não é mesmo, Haori?

O tom de voz e o olhar do Mestre Jacoh indicavam que havia algo que Haori deveria dizer. Levando em conta que ambos tinham ficado as últimas duas horas conversando a sós, ficava claro que aquele seria um dos principais assuntos da reunião.

- Eu não queria, mas o Mestre Jacoh me convenceu a contar para vocês a verdade sobre meu passado – ela disse.
- Verdade? – era Hitomi – Como assim?
- Bem, eu realmente vim de um planeta sob ataque do Império Akkuma. Mas não sou uma simples vítima nem uma mera fugitiva. Eu os combatia. Eu era do Departamento Espacial de Defesa.

Um minuto de espanto silencioso e de olhares entrecruzados.

- E por acaso...
- Calma, Chairo, eu ainda não terminei – ela interrompeu o amigo – Sou uma guerreira. A nave em que cheguei foi muito danificada, mas o que vocês não sabem é que ela também é uma nave de combate. Tenho treinado muito, em segredo, para recuperar minhas habilidades, pois pretendo enfrentar o Império Akkuma. Não vim a este planeta por estar sendo perseguida por eles, vim porque eu os persigo. E quando souberam que eu estava chegando, mandaram tropas para me receber.
- É bom saber que, ao seu modo, você nos ajudará, Haori. Eu também tenho treinado muito. Todos nós, na verdade. Hoje mesmo, eu planejo passar toda a madrugada treinando, levando meu corpo ao limite extremo. O Grey estará comigo. Todos nós estamos fazendo o nosso melhor. Mas o que eu queria lhe perguntar é se existe mais alguém do Departamento Espacial de Defesa que possa ter sobrevivido ao ataque recente.
- Agora não é o momento de falar sobre isso, Chairo – Mestre Jacoh atalhou – Só quero deixar claro que vocês devem estar realmente preparados para tudo.
- Nós estaremos! – todos disseram quase ao mesmo tempo.

A reunião chegava ao fim com o Mestre Jacoh um tanto quanto irritado. Haori contara aos colegas a verdade sobre seu passado e seus objetivos, mas se recusou a contar algo que o mestre considerava importante. O tempo, pelo jeito, teria que se encarregar de explicar aos Jacohrangers tudo aquilo.

- Para finalizar, quero incumbi-los de uma nova missão. Vocês devem partir até o Monte Teppan. Lá devem despertar uma fera ancestral que será nossa aliada. Com a força dela, talvez tenhamos uma chance de vencer o Império Akkuma.
- Entendido!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Brazilian Tokyo é atacada quando os heróis estão prestes a partir. Indecisos, eles têm que fazer uma difícil escolha. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 31 – O CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA

domingo, 5 de janeiro de 2014

EPISÓDIO 29 - O LADO MALIGNO DA JACOHRANGER PÚRPURA


EPISÓDIO 29 – O LADO MALIGNO DA JACOHRANGER PÚRPURA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O TERRÍVEL IMPERADOR GOUKI NÃO É DESTRUÍDO MESMO RECEBENDO POR DUAS VEZES O PODEROSO “FLASH SAGRADO DO COSMOS”, MAS ACABA RECUANDO.
- O RASTRO DE DESTRUIÇÃO DEIXADO PELO INIMIGO É TERRÍVEL E CHAIRO NÃO SE CONFORMA COM O ELEVADO NÚMERO DE PESSOAS QUE MORRERAM DEVIDO AO ATAQUE.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Tarde de sábado. O centro de Brazilian Tokyo ia se reconstruindo aos poucos sob os olhares atentos de uma Jacohranger. Os heróis tinham combinado de se revezar em uma espécie de “ronda” para garantir que estariam presentes caso acontecesse um novo ataque do Império Akkuma.
Murana olhava com atenção para a população mobilizada em reerguer as belas praças recentemente destruídas. Seu coração estava longe. Apesar de tudo, era difícil não pensar em outras coisas.

- É melhor não ficar tão obcecada com isto...

De repente. Um grito. E outro. E pessoas correndo.

A balbúrdia vinha do lado oposto da praça, em uma esquina a uma quadra dali. Murana correu em direção às pessoas que fugiam sem saber ao certo o que as tinha amedrontado. Chegou ao local da confusão e viu apenas soldados Kardler perseguindo transeuntes.
Sem sequer se transformar, ela foi golpeando e nocauteando, sem grande esforço. Os Kardler foram caindo um a um, mas pareciam não parar de surgir. Impaciente, Murana se transformou na Jacohranger púrpura cogitando lançar um ataque mais violento, quando ouviu uma gargalhada.

- Continue, garota! – era uma voz grave e ressonante – Continue a atacar os humanos que você jurou proteger.
- O que? Humanos?

O ser se revelou. Era um monstro de formato humanóide e corpo revestido de algo parecido com grossas camadas de metal. Seu rosto era cadavérico, sua testa continha uma estranha tatuagem que emitia faíscas douradas. Nas mãos, uma imensa lança.

- Isso mesmo. Humanos.

Da tatuagem da testa do monstro, um raio místico dourado foi até uma garotinha que estava caída. Em poucos segundos, a jovem se transformou em um soldado Kardler. Murana soltou um grito de desespero.

- Seu maldito. Como se atreve a fazer algo tão cruel?
- E a próxima será aquela senhora – o monstro disse, apontando para uma idosa que havia tropeçado e não tinha conseguido fugir.
- Não!

A heroína atirou-se, colocando seu corpo em frente à próxima vítima do monstro. A Jacohranger púrpura recebeu o raio transformador, se tornando um soldado Kardler.

***

Mestre Jacoh e os outros estavam reunidos de frente aos monitores do quartel-general dos heróis. Sua expressão de preocupação era visível.

- Malditos! Quando irão parar? – era Chairo, pensando em voz alta.
- Há alguma forma de fazer Murana e as outras pessoas voltarem ao normal? – Hitomi perguntou ao Mestre Jacoh.
- Derrotando aquele monstro. Mas o difícil será fazerem isso sem Murana e sem ferir as pessoas transformadas em soldados Kardler. Com certeza, aqueles malditos usarão as pessoas contra vocês.
- Vamos logo! – era Daira.
- Jacoh Change!

Os quatro Jacohrangers logo chegaram à praça principal de Brazilian Tokyo. O local, ainda em processo de reconstrução, parecia quase destruído novamente. O número de soldados Kardler era assustador, e não havia como saber quase eram humanos transformados e quais eram servos reais do Império Akkuma.

- Sou Bakemononinaruka. E este local será o túmulo de vocês.
- Maldito! Transformou todas estas pessoas em soldados Kardler. Isto é imperdoável! – Chairo gritou.
- Não me faça rir, herói idiota. Por acaso não sabia que todos os soldados Kardler são seres de outros planetas que atacamos transformador por mim? Isto mesmo. Vocês passaram os últimos meses combatendo e espancando pessoas inocentes, habitantes comuns de outros planetas.

Chairo ficou estarrecido. Seu sangue fervia.

- Pessoal, vamos ajustar nossas pistolas para liberar apenas o raio sonífero – Hitomi orientou os colegas – Desta forma, não machucaremos ninguém e conseguiremos lutar diretamente contra este monstro sem interferências.

E assim todos fizeram. As pessoas transformadas em soldados adormeceram, exceto uma: Murana. E ela imediatamente atacou Daira.

- Murana! Volte a si! Você é um Jacohranger, você é uma de nós. Liberte-se do domínio daquele monstro.
- Cale-se, sua maldita! – a heroína transformada atacava a colega sem piedade – Há muito tempo quero lhe dar uma lição. E de hoje não irá passar.
- Lição? Há muito tempo?

O soco de Murana levou Daira ao chão. Enquanto isto, Hitomi, Grey e Chairo trocavam golpes de todos os tipos com Bakemononinaruka. O monstro era quase invulnerável, não se deixando abater nem por seus socos e chutes nem pelos golpes de espada.

- Vamos combinar o poder de nossas pistolas! – a Jacohranger bege disse.

Os heróis efetuaram um disparo mais poderoso, mas pouco adiantou. Combinaram o ataque de suas espadas, e novamente o resultado não foi efetivo. O monstro contra-atacou e derrubou os três.
Daira seguia sendo golpeada por Murana sem saber o motivo de tanto ódio da sua colega.

- Pare, Murana!
- Não vou parar até matá-la!

As garras da ex-Jacohranger púrpura rasgaram a armadura da heroína laranja. Novos golpes vieram, levando Daira ao chão.

- Chairo será meu! – Murana disse – Só meu! E nem você nem aquela menina que ela gosta irão impedir. Ouviu bem? Não vão!
- O que?
- Não se faça de surda!

Murana massacrou Daira, que foi ao chão próxima a seus colegas, também quase nocauteados.

- Vamos usar o Jacoh Cannon! – era Hitomi – Juntaremos o que restou da força de nossos corações e destruiremos Bakemononinaruka!
- Vamos! – Chairo respondeu.
- Jacoh Cannon! – todos gritaram em uníssono.

Uma imensa onda de energia atingiu o monstro, que foi ferido e levado ao chão, mas conseguiu se levantar com muita dificuldade. Antes que pudesse contra-atacar, o Jacoh Cannon efetuou outro disparo, explodindo Bakemononinaruka e levando os Jacohrangers à exaustão.
As pessoas transformadas em soldados Kardler voltaram ao normal, incluindo Murana. A batalha tinha sido vencida e os danos não tinham sido tão grandes. Ou será que tinham?
Chairo descobriu que os soldados Kardler que eles mataram exaustivamente desde que as batalhas começaram eram na verdade pessoas inocentes de outros planetas. Mulheres, crianças talvez!
E o que Daira ouviu de Murana... A Jacohranger laranja torcia para que ninguém mais tivesse ouvido aquilo. Seria verdade que sua colega TAMBÉM estava apaixonada por Chairo? Será que Murana nutria por ela uma antipatia por causa disto e nunca lhe falou nada? Será que ela se recusaria a salvar Aline se aquilo significasse perder o amor de Chairo para sempre?

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Haori acaba revelando seu passado, enquanto Chairo intensifica seus treinamentos. Serão as informações de Haori úteis para enfrentar o Império Akkuma? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 30 – PREPARATIVOS PARA A GRANDE GUERRA