Jacohrangers

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domingo, 12 de janeiro de 2014

EPISÓDIO 30 - PREPARATIVOS PARA A GRANDE GUERRA


EPISÓDIO 30 – PREPARATIVOS PARA A GRANDE GUERRA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O MONSTRO BAKEMONONINARUKA TRANSFORMA SERES HUMANOS EM SOLDADOS KARDLER, REALIZANDO O PROCESSO TAMBÉM EM MURANA, A JACOHRANGER PÚRPURA.
- OS HERÓIS CONSEGUEM FAZÊ-LA VOLTAR AO NORMAL DESTRUINDO O INIMIGO, MAS DAIRA OUVIU MURANA DECLARAR SEU AMOR POR CHAIRO QUANDO ESTAVA HIPNOTIZADA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Chairo, peça a todos para resolverem seus assuntos pessoais impreterivelmente até o final da tarde. Hoje, no começo da noite, quero ter uma reunião séria com vocês – disse o Mestre Jacoh.
- Pode me antecipar o assunto?
- O futuro.

O dia transcorreu sem grandes problemas. Não houve ataque do Império Akkuma nem nada digno de nota. Não foi difícil reunir todos ainda no final da tarde. Mas o Jacohranger marrom sentiu que havia um clima estranho. Um silêncio incomum. Como se houvesse algum tipo de mal-estar.

- Algo errado, pessoal?

Murana e Daira responderam com um aceno de cabeça que claramente significava “não”. Mas uma não olhava para a cara da outra, não conversavam entre si, e aquilo Chairo percebeu sem esforço. Grey sempre fora calado, e Hitomi estava mexendo em um dos computadores da equipe para certificar-se de que não havia nenhum ataque ocorrendo.

- Enquanto o Mestre Jacoh não vem, vou tomar banho! – era o Jacohranger marrom.

Haori também não havia chegado. Parecia estar conversando com o Mestre Jacoh em outra sala, sendo aquela a reunião que antecederia a reunião com todos os demais.

- Vocês duas precisam se entender! – Hitomi disse a Murana e Daira.
- O que? – ambas perguntaram em uníssono.
- Não sei o que aconteceu quando vocês lutaram entre si, mas, com certeza, alguma coisa aconteceu, pois vocês não estão mais se falando. Dá para perceber facilmente o clima ruim que surgiu entre vocês.
- Impressão sua – Murana respondeu sem convicção.
- Olhem, eu não quero me meter. Mas é melhor vocês resolverem isto antes que comece a reunião, pois parece que não será uma reunião qualquer.
- O que você sabe sobre essa reunião, Hitomi? – Daira perguntou.
- Sei que ela já nos trará problemas suficientes mesmo que estejamos unidos. Imagine se houver desentendimentos entre nós.

Hitomi desligou o computador e saiu da sala. Grey discretamente também se ausentou.

- Aquilo que você falou enquanto estava transformada em soldado Kardler... Era tudo verdade? – Daira perguntou – Desculpe, acho que primeiro tenho que perguntar se você consegue lembrar do que falou enquanto estava dominada?

Se Murana ainda se lembrasse, ela podia evitar problemas mentindo que não lembrava. No fundo, era aquilo que Daira esperava. Mas ela foi incrivelmente surpreendida.

- Eu me lembro – a Jacohranger púrpura respondeu – Eu não tinha muito controle sobre o que fazia e dizia, mas estava razoavelmente consciente. Acho que a transformação despertou o que havia de pior em mim. Por favor, me perdoe.
- Mas aquilo que você falou... Sobre seus sentimentos... É tudo verdade?

Murana ficou quieta, olhou para o chão, suspirou e demorou a responder. Quando o fez, Daira já tinha entendido tudo.

- Por favor, Daira, não pense que eu te odeio.
- Eu lhe digo o mesmo, Murana.
- Não, é diferente. Eu disse coisas horríveis e dei a entender que tinha um ódio por você guardado sem nunca ter mostrado, mas não é isto. Tenho começado a sentir muitas coisas ultimamente. Estou muito confusa. Mas não tenho nada contra você.
- Eu acredito em você. Mas não vou mentir: fiquei muito assustada com o que você me disse.
- Você não contou aquilo para alguém aqui do grupo, contou?
- Não se preocupe, Murana. Não falei nada para ninguém. Sei que este tipo de coisa não é fácil.

Mestre Jacoh e Haori chegaram ao aposento. A garota parecia transtornada, irritada, como se tivesse discutido com o mestre. Grey logo retornou. Ficaram alguns minutos em silêncio até Chairo regressar de seu banho. E então se sentaram próximos uns dos outros em um círculo.
A expressão do Mestre Jacoh era fechada. Hitomi parecia com vontade de gritar com todos. Grey mantinha-se em sua introspecção característica. Murana e daira se mostravam mais tranqüilas. Hitomi e Chairo estavam calmos, mas curiosos.

- Pessoal, obrigado por terem vindo pontualmente – o Mestre Jacoh começou – Precisamos conversar sobre algumas coisas. Todas envolvem a batalha contra o Império Akkuma. Direta – ele olhou para Haori – ou indiretamente.

***

- Pode parecer óbvio o que eu vou dizer, talvez soe meio repetitivo. Mas escutem. Estamos nos aproximando da batalha final contra o Império Akkuma. Eles são covardes e cruéis além de todos os limites. Temos que estar preparados para tudo! Para tudo!

Todos assentiram discretamente com a cabeça, mas não fizeram mais que aquilo. O Mestre Jacoh prosseguiu ao ver que ninguém tinha nada a acrescentar.

- Vocês ainda não despertaram o poder que a Terra tem a lhes oferecer em sua totalidade. Ainda vão ficar muito mais fortes. Mas...
- Você teme que não seja o bastante – Chairo completou.
- É como eu disse. Estamos enfrentando o império espacial maligno mais poderoso de todo o universo. Vencê-los é um sonho que os povos de dezenas de planetas têm há décadas. Não é mesmo, Haori?

O tom de voz e o olhar do Mestre Jacoh indicavam que havia algo que Haori deveria dizer. Levando em conta que ambos tinham ficado as últimas duas horas conversando a sós, ficava claro que aquele seria um dos principais assuntos da reunião.

- Eu não queria, mas o Mestre Jacoh me convenceu a contar para vocês a verdade sobre meu passado – ela disse.
- Verdade? – era Hitomi – Como assim?
- Bem, eu realmente vim de um planeta sob ataque do Império Akkuma. Mas não sou uma simples vítima nem uma mera fugitiva. Eu os combatia. Eu era do Departamento Espacial de Defesa.

Um minuto de espanto silencioso e de olhares entrecruzados.

- E por acaso...
- Calma, Chairo, eu ainda não terminei – ela interrompeu o amigo – Sou uma guerreira. A nave em que cheguei foi muito danificada, mas o que vocês não sabem é que ela também é uma nave de combate. Tenho treinado muito, em segredo, para recuperar minhas habilidades, pois pretendo enfrentar o Império Akkuma. Não vim a este planeta por estar sendo perseguida por eles, vim porque eu os persigo. E quando souberam que eu estava chegando, mandaram tropas para me receber.
- É bom saber que, ao seu modo, você nos ajudará, Haori. Eu também tenho treinado muito. Todos nós, na verdade. Hoje mesmo, eu planejo passar toda a madrugada treinando, levando meu corpo ao limite extremo. O Grey estará comigo. Todos nós estamos fazendo o nosso melhor. Mas o que eu queria lhe perguntar é se existe mais alguém do Departamento Espacial de Defesa que possa ter sobrevivido ao ataque recente.
- Agora não é o momento de falar sobre isso, Chairo – Mestre Jacoh atalhou – Só quero deixar claro que vocês devem estar realmente preparados para tudo.
- Nós estaremos! – todos disseram quase ao mesmo tempo.

A reunião chegava ao fim com o Mestre Jacoh um tanto quanto irritado. Haori contara aos colegas a verdade sobre seu passado e seus objetivos, mas se recusou a contar algo que o mestre considerava importante. O tempo, pelo jeito, teria que se encarregar de explicar aos Jacohrangers tudo aquilo.

- Para finalizar, quero incumbi-los de uma nova missão. Vocês devem partir até o Monte Teppan. Lá devem despertar uma fera ancestral que será nossa aliada. Com a força dela, talvez tenhamos uma chance de vencer o Império Akkuma.
- Entendido!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Brazilian Tokyo é atacada quando os heróis estão prestes a partir. Indecisos, eles têm que fazer uma difícil escolha. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 31 – O CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA

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