Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 23 de fevereiro de 2014

EPISÓDIO 36 - REVIVE O REI DOS MONSTROS DO INFERNO




NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- PARTE DO PASSADO DE GREY, O JACOHRANGER CINZA, VEM À TONA. O JOVEM NÃO SE CONSIDERA MAIS DIGNO DE FAZER PARTE DO GRUPO E DECIDE DEIXAR DE SER UM HERÓI, APESAR DOS PROTESTOS DE HAORI.
- UMA PREVISÃO APROXIMADA DÁ CONTA QUE A TERRA TEM APENAS TRINTA HORAS ANTES DE ENTRAR EM COLPASO TOTAL E SER DESTRUÍDA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O Imperador Gouki conversava com Garak e Aramuki.

- Logo poderemos abandonar este planeta insignificante. Mas antes, quero ter a satisfação de saber que os tais Jacohrangers foram destruídos por nossas mãos, e não pelo grande colapso que destruirá este mundo. Vocês dois estão oficialmente encarregados de cuidarem disto.
- É uma honra, meu Imperador – disse Garak – Mas creio que nossa interferência direta não será necessária, pois, antes de ser destruído, o Feiticeiro Imperial tomou algumas providências interessantes.
- A que se refere?
- Ele ficou sabendo da existência de uma criatura mitológica invencível há muito adormecida neste planeta. Um ser criado para destruir, mas que por algum motivo jazia em um sono inquebrantável. O Feiticeiro Imperial quebrou o selo mágico que mantinha a criatura adormecida. Já a temos em nosso poder – explicou Misudan.
- Ela já pode atacar a qualquer momento – era Garak.
- Então, façam com que ela ataque os heróis imediatamente! – o Imperador ordenou.
- Sim! – ambos responderam em uníssono.

E assim, o Rei dos Monstros do Inferno saiu do covil onde fora trancafiado e enviado para as proximidades de Brazilian Tokyo.

***

Grey estava na rua. Indiferente à crise gravíssima que assolava a Terra, sem se importar com a imensa responsabilidade que caía sobre os ombros de todos os Jacohrangers. Apenas seguia, andando cabisbaixo sem saber exatamente o que queria e o que faria.
A chuva era torrencial. Relâmpagos faiscavam com fúria, fazendo de imensos prédios suas vítimas. Pessoas corriam para escapar dos destroços, outras para se abrigar das ventanias e dos tremores de terra. O planeta parecia mais condenado a cada segundo que passava.
Um garoto de seis anos, uma mãe desesperada e uma criança em seu colo. Uma família, indefesa, insegura, correndo sem direção em busca de algum tipo de abrigo. Muitas outras estavam naquela situação. Mas o olhar fixo do jovem chamou a atenção de Grey. O garoto veio em direção ao Jacohranger.

- Você vai nos salvar, não vai? Como das outras vezes. Você vai nos salvar?
- Desculpe, menino. Não estou entendendo.
- Você é um dos Jacohrangers, não é? Você já salvou minha família duas vezes, eu lembro.
- Eu... salvei sua família?
- Sim. Na primeira vez, minha mãe e eu fomos atacados por soldados Kardler, mas você e seus amigos apareceram. Você derrubou vários soldados com poucos golpes. Você é muito forte.
- Desculpe... – Grey estava constrangido – Eu acho que não... reconheci seu rosto.
- Na segunda vez, minha mãe tinha sido atingida pelos espinhos venenosos de um monstro muito cruel. Mas eu sempre acreditei que vocês a salvariam. E uma moça chamada Haori trouxe um líquido que curou minha mãe. Aposto que esta Haori é sua amiga, não é?
- Sim, de certa forma, sim.
- Vocês salvaram minha família duas vezes. Se não fosse por você e seus amigos, minha mãe teria morrido. E olha que ela estava grávida na época. Por isto que eu não tenho medo destes desastres que estão acontecendo. Porque eu sei que os Jacohrangers irão proteger a Terra e não vão deixar nem minha mãe nem ninguém morrer.

Grey fechou os punhos e lacrimejou.

- Você está certo, menino. Como é o seu nome mesmo?
- Toshihiko.
- Pode ficar tranqüilo, Toshihiko. Os outros Jacohrangers e eu não vamos deixar a Terra ser destruída.

E Grey voltou correndo até a base dos heróis.

***

O Jacohranger cinza chegou achando que receberia uma bronca por ter abandonado os companheiros, mas não foi isto o que aconteceu. Todos estavam reunidos, sim, aguardando-o, porém por outro motivo.

- Monstro maldito! – Chairo gritou.

O monitor mostrava uma criatura gigantesca se dirigindo até Brazilian Tokyo e destruindo algumas propriedades rurais que encontrava pelo caminho. Parecia muito mais forte do que qualquer inimigo anterior.

- Vamos, pessoal! – Hitomi gritou – Jacoh Change!

Os heróis partiram e interceptaram o monstro antes que ele chegasse a alguma região habitada de Brazilian Tokyo. Chairo estava sozinho dentro do Densetsu Robotto, Murana, Hitomi, Daira e Grey pilotavam o Robô Cruzador, e Haori comandava seu Galactic Robô.
Viram no topo de uma montanha, assistindo o combate que começaria, ninguém menos que Misudan, um dos membros do Flagelo do Universo.

- Jacohrangers, deixem que eu lhes apresente o Rei dos Monstros do Inferno. Ele é uma criatura mítica de uma lenda aqui da Terra, e não pode ser vencida. Antes de morrer, o Feiticeiro Imperial soube do adormecimento desta criatura e a despertou. Uma descoberta útil, não acham?
- Rei dos Monstros do Inferno? – era Haori.
- De acordo com as lendas do planeta de vocês, ele nunca foi destruído e jamais poderá ser. Nas outras vezes em que ele esteve ativo, o máximo que puderam fazer foi adormecê-lo com rituais, isto ainda em épocas imemoriais. Mas o Feiticeiro Imperial se encarregou de não permitir que este monstro possa adormecer novamente. Bem, espero que se divirtam.

E sumiu.

- Maldito! – Chairo gritou.

E a batalha, enfim, teve início.

***

Os três robôs golpearam com suas espadas, encontrando total resistência na couraça intransponível do inimigo. Mísseis, lasers e diferentes tipos de rajadas de energia foram disparados, fazendo pouco mais do que arranhar o inimigo.

- Deste jeito, perderemos – Hitomi gritou.
- Vamos detê-lo aqui antes que ele alcance algum bairro habitado de Brazilian Tokyo – Grey disse – Vamos usar os ataques mais poderosos que tivermos.

- Densetsu Chou Ken Hi!
- Flash Sagrado do Cosmos!
- Galactic Finisher!

O Rei dos Monstros do Inferno foi golpeado violentamente, sendo também arremessado centenas de metros para trás e explodindo. Quando a poeira baixou, os Jacohrangers viram o inimigo de pé. Bastante ferido, mas ainda de pé. Vivo.

- Não acabou ainda! – Grey gritou – Se ainda temos energia, vamos tentar de novo.
- Densetsu Chou Ken Hi!
- Flash Sagrado do Cosmos!
- Galactic Finisher!

O resultado foi o mesmo. O terrível vilão bastante ferido, mas ainda vivo. E avançando ferozmente. Seria a vez de ele atacar.
As garras do monstro derrubaram o Densetsu Robotto no primeiro ataque. O Galactic Robô tentou resistir, mas também foi ao chão rapidamente. O Rei dos Monstros e o Robô cruzador trocaram golpes, mas só a máquina de batalha dos heróis foi atingida. Os três robôs tentaram se levantar, mas não tinham forças. E o inimigo já se preparava para baforejar fogo.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DOS JACOHRANGERS:

Unir as forças é só o que resta. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 37 – GATTAI! A ÚLTIMA ESPERANÇA!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

EPISÓDIO 35 - GREY FRAQUEJA


EPISÓDIO 35 – GREY FRAQUEJA

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- HAORI SE REVELA A JACOHRANGER PRATEADA E DESTRÓI O TERRÍVEL FEITICEIRO IMPERIAL, ENQUANTO SUA MÁQUINA DE BATALHA, O GALACTIC ROBÔ AJUDAVA O ROBÔ CRUZADOR E O RECÉM-CONSERTADO DENSETSU ROBOTTO A DERROTAR OS MONSTROS GIGANTES.
- APESAR DE TUDO ISTO, O RITUAL FORA COMPLETADO. O PLANETA ESTAVA FORA DE SUA ÓRBITA. A TERRA SE AFASTAVA LENTAMENTE DO SOL.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Haori não conseguia entender. Achou que todos tinham ficados surpresos com a revelação de que ela podia se transformar na Jacohranger prateada, pensou que todos a encheriam de perguntas sobre sua máquina de batalha, o Galactic Robô, imaginou que passaria as horas seguintes contando com detalhes como tudo aquilo havia acontecido.

Mas não.

Chairo e Aline estavam isolados em um quarto. Quem passava pelo corredor podia ouvi-lo chorando de alegria e alívio. Havia muito que conversar, e o Jacohranger marrom jurou repetidas vezes que jamais permitiria que a vida de Aline corresse perigo novamente. A menos que o Mestre Jacoh convocasse os heróis por algum motivo, com certeza eles não sairiam daquele quarto tão cedo.
Murana e Daira, cada uma em seu aposento, mantinham-se em um silêncio depressivo. Era sabido que ambas nutriam fortes sentimentos por Chairo, e agora ele estava com a amada dele. Ambas ficaram felizes, pois a vida de uma pessoa inocente tinha sido salva, e seu amado voltava a sorrir como há semanas não fazia. Mas, ainda assim, elas estavam tristes demais – e viam no isolamento a melhor forma de se sentirem melhor.
Hitomi conversava com o Mestre Jacoh. Ambos monitoravam a situação atual do planeta com a ajuda dos avançados computadores do quartel-general. A intenção era estabelecer uma espécie de “prazo”. Precisavam saber por quanto tempo ainda haveria vida na Terra. Era imperioso saber quanto tempo tinham para reverter aquele ritual maldito. Paralelamente a isto, também estavam verificando a extensão dos estragos causados por fenômenos atmosféricos – e formas de minimizar tais danos. Com certeza, Hitomi não seria a pessoa certa para ouvir tudo que Haori queria contar.
E havia o Grey. O mais calado, o mais tímido dos Jacohrangers. Estava em seu quarto desde que voltaram da última batalha, mas certamente apenas por uma questão de preferir o silêncio. Não deveria haver nenhum motivo específico para que se isolasse.
Haori decidiu conversar com ele.

***

Duas batidas de leve na porta. Como resposta, uma voz abafada que dizia “entre”. Haori abriu lentamente a porta, imaginando encontrar apenas um jovem um tanto quanto antissocial. E se surpreendeu.
Grey usava as costas das mãos para enxugar as lágrimas. Era possível notar seu rosto vermelho, sua respiração um tanto descompassada. A impressão era que ele tinha passado as últimas horas chorando.

- Desculpe. Estou incomodando? – ela gaguejou.
- Não, claro que não – ele gaguejou ainda mais.

Ele estava sentado em sua cama. Ela ficou de pé, meio constrangida, apesar de haver uma cadeira em frente à mesa do computador de Grey.

- Sabe, eu... achei que talvez você se interessasse em saber mais sobre como descobri que podia me transformar em uma Jacohranger. Os outros parecem estar meio ocupados... Bem, não que você não esteja...
- Sente-se, Haori. Eu quero ouvir, sim. É claro. Mas, antes, por favor, me responda: você vai conseguir se transformar em Jacohranger para sempre? Você já é realmente uma nova componente do grupo?
- Bem, sim... Na verdade...
- Então, Haori, eu não sou mais necessário. Vou conversar hoje mesmo com o Mestre Jacoh e avisá-lo. Vou abandonar os Jacohrangers.

***

- Grey, por que isso?
- Eu não sou mais necessário, Haori. A Shira morreu, e eu não fui capaz de impedir. Durante todas as batalhas que travamos, eu sempre fui o menos útil do grupo. Com a chegada da Hitomi, voltamos a ser cinco, e eu pensei em sair já naquela época, mas acabei não fazendo aquilo porque sabia que lutar apenas em quatro seria difícil. Agora que você também virou uma Jacohranger, eu posso sair com tranqüilidade. Restaram cinco Jacohrangers. Um número suficiente para proteger a Terra do maldito Império Akkuma.
- Mas e você?
- Eu seguirei o meu caminho. Seja ele qual for – ele quase não conseguiu dizer aquilo.
- Grey, faz muito pouco tempo que estou aqui com vocês, mas pelo que já notei você, definitivamente, não é um inútil. Você tem lutado, da mesma forma que todos os outros, e não deixa a desejar em nada. Você é tão Jacohranger quanto qualquer um dos outros.
- Eu já tomei minha decisão...
- Grey. Há algo mais que eu não saiba, algo que ninguém aqui saiba? Algo que você, talvez, queira contar?
- Haori, eu já tomei minha decisão... Amanhã mesmo irei embora após conversar com o Mestre Jacoh.
- Grey, não sabemos quanto tempo temos até termos que lutar novamente, então aproveite. Aproveite este momento, aproveite que todos os outros estão ocupados com seus próprios assuntos e me conte. Diga para mim o que está fazendo você pensar desta maneira.

O Jacohranger cinza recomeçou a chorar. Quando conseguiu parar, resolveu contar o que lhe afligia.

***

- Então, ela morreu porque você não conseguiu protegê-la?
- Sim. Eis por que eu não sou digno de ser considerado um Jacohranger.
- Grey, você não pode...
- Você não tem idéia do quanto eu gostava dela, Haori. Ela foi a primeira pessoa nesta vida que gostou de mim, e eu gostava dela mais do que de qualquer coisa, e aqueles malditos... Aqueles malditos assassinos! – Grey gritou – Não tiveram piedade.
- Você não teve culpa.
- Sim, eu tive – o tom de voz dele continuava alterado – Se eu tivesse sido mais forte, se eu fosse mais competente... Chairo conseguiu salvar sua amada. Ele sim é um verdadeiro Jacohranger. Eu sou só um inútil, só estive aqui durante todo este tempo para “fazer número”. Mas agora que você chegou, eu não sou mais necessário.

A mão de Haori voou em direção ao rosto de Grey. O garoto não reagiu, embora não escondesse a surpresa por receber um tapa tão violento.

- Esqueceu-se que meu mundo também foi atacado? Que eu também perdi pessoas que eu amava? Acha que também não me sinto culpada por não ter sido capaz de protegê-las? Responda.

Nada.

- Eu também senti na pele tudo o que você está sentindo. Mas escolhi superar a dor e lutar. Lutar para impedir que outras pessoas passem pelo mesmo que eu passei. Lutar para vingar a morte daqueles que eu tanto amava. Lutar para punir os desgraçados do Império Akkuma. Eles são muito poderosos, Grey. São os seres mais abomináveis do universo. Não é nenhuma vergonha ter dificuldades em enfrentá-los porque todo o universo já se mostrou impotente contra eles. Nós devemos levantar a cabeça e fazer o nosso melhor. Esta é a melhor maneira de respeitar a memória daqueles que se foram. Eles jamais descansariam em paz se soubessem que desistimos de lutar. Pense nisto, Grey.
- Haori, é fácil falar...

Outro tapa, muito mais violento que o anterior. A Jacohranger prateada saiu e bateu a porta com força, deixando o herói cinza a refletir sobre tudo aquilo. Lá fora, uma reunião do Mestre Jacoh com os demais. Era a hora de salvar a Terra.

- Não é uma previsão exata, apenas uma estimativa. Temos algo em torno de trinta horas até um colapso total e irreversível – o Mestre Jacoh explicava – O ritual pode ser revertido, mas será muito difícil. A missão que lhes aguarda não será fácil. Assim que vocês disserem que estão prontos, eu lhes darei todos os detalhes.

Haori olhou para trás. Grey não apareceu.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Um ritual do Império Akkuma traz à vida uma fera terrível que jamais foi vencida. A missão dos heróis de reverter o ritual acaba tendo que esperar. Mas a força do inimigo vai além de tudo que se imaginava. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 36 – REVIVE O REI DOS MONSTROS DO INFERNO!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

EPISÓDIO 34 - UM MILAGRE? SURGE A JACOHRANGER PRATEADA!


EPISÓDIO 34 – UM MILAGRE? SURGE A JACOHRANGER PRATEADA!

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- CHAIRO FINALMENTE CONSEGUE SALVAR SUA AMADA ALINE, DEIXANDO-A A SALVO NO QUARTEL-GENERAL DO GRUPO, ENQUANTO VOLTAVA PARA DETER O RITUAL MALIGNO DO FEITICEIRO IMPERIAL.
- O ROBÔ CRUZADOR COMBATIA QUATRO MONSTROS AO MESMO TEMPO, MAS DAIRA O ABANDONOU E DESCEU PARA CHAIRO A IMPEDIR O RITUAL QUE TIRARIA A TERRA DE SUA ÓRBITA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Não vamos resistir por muito tempo – Hitomi disse – Estamos perdendo estabilidade.

O Robô Cruzador combatia quatro monstros ao mesmo tempo, o que em condições normais já seria um desafio terrível. Sem estar com sua força máxima, era praticamente certa a derrota. Mas os Jacohrangers não se renderiam.

- O pior é que Chairo e Daira precisam de ajuda – Murana dizia, aflita – Precisamos descer o quanto antes.
- Vamos atacar com todas as nossas forças! – Hitomi gritou.

A terra tremia, luz e trevas se alternavam, e chovia torrencialmente, como se a natureza protestasse contra o que acontecia no planeta. Um vento violentíssimo obrigava os Jacohrangers a segurarem com muita força seus controles para impedir que o Robô Cruzador fosse levado pelas correntes de ar. Os constantes golpes de que a máquina de batalha era alvo logo se encarregaram de levá-lo ao chão.
Os monstros chutavam e agrediam o robô caído, gerando explosões e danificando-o. Um raio saiu dos olhos dele, arremessando longe uma das criaturas. Os Jacohrangers conseguiram fazer sua máquina de batalha se erguer, mas logo foram alvo de outros ataques incessantes.
O céu já estava irreconhecível. Ventos destruíam tudo. A chuva era torrencial, como se fossem as lágrimas de suas futuras vítimas. E a temperatura começava a cair bruscamente. Não havia mais tempo.

A Terra estava se afastando do sol.

***

- Hitomi, vamos tentar nos posicionar de forma a deixar os quatro malditos lado a lado. Assim podemos atacar todos ao mesmo tempo – Murana gritou.
- Vamos!

Usando a pouca força que restava, os três Jacohrangers fizeram o possível e foram bem-sucedidos em colocar os inimigos lado a lado.

- Agora! – a Jacohranger bege gritou.
- Flash Sagrado do Cosmos!

Uma considerável quantidade de energia foi desprendida, explodindo violentamente os inimigos. Quando a poeira baixou, foi possível notar que dois monstros tinham sido totalmente destruídos. Mas os outros dois ainda resistiam e pareciam ainda ter energia suficiente para destruir o Robô Cruzador.
Atacaram. Com garras, cuspindo substâncias cáusticas, com chutes e disparando raios. O Robô Cruzador foi ao chão, onde continuou sendo golpeado furiosamente. Quando parecia que seria o fim, houve uma grande explosão e não foi mais possível ver os monstros. Só então os três Jacohrangers perceberam que as criaturas tinham sido arremessados a dezenas de metros de distância.
O Densetsu Robotto estava novamente de pé, totalmente consertado. Nas mãos, a Densetsu Espada. Dentro dele, guiando-o com todas as forças de seu coração, ninguém menos que o Mestre Jacoh.
Os dois monstros resistiam, embora estivessem feridos. Uma tempestade sem precedentes tomava conta de Brazilian Tokyo. Um tremor de terra extremamente violento tirava toda a estabilidade. Não havia mais luz.

E naquele panorama, a batalha recomeçaria.

***

- Pare, maldito!

O Jacohranger marrom estava, finalmente, após um interminável confronto contra dezenas de soldados Kardler, frente a frente com o Feiticeiro Imperial. O ritual não estava mais sendo executado – uma clara demonstração que havia sido encerrado com sucesso. Era tarde demais para a Terra. O planeta seria destruído em breve.

- Você é um desgraçado! – Chairo disse – Você é um maldito e vai pagar! Vai pagar muito caro! Farei você se arrepender de tudo que fez.
- Daremos um jeito de reverter este ritual maldito e salvaremos a Terra – era Daira, a Jacohranger laranja.
- Podem entender um pouco do ódio que sinto pelo que aconteceu a meu irmão Rarpoth. Foi neste planeta maldito que ele foi eliminado, foi enquanto tentava conquistar esta Terra imunda que ele foi morto. Por isto punirei seu mundo miserável com este trágico fim. O grande Imperador Gouki me autorizou a fazer isto, pois o grande objetivo dele é a extinção de toda a vida no universo. Assim que este mundo estiver prestes a ser devorado por algum buraco negro, partiremos e continuaremos nossos ataques. Logo, todas as formas de vida do universo perecerão, e tudo o que existe deixará de existir. E que fique bem claro: não há nada que vocês possam fazer para impedir. Nada!
- Maldito! – o Jacohranger marrom gritou.

Chairo avançou para atacar o inimigo, mas o Feiticeiro Imperial se teleportou para trás dele. Tentou novamente, obtendo o mesmo resultado. E uma terceira, quarta e quinta vez também, sempre falhando em atingir seu inimigo.
Daira disparou com sua pistola após entender o padrão dos movimentos do vilão, ferindo-o quando ele se materializava atrás de Chairo. Disparou mais e mais vezes, sendo seguida por seu amigo, mas o Feiticeiro Imperial se protegia com um campo de força mágico. Os dois Jacohrangers tentaram atacar com suas espadas, porém também encontraram bloqueio na aura mística que circundava o inimigo.

- Vocês são fracos! São patéticos. É uma vergonha que nosso Império ainda não tenha acabado com vocês e devastado este planeta imundo. Mas de hoje isto não passará.
- Em uma coisa você está certo – era Chairo – De hoje, isto não passará.

E sem que Daira esperasse, o Jacohranger marrom invocou a arma de ataque final dos heróis. Ela não questionou, se posicionou e se concentrou para efetuar o disparo mais poderoso possível.

- Jacoh Cannon!

Um violento disparo dizimou o campo de força que protegia o Feiticeiro e o feriu com grande intensidade. Ele sangrava e cambaleava, mas ainda vivia. Os dois Jacohrangers não tinham mais energia, pois usaram tudo que lhes restava de força.

Então, uma espada trespassou o corpo do Feiticeiro Imperial.

- Haori! É você? – Chairo perguntou.
- Jacoh Change!

E, para a surpresa de todos, Haori se transformou na Jacohranger prateada. Sua espada logo decapitou o Feiticeiro Imperial. Mas o feitiço já havia sido consumado.

***

Outro robô apareceu misteriosamente, talhando e retalhando os dois monstros restantes. A máquina de batalha lembrava um veículo espacial conhecido, quando o Mestre Jacoh tratou de explicar.

- Este é o Galactic Robô, a máquina de batalha que Haori trouxe com ela. Haori agora também é uma Jacohranger. E ela talvez saiba como reverter o ritual que afastou a Terra de sua órbita.
- O quê? – todos perguntaram ao mesmo tempo, atônitos.

Com a força combinada do Galactic Robô, do Robô Cruzador e do Densetsu Robotto, os dois monstros foram derrotados.
Mas aquilo não amenizava a situação crítica em que a Terra se encontrava: vagava pelo espaço infinito, fora de sua órbita, afastando-se do sol e sendo vítima de incontáveis desastres naturais. Não tardaria para que toda a vida no planeta fosse extinta.
O Feiticeiro Imperial estava morto. Os monstros gigantes também. Aline estava salva. Os heróis teriam, talvez, algumas horas para tentar evitar o pior. Voltaram para seu quartel-general confabulando durante o caminho sobre o que poderia ser feito. De fato, Haori tinha uma idéia, mas aquilo não era uma garantia de que conseguiriam salvar a Terra.
Mal sabiam que o Império Akkuma já tinha em andamento outro plano para que houvesse ainda mais terror na Terra.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O passado de Grey vem à tona. Será ele capaz de lidar com tudo e auxiliar nos heróis na dura missão que lhes aguarda? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 35 – GREY FRAQUEJA   

domingo, 2 de fevereiro de 2014

EPISÓDIO 33 - A VIDA DE ALINE CORRE PERIGO!


EPISÓDIO 33 – A VIDA DE ALINE CORRE PERIGO

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS JACOHRANGERS FAZEM TUDO QUE ESTÁ A SEU ALCANCE PARA DESPERTAR A FERA CONHECIDA COMO “CORAÇÃO ADORMECIDO DA TERRA”, MAS FALHAM.
- SÃO OBRIGADOS A VOLTAR ÀS PRESSAS PARA BRAZILIAN TOKYO, POIS O FEITICEIRO IMPERIAL, NOS LIMITES DA CIDADE, INICIOU UM TERRÍVEL RITUAL QUE TIRARÁ O PLANETA TERRA DE SUA ROTAÇÃO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- O que houve, Chairo? – o vilão perguntou, tendo no rosto um sorriso diabólico – Não vai me deter? Não é para isto que você e seus amigos vieram até aqui?
- Maldito! Solte-a imediatamente!

Ela chorava. Não parecia ferida nem ter sido vítima de nenhum tipo de maus-tratos. Mas estava imobilizada por correntes, tinha um medo terrível e havia várias espadas próximas a seu pescoço. Soldados Kardler a ameaçavam a uma distância segura, onde não poderiam ser alcançados pelos Jacohrangers sem antes executá-la.

Quem estava ali era Aline.

Chairo tinha dificuldades para respirar. Sem que soubesse exatamente por que, ou que tivesse controle sobre aquilo, se destransformou. Deu um passo à frente e derramou algumas lágrimas. Queria chamar por ela, mas tinha a certeza de que seu coração já tinha feito aquilo. Cerrou os punhos e ficou sem saber o que fazer. Sua amada estava tão próxima e ao mesmo tempo tão distante.

- Chairo. Vamos! – Hitomi tocou seu ombro – Precisamos deter o Feiticeiro Imperial.
- Não! – ele se desvencilhou, em lágrimas, visivelmente perturbado – Se nos intrometermos, eles vão matar Aline. Vamos deixar o ritual ser realizado e depois vamos salvá-la.
- Chairo, o que está dizendo? – era Murana.
- Chairo, se não fizermos nada a Terra será destruída – Daira disse.
- Não! – ele gritou – A Aline vem em primeiro lugar.
- Não vou repetir, heróis medíocres! – o Feiticeiro Imperial disse – Se derem um único passo, a garota morre. Não tenho nenhuma necessidade de manter reféns. A vida dela não tem nenhum valor para mim.
- Seu maldito! – Chairo chorava copiosamente.

Os outros heróis tentaram se adiantar, mas o Jacohranger marrom, destransformado, os deteve. Virado para eles, abriu os braços e disse que ninguém avançaria mais nem um centímetro.

***

- Jacoh Change! – Chairo disse – Não irão colocar a vida de Aline em perigo. Não deixarei.
- Chairo, acorde! – Daira disse – Não temos nenhuma garantia de que conseguiremos salvá-la depois que o ritual do Feiticeiro Imperial se cumprir.
- Você quer que ela morra, não é? – o herói marrom gritou – Quer que ela morra por que seria conveniente para você, não é?
- Já chega, Chairo! – Murana gritou, desferindo-lhe um soco.

Grey havia se afastado e já entrava em contato com o Mestre Jacoh. Hitomi olhava com atenção para tudo que acontecia ao seu redor. Precisava encontrar uma forma de salvar Aline e ainda impedir a realização do ritual do Feiticeiro Imperial. Precisava não ser vista, precisava de um plano, precisava de uma chance. Precisava fazer alguma coisa.

- Pare, Chairo! – Murana gritava.

O Jacohranger marrom atacava a púrpura e a laranja sem hesitação. Suas espadas se chocavam, faíscas voavam e o som do aço musicalizava o campo de batalha.
Algumas dezenas de metro adiante, o Feiticeiro Imperial murmurava palavras imbuídas energia negativa, enquanto prisioneiros de outros planetas eram sacrificados. Fumaça e luz negra se mesclavam, chamas terríveis eram evocadas e consumiam vidas inocentes.
A luz do sol parecia cada vez mais tímida. E a terra começou a tremer.

- O ritual começou! – Hitomi gritou – Precisamos fazer alguma coisa.
- O que estou fazendo? – Chairo deixou sua espada cair – O que estou fazendo? Me perdoem!
- Chairo, não devemos desistir agora! – a Jacohranger púrpura gritou.

Subitamente, surgiram vários soldados Kardler e um monstro de cor azul, penugens exóticas e um bico amarelado que cuspia labaredas poderosas. Chamava-se Granko e começou a agredir violentamente os Jacohrangers.
Os cinco se posicionaram com dificuldade. Não tinham equilíbrio, pois o chão tremia e um vento inexplicavelmente forte surgiu. Chairo segurou sua espada completamente desconcentrado, sendo derrotado até mesmo pelos soldados Kardler.
O monstro cuspia fogo. Murana e Grey não conseguiram se desviar e foram atingidos. Hitomi e Daira tinham dificuldades em combater os soldados inimigos. Suas pistolas atiravam a esmo, a instabilidade do chão os fazia tremer e lhes tirava a mira.
Mas, por algum motivo, os Kardler e o monstro pareciam conseguir batalhar normalmente naquelas condições. O terremoto se intensificava e a escuridão ficava mais intensa. A ventania se tornava furacão.

- É agora! – disse Chairo.

O vento extremo fez os soldados que ameaçavam Aline se desequilibrarem e caírem. O Jacohranger marrom deu um salto imenso e cruzou toda a distância que os separava. Chegou até a garota antes que os inimigos se recompusessem, e os derrotou, mesmo desarmado.
Invocou o jato do grupo e entrou nele com Aline, abraçando-a apertadamente, às lágrimas. O piloto-automático os conduzia de volta ao quartel-general do grupo, onde ela estaria em segurança. Onde ela não poderia mais ser atacada, ameaçada ou seqüestrada. Depois que o mundo fosse salvo, eles poderiam ficar juntos. Para sempre.

***

Os quatro Jacohrangers que ficaram no campo de batalha tentaram se reagrupar. Colocaram-se em posição de semicírculo e esperaram que os adversários os atacassem, para apenas contra-atacarem. Funcionou, pois quem tomava a iniciativa acabava se desequilibrando. Os heróis foram golpeando os Kardler. E logo só restava o monstro Granko.
A criatura baforejou fogo e os Jacohrangers responderam com os disparos de suas pistolas. Houve explosões e o monstro se desequilibrou, caindo. Os heróis avançaram furiosamente com suas espadas e talharam e estocaram sem parar. Quando Granko conseguiu se levantar, seus oponentes já preparavam o golpe final.

- Jacoh Cannon!

Granko foi feito em pedaços, mas logo se ergueu, gigantesco, revivido pela força maligna dos inimigos. Hitomi, Grey, Daira e Murana sabiam que não podiam hesitar apesar da ausência de Chairo e invocaram o Robô Cruzador.
Adentraram a gigantesca máquina de batalha e se posicionaram. O inimigo cuspiu fogo antes que estivessem prontos, mas conseguiram se defender. A imensa batalha começou.
O terremoto ficava cada vez mais intenso, enquanto a própria luz do sol também ia desaparecendo lentamente. O vento já era furacão e logo o centro de Brazilian Tokyo seria atingido. O ritual tinha que ser detido. Eles não podiam perder tempo com o monstro Granko.
Ao mesmo tempo em que combatiam o oponente gigante, viram Chairo voltando, justamente para atacar o Feiticeiro Imperial. Mas uma horda de soldados Kardler o detinha, fazendo com o terrível conjurador pudesse dar seqüência ao quase concluído rito maligno.
Parecia faltar pouco para Chairo impedir o Feiticeiro Imperial, porém sempre apareciam mais e mais soldados Kardler. E o tempo parecia acabar.

- Um de nós... Mais de um, de preferência, terá que descer para ajudar o Chairo – Murana disse – Do contrário, ele não conseguirá a tempo.
- Mas se ficarmos em três aqui – era Daira – não teremos estabilidade para lutar e poderemos perder.

Eles ainda não tinham terminado a discussão, quando surgiram mais três monstros gigantes: um com aspecto de sapo, outro que lembrava uma espécie de búfalo e outro similar a um réptil bípede. Juntas, as quatro aberrações iniciaram um imenso ataque contra o Robô Cruzador.

- Eu vou descer! – era Daira – Se o ritual não for impedido, a Terra estará condenada, e estes monstros gigantes serão o menor de nossos problemas.
- Daira, espere! – Hitomi gritou.

Lá embaixo, o Feiticeiro Imperial gargalhava.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A batalha gigante se torna desesperadora. O ritual se completa, condenando a Terra, mas Chairo não desiste. Então, ocorre um milagre. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 34 – UM MILAGRE? SURGE A JACOHRANGER PRATEADA!