Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 30 de março de 2014

EPISÓDIO 40 - CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DESTRUIÇÃO



NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:
- O MESTRE JACOH USA PALAVRAS DURAS PARA MEXER COM O BRIO DOS JACOHRANGERS, LEMBRANDO AOS HERÓIS QUE A VITÓRIA OU DERROTA DELES DEPENDERÁ DO PODER DE SEUS CORAÇÕES.
- OS HERÓIS PARTEM PARA COMBATER OS VILÕES RESSUSCITADOS: RARPOTH, GHITTA E FEITICEIRO IMPERIAL. UMA BATALHA TERRÍVEL TEM INÍCIO. A TERRA ESTÁ PRESTES A SER DESTRUÍDA.
O QUE IRÁ ACONTECER?

A batalha seguia feroz. Disparos de energia, feitiçarias e golpes de espada se misturavam a esquivas, bravatas e gritos de dor. Heróis e vilões batalhavam em conjunto, se agrupando e reagrupando, fazendo, desfazendo e refazendo formações a todo instante.
Os céus eram um borrão negro ofuscado pelos constantes relâmpagos que rutilavam com fúria, vez por outra, derrubando algum prédio. O chão se abria, a terra tremia, e parte das ondas que vinham de um litoral a mais de trezentos quilômetros de distância já chegava à cidade. Os ventos eram terríveis movendo carros, casas e pessoas que tinham onde se esconder. Os horizontes eram tomados pelos clarões intempestivos dos raios que faiscavam para em seguida voltarem ao opressor tom de trevas.
A grande maioria da população de Brazilian Tokyo já se encontrava nos modernos abrigos subterrâneos que haviam sido desenvolvidos tão logo os ataques do Império Akkuma se intensificaram. Eram construções complexas criadas com o que de mais moderno existia em nível de tecnologia na região. Pareciam ter sido projetadas para acolher as pessoas para sempre, pois contavam com absolutamente todo o necessário para se viver lá por décadas.
No entanto, todos sabiam: se o planeta inteiro fosse destruído, quem estivesse naqueles abrigos não conseguiria se salvar.
***
Chairo e Ghitta travavam um novo confronto ideal após heróis e vilões trocarem de oponente várias vezes. O Jacohranger marrom usava sua espada; a vilã, suas garras. O ódio entre eles era grande demais para que a batalha transcorresse em silêncio.
- Aline já está em segurança. Eu consegui salvá-la. Seus planos falharam, maldita.
- Isso de nada adiantará quando esse planeta for destruído.
- Nós, Jacohrangers, já derrotamos você e vamos derrotar de novo. E então salvaremos nossa Terra.
- Não se iluda, idiota.
Garras e lâmina colidiam e mediam forças em movimentos velozes. Faíscas adornavam o confronto, enquanto o clangor do aço musicalizava o embate. Chairo hesitou por uns poucos instantes quando notou que começava a nevar – algo que indicava que a Terra estava se afastando cada vez mais do sol. A distração fez com ele se desconcentrasse, e as garras inimigas vieram talhando sua vestimenta de combate. Houve um grito de dor, seguido de um novo ataque. O Jacohranger marrom foi ao chão.
Murana, Daira e Grey combatiam o Feiticeiro Imperial, intercalando golpes de espada com disparos de suas pistolas. O vilão recém-ressuscitado usava sua magia telecinética para manipular o corpo dos heróis e arremessa-los uns contra os outros. A estratégia funcionou algumas vezes, até os Jacohrangers usarem sua força de vontade para resistir ao controle arcano.
Dos dedos finos do vilão vieram raios de uma energia negra e assustadora. A resposta veio com o ataque conjuntos das três pistolas. As forças se chocavam, quando os Jacohrangers laranja, cinza e púrpura uniram suas espadas, e da união delas fizeram surgir uma nova rajada de energia luminosa, que se somou à anterior e atingiu o Feiticeiro Imperial. O vilão caiu, bastante ferido.
- Agora! Jacoh Cannon! – gritou a Jacohranger púrpura.
O canhão disparou a energia destrutiva, mas seu alvo recorreu a um encantamento para se teleportar para longe. Houve uma explosão pouco eficaz, e então o vilão surgiu atrás dos heróis, que efetuaram um novo e surpreendente disparo. O Feiticeiro Imperial não esperava por aquilo, e desta vez não conseguiu se esquivar. Foi atingido violentamente. Várias explosões ocorreram em seu corpo, que derramava um sangue amarronzado e corrosivo.
- Mais uma vez! – gritou Daira – Jacoh Cannon!
E o canhão atingiu outra vez o Feiticeiro Imperial, explodindo-o e ceifando a vida dele.
Não houve tempo para comemorar. Os três heróis ficaram muito enfraquecidos por usarem três vezes seguidamente sua arma máxima e tiveram que fazer força para não cair. Enquanto buscavam forças em sua coragem, ouviram uma voz chamando-os telepaticamente e trataram de prestar atenção.
- Pessoal, prestem atenção – era o Mestre Jacoh estabelecendo contato – Derrotem logo os inimigos, porque daqui a aproximadamente uma hora...
- Daqui a uma hora o que, Mestre Jacoh? – era Chairo.
No fundo, todos já sabiam o que vinha a seguir. Mas parecia menos doloroso demorar a receber a confirmação. A terra seria completamente destruída. Seria o fim de tudo.
- Como podemos impedir o colapso total? – Haori perguntou.
- Primeiro derrotem seus oponentes! Depois eu lhes darei as devidas explicações.
- Ok! – todos gritaram ao mesmo tempo.
A responsabilidade havia aumentado infinitamente. A pressa também. Mais do que nunca, as palavras de incentivo que tinham recebido do Mestre Jacoh seriam úteis. Aquela era, praticamente, a batalha final.
***
Rarpoth executou um feitiço que lançava uma espécie de escuridão mágica nos Jacohrangers. Os heróis desviaram seus rostos, mas deram tempo para que Ghitta viesse com suas garras devastadoras. Ela feriu Chairo, Haori, Hitomi, Daira e Murana. Mas não Grey, que deteve seus braços e a golpeou com uma violenta cabeçada.
A vilã tonteou, e as espadas de Hitomi e Haori estocaram, talharam e retalharam em uma sequência indefensável de investidas. Houve sangue negro conspurcando o chão e um grito de dor. As seis lâminas dos heróis se uniram, e delas surgiu uma grande onda de energia. Ghitta ainda agonizava, quando as pistolas dos heróis, juntas, lançaram outro poder devastador.
Ghitta foi ao chão e explodiu.
Rarpoth conjurou todas as energias malignas que pôde, inclusive algumas oriundas de onda estavam os cadáveres de Ghitta e do Feiticeiro Imperial. Uma sombra negra gigantesca revestiu seu corpo, fazendo-o crescer. Seu tamanho chegou a algo em torno de cinquenta metros de altura.
- Maldito! Robô Cruzador! – Chairo chamou.
- Densetsu Robotto – Grey invocou.
- Galactic Robô! – Haori convocou.
Os Jacohrangers se dividiram entre as três máquinas de batalha. Rarpoth não se intimidou e começou a conjurar seus feitiços, agora em tamanho gigante.
- Não temos muito tempo pessoal – era o Jacohranger marrom – Pelas minhas contas, só restam quarenta minutos.
- Vamos atacar com toda a força já! – disse Murana.
- Densetsu Chou Ken Hi!
- Flash Sagrado do Cosmos!
- Galactic Finisher!
As três ondas de energia destrutiva acertaram Rarpoth em cheio. O vilão foi ao chão, ferido, ensanguentado e ofegante. Mas ainda vivo e não derrotado.
- Não me venceram com tão pouco! – ele bravateou.
- Pessoal, vamos unir nossos corações! – sugeriu Hitomi.
- Gattai!
E surgiu, da união dos três robôs anteriores, o imponente Great Jacoh Oh. Um único movimento da nova máquina de batalha bastou para que Rarpoth recebesse um novo e terrível golpe. Suas entranhas já estavam à mostra, quando um novo golpe lhe arrancou os braços. O ataque posterior custou-lhe os braços.
- Hora do golpe final! – Haori gritou.
- Ultimate Finisher! – todos bradaram ao mesmo tempo.
Uma explosão terrível. Rarpoth virara pó. Os Jacohrangers abandonaram o robô e desceram ao chão. Pelas suas contas, faltavam apenas trinta minutos para o pior.
- Mestre Jacoh, diga-nos o que precisamos fazer! – Hitomi bradou.
- Por favor, Mestre – era Grey – Diga logo!
- Jacohrangers, escutem. Chegou o momento do teste decisivo.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis correm contra o tempo para salvar a Terra, mas o Flagelo do Universo lhes prepara uma surpresa terrível. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 41 – OFENSIVA CONTRA A BASE DOS HERÓIS.

domingo, 23 de março de 2014

EPISÓDIO 39 - CAOS! OS VILÕES REVIVEM




NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- OS JACOHRANGERS E O FLAGELO DO UNIVERSO TRAVAM UM COMBATE VIOLENTÍSSIMO: A VERDADEIRA BATALHA FINAL.
- APESAR DE TODO O ESFORÇO DOS HERÓIS, O INIMIGO É PODEROSO DEMAIS E DERROTA OS JACOHRANGERS. ANTES QUE O PIOR ACONTEÇA, O MESTRE JACOH SURGE E USA O RAIO DE TRAÇÃO DA NAVE PARA FUGIR JUNTO COM OS HERÓIS, ADIANDO MAIS UMA VEZ A BATALHA VERDADEIRA.

O QUE IRÁ ACONTECER?

Chairo e Hitomi eram desolação. Murana e Daira choravam. Grey estava silencioso, os olhos expressando frustração, os punhos agredindo um saco de areia, como se lá estivesse o rosto do inimigo. Haori estava quase perdendo a consciência – era a mais ferida.
O Mestre Jacoh tomava todas as providências para deixar os jovens prontos o quanto antes para a nova batalha – que certamente não tardaria a acontecer. Os corpos seriam recuperados através do uso de toda a tecnologia de que os heróis dispunham.  Os corações seriam curados tão logo o mestre pudesse conversar com todos juntos.
- Eu vou cuidar dos ferimentos da Haori – era Hitomi.
- Chairo, o que vamos fazer? – Murana perguntou.
A resposta foi um semblante cheio de lágrimas, vazio de respostas. Um punho se cerrou, mas não foi com a força costumeira. Os olhos se fecharam, as palavras não saíram. O Jacohranger marrom, definitivamente, não sabia o que responder.
- Nós não iremos perder! – era Grey, tomando parte na conversa sem ser chamado.
- A terra está sendo destruída. Ela foi afastada de sua órbita. Os meteorologistas estimam mais umas dez horas de vida no planeta – era Daira, em lágrimas – Será que não há nada que possamos fazer? Mestre Jacoh! Mestre Jacoh, por favor diga que ainda não perdemos. Diga que ainda não acabou.
O mestre chegou a eles. Haori e Hitomi também próximas, feridas o bastante para não terem condições imediatas de voltar a um combate, mas ainda lúcidas o suficiente para não deixarem de ouvir aquilo.
- A batalha apenas começou, pessoal – era o Mestre Jacoh – Levantem suas cabeças, enxuguem suas lágrimas. Pois a Terra ainda pode, e vai ser, salva.

***

- Há uma forma de salvar a Terra da catástrofe. Estou terminando as últimas verificações para lhes passar as informações precisas. Em menos de uma hora, vocês já saberão exatamente o que precisam fazer para que a Terra volte à sua órbita e não seja devastada.
- E quanto ao flagelo do universo? – era Daira.
- Como podemos vencê-los? – perguntou Hitomi.
- A resposta está dentro do coração de vocês! – o mestre foi seco.
- Não há coração que nos faça vencê-los – Chairo gritou – Aqueles desgraçados são fortes demais. Demais!
O soco desferido pelo mestre fez o Jacohranger marrom ir ao chão.
- Idiota! Será que ainda não entendeu?
- Talvez, eu não sirva para ser um Jacohranger – ele disse, levantando-se com o lábio inferior sangrando.
Veio outro soco do mestre, ainda mais feroz. Chairo foi outra vez ao chão. Os demais heróis contemplaram tudo aquilo pasmos.
- Sua querida Aline ficaria orgulhosa me ver você se fazendo de vítima justamente quando a Terra mais precisa de coragem. Esconda-se debaixo da cama se estiver com medo, mas ao menos se cale e não tire o ânimo dos seus amigos. Eles lutarão em seu lugar caso você não seja homem suficiente para travara a batalha final.
Houve o silêncio da estupefação e alguns minutos de reflexão muda. Olhares foram trocados com discrição, até todos se voltarem ao Mestre Jacoh. Ficava claro que ele ainda tinha algo importante a dizer.
- Vocês chegaram até onde chegaram, atingiram o que atingiram, apenas e tão somente graças à coragem que tinham em seus corações. Se suas coragens diminuem quando o inimigo mostra grandes poderes, o verdadeiro inimigo passa a ser não o oponente, mas sim seus próprios corações. Perguntem a si mesmos por que estão com medo! Olhem para dentro de si com esperança, lembrando sempre das pessoas que dependem de vocês para terem um amanhã, e vocês encontraram o poder que precisam.
- Mestre... – todos disseram quase ao mesmo tempo.
- Vou dizer de novo: não importa a força de seus adversários. O coração que realmente acredita não tem limites. O poder de vocês só terá limites se vocês quiserem que tenha. Lutem com coragem, que a vitória virá.
As lágrimas voltavam, encharcando todos os rostos, mas agora a emoção era outra. Devia ser a coragem tão necessária que aflorava de maneira brusca.
O Mestre já providenciava uma cura parcial para os ferimentos de todos quando o alarme tocou. Brazilian Tokyo estava sob ataque. Rostos e vozes conhecidas mandavam uma mensagem aos Jacohrangers.
- Já que este mundo vai ser mesmo destruído em poucas horas – era Misudan – vou poupar o povo desta cidade de sofrer, eliminando-os antes.
- Vejam como somos bondosos, Jacohrangers! – Garak gargalhou.
- Deviam nos agradecer – era Aramuki.
Junto deles, rostos inacreditavelmente conhecidos. Rarpoth, o Feiticeiro Imperial, Ghitta e vários monstros já derrotados. Todos juntos, iniciando um impiedoso ataque contra o centro da cidade.
- Desgraçados! –era o Mestre Jacoh – Usaram o sangue de vocês em um ritual que ressuscitou a maioria dos vilões que vocês já tinham vencido. Parece que a coragem de vocês será posta à prova antes do que imaginávamos.
Chairo deu um passo à frente e chamou a atenção de todos.
- Pessoal, não importa o estado físico de nossos corpos. Não vamos perder. Encontraremos em nossos corações a força necessária. Vamos lutar com todas as nossas forças e salvar nosso planeta!
- Vamos! – Hitomi gritou.
- Jacoh Change! – todos bradaram ao mesmo tempo.
E partiram lutar mais uma vez.

***

O caos estava instaurado em Brazilian Tokyo. Vítimas fatais se amontoavam sobre as calçadas do centro. Casas, prédios e diversas construções eram escombros. Pessoas corriam e gritavam, mantendo-se vivas apenas devido ao prazer que seus algozes sentiam em seu desespero. Uma moça grávida estava prestes a ser assassinada por Rarpoth, quando a pistola de Grey atingiu o feiticeiro.
- Não vamos permitir que causem mais destruição e desespero. Os Jacohrangers acabarão com todo o mal que há nesta Terra. Preparem-se, covardes! – era Grey.
Por algum motivo, o flagelo do universo desapareceu em um teletransporte místico. Rarpoth, Feiticeiro Imperial, Ghitta e outros seis monstros já derrotados permaneceram. Havia também algumas dezenas de soldados Kardler. A sede de sangue não lhes permitiu dizer nada.
As espadas de Grey e Murana foram dando cabo dos soldados sem grande esforço. Chairo combatia Ghitta e Rarpoth. A pistola de Daira se ocupava do Feiticeiro Imperial, muito embora ele se protegesse com seus subterfúgios arcanos. Hitomi e Haori enfrentavam os monstros. Os transeuntes das proximidades corriam para os abrigos subterrâneos. Já tinham esperança novamente.
Com a derrota dos Kardler, o Jacohranger cinza e a púrpura foram ajudar a heroína bege e a prateada contra os monstros. Combinaram o poder de suas lâminas para destruírem um, com a força de suas pistolas deram cabo de outros dois, e dizimaram os três restantes com o Jacoh Cannon.
A Jacohranger laranja tinha dificuldades contra o Feiticeiro Imperial, que lançava encantamentos estranhos que enfraqueciam a heroína. Chairo feriu seriamente Ghitta, mas foi terrivelmente golpeado por Rarpoth. Os outros quatro heróis se dividiram para ajudar os colegas, e logo a batalha teve uma nova configuração.
Os relâmpagos começavam a se intensificar. O Feiticeiro Imperial usou sua magia para direcionar vários contra os Jacohrangers. A batalha ficava cada vez mais dramática.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A batalha segue, mas não há mais tempo. Quem vencerá? Não percam no próximo domingo:

EPISÓDIO 40 – CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DESTRUIÇÃO

segunda-feira, 10 de março de 2014

EPISÓDIO 38 - JACOHRANGERS VS. FLAGELO DO UNIVERSO



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O DENSETSU ROBOTTO, O ROBÔ CRUZADOR E O GALACTIC ROBÔ UNEM SUAS FORÇAS, MAS MESMO SEUS ATAQUES CONJUNTOS NÃO SÃO CAPAZES DE DERROTAR O REI DOS MONSTROS DO INFERNO.
- AO PERCEBEREM QUE NÃO CONSEGUIAM VENCER POR ESTAREM LUTANDO SEM UNIÃO, OS JACOHRANGERS UNEM SEUS CORAÇÕES E GERAM O GATTAI DEFINITIVO ENTRE OS ROBÔS. O RECÉM-FORMADO GREAT JACOH OH DERROTA O INIMIGO, E ENTÃO SURGE O FLAGELO DO UNIVERSO DESAFIANDO OS HERÓIS PARA A BATALHA FINAL.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Vocês são a escória do universo! – Chairo não se conteve – Tiram vidas como se elas não tivessem valor. Destroem cidades, civilizações, planetas inteiros apenas por diversão. O que ganham com tudo isto?
- Nós não permitiremos que façam o mesmo com a Terra – era Hitomi – Não permitiremos!
- Palavras bonitas. Palavras de desafio. Pena que serão suas últimas – disse Garak.
- Se soubessem quantas bravatas já ouvimos de pretensos defensores dos planetas que já destruímos... – Misudan sorriu – Mas enfim... Terminem logo suas ameaças vazias.
- Milhares de mundos, milhões de pessoas inocentes pereceram por culpa de vocês. São almas que clamam por justiça – era Haori – Elas apenas aguardam a derrota de vocês para poderem descansar em paz. Preparem-se!
- Chega de conversa! – bradou Aramuki, e já avançou em direção a Grey.

O Jacohranger cinza brandiu sua espada e a girou em um movimento transversal, do que o inimigo se esquivou. O punho de Aramuki encontrou velozmente o queixo do oponente, e suas garras se abriram talhando parte de seu ombro antes que o herói se recompusesse. Grey deu um passo para trás, firmou o pé no chão e tornou a golpear com sua espada, sem jamais conseguir atingir seu alvo.
A pistola de Murana disparou com violência, mas o tiro ricocheteou na pele de Aramuki, que se virou com agilidade felina e lançou com a mão energia suficiente para arremessar a heroína púrpura longe. Ela se reergueu sem perda de tempo, concentrando mais energia para um novo disparo. O resultado foi o mesmo, e ela desembainhou sua espada. As lâminas dos dois Jacohrangers iam encontrando as garras imensas do “flagelo do universo”, porém sem achar uma brecha para efetivamente atingi-lo.
Daira e Hitomi uniram suas pistolas para efetuar um tiro mais violento contra Garak. O inimigo usou uma técnica ancestral para criar várias ilusões de seu próprio corpo. As heroínas tinham dificuldades para identificar quem era o verdadeiro oponente e atiravam aleatoriamente, atingindo cópias imaginárias que sumiam. Em dado momento, o verdadeiro Garak surgiu, atacando-as violentamente pela retaguarda. Foi uma violenta sequência de socos e chutes que logo as levou ao chão. Elas se puderam de pé e sacaram suas espadas, mas não conseguiam acompanhar a velocidade de seu adversário. Em pouco tempo, já estavam no chão novamente.
Chairo e Haori não empunharam suas armas. Avançaram contra Misudan apenas com os punhos, desferindo socos e chutes fortalecidos pelo ódio. Havia a responsabilidade de vencer, de proteger a Terra e todo o universo, mas havia algo mais. Mais intenso, mais violento. Mais feroz.

Havia um desejo de vingança.

- Foi você o desgraçado que destruiu meu planeta não foi? – Haori perguntou a Misudan – Foi você o desgraçado que não ofereceu clemência mesmo quando nossos líderes já tinham se rendido? Foi você o covarde desgraçado que assassinou a sangue frio várias crianças na frente de seus pais apenas para aumentar nosso desespero, mesmo quando já estávamos completamente derrotados? Foi você, não foi?
- O quê? – Chairo gritou – Esse desgraçado fez tudo isso?
- Sim, fui eu – a expressão de Misudan era fria e insensível – Eram vidas sem valor, bem como todas as que empesteiam este universo. Não fiz mais do que minha obrigação. O mundo dos vivos não é o lugar de lixo como as formas de vida do seu planeta.
- Maldito! – ela respondeu.

Haori sacou sua espada. A lâmina foi tomada por um fogo espesso, labaredas que pareciam o reflexo de seu ódio. Seu rosto estava pétreo, indecifrável. A fúria parecia escondida atrás de um semblante de extrema concentração. Chairo chegou a pensar em não interferir no confronto, mas logo lembrou que aquela era a batalha final – não havia espaço para vinganças pessoais.
O Jacohranger marrom fez um esforço para despertar toda a sua energia interior. Não foi difícil surgir dentro dele uma vontade inabalável de vencer o inimigo. Sua espada não ficou em chamas, mas seu coração sim.
As lâminas dos heróis chocaram-se com violência contra a couraça de Misudan. O vilão pareceu nem sentir, mas os ataques se seguiam com ira incessante. Talhos e retalhos iam sendo abertos, sangue sujo escorria, e não havia contra-ataque. Chairo e Haori golpearam até acharem que o oponente cairia.

Mas isto não aconteceu.

- É pouco. Muito pouco. Achei que, já que vocês tinham tantas bravatas no começo da batalha, teriam mais poder de combate a oferecer agora. Mas vocês me decepcionaram heróis. E muito.

Misudan começou a gerar uma estranha energia em suas mãos. Separou os braços e duplicou a energia que se formava. O poder foi aumentando, crescendo, até se tornar uma imensa bola destrutiva que foi arremessada. Pelo seu tamanho, não deveria ser tão veloz, mas era. O Jacohranger marrom e a prateada não conseguiram se esquivar. Uma explosão imensa os levou ao chão.
Feridos, se levantaram e empunharam novamente suas espadas. Magicamente, Misudan criou uma lâmina similar, e a batalha se tornou uma dança de morte e aço rasgando o ar a uma velocidade impressionante. O embate seguia com as armas faiscando e chispando seu cessar, uma infinidade movimentos e manobras de ataque e defesa se intercalando em algo que quase parecia uma coreografia dos deuses da guerra.
Em poucos minutos, Chairo e Haori estavam no chão, feridos, fazendo força para não gritarem de dor. Ao olharem ao redor, viram que seus demais colegas de batalha também estavam caídos. Os seis fizeram um esforço colossal para se levantarem e se posicionaram em semicírculo.

- Parece que vocês perderam a batalha final! – era Aramuki.
- Seu planeta está condenado! – Garak fez coro – Vocês falharam. Agora, morram com a frustração de terem falhado, de não terem sido capazes de proteger as pessoas que amam. Vão para o inferno a passem uma eternidade lá se sentindo culpados.
- Jacoh Cannon! – foi a resposta dos heróis.

Os seis uniram suas forças e dispararam com toda a energia que tinham.  S imensa explosão não feriu o flagelo do universo, que gargalhou e começou a lançar raios altamente destrutivos. Os Jacohrangers foram ao chão, destransformados.  Todos sangravam bastante.
Subitamente, uma aeronave sobrevoou o campo de batalha, e um facho de luz surgiu sobre os heróis, tragando-os para dentro da nave.

- Vocês já adiaram a batalha final mais de uma vez – o Mestre Jacoh gritou para os vilões, que olhavam estarrecidos lá de baixo – Agora, é a nossa vez de adiar.

Os Jacohrangers fugiram.

- A batalha não foi totalmente perdida, ao menos – era Aramuki.
- De qualquer forma, com todos estes fenômenos atmosféricos ocorrendo ao mesmo tempo, esta terra logo será destruída – era Garak – Nem teremos que sujar nossas mãos.
- Então vamos logo começar! – bradou Misudan.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O flagelo do universo usa o sangue dos heróis para trazer antigos aliados de volta à vida. Um terrível ataque tem início. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 39 – CAOS! OS VILÕES REVIVEM!

domingo, 2 de março de 2014

EPISÓDIO 37 - GATTAI! A ÚLTIMA ESPERANÇA



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O CONTATO COM UM GAROTO QUE TINHA SIDO SALVO PELOS JACOHRANGERS MAIS DE UMA VEZ FAZ GREY ENTENDER SEU VALOR COMO HERÓI E VOLTAR PARA AJUDAR SEUS AMIGOS.
- ANTES DE MORRER, O FEITICEIRO IMPERIAL DESPERTOU UMA BESTA PODEROSÍSSIMA INTITULADA “REI DOS MONSTROS DO INFERNO”. MESMO O PODER COMBINADO DO DENSETSU ROBOTTO, DO ROBÔ CRUZADOR E DO GALACTIC ROBÔ NÃO PARECE SUFICIENTE PARA VENCÊ-LO.

O QUE IRÁ ACONTECER?

O Rei dos Monstros baforejou uma impressionante rajada de fogo. Os três robôs, no chão, foram violentamente atingidos. Os heróis gritaram de agonia e dor. Houve uma quantidade absurda de destruição ao redor.

- Se um ataque como esse for feito em algum bairro habitado de Brazilian Tokyo, teremos milhares de vítimas. Temos que deter este maldito aqui mesmo. E rápido – Chairo pensou em voz alta.

Mais fogo destruiu parte da paisagem natural das cercanias. Por sorte, era uma área afastada da cidade, um local desabitado. Ainda assim, próximo o bastante dos bairros mais populosos de Brazilian Tokyo para preocupar a todos. Se o monstro não fosse detido, em poucos minutos, toda a cidade estaria ardendo em chamas.
Usando a pouca energia que lhes restava, os três Jacohrangers ergueram suas máquinas de batalha e tentaram, por um curto instante de tempo, formular algum tipo de plano de ação. Será que o Rei dos Monstros do Inferno tinha alguma espécie de ponto fraco?

- Talvez seja melhor um de nós ir até o centro de Brazilian Tokyo e orientar as pessoas a evacuarem a cidade – disse Haori.
- Espere, Haori! – era Hitomi – Nós ainda não perdemos. E nem pretendemos perder.
- Vamos fazer uma terceira tentativa de ataque conjunto – Chairo gritou – Uma hora enfraqueceremos o inimigo o suficiente.
- Não adianta! – Haori rebateu – Só vamos gastar a pouca energia que nos resta.
- Haori, se você pedir a evacuação da cidade, só vai causar pânico – Grey se manifestou – A batalha ainda não acabou.
- A Haori tem razão – disse Daira – Infelizmente, não podemos arriscar milhares de vidas. Até acharmos uma forma de derrotar este maldito, é melhor garantir que as pessoas ficarão em segurança.
- Pessoal, vamos parar de brigar! – Murana pediu – Só vamos vencer se estivermos unidos.

O Rei dos Monstros do Inferno golpeou os três violentamente, gerando várias explosões nos circuitos internos dos robôs.

- Vamos! – gritou Chairo – Densetsu Chou Ken Hi.
- Flash Sagrado do Cosmos!

Mas Haori não liberou o “Galactic Finisher”. Seu Galactic Robô já se dirigia até o centro de Brazilian Tokyo. Enquanto os Jacohrangers praguejavam contra sua aliada, a poeira baixava. O Rei dos Monstros do Inferno estava ferido e sangrava bastante. Mas ainda se mantinha em totais condições de batalhar.

E baforejou violentamente contra o Galactic Robô.

A Jacohranger prateada gritou quando foi atingida, indo com sua máquina de batalha ao chão. O inimigo começou a golpear a máquina caída, destruindo parte significativa da estrutura metálica externa do robô.
O Robô cruzador foi em seu auxílio, tentando ferir o inimigo de todas as formas possíveis. O rei dos Monstros se mostrava indestrutível, resistindo sem esforço a todas as investidas dos heróis, como se fosse necessária uma força quase infinita para danificar seu corpo bestial.
O Densetsu Robotto fez o mesmo. Ambos os robôs golpeavam ao mesmo tempo, procurando um ponto fraco, uma vulnerabilidade, uma região do corpo do Rei dos Monstros que pudesse ser ferida.

Mas não adiantava.

Em poucos minutos, os três robôs dos Jacohrangers estavam no chão. E o terrível monstro dirigia-se até regiões habitadas de Brazilian Tokyo.

***

- Eu disse... – Haori balbuciava – Que deveríamos orientar as pessoas a fugirem. Agora, elas serão... pegas de surpresa e morrerão. Não vai haver tempo para que toda a população da cidade fuja.
- Se você tivesse lançado o Galactic Finisher... – Chairo rebateu.
- O resultado teria sido o mesmo...
- Não é hora para brigarem – Murana gritou – Temos que deter o Rei dos Monstros!

Houve um momento de quietude, o silêncio da impotência, de quem sabia que falar não resolveria nada. Mas, infelizmente, nenhum deles sabia o que fazer.

- Mestre Jacoh! – Chairo gritou – Mestre Jacoh, nos diga o que podemos fazer? O que devemos fazer para vencer o Rei dos Monstros do Inferno?
- Idiotas! – o mestre gritou em resposta.

Houve o silêncio da incompreensão, sucedido pela quietude da expectativa.

- Vocês não estão lutando como Jacohrangers! Estão lutando cada um por si. Como esperam vencer se seus corações não estão unidos. Enquanto seus corações não baterem em uníssono, enquanto suas almas não estiverem brilhando na mesma direção e com a mesma intensidade, enquanto seus sonhos não forem unos, vocês jamais vencerão.
- Mestre... – Chairo não sabia o que dizer.
- Vocês esqueceram que foi a força que havia dentro de vocês que lhes deu seus poderes? Acham que esta força veio de seus sonhos particulares, de seus objetivos individuais? Idiotas! Foi a união de vocês, foi o fato de desejarem a paz, todos, ao mesmo tempo, com a mesma intensidade que os transformou em Jacohrangers. Foi isto que os fez vencer todas as batalhas que lutaram até agora. E é isto que os fará vencer o Império Akkuma, coisa que o universo inteiro nunca conseguiu.
- Mestre... – todos disseram ai mesmo tempo.
- Transformem seus corações em um só!
- Sim! – a resposta veio em uníssono.

Do peito de cada um deles, uma luz. Os brilhos misteriosos abandonaram os robôs e se encontraram em pleno ar. Fundiram-se, gerando um brilho que ofuscou até o inimigo, que estava de costas. O rútilo inundou o horizonte e, por algum motivo, aquele flash pareceu durar uma eternidade.
Quando foi possível enxergar novamente, havia uma luz dourada infinita ao redor do Galactic Robô, do Robô Cruzador e do Densetsu Robotto. Os três se moveram em direção uns dos outros, sem que qualquer esforço fosse necessário para aquilo. Dentro do coração dos heróis, apenas uma certeza: a de que deveriam, em uníssono, gritar uma única palavra.

- Gattai!

A luz voltou a se tornar infinita e a preencher todo o campo de visão. Quando ela desapareceu, não havia mais nenhum dos três robôs dos heróis. Havia apenas a nova máquina de batalha.

- Great Jacoh Oh!

O Rei dos Monstros do Inferno virou-se e baforejou fogo. As labaredas tornaram-se fagulhas insignificantes quando tocaram o novo robô dos Jacohrangers. E então os heróis atacaram. Uma imensa lâmina, com um único golpe, rasgou violentamente o corpo do monstro inimigo.

- É agora! – todos gritaram ao mesmo tempo – Ultimate Finisher!  

A lâmina da espada, totalmente revestida por uma luz branca, transformou o Rei dos Monstros do Inferno em poeira, após uma apocalíptica explosão. A batalha, enfim, tinha acabado. Todos desceram do Great Jacoh Oh.
Então, eles apareceram. Caminhavam lentamente, sem pressa, como que se deliciando com o momento que antecedia a batalha. Sorriam diabolicamente. Eram Misudan, Aramuki e Garak. O Flagelo do Universo.

- Já adiamos a batalha final por tempo demais, não acham? – era Garak – Além disto, parece que o planeta de vocês não vai durar muito, não é?
- Nós aceitamos o desafio! – era Chairo – Vamos travar a batalha final!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os corações se tornam um, e a batalha derradeira começa. Mas o Flagelo do Universo é poderoso demais. Os Jacohrangers conseguirão vencer? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 38 – JACOHRANGERS VS. FLAGELO DO UNIVERSO.