Jacohrangers

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segunda-feira, 10 de março de 2014

EPISÓDIO 38 - JACOHRANGERS VS. FLAGELO DO UNIVERSO



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:

- O DENSETSU ROBOTTO, O ROBÔ CRUZADOR E O GALACTIC ROBÔ UNEM SUAS FORÇAS, MAS MESMO SEUS ATAQUES CONJUNTOS NÃO SÃO CAPAZES DE DERROTAR O REI DOS MONSTROS DO INFERNO.
- AO PERCEBEREM QUE NÃO CONSEGUIAM VENCER POR ESTAREM LUTANDO SEM UNIÃO, OS JACOHRANGERS UNEM SEUS CORAÇÕES E GERAM O GATTAI DEFINITIVO ENTRE OS ROBÔS. O RECÉM-FORMADO GREAT JACOH OH DERROTA O INIMIGO, E ENTÃO SURGE O FLAGELO DO UNIVERSO DESAFIANDO OS HERÓIS PARA A BATALHA FINAL.

O QUE IRÁ ACONTECER?

- Vocês são a escória do universo! – Chairo não se conteve – Tiram vidas como se elas não tivessem valor. Destroem cidades, civilizações, planetas inteiros apenas por diversão. O que ganham com tudo isto?
- Nós não permitiremos que façam o mesmo com a Terra – era Hitomi – Não permitiremos!
- Palavras bonitas. Palavras de desafio. Pena que serão suas últimas – disse Garak.
- Se soubessem quantas bravatas já ouvimos de pretensos defensores dos planetas que já destruímos... – Misudan sorriu – Mas enfim... Terminem logo suas ameaças vazias.
- Milhares de mundos, milhões de pessoas inocentes pereceram por culpa de vocês. São almas que clamam por justiça – era Haori – Elas apenas aguardam a derrota de vocês para poderem descansar em paz. Preparem-se!
- Chega de conversa! – bradou Aramuki, e já avançou em direção a Grey.

O Jacohranger cinza brandiu sua espada e a girou em um movimento transversal, do que o inimigo se esquivou. O punho de Aramuki encontrou velozmente o queixo do oponente, e suas garras se abriram talhando parte de seu ombro antes que o herói se recompusesse. Grey deu um passo para trás, firmou o pé no chão e tornou a golpear com sua espada, sem jamais conseguir atingir seu alvo.
A pistola de Murana disparou com violência, mas o tiro ricocheteou na pele de Aramuki, que se virou com agilidade felina e lançou com a mão energia suficiente para arremessar a heroína púrpura longe. Ela se reergueu sem perda de tempo, concentrando mais energia para um novo disparo. O resultado foi o mesmo, e ela desembainhou sua espada. As lâminas dos dois Jacohrangers iam encontrando as garras imensas do “flagelo do universo”, porém sem achar uma brecha para efetivamente atingi-lo.
Daira e Hitomi uniram suas pistolas para efetuar um tiro mais violento contra Garak. O inimigo usou uma técnica ancestral para criar várias ilusões de seu próprio corpo. As heroínas tinham dificuldades para identificar quem era o verdadeiro oponente e atiravam aleatoriamente, atingindo cópias imaginárias que sumiam. Em dado momento, o verdadeiro Garak surgiu, atacando-as violentamente pela retaguarda. Foi uma violenta sequência de socos e chutes que logo as levou ao chão. Elas se puderam de pé e sacaram suas espadas, mas não conseguiam acompanhar a velocidade de seu adversário. Em pouco tempo, já estavam no chão novamente.
Chairo e Haori não empunharam suas armas. Avançaram contra Misudan apenas com os punhos, desferindo socos e chutes fortalecidos pelo ódio. Havia a responsabilidade de vencer, de proteger a Terra e todo o universo, mas havia algo mais. Mais intenso, mais violento. Mais feroz.

Havia um desejo de vingança.

- Foi você o desgraçado que destruiu meu planeta não foi? – Haori perguntou a Misudan – Foi você o desgraçado que não ofereceu clemência mesmo quando nossos líderes já tinham se rendido? Foi você o covarde desgraçado que assassinou a sangue frio várias crianças na frente de seus pais apenas para aumentar nosso desespero, mesmo quando já estávamos completamente derrotados? Foi você, não foi?
- O quê? – Chairo gritou – Esse desgraçado fez tudo isso?
- Sim, fui eu – a expressão de Misudan era fria e insensível – Eram vidas sem valor, bem como todas as que empesteiam este universo. Não fiz mais do que minha obrigação. O mundo dos vivos não é o lugar de lixo como as formas de vida do seu planeta.
- Maldito! – ela respondeu.

Haori sacou sua espada. A lâmina foi tomada por um fogo espesso, labaredas que pareciam o reflexo de seu ódio. Seu rosto estava pétreo, indecifrável. A fúria parecia escondida atrás de um semblante de extrema concentração. Chairo chegou a pensar em não interferir no confronto, mas logo lembrou que aquela era a batalha final – não havia espaço para vinganças pessoais.
O Jacohranger marrom fez um esforço para despertar toda a sua energia interior. Não foi difícil surgir dentro dele uma vontade inabalável de vencer o inimigo. Sua espada não ficou em chamas, mas seu coração sim.
As lâminas dos heróis chocaram-se com violência contra a couraça de Misudan. O vilão pareceu nem sentir, mas os ataques se seguiam com ira incessante. Talhos e retalhos iam sendo abertos, sangue sujo escorria, e não havia contra-ataque. Chairo e Haori golpearam até acharem que o oponente cairia.

Mas isto não aconteceu.

- É pouco. Muito pouco. Achei que, já que vocês tinham tantas bravatas no começo da batalha, teriam mais poder de combate a oferecer agora. Mas vocês me decepcionaram heróis. E muito.

Misudan começou a gerar uma estranha energia em suas mãos. Separou os braços e duplicou a energia que se formava. O poder foi aumentando, crescendo, até se tornar uma imensa bola destrutiva que foi arremessada. Pelo seu tamanho, não deveria ser tão veloz, mas era. O Jacohranger marrom e a prateada não conseguiram se esquivar. Uma explosão imensa os levou ao chão.
Feridos, se levantaram e empunharam novamente suas espadas. Magicamente, Misudan criou uma lâmina similar, e a batalha se tornou uma dança de morte e aço rasgando o ar a uma velocidade impressionante. O embate seguia com as armas faiscando e chispando seu cessar, uma infinidade movimentos e manobras de ataque e defesa se intercalando em algo que quase parecia uma coreografia dos deuses da guerra.
Em poucos minutos, Chairo e Haori estavam no chão, feridos, fazendo força para não gritarem de dor. Ao olharem ao redor, viram que seus demais colegas de batalha também estavam caídos. Os seis fizeram um esforço colossal para se levantarem e se posicionaram em semicírculo.

- Parece que vocês perderam a batalha final! – era Aramuki.
- Seu planeta está condenado! – Garak fez coro – Vocês falharam. Agora, morram com a frustração de terem falhado, de não terem sido capazes de proteger as pessoas que amam. Vão para o inferno a passem uma eternidade lá se sentindo culpados.
- Jacoh Cannon! – foi a resposta dos heróis.

Os seis uniram suas forças e dispararam com toda a energia que tinham.  S imensa explosão não feriu o flagelo do universo, que gargalhou e começou a lançar raios altamente destrutivos. Os Jacohrangers foram ao chão, destransformados.  Todos sangravam bastante.
Subitamente, uma aeronave sobrevoou o campo de batalha, e um facho de luz surgiu sobre os heróis, tragando-os para dentro da nave.

- Vocês já adiaram a batalha final mais de uma vez – o Mestre Jacoh gritou para os vilões, que olhavam estarrecidos lá de baixo – Agora, é a nossa vez de adiar.

Os Jacohrangers fugiram.

- A batalha não foi totalmente perdida, ao menos – era Aramuki.
- De qualquer forma, com todos estes fenômenos atmosféricos ocorrendo ao mesmo tempo, esta terra logo será destruída – era Garak – Nem teremos que sujar nossas mãos.
- Então vamos logo começar! – bradou Misudan.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O flagelo do universo usa o sangue dos heróis para trazer antigos aliados de volta à vida. Um terrível ataque tem início. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 39 – CAOS! OS VILÕES REVIVEM!

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