Jacohrangers

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domingo, 30 de março de 2014

EPISÓDIO 40 - CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DESTRUIÇÃO



NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:
- O MESTRE JACOH USA PALAVRAS DURAS PARA MEXER COM O BRIO DOS JACOHRANGERS, LEMBRANDO AOS HERÓIS QUE A VITÓRIA OU DERROTA DELES DEPENDERÁ DO PODER DE SEUS CORAÇÕES.
- OS HERÓIS PARTEM PARA COMBATER OS VILÕES RESSUSCITADOS: RARPOTH, GHITTA E FEITICEIRO IMPERIAL. UMA BATALHA TERRÍVEL TEM INÍCIO. A TERRA ESTÁ PRESTES A SER DESTRUÍDA.
O QUE IRÁ ACONTECER?

A batalha seguia feroz. Disparos de energia, feitiçarias e golpes de espada se misturavam a esquivas, bravatas e gritos de dor. Heróis e vilões batalhavam em conjunto, se agrupando e reagrupando, fazendo, desfazendo e refazendo formações a todo instante.
Os céus eram um borrão negro ofuscado pelos constantes relâmpagos que rutilavam com fúria, vez por outra, derrubando algum prédio. O chão se abria, a terra tremia, e parte das ondas que vinham de um litoral a mais de trezentos quilômetros de distância já chegava à cidade. Os ventos eram terríveis movendo carros, casas e pessoas que tinham onde se esconder. Os horizontes eram tomados pelos clarões intempestivos dos raios que faiscavam para em seguida voltarem ao opressor tom de trevas.
A grande maioria da população de Brazilian Tokyo já se encontrava nos modernos abrigos subterrâneos que haviam sido desenvolvidos tão logo os ataques do Império Akkuma se intensificaram. Eram construções complexas criadas com o que de mais moderno existia em nível de tecnologia na região. Pareciam ter sido projetadas para acolher as pessoas para sempre, pois contavam com absolutamente todo o necessário para se viver lá por décadas.
No entanto, todos sabiam: se o planeta inteiro fosse destruído, quem estivesse naqueles abrigos não conseguiria se salvar.
***
Chairo e Ghitta travavam um novo confronto ideal após heróis e vilões trocarem de oponente várias vezes. O Jacohranger marrom usava sua espada; a vilã, suas garras. O ódio entre eles era grande demais para que a batalha transcorresse em silêncio.
- Aline já está em segurança. Eu consegui salvá-la. Seus planos falharam, maldita.
- Isso de nada adiantará quando esse planeta for destruído.
- Nós, Jacohrangers, já derrotamos você e vamos derrotar de novo. E então salvaremos nossa Terra.
- Não se iluda, idiota.
Garras e lâmina colidiam e mediam forças em movimentos velozes. Faíscas adornavam o confronto, enquanto o clangor do aço musicalizava o embate. Chairo hesitou por uns poucos instantes quando notou que começava a nevar – algo que indicava que a Terra estava se afastando cada vez mais do sol. A distração fez com ele se desconcentrasse, e as garras inimigas vieram talhando sua vestimenta de combate. Houve um grito de dor, seguido de um novo ataque. O Jacohranger marrom foi ao chão.
Murana, Daira e Grey combatiam o Feiticeiro Imperial, intercalando golpes de espada com disparos de suas pistolas. O vilão recém-ressuscitado usava sua magia telecinética para manipular o corpo dos heróis e arremessa-los uns contra os outros. A estratégia funcionou algumas vezes, até os Jacohrangers usarem sua força de vontade para resistir ao controle arcano.
Dos dedos finos do vilão vieram raios de uma energia negra e assustadora. A resposta veio com o ataque conjuntos das três pistolas. As forças se chocavam, quando os Jacohrangers laranja, cinza e púrpura uniram suas espadas, e da união delas fizeram surgir uma nova rajada de energia luminosa, que se somou à anterior e atingiu o Feiticeiro Imperial. O vilão caiu, bastante ferido.
- Agora! Jacoh Cannon! – gritou a Jacohranger púrpura.
O canhão disparou a energia destrutiva, mas seu alvo recorreu a um encantamento para se teleportar para longe. Houve uma explosão pouco eficaz, e então o vilão surgiu atrás dos heróis, que efetuaram um novo e surpreendente disparo. O Feiticeiro Imperial não esperava por aquilo, e desta vez não conseguiu se esquivar. Foi atingido violentamente. Várias explosões ocorreram em seu corpo, que derramava um sangue amarronzado e corrosivo.
- Mais uma vez! – gritou Daira – Jacoh Cannon!
E o canhão atingiu outra vez o Feiticeiro Imperial, explodindo-o e ceifando a vida dele.
Não houve tempo para comemorar. Os três heróis ficaram muito enfraquecidos por usarem três vezes seguidamente sua arma máxima e tiveram que fazer força para não cair. Enquanto buscavam forças em sua coragem, ouviram uma voz chamando-os telepaticamente e trataram de prestar atenção.
- Pessoal, prestem atenção – era o Mestre Jacoh estabelecendo contato – Derrotem logo os inimigos, porque daqui a aproximadamente uma hora...
- Daqui a uma hora o que, Mestre Jacoh? – era Chairo.
No fundo, todos já sabiam o que vinha a seguir. Mas parecia menos doloroso demorar a receber a confirmação. A terra seria completamente destruída. Seria o fim de tudo.
- Como podemos impedir o colapso total? – Haori perguntou.
- Primeiro derrotem seus oponentes! Depois eu lhes darei as devidas explicações.
- Ok! – todos gritaram ao mesmo tempo.
A responsabilidade havia aumentado infinitamente. A pressa também. Mais do que nunca, as palavras de incentivo que tinham recebido do Mestre Jacoh seriam úteis. Aquela era, praticamente, a batalha final.
***
Rarpoth executou um feitiço que lançava uma espécie de escuridão mágica nos Jacohrangers. Os heróis desviaram seus rostos, mas deram tempo para que Ghitta viesse com suas garras devastadoras. Ela feriu Chairo, Haori, Hitomi, Daira e Murana. Mas não Grey, que deteve seus braços e a golpeou com uma violenta cabeçada.
A vilã tonteou, e as espadas de Hitomi e Haori estocaram, talharam e retalharam em uma sequência indefensável de investidas. Houve sangue negro conspurcando o chão e um grito de dor. As seis lâminas dos heróis se uniram, e delas surgiu uma grande onda de energia. Ghitta ainda agonizava, quando as pistolas dos heróis, juntas, lançaram outro poder devastador.
Ghitta foi ao chão e explodiu.
Rarpoth conjurou todas as energias malignas que pôde, inclusive algumas oriundas de onda estavam os cadáveres de Ghitta e do Feiticeiro Imperial. Uma sombra negra gigantesca revestiu seu corpo, fazendo-o crescer. Seu tamanho chegou a algo em torno de cinquenta metros de altura.
- Maldito! Robô Cruzador! – Chairo chamou.
- Densetsu Robotto – Grey invocou.
- Galactic Robô! – Haori convocou.
Os Jacohrangers se dividiram entre as três máquinas de batalha. Rarpoth não se intimidou e começou a conjurar seus feitiços, agora em tamanho gigante.
- Não temos muito tempo pessoal – era o Jacohranger marrom – Pelas minhas contas, só restam quarenta minutos.
- Vamos atacar com toda a força já! – disse Murana.
- Densetsu Chou Ken Hi!
- Flash Sagrado do Cosmos!
- Galactic Finisher!
As três ondas de energia destrutiva acertaram Rarpoth em cheio. O vilão foi ao chão, ferido, ensanguentado e ofegante. Mas ainda vivo e não derrotado.
- Não me venceram com tão pouco! – ele bravateou.
- Pessoal, vamos unir nossos corações! – sugeriu Hitomi.
- Gattai!
E surgiu, da união dos três robôs anteriores, o imponente Great Jacoh Oh. Um único movimento da nova máquina de batalha bastou para que Rarpoth recebesse um novo e terrível golpe. Suas entranhas já estavam à mostra, quando um novo golpe lhe arrancou os braços. O ataque posterior custou-lhe os braços.
- Hora do golpe final! – Haori gritou.
- Ultimate Finisher! – todos bradaram ao mesmo tempo.
Uma explosão terrível. Rarpoth virara pó. Os Jacohrangers abandonaram o robô e desceram ao chão. Pelas suas contas, faltavam apenas trinta minutos para o pior.
- Mestre Jacoh, diga-nos o que precisamos fazer! – Hitomi bradou.
- Por favor, Mestre – era Grey – Diga logo!
- Jacohrangers, escutem. Chegou o momento do teste decisivo.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis correm contra o tempo para salvar a Terra, mas o Flagelo do Universo lhes prepara uma surpresa terrível. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 41 – OFENSIVA CONTRA A BASE DOS HERÓIS.

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