Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 27 de abril de 2014

EPISÓDIO 44 - JACOHRANGER DOURADA VS. MISUDAN



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- A CORAGEM E A OBSTINAÇÃO DOS JACOHRANGERS FEZ COM QUE ELES NÃO APENAS RECUPERASSEM SEUS PODERES, MAS OS SUPERASSEM, GERANDO SUPER JACOH CHANGE.
- O FLAGELO DO UNIVERSO PÔS PARA FORA TODO O SEU PODER. QUANDO TUDO INDICAVA QUE A MAIS TERRÍVEL DE TODAS AS BATALHAS ACONTECERIA, HAORI, A JACOHRANGERS DOURADA, ORDENOU QUE TODOS PARASSEM, POIS ELA TINHA ALGO A DIZER:
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Parem todos! Há algo que precisa ser dito antes de travarmos a batalha derradeira.
Nos olhos da Jacohranger dourada, uma enigmática mescla de fúria, tranquilidade e sede de sangue. Passou pela cabeça de todos os seus colegas naquele instante que ela, talvez, tivesse passado muito tempo aguardando por aquela chance. Provavelmente, Haori devia ter ficado muitas noites sem dormir, chorando silenciosamente, acumulando uma quantidade absurda de ódio. Esperando pela chance de acabara de chegar.
Era absolutamente justo que ela fosse ouvida.
- Vai implorar pela vida? – a ironia veio de Garak – Talvez ainda haja tempo. Ajoelhe-se, implore e veremos o que acontece.
A resposta da heroína foi o desprezo. Seu olhar se demorou naquela por quem ela nutria o mais intenso desejo de vingança da Terra. Talvez, de todo o universo. Misudan.
- Hoje, meu ódio é maior do que o universo. Misudan, eu te desafio. Quero lutar sozinha contra você. Os outros podem fazer o que quiserem. Mas quero ter a certeza de que você morrerá pelas minhas mãos. Vou me encarregar pessoalmente de me vingar por tudo aquilo que você fez ao meu povo.
- É mais provável que você tenha o mesmo destino deles, garota insolente!
- Esse será o seu túmulo. Pelas minhas mãos você morrerá. Não lhe mostrarei misericórdia, assim como você não mostrou misericórdia ao povo do meu planeta. Não vou perdoá-lo. Não vou poupá-lo. Não vou permitir que você continue vivo. Vou livrar todas as galáxias de sua existência maldita.
- Haori... – Chairo hesitou. Ele acha justa a motivação dela, mas não tinha certeza se lutar individualmente era algo sensato.
- Amigos... – ela respondeu – Cuidem dos outros dois. Peço que, por favor, não interfiram.
- Confiamos em você, Haori! – disse Murana – Sabemos que vai vencer.
Os outros cinco Jacohrangers, juntamente com Garak e Aramuki, afastaram-se por algumas dezenas de metros. Haori, a Jacohranger dourada, aquela cujo planeta fora destruído impiedosamente por Misudan ficou frente a frente com o maldito.
- É hora de recolher o lixo do universo!

***

A lâmina ganhou em grossura e luminosidade. Primeiro foi circundada por um fogo sobrenatural, labaredas de proporções que desafiavam os limites de qualquer imaginação. Veio um gelo de natureza mágica, que mesclou às chamas ali presentes sem anulá-las, desafiando todas as leis da natureza.
Eletricidade, ácido, energia sônica. Parecia que todo tipo de matéria capaz de causar dano a um inimigo se concentrou ali. Sem entrar em conflito, sem se cancelar. Todas as forças estavam unidas.
O punho esquerdo de Haori também concentrava algum tipo de poder. Uma aura que tinha todas as cores e nenhuma ao mesmo tempo chispava e cuspia faíscas ao redor. No coldre, ela possuía ainda sua pistola. Como último recurso, a Jacohranger dourada também podia usar sozinha o Jacoh Cannon.
Sua recente transformação para Jacohranger dourada lhe deixou mais resistente. Sua armadura era muito mais efetiva contra ataques inimigos, e até seu corpo dava demonstrações de estar mais fortalecido.
Ela estava completamente outra. Mais preparada. Estava no limite.
O corpo de Misudan tinha aspecto monstruoso, bestial. O rosto possuía feições distorcidas, disformes, intencionalmente desproporcionais a tudo que a raça humana já vira. Os braços grossos e peludos terminavam em garras múltiplas, substituindo dedos. Ainda assim, ele tinha habilidade manual para empunhar uma imensa espada de lâmina rubra. O corpanzil era revestido por uma espécie de vestimenta que era tão alienígena, que não se podia afirmar se não era, talvez, um tipo de armadura.
O aço das espadas começou a se confrontar. Eram golpes em todos os sentidos, por todos os lados, vindos de ambos os combatentes. Havia um revezamento entre quem atacava e quem defendia, uma constante alternância entre golpes verticais e horizontais. Cada choque das lâminas gerava uma pequena explosão, uma chuva de faíscas capaz de cegar um incauto.
Entre um arco imaginário feito com a espada e um bloqueio veloz que impedia sua decapitação, Misudan aproveitava para chutar e golpear com o outro braço. Haori mesclava golpes da lâmina a disparos de energia feitos de sua mão esquerda. Energias se chocavam em todas as direções, partes diferentes dos corpos dos combatentes se encontravam e mediam forças em golpes coléricos.
Mas a luta seguia equilibrada.
- Por quanto tempo acha que pode manter esta luta? – ele arriscou, após ter que dar um salto para trás para não ser ferido no ombro – Você morrerá, e morrerá agonizando como nenhum habitante do seu planeta precisou agonizar. Peça perdão de joelhos pela sua insolência, e eu lhe prometo uma morte rápida e um pouco menos indolor do que a de seus amigos.
- Cale a boca!
Ela estocou a área torácica do inimigo, perfurando profundamente. Quando a espada já estava dentro do corpo de Misudan, as chamas se intensificaram ferindo mais e mais. Haori retirou sua arma e arriscou um golpe horizontal, visando o crânio do oponente. O membro do flagelo do universo deslocou seu corpo e na mesma fração de segundo suas garras atingiram a Jacohranger dourada de cima para baixo. Ela gritou de dor e caiu, a armadura terrivelmente danificada.
Misudan se aproximava, ela ainda caída, quando uma quantidade absurda de energia saiu dos punhos da heroína, indo explodir no rosto do vilão. A Jacohranger dourada levantou-se de chofre, espada em punho, quando o oponente cuspiu algo cáustico em seu rosto. O capacete dela foi se dissolvendo, tornando visível – e desprotegido – o crânio de Haori.
Em golpes simultâneos, um feriu terrivelmente a perna do outro, gerando gritos de dor em uníssono que pareciam ensaiados. Ambos manquitolaram, caíram para trás, mas mantiveram-se pé graças ao ódio.
As espadas seguiram se encontrando e se afastando, se procurando e se repelindo. O chute de Misudan atingiu o queixo da Jacohranger. Garras rasgaram o antebraço esquerdo da heroína. Ela acumulou mais energia naquela mão e disparou por ali o Jacoh Cannon, deixando que sua vontade inabalável de vencer se encarregasse de direcionar o ataque em direção ao inimigo.
Misudan tentou desviar, mas não foi capaz. Recebeu o ataque direto e foi ao chão. Com o que lhe restava de energia, Haori dirigiu-se até o inimigo, espada em punho, decidida a pôr um fim naquela batalha. Caminhou, uma das pernas arrastando-se penosamente, uma dor lancinante roubando-lhe as forças.
Misudan cuspiu algo cáustico na outra perna da heroína, fazendo-a cair.
- Eu não disse que devia ficar de joelhos – ele disse, levantando-se muito ferido – Agora aproveite e implore pela vida.
E quando se aproximava do corpo prostrado de Haori, ela disparou com sua pistola uma onda violenta de energia destrutiva.
Por alguns minutos, ambos ficaram impassíveis, resfolegando, como que em um momento destinado a reunir o que lhes restava de energia. Trocaram olhares de ódio, as respirações aceleradas, sangue encharcando o campo de batalha em quantidade inacreditável.
- Há décadas não tenho uma luta tão divertida. Você está de parabéns.
- Isto aqui não é uma brincadeira! – ela praticamente rugiu.
- Pena que terá que morrer!
Em uma velocidade que ultrapassava o poder de percepção dos sentidos, Misudan avançou, disposto a desferir o golpe final. Lâmina e garras uniram-se na missão de ferir, abrindo um talho gigantesco no abdômen de Haori, que emitiu o mais pavoroso grito de dor da história documentada da Terra.
Ela caiu, a armadura semidestruída se desmaterializando. Destransformou-se, e sequer tinha forças para pronunciar as palavras “Super Jacoh Change” – que dirá para executar a transformação.  

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os outros Jacohrangers travam uma desesperadora batalha, mas o flagelo do universo é poderoso demais, e a vitória é impossível. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 45 – A DERROTA DOS HERÓIS

domingo, 20 de abril de 2014

EPISÓDIO 43 - SUPER TRANSFORMAÇÃO! O CONTRA-ATAQUE DOS HERÓIS



NO CAPÍTULO ANTERIOR DOS JACOHRANGERS:
- OS HERÓIS PARTEM PARA RESGATAR MESTRE JACOH, ALINE E SEUS PAIS, MAS SÃO SURPREENDIDOS PELA EMBOSCADA COVARDE DOS TRÊS COMPONENTES DO FLAGELO DO UNIVERSO, QUE DESTRÓEM O DISPOSITIVO QUE PERMITIA QUE OS JACOHRANGERS SE TRANSFORMASSEM.
- APESAR DE TODA A SUA BRAVURA, OS HERÓIS SÃO DERROTADOS E ESTÃO PRESTES A PRESENCIAR O MESTRE JACOH, ALINE E OS OUTROS SEREM ASSASSINADOS A SANGUE FRIO PELO DEMONÍACO FLAGELO DO UNIVERSO.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Isso não pode acabar assim. Não vou permitir... – Chairo balbuciava. Era a única coisa que ainda tinha forças para fazer.
- Esses desgraçados não vão continuar tirando vidas impunemente – Haori também murmurava, a revolta se encarregando de mover seus lábios.
- Não seremos derrotados dessa maneira – Grey praticamente cuspiu as palavras – Não morreremos aqui.
- Protegeremos a Terra – Daira tinha dificuldades para pronunciar as sílabas, então deixou que seu coração fizesse aquilo por ela – Custe o que custar.
- Daremos nossas vidas se for necessário – Murana tartamudeou – Podemos até morrer na batalha, mas com certeza levaremos esses desgraçados conosco.
- Vamos mostrar a eles a força dos Jacohrangers. A força daqueles que amam e defendem o planeta Terra – era Hitomi.
- A batalha ainda não acabou – o Mestre Jacoh gritou, e de seus olhos saíram poderosos raios que feriram Aramuki.
O velho mestre tentava se libertar, debatendo contra os grilhões que o mantinham cativo. Por mais que aquilo fosse comprovadamente inútil, ele não desistia, não hesitava, não se continha. Não aceitaria morrer daquela maneira. Mas, principalmente, não aceitaria que pessoas inocentes continuassem a morrer daquela maneira.
- Vejo que vocês ainda têm força para resmungarem e serem insolentes – Aramuki bradou, dirigindo-se ao Mestre Jacoh – Talvez seja preciso recoloca-los em seus devidos lugares.
O vilão desferiu um soco violentíssimo na barriga do velho mestre, fazendo-o cuspir uma golfada generosa de sangue. Vieram outros socos, igualmente furiosos, mas em partes variadas do corpo de Jacoh. Misudan e Garak apenas gargalhavam. Nenhum deles notou que os Jacohrangers se moviam. Lentamente, dolorosamente, mas se moviam.
- Quer dizer, então, que acha que pode resistir a nós? – Aramuki seguia golpeando. Próximos a eles, Aline e seus pais choravam copiosamente. E rezavam – Dispare mais raios em mim! Dispare mais raios para que eu arranque seus olhos e os devore na frente desses terráqueos inúteis.
- Pare!
- Já chega!
As vozes eram de Chairo e Haori. Os demais Jacohrangers também estavam de pé, ainda que suas pernas bambeassem e não lhe restasse quase nenhuma energia. Os seis arrastavam-se pelo chão, sua perseverança guiando-os. A batalha ainda não havia terminado.
- Lutamos por tempo demais para desistirmos justamente agora – Chairo disse.
- Há milhares de vidas que dependem da nossa vitória. Não vamos perder! – Murana gritou.
- Não deixaremos esse planeta ser destruído pela escória do universo! – Daira elevou sua voz.
- Vocês vão entender que é preciso fazer muito mais que isso para derrotar os Jacohrangers – Grey disse.
- Acham que são poderosos, mas vão conhecer agora o verdadeiro e único poder: o poder da justiça! – Haori gritou.
- É hora de acabar com vocês, maldito flagelo do universo! – Hitomi disse, sendo seguida pelos demais.
- Jacoh Change! – todos gritaram em uníssono.
E uma luz infinita circundou os seis jovens.

***

- Conheçam a super transformação dos Jacohrangers! – disse o Mestre Jacoh – Este é o poder oculto, o poder infinito que vocês subestimaram e não acreditaram que existisse. Esta é a transformação que dispensa qualquer dispositivo e que depende unicamente da coragem e do desejo de justiça dos Jacohrangers. Este é o poder que garantirá nossa vitória.
Os seis heróis estavam com as mesmas armaduras de sempre, porém elas pareciam mais poderosas. Brilhavam mais, tinham a aparência de estar reforçadas. Haori deixara de ser prateada para ser dourada. Uma energia quase que palpável circundava o corpo deles.
Hitomi, a Jacohranger bege, destruir os grilhões que prendiam Mestre Jacoh, Aline e os pais dela. Orientou-os a fugir, pois uma batalha muito violenta seria travada. E com todos a salvo, não apenas Chairo, mas todos os demais heróis poderiam lutar com mais tranquilidade.
Mais uma vez, a batalha final se desenhava.
- Não importa que tenham libertado esse lixo! – disse Garak – Eles podem ser recapturados depois que destruirmos vocês. Sua nova transformação foi uma surpresa, mas isso não bastará para que nos vençam.
- Será que ainda não entenderam que ainda não usamos nem parte de nosso poder máximo? – Misudan gritou – Se usarmos todo nosso poder, este planeta pode não resistir.
- Mas parece que vocês querem que isso aconteça – Aramuki gritou – Pois realizaremos o desejo de vocês. Mostraremos a vocês o terror absoluto.
E a Terra inteira tremeu.
Pois o flagelo do universo pôs para fora todo o seu poder.

***

Não muito longe dali, o Imperador Goki conversava com alguém de outro planeta através de subterfúgios mágicos.
- Este planeta está resistindo mais do que imaginávamos. Não chega a preocupar, mas realmente é irritante toda esta perda de tempo. Houve também uma perda considerável de recursos. Muitas armas, soldados e monstros foram destruídos. No momento, apenas o flagelo do universo está vivo e batalhando.
- É realmente uma surpresa, Goki! É fato que há muitos focos de resistência ao longo da galáxia, mas nada que comprometa nossos planos. Nosso objetivo atual é impedir que os poucos rebeldes que resistem não se unem.
- Entendo. De fato, rebeldes isolados não representam perigo a nossos objetivos. Mas se houver algum tipo de união de forças, podemos ter problemas.
- E como o povo do planeta que você está atacando está mostrando um poder considerável, a prioridade passa a ser não permitir que ninguém se alie aos terráqueos.
- Concordo com você. Mas não se preocupe. Este planeta não vai durar muito.
- Melhor assim.

***

- Também mostraremos a vocês nosso poder máximo – o Jacohranger marrom disse – Vamos ver quem vai vencer.
Os heróis colocaram para fora toda sua energia. Sua coragem, seu desejo de vitória, suas esperanças. Aquele poder representava todos os sonhos de paz de todo o povo da Terra. Talvez, até, de todo o universo. Pelo bem de todos os seres vivos, o flagelo do universo teria que ser vencido. Definitivamente.
- Super Jacoh Change!
Todos ergueram as vozes, os corações e seus poderes.
Garras e espadas se cruzaram, raios e disparos de diversas direções se chocando meio ao ar. Guerreiros se digladiavam e trocavam agressões por todos os lados, em velocidade impressionante. Ninguém se feria, já que os poderes aparentemente se igualavam. Ao menos, em um primeiro momento.
Espadas se rodeavam de fogo, garras passavam a gotejar veneno. Os ataques ficariam mais violentos, mais impiedosos. Quando, subitamente, Haori gritou para que todos parassem. Ela tinha algo a dizer.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Haori desafia Misudan. Ela clama por vingança. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 44 – JACOHRANGER DOURADA VS. MISUDAN

domingo, 13 de abril de 2014

EPISÓDIO 42 - DESESPERO TOTAL! IMPOSSÍVEL TRANSFORMAR



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- OS HERÓIS PARTEM DENTRO DO GREAT JACOH OH EM BUSCA DO EQUIPAMENTO QUE TRARÁ A TERRA DE VOLTA A SUA ÓRBITA. MESMO TENDO MENOS DE TRINTA MINUTOS, ELES CONSEGUEM SALVAR A TERRA DA CATÁSTROFE IMINENTE.
- O FLAGELO DO UNIVERSO ATACA O QUARTEL-GENERAL DOS JACOHRANGERS, DESTRUINDO TUDO. ELES LEVAM O MESTRE JACOH, ALINE E SUA FAMÍLIA COMO REFÉNS. LEVAM TAMBÉM O CONTROLE PRINCIPAL, QUE PRETENDEM DESTRUIR APENAS QUANDO OS JACOHRANGERS CHEGAREM.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Malditos. Só pode ter sido o flagelo do universo – era Chairo, lágrimas de ódio queimando em sua face – Só eles seriam covardes o suficiente para algo do tipo.
- Com certeza, levaram o Mestre Jacoh prisioneiro – disse Grey. Sua face era puro ódio – E, com certeza também, vão pagar muito caro por isso.
- Eles também levaram Aline, não foi? – Murana perguntou a Chairo, com certo receio da reação do amigo.
Ele assentiu com um leve movimento vertical da cabeça. Seus punhos se cerraram ainda mais. Não houve tempo para comemorar a salvação da Terra. O que ele tinha de mais precioso estava novamente correndo grave perigo.
- Depois de todo o sofrimento que foi para resgatá-la de Ghitta! – ele berrou – Malditos. Malditos! Vão me pagar!
Grey conteve o colega e ofereceu seu ombro para que ele chorasse tudo que precisava.
- Com certeza, Chairo. Com certeza, eles irão pagar.

***

Os seis partiram, tendo o silêncio como companheiro. Não sabiam ao certo onde estariam os inimigos, mas pareciam guiados pelo próprio ódio. Não hesitaram. Não pararam para descansar. Sequer pensaram em qualquer tipo de estratégia. A fúria incontrolável de Chairo preocupava um pouco, embora aquilo talvez lhe desse uma força extra na hora de batalhar.
Talvez aquela fosse, enfim, a batalha final.
Uma grande ruína. Era bem verdade que, após horas de cataclismo com a Terra fora de sua órbita, quase tudo ficou em ruínas em Brazilian Tokyo. Mas aquele parecia uma espécie de campo de batalha especialmente escolhido para aquele momento. Seria, seguramente, o túmulo de alguém. Ou dos heróis, ou dos vilões.
Os Jacohrangers chegaram. Viram sobre a parte mais elevada daquela planície o Mestre Jacoh, Aline e seus pais. Os quatro estavam vivos, porém feridos e enfraquecidos. Braços e pernas abertas e presas estacas de madeira. Estavam crucificados, uma forma de deixar Chairo ainda mais furioso. Entre eles e os heróis, Misudan, Garak e Aramuki.
O flagelo do universo.
- Assassinamos centenas de pessoas. Traumatizamos, para sempre, milhares de outras. Destruímos casas, lares. Sonhos. Transformamos uma cidade promissora e linda em ruínas. Cinzas. Lembranças jazendo sob escombros frios. Quase destruímos seu planeta. Sequestramos pessoas importantes para vocês. Odiamos vocês, e fizemos vocês nos odiarem mais do que tudo.
- E agora chegou a hora, Jacohrangers. O momento de ver se vocês têm alguma condição de nos enfrentar caso usemos nosso verdadeiro poder. O momento de testarmos o quanto pode resistir o planeta Terra. Chegou a hora de vermos uma raça populosa ser extinta, e nos deliciarmos com o sofrimento de seu povo nos últimos momentos.
- Não nos xinguem. Não façam bravatas. Não nos ameacem. Não jurem vingança, não clamem por justiça. Não exalem autoconfiança. Não digam nada. Apenas preparem-se para morrer.

***

Seis espadas desembainhadas. Todas elas se viram envoltas em fogo mágico, uma infestação da fúria de seus donos. As pistolas dos heróis mudaram de formato, podendo disparar uma energia tão ou mais poderosa que o Jacoh Cannon. Cada um sentia dentro de si uma força capaz de destruir montanhas com um golpe só. E eles pareciam capazes de desferir muitos golpes.
As pistolas dispararam sem cessar, saraivadas violentas, ininterruptas, gerando uma miríade quase que interminável de explosões. Espadas foram arremessadas, tendo seu fogo sagrado multiplicado no processo, produzindo labaredas e mais explosões. Cada Jacohranger ainda conseguiu criar nas mãos uma quantidade inexplicável de energia. Lançaram contra os inimigos.
A poeira baixou, e o terror teve início.
O flagelo do universo estava absolutamente ileso. O ataque conjunto dos mais poderosos golpes dos Jacohrangers não foi o bastante para sequer arranhar os inimigos.
- A brincadeira acaba aqui – disse Misudan, esmagando um dispositivo estranho que trazia em suas mãos.
Os heróis se destransformaram. Aquilo não fazia muito sentido (não fazia NENHUM sentido), mas estava acontecendo. Toda a energia que eles pareciam ter havia desaparecido. Algo que, naturalmente, não os faria desistir tão facilmente.
- Jacoh Change! – todos gritaram em uníssono.
Nada aconteceu.
- Jacoh Change! – eles repetiram.
E vieram mais e mais tentativas, cada uma mais desesperada que a outra, tendo como plateia os odiosos inimigos, que gargalhavam da situação.
- Nós prometemos a vocês que sentiriam o pior desespero do inferno – era Aramuki – Chegou o momento de vocês entenderem o quão longe podemos chegar.
O flagelo do universo tinha garras. Movia-se a uma velocidade impressionante, tornando esquivas ou manobras defensivas muito difíceis. Os primeiros ataques vieram, golpeando os corpos humanos e indefesos que, mesmo em guarda, não eram capazes de se proteger adequadamente.
Talhos foram abertos, ombros foram perfurados, sangue escorreu farto. Pernas, coxas, braços, mãos e rostos foram feridos sem distinção. Os Jacohrangers lutavam contra o desejo de caírem para não mais levantarem. Nenhuma tentativa de sair daquela situação resolveria, não havia recursos nem qualquer forma de esperança.
Eles haviam perdido. Só lhes restava aguardar a morte.

***

O Mestre Jacoh se debatia, mas não conseguia se libertar. Não podia exigir que os demais prisioneiros fizessem o mesmo. Eram apenas seres humanos comuns, civis inocentes, sem treinamentos, sem poderes.
O velho mestre tentava um contato telepático com seus pupilos, tão próximos fisicamente, mas de mentes tão distantes. Estavam muito concentrados em aceitar suas inevitáveis mortes para aceitarem o contato.
O corpo de Jacoh não tinha a força necessária para se libertar. As tiras de metal que o prendiam eram de origem alienígena, de um tipo de metal mais resistente que tudo que havia na Terra. E mesmo que se libertasse, o que poderia fazer para ajudar os Jacohrangers?
Seguiu tentando um contato telepático. Talvez pudesse encorajá-los, fortalecer suas confianças. Algo deveria estar a seu alcance. Ele não se entregaria, ainda que fosse isto o que seus pupilos estavam fazendo naquele momento tão decisivo.

***

Os seis estavam no chão, ensanguentados. Feridos, entregues, rendidos. Inconsciência e morte pareciam disputar quem chegaria primeiro para fazê-los fechar os olhos. Não havia mais luta, não existia mais resistência. Só desespero. Sem poder se transformar, não venceriam.
Cada um dos inimigos pegou dois Jacohrangers pelo pescoço. Caminharam carregando os heróis, levando-os até muito perto de onde estavam Mestre Jacoh, Aline e seus pais. Era, definitivamente, o fim.
- Ainda não sabemos o que seria mais divertido, Jacohrangers – era Garak – Matar vocês na frente deles, ou matar todos eles na frente de vocês.
- Vamos assassinar a garota e seus pais na frente do herói marrom – era Misudan – Vamos fazê-lo conhecer a pior dor de inferno.
- Hora de morrer! – Aramuki elevou a voz.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A situação desesperadora faz os Jacohrangers despertarem seu poder máximo. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 43 – SUPER TRANSFORMAÇÃO! O CONTRA-ATAQUE DOS HERÓIS!

domingo, 6 de abril de 2014

EPISÓDIO 41 - OFENSIVA CONTRA A BASE DOS HERÓIS



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- OS HERÓIS TRAVAM UMA BATALHA TERRÍVEL CONTRA OS VILÕES REVIVIDOS E CONSEGUEM VENCER GHITTA E O FEITICEIRO IMPERIAL, MAS RARPOTH TORNA-SE UM MONSTRUOSO SER GIGANTE QUE NÃO PODE SER VENCIDO PELA FORÇA COMBINADA DOS ROBÔS DOS HERÓIS.
- SURGE O GREAT JACOH OH, QUE VENCE O INIMIGO, MAS O DESAFIO PASSA A SER OUTRO: EVITAR QUE A TERRA SEJA DESTRUÍDA POR TER SIDO AFASTADA DE SUA ÓRBITA.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- É muito simples, Jacohrangers! – a voz vinha do Mestre Jacoh, com uma tensão nunca antes demonstrada – Existe uma máquina que tem o poder de corrigir a rotação da Terra, mas ela se encontra entre os destroços do Departamento Espacial de Defesa. Nossos radares captaram que aquela aparelhagem está intacta, mas encontra-se perdida próxima à órbita de Júpiter. Se vocês conseguirem trazê-la até a atmosfera terrestre, poderão manualmente emitir uma espécie de super-raio de tração, que corrigirá o problema de nosso planeta. Mas vocês não têm muito tempo.
- Trinta minutos é muito pouco – era Murana – Jamais chegaremos à órbita de Júpiter em tão pouco tempo.
- Não podemos desistir agora! – Haori gritou – Tem que haver um jeito.
- Não chegamos até aqui para nos darmos por vencidos justamente no momento decisivo – Grey bradou, quase em lágrimas – Há pessoas, milhares, famílias inteiras, que confiam em nós. Que dependem de nós.
- Já sei o que vamos fazer – disse Chairo.
***
- Vamos unir nossos corações e formar novamente o Great Jacoh Oh! Ele, com certeza, deve ser capaz de viajar pelo espaço muito mais rapidamente que os outros robôs normais.
- E se isso não bastar, Chairo? – Daira perguntou.
- Estaremos todos dentro do Great Jacoh Oh. Usaremos as forças de nossos corações para guiá-lo e para aumentar a velocidade ele tanto quanto for necessário. Se todos nós estivermos com o coração na mesma sintonia. Não existe chance de falharmos.
- O Chairo tem razão! – disse Hitomi – Só depende de nossa coragem e de nossa esperança.
- Então vamos! – gritou Haori.
E partiram.
***
Prédios caíam. As inundações já ameaçavam invadir os abrigos subterrâneos, alguns já comprometidos pela intensidade de alguns terremotos. Relâmpagos e trovões geravam uma cacofonia desencontrada, uma espécie de grito de protesto do planeta contra o que haviam lhe feito.
A Terra agonizava. Havia neve em meios às chuvas, e a própria gravidade não obedecia mais às suas próprias leis. Tudo que a física havia ensinado ao povo não tinha mais validade. O planeta estava à beira da destruição.
O Mestre Jacoh não sabia ao certo o que fazer. Não havia como acudir as pessoas, não havia como minimizar os danos. Só restava a ele torcer – e muito – para que os Jacohrangers conseguissem evitar a catástrofe.
O que nem todos sabiam é que, a pedido de Chairo, o Mestre Jacoh havia trazido Aline e sua família para o quartel-general do grupo. Uma maneira de assegurar um mínimo de segurança à garota, algo que daria ao Jacohranger marrom a tranquilidade necessária para lutar com toda a concentração.
O Great Jacoh Oh não podia mais ser visto nas proximidades da atmosfera terrestre, o que dava a impressão de que as coisas caminhavam bem. Talvez, fosse realmente possível que eles chegassem até o equipamento do Departamento Espacial de Defesa a tempo.
No entanto, o mestre não podia deixar de se preocupar com o fato de a Terra ficar desprotegida durante o tempo em que os heróis estivessem no espaço. É bem verdade que já havia uma quantidade terrível de destruição acontecendo sem que os Jacohrangers pudessem impedir. Mas se o Império Akkuma atacasse naquele momento, não existira quem os confrontasse. Ansiosos por salvar a Terra do colapso total, os heróis sequer pensaram nisto e não cogitaram a possibilidade de um ou dois deles ficar no planeta.
E então o pior aconteceu...
***
Trovões ribombavam no céu a todo instante, e a queda de raios não era nada incomum naquele momento. Entretanto, a explosão que eles ouviram, definitivamente, não era normal. O Mestre Jacoh suou frio, cerrou os punhos, franziu o cenho e orientou Aline e sua família a se esconderem em determinado local do quartel-general.
O flagelo do universo havia chegado para atacá-los.
A porta foi derrubada. Parte do teto caiu. Várias paredes e compartimentos vieram abaixo. O local onde Aline e sua família estavam também não resistiu. Estavam todos a céu aberto, frente a frente com os vilões mais cruéis e poderosos do universo. Sem ninguém para ajudá-los ou protegê-los.
- Parece que seus pupilos ainda não desistiram da ideia de salvar este mundo miserável – disse Garak – Isto pode custar a eles muito caro.
- Eles não perderão – o mestre retrucou – Nós não perderemos. A Terra não perderá.
- Não minta para si mesmo – era Misudan – Você está tremendo de medo. Sabe que não há mais esperança. Sabe que só está vivo ainda porque nós nos alimentamos do desespero de vocês. Sabe que, quando realmente decidirmos que é o momento de travar a batalha final, faremos todo o Sistema Solar em pedaços.
- Não subestime os Jacohrangers.
Os três vilões gargalharam sonoramente.
- Você mentiu para eles, não mentiu? – era Aramuki.
- Não sei do que está falando – mas o Mestre Jacoh sabia, e tremeu.
- Mentiu para eles que o poder deles vinha da coragem que eles tinham. Disse que tudo dependia do coração deles. Enganou-os contando uma história romântica sobre o poder da esperança, do amor, dos corações e de todas estas coisas tolas que vamos extinguir do universo. Não contou a eles que eles só se transformam, só ficam fortes, só tem armas e um robô gigante graças ao equipamento que canaliza e redireciona a energia natural da Terra.
- Equipamento este, que vamos destruir agora – era Misudan.
Mais do que nunca, o Mestre Jacoh tremeu.
- Vocês devem fugir daqui – ele disse para Aline e seus familiares.
- Não, vocês não fugirão – era Garak – Vamos precisar de prisioneiros. Reféns, para quando os Jacohrangers voltarem. E vocês são as melhores opções que temos.
- Malditos!
- Hora de destruir o que restou de suas esperanças! – Aramuki gritou.
E partiu em direção aos equipamentos do quartel-general.
***
O Mestre Jacoh estava desmaiado, imobilizado e sangrava bastante. Aline e seus familiares não tinham sido feridos, mas estavam igualmente imóveis. Presos. Desesperados.
Subitamente, o planeta inteiro tremeu. Uma turbulência imensa, capaz de derrubar edifícios. O céu pareceu ter sido arrancado do lugar. As nuvens foram sumindo, a neve foi parando de cair. Aparentemente, os Jacohrangers tinham conseguido trazer a Terra de volta à sua órbita.
Mas as explosões que destruíam o que restara da base dos heróis não pararam. O flagelo do universo devastava toda a tecnologia, todos os recursos, tudo que os heróis dispunham para combatê-los.
- Acredito que já seja a hora de levá-los como prisioneiros – disse Aramuki – O controle principal já está comigo. Creio que será mais divertido se o destruirmos diante dos Jacohrangers.
- Parece que eles conseguiram evitar a destruição desse planeta inútil – Misudan disse com desprezo – Caberá a nós a tarefa de fazê-lo em pedaços.
- Melhor assim – era Garak, já pegando os novos prisioneiros pelo colarinho para transportá-los.
- E pensar que o Império Akkuma nem é o império espacial mais poderoso que existe no universo – Misudan pensou em voz alta – E, mesmo assim, os planetas desta galáxia insignificante não conseguem nos deter, não importa o quanto se esforcem.
- Seres patéticos! – Garak cuspiu – Merecem mesmo a extinção.
Eles partiram, levando consigo Mestre Jacoh, Aline e seus familiares.
No mesmo instante, voltavam ao planeta os seis Jacohrangers, pensando ter motivos para comemorar.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis partem para o resgate, mas o controle principal é destruído e eles não conseguem mais se transformar. Como conseguirão salvar seus amigos e derrotar o flagelo do universo? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 42 – DESESPERO TOTAL! IMPOSSÍVEL TRANSFORMAR