Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 6 de abril de 2014

EPISÓDIO 41 - OFENSIVA CONTRA A BASE DOS HERÓIS



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- OS HERÓIS TRAVAM UMA BATALHA TERRÍVEL CONTRA OS VILÕES REVIVIDOS E CONSEGUEM VENCER GHITTA E O FEITICEIRO IMPERIAL, MAS RARPOTH TORNA-SE UM MONSTRUOSO SER GIGANTE QUE NÃO PODE SER VENCIDO PELA FORÇA COMBINADA DOS ROBÔS DOS HERÓIS.
- SURGE O GREAT JACOH OH, QUE VENCE O INIMIGO, MAS O DESAFIO PASSA A SER OUTRO: EVITAR QUE A TERRA SEJA DESTRUÍDA POR TER SIDO AFASTADA DE SUA ÓRBITA.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- É muito simples, Jacohrangers! – a voz vinha do Mestre Jacoh, com uma tensão nunca antes demonstrada – Existe uma máquina que tem o poder de corrigir a rotação da Terra, mas ela se encontra entre os destroços do Departamento Espacial de Defesa. Nossos radares captaram que aquela aparelhagem está intacta, mas encontra-se perdida próxima à órbita de Júpiter. Se vocês conseguirem trazê-la até a atmosfera terrestre, poderão manualmente emitir uma espécie de super-raio de tração, que corrigirá o problema de nosso planeta. Mas vocês não têm muito tempo.
- Trinta minutos é muito pouco – era Murana – Jamais chegaremos à órbita de Júpiter em tão pouco tempo.
- Não podemos desistir agora! – Haori gritou – Tem que haver um jeito.
- Não chegamos até aqui para nos darmos por vencidos justamente no momento decisivo – Grey bradou, quase em lágrimas – Há pessoas, milhares, famílias inteiras, que confiam em nós. Que dependem de nós.
- Já sei o que vamos fazer – disse Chairo.
***
- Vamos unir nossos corações e formar novamente o Great Jacoh Oh! Ele, com certeza, deve ser capaz de viajar pelo espaço muito mais rapidamente que os outros robôs normais.
- E se isso não bastar, Chairo? – Daira perguntou.
- Estaremos todos dentro do Great Jacoh Oh. Usaremos as forças de nossos corações para guiá-lo e para aumentar a velocidade ele tanto quanto for necessário. Se todos nós estivermos com o coração na mesma sintonia. Não existe chance de falharmos.
- O Chairo tem razão! – disse Hitomi – Só depende de nossa coragem e de nossa esperança.
- Então vamos! – gritou Haori.
E partiram.
***
Prédios caíam. As inundações já ameaçavam invadir os abrigos subterrâneos, alguns já comprometidos pela intensidade de alguns terremotos. Relâmpagos e trovões geravam uma cacofonia desencontrada, uma espécie de grito de protesto do planeta contra o que haviam lhe feito.
A Terra agonizava. Havia neve em meios às chuvas, e a própria gravidade não obedecia mais às suas próprias leis. Tudo que a física havia ensinado ao povo não tinha mais validade. O planeta estava à beira da destruição.
O Mestre Jacoh não sabia ao certo o que fazer. Não havia como acudir as pessoas, não havia como minimizar os danos. Só restava a ele torcer – e muito – para que os Jacohrangers conseguissem evitar a catástrofe.
O que nem todos sabiam é que, a pedido de Chairo, o Mestre Jacoh havia trazido Aline e sua família para o quartel-general do grupo. Uma maneira de assegurar um mínimo de segurança à garota, algo que daria ao Jacohranger marrom a tranquilidade necessária para lutar com toda a concentração.
O Great Jacoh Oh não podia mais ser visto nas proximidades da atmosfera terrestre, o que dava a impressão de que as coisas caminhavam bem. Talvez, fosse realmente possível que eles chegassem até o equipamento do Departamento Espacial de Defesa a tempo.
No entanto, o mestre não podia deixar de se preocupar com o fato de a Terra ficar desprotegida durante o tempo em que os heróis estivessem no espaço. É bem verdade que já havia uma quantidade terrível de destruição acontecendo sem que os Jacohrangers pudessem impedir. Mas se o Império Akkuma atacasse naquele momento, não existira quem os confrontasse. Ansiosos por salvar a Terra do colapso total, os heróis sequer pensaram nisto e não cogitaram a possibilidade de um ou dois deles ficar no planeta.
E então o pior aconteceu...
***
Trovões ribombavam no céu a todo instante, e a queda de raios não era nada incomum naquele momento. Entretanto, a explosão que eles ouviram, definitivamente, não era normal. O Mestre Jacoh suou frio, cerrou os punhos, franziu o cenho e orientou Aline e sua família a se esconderem em determinado local do quartel-general.
O flagelo do universo havia chegado para atacá-los.
A porta foi derrubada. Parte do teto caiu. Várias paredes e compartimentos vieram abaixo. O local onde Aline e sua família estavam também não resistiu. Estavam todos a céu aberto, frente a frente com os vilões mais cruéis e poderosos do universo. Sem ninguém para ajudá-los ou protegê-los.
- Parece que seus pupilos ainda não desistiram da ideia de salvar este mundo miserável – disse Garak – Isto pode custar a eles muito caro.
- Eles não perderão – o mestre retrucou – Nós não perderemos. A Terra não perderá.
- Não minta para si mesmo – era Misudan – Você está tremendo de medo. Sabe que não há mais esperança. Sabe que só está vivo ainda porque nós nos alimentamos do desespero de vocês. Sabe que, quando realmente decidirmos que é o momento de travar a batalha final, faremos todo o Sistema Solar em pedaços.
- Não subestime os Jacohrangers.
Os três vilões gargalharam sonoramente.
- Você mentiu para eles, não mentiu? – era Aramuki.
- Não sei do que está falando – mas o Mestre Jacoh sabia, e tremeu.
- Mentiu para eles que o poder deles vinha da coragem que eles tinham. Disse que tudo dependia do coração deles. Enganou-os contando uma história romântica sobre o poder da esperança, do amor, dos corações e de todas estas coisas tolas que vamos extinguir do universo. Não contou a eles que eles só se transformam, só ficam fortes, só tem armas e um robô gigante graças ao equipamento que canaliza e redireciona a energia natural da Terra.
- Equipamento este, que vamos destruir agora – era Misudan.
Mais do que nunca, o Mestre Jacoh tremeu.
- Vocês devem fugir daqui – ele disse para Aline e seus familiares.
- Não, vocês não fugirão – era Garak – Vamos precisar de prisioneiros. Reféns, para quando os Jacohrangers voltarem. E vocês são as melhores opções que temos.
- Malditos!
- Hora de destruir o que restou de suas esperanças! – Aramuki gritou.
E partiu em direção aos equipamentos do quartel-general.
***
O Mestre Jacoh estava desmaiado, imobilizado e sangrava bastante. Aline e seus familiares não tinham sido feridos, mas estavam igualmente imóveis. Presos. Desesperados.
Subitamente, o planeta inteiro tremeu. Uma turbulência imensa, capaz de derrubar edifícios. O céu pareceu ter sido arrancado do lugar. As nuvens foram sumindo, a neve foi parando de cair. Aparentemente, os Jacohrangers tinham conseguido trazer a Terra de volta à sua órbita.
Mas as explosões que destruíam o que restara da base dos heróis não pararam. O flagelo do universo devastava toda a tecnologia, todos os recursos, tudo que os heróis dispunham para combatê-los.
- Acredito que já seja a hora de levá-los como prisioneiros – disse Aramuki – O controle principal já está comigo. Creio que será mais divertido se o destruirmos diante dos Jacohrangers.
- Parece que eles conseguiram evitar a destruição desse planeta inútil – Misudan disse com desprezo – Caberá a nós a tarefa de fazê-lo em pedaços.
- Melhor assim – era Garak, já pegando os novos prisioneiros pelo colarinho para transportá-los.
- E pensar que o Império Akkuma nem é o império espacial mais poderoso que existe no universo – Misudan pensou em voz alta – E, mesmo assim, os planetas desta galáxia insignificante não conseguem nos deter, não importa o quanto se esforcem.
- Seres patéticos! – Garak cuspiu – Merecem mesmo a extinção.
Eles partiram, levando consigo Mestre Jacoh, Aline e seus familiares.
No mesmo instante, voltavam ao planeta os seis Jacohrangers, pensando ter motivos para comemorar.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis partem para o resgate, mas o controle principal é destruído e eles não conseguem mais se transformar. Como conseguirão salvar seus amigos e derrotar o flagelo do universo? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 42 – DESESPERO TOTAL! IMPOSSÍVEL TRANSFORMAR

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