Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 13 de abril de 2014

EPISÓDIO 42 - DESESPERO TOTAL! IMPOSSÍVEL TRANSFORMAR



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- OS HERÓIS PARTEM DENTRO DO GREAT JACOH OH EM BUSCA DO EQUIPAMENTO QUE TRARÁ A TERRA DE VOLTA A SUA ÓRBITA. MESMO TENDO MENOS DE TRINTA MINUTOS, ELES CONSEGUEM SALVAR A TERRA DA CATÁSTROFE IMINENTE.
- O FLAGELO DO UNIVERSO ATACA O QUARTEL-GENERAL DOS JACOHRANGERS, DESTRUINDO TUDO. ELES LEVAM O MESTRE JACOH, ALINE E SUA FAMÍLIA COMO REFÉNS. LEVAM TAMBÉM O CONTROLE PRINCIPAL, QUE PRETENDEM DESTRUIR APENAS QUANDO OS JACOHRANGERS CHEGAREM.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Malditos. Só pode ter sido o flagelo do universo – era Chairo, lágrimas de ódio queimando em sua face – Só eles seriam covardes o suficiente para algo do tipo.
- Com certeza, levaram o Mestre Jacoh prisioneiro – disse Grey. Sua face era puro ódio – E, com certeza também, vão pagar muito caro por isso.
- Eles também levaram Aline, não foi? – Murana perguntou a Chairo, com certo receio da reação do amigo.
Ele assentiu com um leve movimento vertical da cabeça. Seus punhos se cerraram ainda mais. Não houve tempo para comemorar a salvação da Terra. O que ele tinha de mais precioso estava novamente correndo grave perigo.
- Depois de todo o sofrimento que foi para resgatá-la de Ghitta! – ele berrou – Malditos. Malditos! Vão me pagar!
Grey conteve o colega e ofereceu seu ombro para que ele chorasse tudo que precisava.
- Com certeza, Chairo. Com certeza, eles irão pagar.

***

Os seis partiram, tendo o silêncio como companheiro. Não sabiam ao certo onde estariam os inimigos, mas pareciam guiados pelo próprio ódio. Não hesitaram. Não pararam para descansar. Sequer pensaram em qualquer tipo de estratégia. A fúria incontrolável de Chairo preocupava um pouco, embora aquilo talvez lhe desse uma força extra na hora de batalhar.
Talvez aquela fosse, enfim, a batalha final.
Uma grande ruína. Era bem verdade que, após horas de cataclismo com a Terra fora de sua órbita, quase tudo ficou em ruínas em Brazilian Tokyo. Mas aquele parecia uma espécie de campo de batalha especialmente escolhido para aquele momento. Seria, seguramente, o túmulo de alguém. Ou dos heróis, ou dos vilões.
Os Jacohrangers chegaram. Viram sobre a parte mais elevada daquela planície o Mestre Jacoh, Aline e seus pais. Os quatro estavam vivos, porém feridos e enfraquecidos. Braços e pernas abertas e presas estacas de madeira. Estavam crucificados, uma forma de deixar Chairo ainda mais furioso. Entre eles e os heróis, Misudan, Garak e Aramuki.
O flagelo do universo.
- Assassinamos centenas de pessoas. Traumatizamos, para sempre, milhares de outras. Destruímos casas, lares. Sonhos. Transformamos uma cidade promissora e linda em ruínas. Cinzas. Lembranças jazendo sob escombros frios. Quase destruímos seu planeta. Sequestramos pessoas importantes para vocês. Odiamos vocês, e fizemos vocês nos odiarem mais do que tudo.
- E agora chegou a hora, Jacohrangers. O momento de ver se vocês têm alguma condição de nos enfrentar caso usemos nosso verdadeiro poder. O momento de testarmos o quanto pode resistir o planeta Terra. Chegou a hora de vermos uma raça populosa ser extinta, e nos deliciarmos com o sofrimento de seu povo nos últimos momentos.
- Não nos xinguem. Não façam bravatas. Não nos ameacem. Não jurem vingança, não clamem por justiça. Não exalem autoconfiança. Não digam nada. Apenas preparem-se para morrer.

***

Seis espadas desembainhadas. Todas elas se viram envoltas em fogo mágico, uma infestação da fúria de seus donos. As pistolas dos heróis mudaram de formato, podendo disparar uma energia tão ou mais poderosa que o Jacoh Cannon. Cada um sentia dentro de si uma força capaz de destruir montanhas com um golpe só. E eles pareciam capazes de desferir muitos golpes.
As pistolas dispararam sem cessar, saraivadas violentas, ininterruptas, gerando uma miríade quase que interminável de explosões. Espadas foram arremessadas, tendo seu fogo sagrado multiplicado no processo, produzindo labaredas e mais explosões. Cada Jacohranger ainda conseguiu criar nas mãos uma quantidade inexplicável de energia. Lançaram contra os inimigos.
A poeira baixou, e o terror teve início.
O flagelo do universo estava absolutamente ileso. O ataque conjunto dos mais poderosos golpes dos Jacohrangers não foi o bastante para sequer arranhar os inimigos.
- A brincadeira acaba aqui – disse Misudan, esmagando um dispositivo estranho que trazia em suas mãos.
Os heróis se destransformaram. Aquilo não fazia muito sentido (não fazia NENHUM sentido), mas estava acontecendo. Toda a energia que eles pareciam ter havia desaparecido. Algo que, naturalmente, não os faria desistir tão facilmente.
- Jacoh Change! – todos gritaram em uníssono.
Nada aconteceu.
- Jacoh Change! – eles repetiram.
E vieram mais e mais tentativas, cada uma mais desesperada que a outra, tendo como plateia os odiosos inimigos, que gargalhavam da situação.
- Nós prometemos a vocês que sentiriam o pior desespero do inferno – era Aramuki – Chegou o momento de vocês entenderem o quão longe podemos chegar.
O flagelo do universo tinha garras. Movia-se a uma velocidade impressionante, tornando esquivas ou manobras defensivas muito difíceis. Os primeiros ataques vieram, golpeando os corpos humanos e indefesos que, mesmo em guarda, não eram capazes de se proteger adequadamente.
Talhos foram abertos, ombros foram perfurados, sangue escorreu farto. Pernas, coxas, braços, mãos e rostos foram feridos sem distinção. Os Jacohrangers lutavam contra o desejo de caírem para não mais levantarem. Nenhuma tentativa de sair daquela situação resolveria, não havia recursos nem qualquer forma de esperança.
Eles haviam perdido. Só lhes restava aguardar a morte.

***

O Mestre Jacoh se debatia, mas não conseguia se libertar. Não podia exigir que os demais prisioneiros fizessem o mesmo. Eram apenas seres humanos comuns, civis inocentes, sem treinamentos, sem poderes.
O velho mestre tentava um contato telepático com seus pupilos, tão próximos fisicamente, mas de mentes tão distantes. Estavam muito concentrados em aceitar suas inevitáveis mortes para aceitarem o contato.
O corpo de Jacoh não tinha a força necessária para se libertar. As tiras de metal que o prendiam eram de origem alienígena, de um tipo de metal mais resistente que tudo que havia na Terra. E mesmo que se libertasse, o que poderia fazer para ajudar os Jacohrangers?
Seguiu tentando um contato telepático. Talvez pudesse encorajá-los, fortalecer suas confianças. Algo deveria estar a seu alcance. Ele não se entregaria, ainda que fosse isto o que seus pupilos estavam fazendo naquele momento tão decisivo.

***

Os seis estavam no chão, ensanguentados. Feridos, entregues, rendidos. Inconsciência e morte pareciam disputar quem chegaria primeiro para fazê-los fechar os olhos. Não havia mais luta, não existia mais resistência. Só desespero. Sem poder se transformar, não venceriam.
Cada um dos inimigos pegou dois Jacohrangers pelo pescoço. Caminharam carregando os heróis, levando-os até muito perto de onde estavam Mestre Jacoh, Aline e seus pais. Era, definitivamente, o fim.
- Ainda não sabemos o que seria mais divertido, Jacohrangers – era Garak – Matar vocês na frente deles, ou matar todos eles na frente de vocês.
- Vamos assassinar a garota e seus pais na frente do herói marrom – era Misudan – Vamos fazê-lo conhecer a pior dor de inferno.
- Hora de morrer! – Aramuki elevou a voz.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

A situação desesperadora faz os Jacohrangers despertarem seu poder máximo. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 43 – SUPER TRANSFORMAÇÃO! O CONTRA-ATAQUE DOS HERÓIS!

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