Jacohrangers

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domingo, 27 de abril de 2014

EPISÓDIO 44 - JACOHRANGER DOURADA VS. MISUDAN



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- A CORAGEM E A OBSTINAÇÃO DOS JACOHRANGERS FEZ COM QUE ELES NÃO APENAS RECUPERASSEM SEUS PODERES, MAS OS SUPERASSEM, GERANDO SUPER JACOH CHANGE.
- O FLAGELO DO UNIVERSO PÔS PARA FORA TODO O SEU PODER. QUANDO TUDO INDICAVA QUE A MAIS TERRÍVEL DE TODAS AS BATALHAS ACONTECERIA, HAORI, A JACOHRANGERS DOURADA, ORDENOU QUE TODOS PARASSEM, POIS ELA TINHA ALGO A DIZER:
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Parem todos! Há algo que precisa ser dito antes de travarmos a batalha derradeira.
Nos olhos da Jacohranger dourada, uma enigmática mescla de fúria, tranquilidade e sede de sangue. Passou pela cabeça de todos os seus colegas naquele instante que ela, talvez, tivesse passado muito tempo aguardando por aquela chance. Provavelmente, Haori devia ter ficado muitas noites sem dormir, chorando silenciosamente, acumulando uma quantidade absurda de ódio. Esperando pela chance de acabara de chegar.
Era absolutamente justo que ela fosse ouvida.
- Vai implorar pela vida? – a ironia veio de Garak – Talvez ainda haja tempo. Ajoelhe-se, implore e veremos o que acontece.
A resposta da heroína foi o desprezo. Seu olhar se demorou naquela por quem ela nutria o mais intenso desejo de vingança da Terra. Talvez, de todo o universo. Misudan.
- Hoje, meu ódio é maior do que o universo. Misudan, eu te desafio. Quero lutar sozinha contra você. Os outros podem fazer o que quiserem. Mas quero ter a certeza de que você morrerá pelas minhas mãos. Vou me encarregar pessoalmente de me vingar por tudo aquilo que você fez ao meu povo.
- É mais provável que você tenha o mesmo destino deles, garota insolente!
- Esse será o seu túmulo. Pelas minhas mãos você morrerá. Não lhe mostrarei misericórdia, assim como você não mostrou misericórdia ao povo do meu planeta. Não vou perdoá-lo. Não vou poupá-lo. Não vou permitir que você continue vivo. Vou livrar todas as galáxias de sua existência maldita.
- Haori... – Chairo hesitou. Ele acha justa a motivação dela, mas não tinha certeza se lutar individualmente era algo sensato.
- Amigos... – ela respondeu – Cuidem dos outros dois. Peço que, por favor, não interfiram.
- Confiamos em você, Haori! – disse Murana – Sabemos que vai vencer.
Os outros cinco Jacohrangers, juntamente com Garak e Aramuki, afastaram-se por algumas dezenas de metros. Haori, a Jacohranger dourada, aquela cujo planeta fora destruído impiedosamente por Misudan ficou frente a frente com o maldito.
- É hora de recolher o lixo do universo!

***

A lâmina ganhou em grossura e luminosidade. Primeiro foi circundada por um fogo sobrenatural, labaredas de proporções que desafiavam os limites de qualquer imaginação. Veio um gelo de natureza mágica, que mesclou às chamas ali presentes sem anulá-las, desafiando todas as leis da natureza.
Eletricidade, ácido, energia sônica. Parecia que todo tipo de matéria capaz de causar dano a um inimigo se concentrou ali. Sem entrar em conflito, sem se cancelar. Todas as forças estavam unidas.
O punho esquerdo de Haori também concentrava algum tipo de poder. Uma aura que tinha todas as cores e nenhuma ao mesmo tempo chispava e cuspia faíscas ao redor. No coldre, ela possuía ainda sua pistola. Como último recurso, a Jacohranger dourada também podia usar sozinha o Jacoh Cannon.
Sua recente transformação para Jacohranger dourada lhe deixou mais resistente. Sua armadura era muito mais efetiva contra ataques inimigos, e até seu corpo dava demonstrações de estar mais fortalecido.
Ela estava completamente outra. Mais preparada. Estava no limite.
O corpo de Misudan tinha aspecto monstruoso, bestial. O rosto possuía feições distorcidas, disformes, intencionalmente desproporcionais a tudo que a raça humana já vira. Os braços grossos e peludos terminavam em garras múltiplas, substituindo dedos. Ainda assim, ele tinha habilidade manual para empunhar uma imensa espada de lâmina rubra. O corpanzil era revestido por uma espécie de vestimenta que era tão alienígena, que não se podia afirmar se não era, talvez, um tipo de armadura.
O aço das espadas começou a se confrontar. Eram golpes em todos os sentidos, por todos os lados, vindos de ambos os combatentes. Havia um revezamento entre quem atacava e quem defendia, uma constante alternância entre golpes verticais e horizontais. Cada choque das lâminas gerava uma pequena explosão, uma chuva de faíscas capaz de cegar um incauto.
Entre um arco imaginário feito com a espada e um bloqueio veloz que impedia sua decapitação, Misudan aproveitava para chutar e golpear com o outro braço. Haori mesclava golpes da lâmina a disparos de energia feitos de sua mão esquerda. Energias se chocavam em todas as direções, partes diferentes dos corpos dos combatentes se encontravam e mediam forças em golpes coléricos.
Mas a luta seguia equilibrada.
- Por quanto tempo acha que pode manter esta luta? – ele arriscou, após ter que dar um salto para trás para não ser ferido no ombro – Você morrerá, e morrerá agonizando como nenhum habitante do seu planeta precisou agonizar. Peça perdão de joelhos pela sua insolência, e eu lhe prometo uma morte rápida e um pouco menos indolor do que a de seus amigos.
- Cale a boca!
Ela estocou a área torácica do inimigo, perfurando profundamente. Quando a espada já estava dentro do corpo de Misudan, as chamas se intensificaram ferindo mais e mais. Haori retirou sua arma e arriscou um golpe horizontal, visando o crânio do oponente. O membro do flagelo do universo deslocou seu corpo e na mesma fração de segundo suas garras atingiram a Jacohranger dourada de cima para baixo. Ela gritou de dor e caiu, a armadura terrivelmente danificada.
Misudan se aproximava, ela ainda caída, quando uma quantidade absurda de energia saiu dos punhos da heroína, indo explodir no rosto do vilão. A Jacohranger dourada levantou-se de chofre, espada em punho, quando o oponente cuspiu algo cáustico em seu rosto. O capacete dela foi se dissolvendo, tornando visível – e desprotegido – o crânio de Haori.
Em golpes simultâneos, um feriu terrivelmente a perna do outro, gerando gritos de dor em uníssono que pareciam ensaiados. Ambos manquitolaram, caíram para trás, mas mantiveram-se pé graças ao ódio.
As espadas seguiram se encontrando e se afastando, se procurando e se repelindo. O chute de Misudan atingiu o queixo da Jacohranger. Garras rasgaram o antebraço esquerdo da heroína. Ela acumulou mais energia naquela mão e disparou por ali o Jacoh Cannon, deixando que sua vontade inabalável de vencer se encarregasse de direcionar o ataque em direção ao inimigo.
Misudan tentou desviar, mas não foi capaz. Recebeu o ataque direto e foi ao chão. Com o que lhe restava de energia, Haori dirigiu-se até o inimigo, espada em punho, decidida a pôr um fim naquela batalha. Caminhou, uma das pernas arrastando-se penosamente, uma dor lancinante roubando-lhe as forças.
Misudan cuspiu algo cáustico na outra perna da heroína, fazendo-a cair.
- Eu não disse que devia ficar de joelhos – ele disse, levantando-se muito ferido – Agora aproveite e implore pela vida.
E quando se aproximava do corpo prostrado de Haori, ela disparou com sua pistola uma onda violenta de energia destrutiva.
Por alguns minutos, ambos ficaram impassíveis, resfolegando, como que em um momento destinado a reunir o que lhes restava de energia. Trocaram olhares de ódio, as respirações aceleradas, sangue encharcando o campo de batalha em quantidade inacreditável.
- Há décadas não tenho uma luta tão divertida. Você está de parabéns.
- Isto aqui não é uma brincadeira! – ela praticamente rugiu.
- Pena que terá que morrer!
Em uma velocidade que ultrapassava o poder de percepção dos sentidos, Misudan avançou, disposto a desferir o golpe final. Lâmina e garras uniram-se na missão de ferir, abrindo um talho gigantesco no abdômen de Haori, que emitiu o mais pavoroso grito de dor da história documentada da Terra.
Ela caiu, a armadura semidestruída se desmaterializando. Destransformou-se, e sequer tinha forças para pronunciar as palavras “Super Jacoh Change” – que dirá para executar a transformação.  

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os outros Jacohrangers travam uma desesperadora batalha, mas o flagelo do universo é poderoso demais, e a vitória é impossível. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 45 – A DERROTA DOS HERÓIS

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