Jacohrangers

Jacohrangers

domingo, 25 de maio de 2014

EPISÓDIO 47 - PELA MEMÓRIA DE SHIRA



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- DERROTADOS OS HERÓIS SÃO LEVADOS PELO FLAGELO DO UNIVERSO ATÉ A BASE SECRETA DO IMPÉRIO AKKUMA. OS VILÕES DEDICAM-SE A SE RECUPERAR DE SEUS FERIMENTOS.
- OS JACOHRANGERS DA PRIMEIRA GERAÇÃO ENTÃO SURGEM, AUXILIANDO OS AMIGOS. O IMPERADOR GOKI DESAPARECE MISTERIOSAMENTE, ENQUANTO NOVOS MONSTROS APARECEM PARA DESAFIAR OS HERÓIS.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Bazuca sem nome!
- Jacoh Cannon!
O poder combinado das duas armas dos Jacohrangers explodiu os monstros. Os doze heróis já pensavam em avançar contra os indefesos componentes do flagelo do universo, quando surgiram mais três monstros diferentes. A falta de espaço no local os obrigou a abandonarem aquela imensa construção.
Do lado de fora, os Jacohrangers marrom, rosa, bege e verde trocavam golpes velozes e violentos com o primeiro inimigo, uma bizarra combinação de sapo e lagarto. De sua língua amarronzada saía uma substância corrosiva. Os heróis se esquivavam das cusparadas do oponente, mas tinham dificuldade para contra-atacar.
Os heróis azul, preto, púrpura e dourada confrontavam o segundo monstro, que lembrava uma ave que cuspia fogo. As rajadas ígneas eram altamente destrutivas, obrigando os quatro Jacohrangers a se desagruparem. Isso permitiu que atacassem de diferentes direções, não permitindo esquiva ou defesa. Mas a criatura maligna parecia não sentir, pois continuava atacando.
Os Jacohrangers laranja, cinza, vermelho e amarelo disparavam com suas pistolas contra o monstro que parecia um robô, haja vista suas formas humanoides e seu revestimento de blindagem poderosa. As rajadas ricocheteavam, fazendo com que as explosões se voltassem contra os heróis. Mudaram de estratégia e sacaram suas espadas. O poder combinado do ataque das lâminas sequer chegou a arranhar o monstro.
Os doze heróis se dividiram outra vez. Reagruparam-se e se separaram de novo. Iam se posicionando de forma bastante alternada no campo de batalha, sem se importar com estratégias. Confiavam apenas no fato de terem amigos ao seu lado, independentemente de quais fossem.
Os três monstros começaram a combinar seus ataques, gerando danos maiores aos heróis. As substâncias corrosivas que eles lançavam feriram seriamente Grey, o Jacohranger cinza. A força imensurável dos punhos inimigos quase levaram Paty, a heroína rosa, ao nocaute.
- Não vamos perder! Não vamos permitir que nossa Terra seja destruída – Chairo gritou.
Os doze Jacohrangers, alguns bem mais feridos que os outros, concentraram suas energias e dispararam com suas pistolas em um único ponto, explodindo parte do corpo de um dos inimigos. Antes que a criatura se recuperasse, as lâminas dos heróis rasgaram o que restou do corpo do monstro.
Só restavam dois.
- Temos que aproveitar que o flagelo do universo está vulnerável para atacá-los. Podemos não ter outra chance como essa – bradou Haori.
- Vamos usar nossas bazucas com todas as nossas forças – gritou João, o Jacohranger verde.
- Bazuca sem nome!
- Jacoh Cannon!
Pareciam mais fortalecidas, como se aquelas armas estivessem imbuídas do imenso poder que havia no coração dos Jacohrangers. Os outros dois monstros não resistiram e explodiram completamente.
Os doze heróis já pensavam em avançar rumo às câmaras de recuperação onde o flagelo do universo se curava, quando uma súbita aparição os assustou. Todos sentiram um violentíssimo calafrio.
Quem havia chegado era simplesmente o culpado tudo. O responsável por todas as mortes. Aquele que estava, pouco a pouco, se encarregando de destruir todo o universo. O vilão supremo. O ser mais terrível de toda a existência.
Os doze Jacohrangers estavam frente a frente com o Imperador Goki.

***

- As vidas de vocês, de todos os seres da Terra e de todos os seres do universo não têm nenhum, NENHUM valor. Morram tendo consciência de sua total insignificância
E o primeiro ataque daquele ser maldito arremessou todos os Jacohrangers longe. Mal haviam se levantado, e outra rajada maligna tornava a feri-los. E vieram outras, muitas outras, fazendo os heróis caírem ensanguentados e destransformados.
- Parece que voltaram a ser humanos. Pois antes de morrerem, lhes mostrarei seu mundo sendo destruído. Não terei piedade e não farei joguinhos com vocês igual o flagelo do universo fez.
E das mãos malignas do Imperador Goki surgiram dois monstros que foram crescendo e crescendo. Até ficarem gigantescos.
- Não importa o tamanho da sua força, nem que sua crueldade não tenha limites. Vamos nos transformar de novo e seguir lutando quantas vezes forem necessárias – Chairo gritou.
- A batalha só termina quando acaba. Ou quando chega ao fim. Nunca antes disso – bradou Ruivão, o Jacohranger vermelho.
- Jacoh Change!
- Hora de Jacohmbater o mal!
Os heróis usaram suas pistolas e dispararam contra o Imperador, sem nenhum sucesso. Enquanto isso, os dois monstros imensos se dirigiam à cidade de Brazilian Tokyo.
- Pessoal, nesse momento tão desesperador, vamos nos lembrar de Shira! – Chairo disse.
- Minha irmã! – era Polaco, em lágrimas – Que morreu lutando, assassinada por estes covardes malditos. Ela morreu para proteger a Terra, sem jamais perder a esperança de defendê-la, não importando a força do inimigo.
- Não apenas por ela, mas por todos os que morreram, temos o dever de acreditar até o fim! – Murana gritou.
- Mais que isso – Hitomi complementou – Temos o dever de vencer. De elevarmos nosso coração até o infinito até conseguirmos o poder necessário para destruir o maldito Império Akkuma.
- Vamos nos dividir – Ruivão disse – Vamos mostrar a esses malditos que divididos não estamos juntos, embora estejamos unidos pelos corações, e não pelo posicionamento no campo de batalha.
- Gigante Guerreiro Jacohlossal! – Japa e Paty ingressaram nele.
- Robô Reserva! – Negão, Polaco e João adentraram nele.
- Densetsu Robotto! – Murana e Daira entraram nele.
- Robô Cruzador! – Hitomi e Grey subiram na máquina de batalha.
- Galactic Robô! – invocou Haori, logo ingressando em seu robô.
- Ora, ora! – era o Imperador, falando a Chairo e Ruivão, os únicos que ficaram no chão para enfrentá-lo – Cinco robôs gigantes contra apenas dois monstros! Não é curioso que, justamente agora, velhos conhecidos de vocês estejam de volta?
Goki apontou para a base secreta de onde vinham, plenamente recuperados, os três membros do flagelo universo. Sorriam com o sarcasmo que lhes era peculiar. A um aceno mágico do Imperador, eles também ficaram gigantes.
- Cinco robôs gigantes, contra cinco servos meus! Parece mais justo agora.
- Quem é você para falar sobre justiça? Desgraçado! – Chairo gritou, avançando espada em punho.
- Pela memória de Shira! – os doze Jacohrangers gritaram ao mesmo tempo, embora estivessem separados, cada qual combatendo seu adversário.
A arma de Chairo rasgou o ar quando o vilão se teleportou para trás dele e, golpeou suas costas com uma descarga elétrica. O Jacohranger marrom quase caiu para trás, mas foi amparado pelo herói vermelho. Ambos dispararam com todas as forças, sem sequer arranhar o Imperador Goki.
- Eu também estou aqui! – a voz surpreendeu a todos.
Era o Mestre Jacoh.
- Chegou a hora de dar ao Império Akkuma o fim que ele merece. Pela memória de Shira.
Perto dali, uma batalha literalmente imensa tinha início.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Uma batalha nunca antes vista é travada. Com a força dos doze Jacohrangers e do Mestre Jacoh, surge uma chance de vitória. O confronto só terminará quando um dos lados estiver morto. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 48 – O FIM DO FLAGELO DO UNIVERSO!

domingo, 18 de maio de 2014

EPISÓDIO 46 - DOZE JACOHRANGERS! TODOS JUNTOS NA LUTA!



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- APÓS A JACOHRANGER DOURADA SER DERROTADA POR MISUDAN, CHEGA O MOMENTO DE TODOS OS OUTROS JACOHRANGERS TRAVAREM A BATALHA FINAL CONTRA O FLAGELO DO UNIVERSO.
- HERÓIS E VILÕES PROTAGONIZAM UMA LUTA ÉPICA, NA QUAL USAM TODAS AS FORÇAS, E DA QUAL DEPENDE O FUTURO DA TERRA E DE TODO O UNIVERSO. NO ENTANTO, NO FIM, OS JACOHRANGERS SÃO DERROTADOS.
O QUE IRÁ ACONTECER?

- Vamos levar os corpos sem vida deles até o nosso Imperador. Ele decidirá o que fazer – Misudan propôs.
- Precisamos nos recuperar primeiro – Garak disse, a voz saindo com dificuldade.
- Não há tempo para isso – Aramuki opinou – Vamos nos curar quando chegarmos à base. Por enquanto, o importante é darmos a notícia ao nosso Imperador. Ele ficará contentíssimo.
- É provável que ele opte por destruir a Terra de uma vez só, com um único ataque. Este planeta já está deixando-o entediado – Garak balbuciava.
- A mim também – disse Misudan – Não pensei que encontraríamos tanta resistência. Esta deve ser a primeira vez que somos feridos desta forma.
- No final, serviu como experiência – Aramuki completou – Isso vai nos tornar mais fortes. E toda a vida nesse planeta será extinta como uma justa punição pela não rendição desses malditos terráqueos.
- Então vamos levar os corpos destes malditos para o Imperador de uma vez – disse Misudan.
- Ainda estão vivos! – Garak constatou – O Imperador que aplique neles o golpe final, porque eu não tenho mais forças.
E após recorrer a uma habilidade sobrenatural, os três desapareceram, levando junto a eles os corpos desmaiados dos Jacohrangers.

***

Chegaram ao local que servia de base ao Império Akkuma. O Imperador repousava com seu corpanzil desproporcional sobre a gigantesca estrutura que lhe servia de trono. Seus sentidos incrivelmente acima da capacidade humana já detectava há tempos a aproximação do flagelo do universo.
Os três chegaram, e logo os olhos alienígenas do Imperador Goki se voltaram aos corpos desacordados dos Jacohrangers. Assim, que jogaram os inimigos vencidos no chão, o flagelo do universo também caiu. Feridos como estavam, não tinham mais forças para continuar de pé. Fora aquilo, ainda havia a grande quantidade de energia gasta com a teleportação.
- Vencemos! – disse Aramuki.
Os três dirigiram-se ao local destinado a repouso e recuperação. Sua missão havia sido cumprida. Restava ao Imperador decidir o que fazer.
- Chegou o momento de explodir este planeta imundo. Mas vocês devem morrer antes, pois já me cansei de vocês. Preparem-se, Jacohrangers.
O Imperador Goki já se movia, invocando a energia necessária para o violento ataque que pretendia desferir. Faria os Jacohrangers em pedaços, os reduziria a cinzas, para que deles não restassem nem lembranças. Era exatamente o que faria com o planeta Terra também.
- Adeus, Jacohrangers!
Mas uma súbita explosão deteve o Imperador maligno.

***

Dois dias antes.
- Não devia ser responsabilidade nossa! – disse um deles – Mas, no fim, acho que qualquer descendente de japonês acaba destinado a salvar o mundo mais de uma vez. Que seja.
- Sim, meu senhor.
- Só me importo em poder conter logo essa ameaça para poder voltar a beber. Vai rolar “Oktoberfest” fora de época e meu fígado já está preparado.
- Eu tenho mulheres me aguardando.
- Aguardando para quê? Você deve para elas? Bem, enfim, eu só quero voltar logo para assistir o “Super Hero Taisen Z” pela octogésima sexta vez.
- Embora não seja responsabilidade nossa, quem somos nós para dizer exatamente o que é responsabilidade? E a história nos ensina que, quando um conceito teórico excessivamente abstrato, subjetivo e circunstancial não pode ser explicado, o melhor é ignorá-lo e ir logo para a parte que importa. Não sabemos se é nossa responsabilidade, e é até melhor assim, porque responsabilidade nunca foi nosso forte. Mas há uma coisa que sabemos. Quando o mundo estiver em perigo, seja qual for a ameaça, sob qualquer circunstância, só há um grupo de pessoas capaz de fazer algo para impedir o pior. Só um há alguém capaz de renovar as esperanças, proteger as vidas inocentes e trazer a paz, fazendo a justiça triunfar sobre a tirania e o bem vencer o mal. Só há um pequeno grupo. Somos nós.
“Os Jacohrangers!”.
Ruivão, João, Polaco, Negão, Japa e Paty deram as mãos e emitiram um violento grito de guerra. Eles deviam aquilo ao Mestre Jacoh. Não abandonariam a Terra quando ela mais precisava deles, independentemente de quem fosse a responsabilidade de protegê-la.
- Hora de Jacohmbater o mal!

***

- Somos os Jacohrangers e viemos acabar com vocês, sejam lá vocês quem forem! – era o Jacohranger vermelho.
- Isso não é possível! Mais Jacohrangers? Vocês deveriam ser apenas seis. De onde surgiram vocês?
- Nunca subestime a Terra! – o Jacohranger amarelo arrotou após a bravata.
- Os Jacohrangers aparecerão em quantos forem necessários para derrotar as forças do mal. Nossa inspiração é aquele filme “Gokaiger vs. Goseiger”.
- Pessoal, vocês estão bem? – Negão foi tentar reanimar os heróis caídos – Levantem-se, a batalha ainda não acabou.
De repente, o Imperador Goki desapareceu, em um veloz teleporte.
- Covarde! Não resistiu à imponência dos Jacohrangers da primeira geração! – Ruivão disse, com muito orgulho.
- Hey, naquela sala – o Jacohranger azul apontou para um corredor um pouco adiante, do qual ele voltava – há aparelhos com tecnologia de cura. Vamos levá-los até lá.
Em poucos minutos, os Jacohrangers da segunda geração já estavam parcialmente recuperados. Mal tiveram tempo de se apresentar e conversar um pouco, e Haori viu que, na sala ao lado, repousavam em estranhas câmaras de cura os membros do flagelo do universo.  
- Vamos aproveitar para acabar com eles – Chairo bradou.
No entanto, antes que pudessem fazer alguma coisa, os destransformados heróis foram surpreendidos pela aparição de dois monstros nunca antes vistos. Tinham rostos bestiais, garras, cauda que gotejava veneno e asas coriáceas. Urravam e cuspiam fogo, obrigando os heróis a se esquivarem.
- Chegou o momento de unirmos as forças – era Hitomi.
- As duas gerações de Jacohrangers devem lutar juntas! – bradou João.
- Pela paz em Brazilian Tokyo, na Terra e em todo o universo! – gritou Chairo.
- Mesmo que o conceito de paz seja discutível, lutaremos para proteger a paz! – disse Ruivão.
- Doze Jacohrangers juntos na luta! – todos gritaram em uníssono.
- É hora de Jacohmbater o mal!
- Jacoh Change.
E os doze heróis, juntos, atacaram os inimigos recém-surgidos.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers combatem os monstros, mas não conseguem atacar o flagelo do universo. O Imperador ressurge e a batalha se torna desesperadora, mas a lembrança da morte de Shira renova a coragem dos heróis. Serão os robôs dos Jacohrangers fortes o bastante para vencerem os inimigos? Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 47 – PELA MEMÓRIA DE SHIRA!

domingo, 4 de maio de 2014

EPISÓDIO 45 - A DERROTA DOS HERÓIS



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- HAORI, A JACOHRANGER DOURADA, TEM ENFIM A CHANCE DE TRAVAR A BATALHA FINAL CONTRA O TERRÍVEL MISUDAN, AQUELE QUE, EM UM PASSADO NÃO MUITO DISTANE, DESTRUIU O PLANETA-NATAL DELA.
- UM CONFRONTO ÉPICO É TRAVADO, COM AMBOS LUTANDO COM TODAS AS SUAS FORÇAS EM UMA LUTA MORTAL. NO FINAL, APESAR DE TODOS OS ESFORÇOS, HAORI É DERROTADA PELO CRUDELÍSSIMO MISUDAN.
O QUE IRÁ ACONTECER?

Haori sangrava e agonizava. Misudan contemplava aquilo com um terrível sorriso de prazer. Podia aplicar o golpe final, mas preferia deixa-la sofrendo. Queria que ela morresse aos poucos. Aquele era o modo de agir do cruel flagelo do universo: infligir sofrimento extremo aos inimigos, apresentando a eles a pior dor do inferno.
- Sangrando deste jeito, você não deve resistir muito tempo. Acho que você deveria passar os últimos minutos de sua vida inútil vendo seus amigos sendo destruídos. O que acha? Pode me agradecer por isso.
E o vilão gargalhou.
Arrastou-a pelos cabelos empapados de sangue, pois o crânio dela tinha sido aparentemente atingido. A roupa dela estava empapada, também de suor. A respiração era descompassada. Misudan se divertia com aquilo e a puxava brutalmente, tentando machuca-la ainda com aquele gesto.
Os outros Jacohrangers batalhavam a poucos metros dali. O vilão fez questão de se posicionar de forma a obrigar Haori a ver aquilo. Tinha total confiança na vitória de Garak e Aramuki. A Jacohranger dourada não tinha mais forças sequer para torcer por seus amigos.

***

Grey e Murana manuseavam suas espadas revestidas por fogo, ódio e esperança. Eles não tinham nenhuma dúvida de que todos os sonhos e expectativas do povo da Terra estavam concentrados ali. Aquilo redobrava suas forças, mas aumentava suas responsabilidades na mesma proporção.
O aço imbuído de esperança ia trocando golpes com as garras negras de Aramuki, até o vilão sacar uma espada imensa de lâmina cinzenta dupla. Cada lado da arma aparava e contra-atacava um ataque dos heróis, o que mostrava que o vilão era duas vezes mais rápido. Ninguém se feria, ninguém atingia o oponente, mas ainda assim o choque das armas era feroz.
O Jacohranger cinza e a púrpura recuaram e arremessaram suas espadas ao mesmo tempo, gerando um único ataque com o dobro da energia. Aramuki não conseguiu desviar totalmente, mas só foi atingido no ombro, onde um talho considerável foi aberto. Sangue pestilento escorreu, e logo os heróis dispararam com suas pistolas. A resposta do vilão foi um raio poderoso saído de seus olhos, que deteve a energia dos heróis e gerou uma grande explosão no ar.
A fumaça ainda não havia baixado quando a espada de Aramuki veio rasgando o ar. Teria rasgado armadura e carne se as armas dos Jacohrangers não se interpusessem. As lâminas carregadas de sonhos e esperanças partiram ao meio, e não possível impedir que o vilão os ferisse várias vezes.
Seus trajes de combate ficaram danificados e comprometidos, e o sangue de Grey e Murana começou a escorrer. Antes que viessem mais ataques, ambos combinaram suas pistolas em uma velocidade impressionante, atingindo o outro ombro de Aramuki, que se desequilibrou. Na fração de segundos necessária para que ele se recompusesse, veio a Jacoh Cannon dos dois Jacohrangers, disparada com todas as forças dos corações deles.
Aramuki explodiu. Quando seu corpo quase destruído se aproximava do chão, veio os raios oculares de seus olhos, velozes o bastante para que Grey e Murana não pudessem escapar e fossem atingidos em cheio.
Os três foram ao chão quase que ao mesmo tempo. Não muito depois, todos se levantaram, corpos feridos, armaduras semidestruídas, sangue escorrendo como cachoeira. As pernas bambeavam. Tanto heróis quanto vilões quase não podiam permanecer em pé.
E então Grey e Murana caíram, decretando a vitória de Aramuki.

***

Daira e Chairo revezavam-se no uso de pistola e espada. Uma travava uma batalha corpo-a-corpo contra as garras metálicas de Garak, enquanto o outro disparava cada vez que o vilão abria a guarda. Instantes depois, trocavam de papel, visando confundir o opoente.
O flagelo do universo cuspia substâncias corrosivas, obrigando os adversários a recuarem. Suas garras gotejavam algo igualmente cáustico, fazendo a espada do Jacohranger vermelho começar a ceder. O herói recuou e fez o uso da energia adormecida dentro de seu coração para revestir sua lâmina do poder necessário, reconstruindo-a.
Vieram raios ópticos e cusparada ácida ao mesmo. Os heróis se esquivaram, mas ao fazer aquilo se expuseram. Garak os feriu com suas garras nas costas, talhando parte das armaduras e os fazendo gritar de dor. Os Jacohrangers estavam prestes a cair, quando se viraram no ar disparando com o Jacoh Cannon. A energia perfurou parte do abdômen do vilão.
Os três tombaram, o choque de seus corpos contra o chão retumbando em uníssono. Levantaram-se a muito custo, e então os golpes de espada passaram a ser mais ferozes. Todos se ferindo sem piedade, sangue escorrendo farto por todos os lados.
Quando não desmaiar era um desafio grande demais, Garak cuspiu algo que fez os corpos de Chairo e Daira se enfraquecerem ainda mais. Não tiveram forças para se manterem de pé. Caíram.
- Não vou mentir. Esta foi a batalha mais extraordinária da minha vida – Garak dizia com dificuldade, pois também fora ferido terrivelmente – Parabéns! Jamais imaginei que seres inferiores como vocês pudessem ter tamanho poder. É uma pena que isto não bastou. Uma pena, realmente, que vocês tenham que morrer.
- Cale-se! – balbuciou Daira.
Os corpos pareciam lutar contra suas próprias incapacidades físicas. Contrariando todas as possibilidades, o Jacohranger marrom e a Jacohranger laranja estavam de pé novamente.
Igualmente, contrariando toda a lógica da batalha, o Jacohranger cinza e a Jacohranger púrpura estavam outra vez levantados.
Hitomi, a Jacohranger bege, tinha ido tentar ajudar Haori e foi violentamente espancada por Misudan. Mesmo coberta de sangue e cheia de cicatrizes, ela estava outra vez de pé.
Cinco Jacohrangers, contra dois membros do flagelo do universo.
- Vamos tornar as coisas mais interessantes! – disse Aramuki, arremessando o corpo enfraquecido de Haori em direção aos amigos dela – Que seja novamente seis contra três, como foi no início.
- Pessoal, nossos corpos estão em farrapos, mas nossa esperança não pode acabar. Nunca! – Chairo gritou.
Com o que restava de suas forças, os Jacohrangers refizeram o Super Jacoh Change. Concentraram suas energias.
- Jacoh Cannon! – gritaram em uníssono.
Não era mais as bazucas individuais, mas sim a mais poderosa, aquela que reunia o poder conjunto deles. Mais que isso: certamente também concentrava a totalidade dos sonhos e esperanças do povo da Terra.
Os Jacohrangers efetuaram o disparo. Contra eles foi arremessada uma onda de energia violentíssima, fruto do poder combinado dos membros do flagelo do universo. Os vilões também estavam feridos, então sabiam estar arriscando suas vidas naquele ataque.
As duas energias se chocaram e mediram forças. Tudo ao redor foi destruído pela explosão apocalíptica que surgiu. Os seis heróis e seus três inimigos foram arremessados longe e seriamente atingidos.
Sangue por todos os lados. Levou quase uma hora para que alguém conseguisse se levantar. Os demais, completamente desmaiados, subjugados pelo convite irresistível de se entregarem à inconsciência.
Apenas o flagelo do universo estava de pé. Os seis Jacohrangers ainda respiravam, mas não tinham nenhuma lucidez. Perderam os sentidos. Não teriam condições de combater tão cedo. Talvez, nunca mais.
Misudan, Aramuki e Garak sangravam terrivelmente, mancavam e tinham sérias dificuldades até para dar um único passo. Levaram muitos minutos para conseguirem se aproximar dos heróis derrotados e se certificarem que não havia chance de os Jacohrangers se levantarem.
- Vencemos! – Aramuki fez muito esforço para dizer.
- Sim! – era Garak – Vencemos a batalha final.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O flagelo parte avisar seu Imperador sobre a vitória. Mas os heróis da Terra recebem uma ajuda totalmente inesperada. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 46 – DOZE JACOHRANGERS! TODOS JUNTOS NA LUTA!