Jacohrangers

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domingo, 15 de junho de 2014

EPISÓDIO 50 (FINAL) - A TERRA SALVA!



NO CAPÍTULO ANTERIOR DE JACOHRANGERS:
- APÓS DERROTAREM O FLAGELO DO UNIVERSO, OS JACOHRANGERS FINALMENTE INICIAM A BATALHA FINAL CONTRA O IMPIEDOSO IMPERADOR GOKI.
- O CRUEL VILÃO ESCRAVIZA SERES HUMANOS E OS FAZ CRESCEREM ATÉ TORNAREM-SE MONSTROS GIGANTES E SE POSICIONAREM AO REDOR DELE, COMO ESCUDOS VIVOS, A FIM DE PROTEGÊ-LO DO GOLPE FINAL QUE OS ROBÔS GIGANTES DOS HERÓIS SE PREPARAVAM PARA DESFERIR.
O QUE IRÁ ACONTECER?

Um escudo de sombras. Vários monstros gigantes, humanos na origem, demônios no momento, rodeavam o Imperador Goki. O vilão terrível emanava uma escuridão profunda, como se toda a luz do universo desaparecesse quando chegava ali. Seus servos, escudos vivos, dispostos a morrer por ele. Ali só havia trevas. Maldade. Horror.
Diante deles, dois robôs gigantes. O Robô Supremo, a máquina de combate definitiva dos Jacohrangers da primeira geração. O Great Jacoh Oh, a máquina de batalha suprema dos heróis da segunda geração. Representavam todas as esperanças da Terra, da galáxia e de todo o universo. Eram a última esperança. A última chance de impedir que tudo que existe deixasse de existir.
Luz. Toda a bondade do cosmos, todos os sentimentos bons e puros de todos os seres vivos, materializava-se em forma de um brilho infinito, um rútilo que cegava e era caloroso. Trazia uma sensação de paz. A sensação que todos queriam sentir para sempre.
- Está vendo esta luz, Imperador maldito? – Chairo gritou.
- Esta luz é o reflexo de toda a bondade e esperança no universo! – Grey disse.
- Esta é a luz que destruirá você e seu império maligno! – Daira berrou.
- Esta é a luz que garantirá a paz no universo! – Murana vociferou.
- Esta luz mostrará que o bem sempre vence o mal! – Hitomi disse.
- Esta luz será a responsável por mostrar que, enquanto existirem os Jacohrangers, as trevas não triunfarão.
- Esta luz... – era Ruivão.
- ...vai... – era Polaco.
- ...acabar... – era Negão.
- ...com... – era Japa.
- ... você... – era Paty.
- ... de uma vez por todas... – era João.
- Morra, Imperador maldito! – os doze Jacohrangers gritaram ao mesmo tempo.
A luz que circundava o Great Jacoh Oh e o Robô Supremo saiu deles em direção ao Imperador e aos escudos vivos. O brilho infinito ultrapassou os seres humanos monstruosos, sem os ferir: ao contrário, os fez voltarem a ser pessoas normais, de tamanho normal. O rútilo poderoso trespassou Goki, em um confronto épico entre luz e trevas. O vilão cruel foi arremessado longe, desintegrando-se pouco a pouco.
O corpanzil horrendo caiu sobre a nave do Império. E lá explodiu, gerando uma apocalíptica liberação de energia. Que atingiu Brazilian Tokyo.
Uma quantidade de escuridão que conspurcava o ambiente foi sumindo dando lugar a uma luz. Um brilho de renovação de esperança, uma luz que indicava o retorno da paz. Que dava o direito das almas dos mortos em batalha descansarem em paz.
Shira, a falecida Jacohranger branca, morta em batalha em defesa da justiça, já podia sentir-se vingada. A Terra, finalmente, estava salva. Onde quer que ela estivesse, naquele momento ela certamente estaria sorrindo.
Assim como outros milhares de povos e mundos.

***

- Onde estão os outros? – Murana perguntou – Já foram?
- Sim – o mestre Jacoh sorria, embora ainda ferido – Os heróis da primeira geração foram embora. Já nos ajudaram o bastante, não acha?
Murana estava na base dos heróis, recuperando-se dos muitos ferimentos sofridos em batalha. Parecia ter sido a última a recuperar a consciência após a destruição de Goki e de seu Império. Seus amigos não estavam lá.
- Haori e Hitomi foram visitar o túmulo de Shira. Elas não tiveram a oportunidade de conhecê-la, mas acharam justo prestar essa homenagem a uma colega Jacohranger. Que ela possa descansar em paz.
- Muito legal da parte delas. E os outros?
- Chairo foi visitar Aline...
Murana ficou cabisbaixo. Era assumidamente apaixonada pelo colega, que agora estava feliz com outra pessoa.
- Gosta muito dele, não é?
- Sim, Mestre. Mais do que deveria, pelo jeito. Aliás, a Daira está na mesma situação que eu.
- Pelo que eu saiba, Murana, ela está com Grey.
- Eles foram ajudar na reconstrução da cidade, Mestre?
- Sim. Mas não é esse tipo de “juntos” que eu quis dizer.
- Não vá me dizer que os dois...
- Sim!
Murana sorriu.
- Você também será feliz, Murana. Todos nós seremos. Basta acreditar.
E a Jacohranger púrpura levantou a cabeça e sorriu ainda mais.

***

- Eu só lhe pedir desculpas. Por minha culpa, você e sua família sofreram horrores. Passaram medo. Correram riscos.
- Chairo, não foi culpa sua.
- Se eu tivesse sido mais forte...
- Chairo, vocês enfrentaram o pior vilão do universo. Você fez o melhor que pôde. Estamos salvos por sua causa.
- Aline, foi apenas a minha obrigação. Sinto como se não tivesse feito todo o possível. Milhares morreram. E eu não fui forte o bastante para impedir.
- Chairo, você está se esquecendo de que milhões poderiam ter morrido se não fosse por você e seus amigos.
- Não sei se saberei lidar com essa culpa, Aline.
- Eu amo você, Chairo. E nós vamos ser muito felizes juntos. Eu não tenho dúvida nenhuma disso. Mas se há uma coisa, apenas uma coisa, que pode atrapalhar a nossa felicidade, é isso que você está fazendo. Algo que, inclusive, atrapalha a felicidade de qualquer casal ou mesmo de qualquer pessoa: se apegar demais ao passado. Não se preocupe com o que você pôde ou não pôde fazer. Preocupe-se apenas com que o que você ainda pode fazer.
Ele entendeu o recado. E os dois se beijaram.

***

Daira e Grey. Juntos, após um dia de extenuante trabalho no socorro aos feridos e na reconstrução da cidade de Brazilian Tokyo. Era noite, o luar lhes fazia companhia. Conversaram sobre um canteiro de lindas rosas.
- Se pudéssemos nos transformar, poderíamos ajudar mais e muito mais rápido.
- Eu sei, Daira. Mas o mestre Jacoh disse que nossos poderes voltarão um dia... No momento certo... Quando a Terra precisar.
- Mas estamos precisando agora.
- É diferente. O que precisamos agora é de união. Se os povos da Terra se unirem, catástrofes como essa jamais voltarão a acontecer.
- Você acha que a Terra pode ser atacada de novo? Digo, por outros impérios espaciais?
- Com certeza. Provavelmente, quando isso acontecer, a responsabilidade de proteger este planeta ficará com outro grupo. Outras pessoas. Mas os ideais serão os mesmos. E, se um dia for necessário, nós lutaremos juntos. E, nesse dia, nossos poderes voltarão.
- Grey, você nem parece aquele garoto tímido que eu conheci quando nos tornamos Jacohrangers.
Os dois riram e se abraçaram. Podiam, pois a Terra estava salva. Por enquanto...

おわり

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