Jacohrangers

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domingo, 27 de julho de 2014

EPISÓDIO 03 - O PASSADO DE SATOSHI

EPISÓDIO 03 – O PASSADO DE SATOSHI
サトシの過去

- Vocês não entenderiam se eu tivesse contado tudo desde o começo. Na verdade, continuo achando que não entenderão. Talvez, vocês devessem esquecer o que Netsuzon disse e deixarem que eu resolva essas coisas. Apenas façam o melhor para proteger a Terra. É o planeta de vocês que corre perigo, não o meu.
- Príncipe Alpha, você precisa nos contar – Keiko o interpelou – Afinal, o que são esses pingentes sobre os quais ele falou? O que eles têm a ver com nossa batalha pela proteção da Terra?
- Não é o momento de vocês saberem.
- Como podemos acreditar em você então? – Takeshi questionou com o tom de voz alterado.
- Vocês precisam acreditar.
- Você deveria contar ao menos para mim, Príncipe – era Satoshi, semblante fechado e voz monocórdia – Sou o líder do grupo e saberei escolher a forma e o momento certo de explicar tudo aos demais.
- Como assim “você é o líder do grupo”? – Haruto parecia surpreso – Não fui informado disso.
- O Príncipe confidenciou a mim que o grupo teria que ter um líder. E se disse isso apenas a mim, é porque ele me considera a pessoa mais adequada para o cargo.
- Você está sendo arrogante, Satoshi! – Naomi disse – Você não é melhor que ninguém aqui.
- Não estou dizendo que sou melhor. Só estou dizendo que sou o mais capacitado para ser líder.
- E eu estou dizendo que você não é! – Keiko se interpôs.
- Vocês precisam se acalmar e precisam se entender – o Príncipe ergueu a voz.
- E você precisa nos contar tudo que ainda não sabemos – Takeshi também estava com o tom de voz alterado.
- Já disse que ainda não é o momento!
- Pessoal, vamos nos acalmar – era Keiko – Estamos muito nervosos.
Mas ninguém se acalmou. A discussão seguiu por um bom tempo, com o Príncipe Alpha pedindo que confiassem nele e se recusando a falar mais sobre o passado dele e a esclarecer as coisas ditas por Netsuzon.
Satoshi foi muito criticado por sua presunção, e respondeu dizendo que ele era realmente o mais capaz dos Jacohrangers ALPHA, e que o tempo provaria isso.
Os seis não chegaram a um acordo e cada um foi para seu aposento. Naquele dia, os heróis perderem todo o espírito de equipe que tinham adquirido em sua primeira batalha contra a civilização ALPHA.

***

Keiko acordou de madrugada. Satoshi lacrimejava. Ambos se encontraram em um dos corredores. A Jacohranger rosa não esperava encontra o colega com um semblante tão triste e tratou de se manifestar.
- Não queremos você triste, Satoshi. Sabe que precisamos uns dos outros, agora mais do que nunca. Só achamos que você passou dos limites hoje.
- Não é por isso que estou assim.
- Então...?
- Você não entenderia, Keiko. Mas obrigado por se preocupar.
- Satoshi, se quer mesmo ser líder, precisa confiar nos seus futuros comandados. Não há nada de errado em se abrir comigo.
O Jacohranger ALPHA assentiu discretamente e pôs-se a procurar alguém acordado pelos corredores próximos. Aparentemente, queria se certificar que todos estavam dormindo. O que iria contar não seria algo tão agradável.
Foram a uma sala próxima à de comando, e bastante afastada dos dormitórios. Poderiam conversar sem medo de serem ouvidos.
- O Príncipe ALPHA mentiu para vocês. Para todos nós, na verdade.
- Como assim, Satoshi? Em que ele mentiu?
- Na teoria, todos os jovens que ele recrutou para treinar eram órfãos. Vocês, eu, todos... Órfãos. Na teoria.
- O que você quer dizer com “na teoria”?
- Não sou órfão. Meus pais estão vivos. Só vim para cá porque o Príncipe ALPHA ameaçou matar meus pais se eu não viesse.
Keiko ficou pasma, sobrancelhas arqueadas, semblante de estupefação. Estava boquiaberta e incrédula. Aquilo era estranho e totalmente inesperado. No entanto, Satoshi, aparentemente não tinha motivos para mentir.
- Como assim? Explique melhor.
Satoshi tomou fôlego antes de prosseguir.
- Quando fomos recrutados, meus pais e eu vivamos bem. Então veio o Príncipe, falando da necessidade se proteger a Terra. Enfim, aquela conversa que você já conhece. Mas meus pais foram contra e não me autorizaram a vir aqui com ele. Então ele os ameaçou.
- Isso é terrível, Satoshi! Como assim ameaçou? O que ele disse que faria com seus pais?
- Ele disse que os mataria se não permitissem que eu viesse. Então eu vim. Vim ouvindo meus pais gritarem da porta de casa que eu devia ser o melhor, ser o líder do nosso grupo. Prometi a mim mesmo que, fosse qual fosse a missão, eu seria o melhor. O mais esforçado, o mais competente, o mais bem-sucedido.
- É por isso que você faz tanta questão de liderar?
- Sim.
- E é por isso que você está lacrimejando?
- Não. Estou triste porque quando vocês me chamaram de “arrogante”, lembrei que meus pais, várias vezes, disseram o mesmo ao meu respeito. Quando ouvi aquilo, lembrei imediatamente deles. E percebi o quanto sinto falta deles. E o quanto estou preocupado com a segurança deles.
- Nós sabemos o que é essa tristeza. Todos aqui são órfãos, não lembra?
- É diferente, Keiko. Vocês são órfãos, sabem que seus pais não voltarão nunca mais. Eu ainda tenho esperanças, pois sei que eles estão lá.
Mais coisas seriam ditas, e a discussão se prolongaria, mas o alarme soou. Em poucos minutos, o Príncipe ALPHA e os demais Jacohrangers já estavam de pé, de frente ao monitor principal, prontos para combater os inimigos.
- É a civilização ALPHA outra vez – disse o monarca – Vão, Jacohrangers.
- Um monstro e vários soldados Gama. Não deve ser difícil – bradou Haruto.
- Tomem cuidado.
- Vamos! – Satoshi gritou.
- ALPHA Change! – todos disseram em uníssono.
E foram para sua segunda batalha.

***

O monstro se chamava Karivan, e tinha o aspecto de robô ou androide. Seu corpo era revestido de uma espécie de metal alienígena, nas mãos ele tinha espadas, nos ombros canhões e nos olhos um brilho vermelho indicando maldade.
Os soldados Gama eram trinta, e logo cercaram os Jacohrangers. Cada um, com sua espada em punho, não teve dificuldades para exterminar os soldados insignificantes. O confronto seguiu com heróis alternando o uso das espadas e das pistolas. Combinando ataques, o grupo parecia encontrar mais rapidamente o ponto fraco de seus inimigos.
Karivan disparava projéteis de seus canhões e luzes de olhos rubros. Os heróis se desviavam, mas a área afetada pelos ataques inimigos ia aumentando. Fatalmente, seriam feridos.
Subitamente, Netsuzon apareceu. O monstro maligno se encolheu de medo, os soldados Gama que ainda agonizavam morreram de terror. Netsuzon tinha um poder palpável – os próprios heróis conseguiam sentir e ficavam assustados com aquilo.
- Vejo que estão aqui novamente, Jacohrangers! – ele disse com profundo desprezo.
- Sim, e sempre estaremos aqui para acabar com suas ambições malignas.
- Não desta vez. O Príncipe não está aqui para explicar alguns s importantes sobre a civilização ALPHA, e eu não tenho paciência. Por isso, vocês morrerão sem saber tais segredos.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS ALPHA:

Os heróis mostram sua força e descobrem fatos impensáveis. Não percam:


EPISÓDIO 04 – AS RESPOSTAS APARECEM

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