Jacohrangers

Jacohrangers

sábado, 31 de janeiro de 2015

EPISÓDIO 11 - ALIADO OU INIMIGO?

EPISÓDIO 11 – ALIADO OU INIMIGO?

仲間か?敵か?

Haruto e Takeshi foram os primeiros a acordar. Os corpos doloridos, o sangue presente em cada músculo, uma ferida aberta em cada membro, em quase cada célula. A lucidez demorou um pouco para voltar, mas só muito depois conseguiram se colocar de pé. Caíram outra vez.
Quando conseguiram se levantar e andar, só viram destroços e mais sangue. Satoshi manquitolava e emprestava seu ombro a Naomi. Ambos iam até onde Keiko era acudida pelo Príncipe ALPHA. Hematomas, cortes e sangramentos por todos os lados.
Tão ou mais grave que aquilo era observar os destroços daquilo que até então tinha sido o ALPHA Oh. O local tinha se tornado um ferro-velho, com centenas de milhares de pequenas peças destruídas espalhadas em todas as direções. Circuitos, fios, cabos, conectores e componentes eletrônicos de todas as naturezas despedaçados e atirados por todos os locais que as vistas alcançavam. O robô gigante dos Jacohrangers ALPHA tinha sido destruído além de qualquer possibilidade de conserto.
Quando os cinco heróis e o Príncipe se colocaram quase que lado a lado, de pé, sem desmaiar mais de fraqueza, tontura ou dor, passaram longos minutos olhando para aquela paisagem. Uma lembrança que para sempre os perturbaria.
A lembrança de uma derrota vergonhosa e incontestável.
- O que acontece agora, Príncipe ALPHA? – Haruto perguntou – O que recomenda que façamos?

***

Um estúdio de TV fora tomado, mas a violência da abordagem tinha sido tamanha que a infraestrutura da emissora acabou destruída. Então, eles invadiram, com mais cautela, a outra rede de televisão de Brazilian Tokyo.
Foram claros: queriam uma transmissão ao vivo preparada para duas horas depois. Durante esse tempo, a programação deveria avisar insistentemente os cidadãos de Brazilian Tokyo de que ocorreria um pronunciamento – e que todos deveriam assistir.
Assim foi feito, e nos minutos que antecediam a transmissão, a cidade respirava medo e apreensão. Comércios fecharam as portas, residências tinham tábuas toscas nas janelas, cadeados nos portões e crianças escondidas debaixo da mesa. Já era possível imaginar o significado de uma força alienígena fazendo uma espécie de pronunciamento.
Até porque, a derrota do ALPHA Oh foi vista, ainda que à distância, por centenas de pessoas. E a informação de que os heróis tinham perdido a batalha acabou se espalhando.
Restavam dez minutos antes de começar a tal transmissão, e aqueles que abriram suas torneiras em casa notaram surpresos não haver mais água. Celulares deixaram de funcionar, a internet caiu. Ainda havia energia elétrica – a transmissão de TV dependia daquilo – mas ficava claro que ela também seria cortada depois que todos ouvissem o que os invasores tinham a dizer.
Então, todos os aparelhos de televisão de Brazilian Tokyo foram ligados na mesma emissora. Os minutos que antecederam a transmissão exibiam barras verticais coloridas – a marca típica de um canal fora do ar. Não havia motivação para que se colocar qualquer programa de entretenimento antes daquilo que parecia ser o anúncio do fim da liberdade do povo da cidade.
Então, a transmissão teve início. Um servo de Netsuzon, alguém que os Jacohrangers não conheciam, se apresentou como sendo um membro de um povo invasor que agora assumia o controle da cidade. Futuramente, de toda a Terra.
Àquela altura, os heróis já estavam em sua base de operações. Cabisbaixos, silenciosos, apreensivos, orgulho ferido, massacrados pelo sentimento de impotência. Só lhes restava aguardar o fim da transmissão para ver até onde iam as exigências do Império ALPHA.
O indivíduo sob os holofotes fez questão de deixar clara qual era a situação atual do povo de Brazilian Tokyo. Água e internet foram cortadas. Os alimentos dos principais mercados e fornecedores tinham sido envenenados. A energia elétrica também seria desligada assim que a transmissão acabasse. Os Jacohrangers ALPHA tinham sido derrotados. O povo da cidade não tinha nenhum poder de defesa, nenhuma possibilidade de reverter o quadro de derrota. Haviam sido conquistados.
E então começaram as exigências revoltantes. O indivíduo explicou que uma nova cidade seria erguida – capital de um novo império que iria reger as vidas deles. Aqueles que se rendessem incondicionalmente e se apresentassem como súditos da nova dinastia teriam água e comida. Os demais não. Quem se recusasse não seria atacado – apenas morreria de inanição. E as fronteiras para as cidades vizinhas estavam bloqueadas, o que impossibilitaria qualquer um de fugir atrás de água ou comida.
Para finalizar, ele deixava claro que os Jacohrangers eram inimigos. Quem os visse deveria atacá-los. Qualquer um que os apoiasse de alguma forma seria sumariamente executado. E quem os perseguisse e conseguisse mata-los ganharia privilégios no império que se erguia.
E a transmissão acabou.

***

O que se viu foi uma mobilização quase que total da população de Brazilian Tokyo rumo à região onde se ergueria a capital do novo império. Ninguém queria ficar sem água ou comida. Não havia opção. Render-se talvez não fosse tão trágico e cruel.
Talvez.
Os monitores dos Jacohrangers ALPHA tinham limitações de alcance. Não puderam mostrar o que houve com as pessoas que chegaram à tal capital do novo império. Mas era bastante óbvio que o que aguardava aquelas milhares de pessoas era a escravidão – algo que já acontecia com algumas centenas de infelizes que já estavam lá há semanas.
- Qual é a opção que nos resta? – Naomi perguntou.
- A única que sempre tivemos – o Príncipe ALPHA foi direto – Derrotá-los. Netsuzon é poderoso, mas não invencível.
- E como vamos vencê-lo sem o ALPHA Oh? – Satoshi perguntou, tentando não ser crítico demais às palavras do Príncipe.
- Descobriremos um jeito.
- Não sei se percebeu – era Takeshi, parecendo um tanto mais irritado que os demais – Mas não temos tempo. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto as pessoas são escravizadas.
- Há algo que precisa ser feito antes, Jacohrangers! – disse o Príncipe ALPHA – Estranho vocês não terem notado, mas temos um problema interno sério que precisa ser resolvido antes que qualquer outra coisa. Do contrário, todos nós morreremos.
- As pessoas inocentes são prioridade – Haruto disse – Dependendo dos maus-tratos que elas receberem, elas também podem morrer.
- E também temos que ir ver qual a situação das pessoas que não se renderam. Elas não têm água, nem comida – Takeshi complementou.
- E quem garante que elas realmente não serão atacadas? – Naomi perguntou.
- Além disso – era Satoshi – Ainda não temos certeza se você é aliado ou inimigo.
- Não tem nada a dizer a seus amigos, Keiko? – o Príncipe ALPHA perguntou.
- Não.
Subitamente, uma explosão.

***

A base de operações dos heróis estava sendo atacada. Uma das paredes da área externa foi demolida, junto com praticamente todos os muros. As entradas principais e secundárias foram descobertas, mesmo ficando no subterrâneo. Já havia fogo em algumas construções que serviam como disfarce.
E vítimas nas proximidades.
Dois monstros, centenas de soldados Gama, todos disparando estranhos raios e destruindo toda a propriedade. Os heróis tiveram que interromper sua discussão e saíram para combater. Ainda estavam feridos, ensanguentados. Ficar de pé já era um desafio considerável. Empunhavam suas espada sem firmeza, a arma de Haruto chegou a cair. E os inimigos se aproximavam com um sorriso destrutivo no rosto.
A gritaria generalizada fez o Príncipe ALPHA perceber algo. Os problemas eram, infelizmente, bem maiores do que os Jacohrangers podiam supor.
- O plano deles – ele gritou aos heróis – era jogar o povo da Terra contra vocês. Mas o pior, Jacohrangers, é que vocês serão traídos muito em breve.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

O povo de Brazilian Tokyo ataca os Jacohrangers, obrigando-os a fugir. Por que o Príncipe ALPHA ataca Keiko de repente? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 12 – POVO DA TERRA VS. JACOHRANGERS!  

sábado, 24 de janeiro de 2015

EPISÓDIO 10 - O ÚLTIMO DIA DO ALPHA OH!

EPISÓDIO 10 – O ÚLTIMO DIA DO ALPHA OH

アルファ王の最期の日

O ALPHA Crush despedaçou e destruiu dois dos quatro monstros. Os demais seguiram disparando à distância, ganhando a companhia de estranhos canhões posicionados em locais estratégicos da cidade que se erguia. Explosões em profusão foram atingindo o ALPHA Oh, que se viu obrigado a recuar algumas dezenas de metros para não ser destruído.
- Há alguns recursos que ainda não usamos – era Haruto – Agora é a hora.
- Parece que andou estudando o ALPHA Oh nas horas vagas, meu nobre – Takeshi disse.
- É sempre bom conhecer o limite das nossas forças.
O ALPHA Oh alterou-se para um novo modo de batalha, com asas, que lhe permitia uma maior variedade de movimentos. Podia planar e golpear com as próprias asas também. Posicionado acima do inimigo, também disparava um raio poderoso de seus pés. As mãos que antes seguravam uma espada davam lugar a garras afiadas. Dos olhos, um tiro de energia que jamais errava seu alvo.
Eram os Jacohrangers ALPHA mostrando que Brazilian Tokyo e toda a Terra não se renderiam.
- Parecem muito confiantes – Netsuzon balançou a cabeça – Idiotas!
Vindas não se sabe de onde, e trazidas aparentemente por um simples estalo de dedos, surgiram dezenas de pequenas naves, colorindo o horizonte com seu verde-escuro opressor. Imediatamente, abriram fogo contra o ALPHA Oh.
O robô dos heróis ainda recuava, quando os dois monstros ainda restantes vieram em direção a eles. E começaram a golpear.
Não foi possível manter-se voando, pois os tiros vinham de todas as direções. Pelo chão, os golpes ferozes dos inimigos eram rápidos demais para serem bloqueados ou aparados. O ALPHA Oh recebeu um grande número de ataques, até ir ao chão.
- Não funcionou – era Naomi, ferida com o impacto da queda do robô.
- Estamos nos esquivando muito e atacando pouco – Haruto disse.
- O problema é que...
E a fala de Takeshi foi interrompida por mais explosões violentas – mesmo caído o ALPHA Oh era alvo de muitos ataques. Levantou-se já mudando para o modo de batalha habitual, disparando o Míssil ALPHA e pulverizando parte das naves que o circundava.
Um dos monstros estocou com suas garras, quase perfurando o robô e atingindo a cabine interna onde os Jacohrangers ficavam. O ALPHA Oh se desvencilhou do ataque inimigo, golpeando com a Espada ALPHA.
- Vamos com o que realmente interessa – Haruto tinha pressa – ALPHA Crush.
O golpe foi efetuado, mas a impressão era que não com toda a força habitual. Um dos monstros caiu destruído, porém a força do golpe teria que ter sido suficiente para acabar com o outro inimigo.
E as naves restantes seguiam disparando, bem como canhões próximos à cidade se erguia.
- Acho que já ficou claro que não podem vencer, não acham? – Netsuzon zombou.
- Se Satoshi e Keiko estivessem aqui, talvez tivéssemos mais estabilidade – Takeshi disse.
- Não podemos depender deles – foi a resposta enfurecida de Haruto.
Tentaram o ALPHA Crush mais uma vez, mas a energia visivelmente tinha acabado. O monstro que restava golpeou o ALPHA Oh, e o segurou de maneira a imobilizá-lo. As naves que infestavam os céus cinzentos posicionaram-se de forma a disparar incessantemente contra o robô indefeso.
- Deste jeito, vamos perder! – Naomi gritou.
- Não me diga o óbvio – Haruto gritou.
As explosões que surgiram vieram de outras direções. Eram o ALPHA Red e a ALPHA Pink disparando com suas pistolas – que se mostravam estranhamente mais poderosas que o normal.

***

As naves foram destroçadas, restando apenas um monstro. Mas, àquela altura, o ALPHA Oh já estava no chão, bastante danificado. ALPHA Green, ALPHA Black e ALPHA Yellow se encontraram muito feridos dentre dele.
Então, Satoshi e Keiko chegaram. Ingressaram no robô, assumindo os controles e tratando de reerguê-lo e de golpear o inimigo.
- Não acabou ainda, miserável! – o ALPHA Red bradou desafiadoramente.
Os outros estavam enfraquecidos demais para perceber, mas era óbvio que Satoshi estava, de alguma forma, imbuindo o poder de seu talismã no robô. Se era realmente aquilo, o talismã tinha um poder incrível, pois logo o ALPHA Oh parecia totalmente em condições de batalhar.
O Raio ALPHA foi disparado com grande intensidade, levando o monstro ao chão, em meio a fortes explosões. Antes que a criatura se levantasse, veio a espada do robô talhando seu corpanzil alienígena. E mais uma rajada do Raio ALPHA.
- Vamos ver quanto tempo ainda aguentará? – Satoshi praticamente rugiu.
Netsuzon, do local que observava, franziu ligeiramente o cenho. Sobrancelhas arqueadas em claro sinal de irritação, abandonou a postura de espectador passivo e decidiu agir. Deixou de lado a supervisão da construção da capital que se erguia, e partiu para a luta.
Através de algum subterfúgio arcano próprio dele, tornou-se gigante, superando a marca de cinquenta metros de altura, alto o bastante para rivalizar com o ALPHA Oh.
- ALPHA Crush! – o robô dos Jacohrangers destruía o último monstro.
- Agora, lutarão comigo – Netsuzon disse.
Todos os Jacohrangers sentiram um calafrio.

***

- Não temos medo de você! – Haruto gritou.
- Calem-se e morram!
O corpo de Netsuzon tinha ganhado aspecto monstruoso, quase que simiesco, abandonando toda a humanidade que aparentava ter em sua forma normal. Seus imensos braços desferiram um soco violento que rachou o Escudo ALPHA. Disparou energia de suas mãos, levando o ALPHA Oh a nocaute.
- Eu lhes disse que deviam recuar! – o Príncipe ALPHA berrou a eles telepaticamente.
- Agora é tarde para lamentações! – Takeshi respondeu gritando.
- Keiko, você sabe o que fazer, não sabe? – Satoshi perguntou.
O ALPHA Red referia-se, naturalmente, ao uso do segundo talismã. Ele tinha imbuído o ALPHA Oh com o poder do primeiro talismã, aquele que lhe pertencia. Esperava que a ALPHA Pink fizesse o mesmo. Aquela parecia ser a única esperança de vitória. Netsuzon era poderoso demais.
- Não sei do que está falando, Satoshi! – foi a resposta da ALPHA Pink – Mas não podemos desistir.
O ALPHA Red se contorceu de ódio em silêncio. Ficava claro o que sua colega pretendia – se é que podia chama-la de colega.
- Hora de acabar com isso. Tenho uma cidade a erguer.
Netsuzon criou uma quantidade de energia absurda e a manipulou em suas garras imensas e sanguinárias. Os Jacohrangers prepararam o ALPHA Crush com a energia que lhes restava. Gritaram uns com os outros, em busca de motivação e coragem. Netsuzon deu um passo à frente, o ALPHA Oh fez o mesmo.
As energias colidiram em uma liberação de energia quase que apocalíptica. A explosão foi gigantesca, felizmente não atingindo nenhuma região povoada de Brazilian Tokyo. A poeira baixou. Foi possível ver o ALPHA Oh completamente destruído, destroçado, danificado além de qualquer possibilidade de reparo.
E os Jacohrangers ALPHA encontravam-se atirados ao chão, destransformados, ensanguentados, desacordados e muito próximos da morte. Foram longos minutos nos quais nenhum deles se mexeu, até que o Príncipe ALPHA surgiu para verificar a gravidade dos ferimentos deles.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DOS JACOHRANGERS:

Um monstro enviado por Netsuzon ameaça destruir Brazilian Tokyo se a cidade não se render. Os Jacohrangers não têm como combater essa ameaça. O Príncipe ALPHA faz revelações que podem mudar tudo. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 11 – ALIADO OU INIMIGO?

sábado, 17 de janeiro de 2015

EPISÓDIO 09 - A DESUNIÃO DOS JACOHRANGERS

EPISÓDIO 09 – A DESUNIÃO DOS JACOHRANGERS

ジャコレンジャーの不統一

- Eu tenho o talismã – Satoshi quase gritou – Tenho o maior poder e vocês vão ter que me obedecer.
Foi alvo de olhares de reprovação de seus amigos. Haruto já tinha o punho preparado para dar socos em seu colega.
- Pelo menos desta vez... – Satoshi insistiu.
- Não! – Takeshi disse.
- Satoshi, eles têm razão – Keiko disse – Se temos opiniões divergentes sobre o que fazer agora, devemos nos separar. Vamos ter muitas chances de lutar juntos de novo – ela sorriu – Você sabe disso.
- Não estou me referindo a isso – o ALPHA Red rebateu – Sei que lutaremos juntos. Mas eu insisto, e não vou dizer de novo. O Príncipe ALPHA não é de confiança. Não é. Acreditem em mim. Por favor.
- Não sabemos se ele é de confiança ou não – Naomi disse. Ela parecia a mais calma entre os cinco – Mas existe muito pouca coisas que realmente sabemos. Uma delas é que precisamos vencer quem está escravizando o povo da nossa cidade. Vou ver o que o Príncipe quer.
E ela partiu.
- Não sei se você é mais confiável que o Príncipe, Satoshi – Haruto disse – Eu realmente não sei. Já que temos um inimigo em comum, lutaremos juntos. Não tenho problemas quanto a isso. Mas só não me venha dizer o que fazer. Nunca! Espero que tenha ficado claro.
- Aonde você vai? – Satoshi notou que ele já saía.
- Atacar Netsuzon. Ficar atento, pois Garagon ainda está vivo e vai atacar de novo mais cedo ou mais tarde. Patrulhar a cidade em busca de possíveis ameaças. Não sei. Só não vou ficar aqui parado. Não importa quem está mentindo e quem está falando a verdade. Vou proteger meu planeta.
- Keiko, o que você vai fazer? – Takeshi perguntou.
- Quero conversar a sós com Satoshi.
- Eu sei que vocês dois têm segredos – Takeshi franziu o cenho – Estamos todos atentos a isso. Não sei ao certo o que vocês estão tramando, mas não vamos ser traídos por vocês.
- Takeshi, isso é absurdo...
- Nós sabemos que vocês conseguiram o primeiro talismã. Mas quando conseguirmos o segundo... Não pensem que estão em vantagem. Estamos atentos a tudo.
E saiu.

***

Os três Jacohrangers ALPHA mal haviam chegado à base para conversar com o Príncipe ALPHA, e já chegava também a informação de que o monstro Garagon, em tamanho gigante, atacando Brazilian Tokyo.
- Este não é um ataque comum – o Príncipe alertou Takeshi, Haruto e Naomi – O primeiro alvo foi uma reserva militar. Parece que o monstro já está indo para outra base localizada em uma cadeia de montanhas próxima.
- Os malditos querem deixar a Terra indefesa – Haruto deu um soco na mesa.
- Vão, Jacohrangers ALPHA! – o Príncipe ordenou.
- Quando voltarmos – Haruto disse – teremos uma conversa séria, Príncipe.
E partiram.
Operaram seus veículos de batalha, tendo os veículos vazios de Satoshi e Keiko sob o controle do modo piloto automático. Já tinha ficado provado que lutar daquela forma não era o ideal, mas aquilo teria que servir. Pelo menos desta vez.
- ALPHA Gattai.
O ALPHA Oh estava pronto e funcional. Garagon cuspiu uma rajada de fogo impressionante – parecia mais poderoso que antes. Um escudo se materializou protegendo o robô. O contra-ataque veio com o Laser ALPHA, que o monstro desviou sem grande esforço.
A batalha corpo-a-corpo começou. Espadas se cruzaram, Garagon aparentemente era capaz de invocar qualquer tipo de arma. Voltou a cuspir fogo, obrigando o ALPHA Oh a recuar. A espada dos heróis foi desviando para longe as labaredas, permitindo uma nova aproximação. Dispararam o Míssil ALPHA, atingindo em cheio o monstro. Antes que se levantasse, os Jacohrangers desferiram mais golpes.
- Hora do golpe final – era Takeshi.
- Eu digo o mesmo – o monstro vociferou.
Ao mesmo tempo em que uma quantidade absurda de energia se acumulava na lâmina da espada do ALHPA Oh, Garagon enchia de fogo sua lâmina. Ambos se posicionaram, prontos para golpear severamente com suas armas.
- ALPHA Crush! – os Jacohrangers gritaram em uníssono.
- Morram! – Garagon também berrou.
Houve uma explosão imensa. O ALPHA Oh intacto, de pé, sem grandes danos. Garagon tinha virado cinzas. Os Jacohrangers tinham vencido, mas não pareciam satisfeitos. Entreolharam-se, tendo em mente algo arriscado.

***
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- Andei pesquisando sobre sua vida, Satoshi – Keiko disse – Parece que tudo que você me contou era mentira.
- Do que está falando? – o brilho no olhar do ALPHA Red perdeu um pouco da intensidade.
- Sobre seus pais.
Satoshi desembainhou sua espada. Parecia que não hesitaria em atacá-la.
- Parece que, ao contrário do que você me disse, foi você mesmo que os matou, não foi? E para fugir das investigações policiais é que você aceitou ser um Jacohranger, não é?
- Eu tenho o talismã – ele a interrompeu – Posso matar você aqui e agora.
- Sim, matar é sua especialidade. Já notei.
- Vai me chantagear? – ele guardou a espada.
- Não. Quero propor um acordo. Algo que será vantajoso para nós dois.
- Você também não parece ser a pessoa mais confiável deste mundo, Keiko? Por que eu confiaria em você?
- Porque eu já encontrei o segundo talismã...

***

- O que estão pretendendo fazer? – o Príncipe ALPHA gritou telepaticamente com todos eles – Ficaram loucos?
Ninguém respondeu. O ALPHA Oh seguiu avançando rumo à cidade que estava sendo construída. Rumo à capital que os inimigos tencionavam construir.
- Idiotas atrevidos! – Netsuzon bradou ao vê-los fazer aquilo – Vamos ver até onde vai sua audácia.
O vilão enviou quatro monstros imensos para interceptá-los. O ALPHA Oh ainda estava a algumas de centenas de metros da gigantesca cidade que se erguia. Mesmo dali, era possível um número assustador e revoltante de pessoas trabalhando em regime de escravidão.
- É agora ou nunca! – Takeshi, o ALPHA Preto.
Os monstros dispararam energia, jatos de ácido e raios de gelo. O ALPHA Oh usou seu escudo para reduzir o impacto, mas acabou ferido. Quando conseguiu se aproximar dos inimigos, uma voz assustadoramente alta ecoou dentro do robô. Era a telepatia do Príncipe ALPHA.
- Recuem imediatamente! Vocês vão morrer deste jeito.
- Não, Príncipe! – Naomi, a ALPHA Yellow respondeu – Iremos até o fim! Até o fim de Netsuzon e suas ambições malignas.
- Exato! – Haruto gritou – Vamos atacar com toda a força de uma vez.
- ALPHA Crush!

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Satoshi e Keiko se unem aos outros heróis, tentando aumentar o poder do ALPHA Oh. Mas o poder dos inimigos é grande demais, e os Jacohrangers não conseguem vencer. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 10 – O ÚLTIMO DIA DO ALPHA OH!