Jacohrangers

Jacohrangers

sábado, 28 de fevereiro de 2015

EPISÓDIO 15 - GATTAI! O ROBÔ GUARDIÃO LENDÁRIO!

EPISÓDIO 15 – GATTAI! O ROBÔ GUARDIÃO LENDÁRIO!

合体! 伝説な保護者ロボ

Satoshi e Keiko fugiam a muito custo, retirando forças sabe-se lá de onde para fugir. O monstro maligno vinha no encalço deles, causando destruição por onde passava. Os dois Jacohrangers sabiam que, se aquilo continuasse, a cidade inteira seria devastada, mas também não podiam simplesmente ficar parados e morrer.
- Isso não pode acabar deste jeito – Satoshi gritou, já sentindo as forças se esvaírem.
De repente, uma visão inesperada e animadora.
Um gigantesco Pégaso dourado reluzindo com grande intensidade era encimado por Takeshi. Ao lado, Um grifo de asas imponentes trazia com ele Haruto, rasgando o vento a uma velocidade assombrosa. Naomi sobrevoava um imponente dragão feito de luz, cujo bater de asas quase provocava um ciclone por onde passa.
O monstro maligno que perseguia os outros dois Jacohrangers parou para fitar os estranhos recém-chegados e pareceu perceber que teria problemas. Posicionou-se para combatê-los. Satoshi e Keiko sorriram aliviados ao ver aquela cena, mesmo não tendo entendido exatamente o que tudo aquilo significava. Puderam ainda ver o Príncipe ALPHA vindo bem atrás, com um semblante de confiança.
- Densetsu Chikyuu Gattai! – os três heróis gritaram quase ao mesmo tempo.
E então começou. O pescoço do Pégaso dobrou-se, fazendo a cabeça da criatura ingressar em seu peito. O grifo encostou atrás dele, de forma a ter a cabeça da ave lendária para substituir à do cavalo voador. As garras do grifo se acoplaram às patas dianteiras do Pégaso, enquanto as patas traseiras do quadrúpede mantiveram-se como pés do robô que surgia.
A bocarra do dragão se abriu, possibilitando que ela se encaixasse na cabeça do grifo, circundando-a e lhe dando um aspecto mais ameaçador. As asas se acoplaram ao corpanzil em formação. A cauda imensa e cortante desprendeu-se do ser mitológico, ganhando aspecto de espada e indo parar nas garras do ser em formação.
- Robô Guardião Lendário, pronto para o combate.
Os três Jacohrangers estavam dentro de sua nova máquina de batalha, uma espécie de organismo vivo formado pela fusão de seres mitológicos que protegiam a Terra desde tempos imemoriais. Satoshi e Keiko observaram, atônitos, aquela fusão das criaturas. Sorriram satisfeitos ao notarem que tinham, novamente, um robô gigante.
A espada do robô já rasgou parte do corpo do inimigo em um rápido movimento, e ao repetir o golpe, já o fez ir ao chão. A criatura levantou-se, disparando fogo e raios diversos, facilmente rechaçados pela lâmina imensa da máquina de batalha dos defensores da justiça.
O ser das trevas chegou a arrancar do chão um prédio abandonado e arremessar contra o Robô Guardião Lendário. Os Jacohrangers simplesmente se esquivaram, embora lamentassem aquela destruição sem sentido. Dentro de sua máquina de batalha mitológica, olharam uns para os outros com a convicção de quem sabia que aquele era o momento.
- Hora do golpe final! – Haruto gritou.
O Robô Guardião Lendário avançou velozmente, espada em punho, e a lâmina ganhou uma coloração rubra, como se envolta em chamas. As formas espectrais do dragão, do Pégaso, e do grifo foram parar na arma, em uma clara demonstração da união dos poderes deles.
- Densetsu Crusher!
Um golpe apenas da espada poderosamente energizada bastou para que o ser das trevas fosse completamente destruído. A fusão dos seres mitológicos se fez, com as criaturas voltando a ser estatuetas de ouro na sequência.
O Príncipe ALPHA se aproximou dos agora reunidos cinco Jacohrangers, mas, ao contrário dos heróis, ele não sorria.
- Vencemos! – Takeshi disse – Não vai ficar feliz com isso?
- Meu pai... O Imperador ALPHA... acabou de chegar à Terra.

***

Mais do que apenas uma nave, o que pousara naquela região desabitada era um complexo de veículos espaciais. Uma esquadra imensa, contando com centenas de pequenos jatos. Uma tripulação de centenas de milhares de seres humanoides desceu, reverentes a uma forma de vida maior e mais ameaçadora.
O Imperador ALPHA.
Era possível notar que ele tinha uma guarda pessoal formada por estranhas formas de vida armaduradas. Quatro guerreiros. Incontáveis pequenos armamentos eram trazidos para o local onde começavam a se abrigar.
Netsuzon, com um sorriso de insatisfação que não conseguia disfarçar, aproximou-se, curvando-se ao seu Imperador e ordenando aos escravos que tinha capturado que auxiliassem no transporte de todo o armamento recém-chegado. Logo, o general e seu monarca ficaram frente a frente.
- Eu o saúdo, meu Imperador.
- Vejo que nossa nova capital ainda não ficou totalmente pronta. E também vi rastros de destruição maior que a necessária nas proximidades. Mudou os planos sem me consultar, Netsuzon?
- Não, meu Imperador. Mas me vi obrigado a recorrer à força para apressar a rendição do povo desta cidade. É fato que algumas vidas se perderam, mas este é um planeta com uma população gigantesca. Há muitos milhões a serem conquistados.
- Quer me parecer que você subestimou os defensores deste planeta, quem quer que sejam eles – o Imperador sorriu em ironia.
Seu filho é um deles, Netsuzon pensou em dizer, mas não podia.
- Tenho pressa, e trouxe comigo os doze Deuses Malditos. Vou lhe dar um prazo, Netsuzon. Derrote os heróis deste mundo em 48 horas. Do contrário, você fará companhia ao povo deste mundo nas imensas senzalas que ergueremos. Fui suficientemente claro?
- Seguramente, meu Imperador. Mas gostaria de saber o que planeja, se é que sou merecedor desta honra.
- Como você mesmo disse, Netsuzon, as vidas neste mundo são incontáveis. Sacrificar algumas não é algo tão desagradável assim. Nós executaremos essas centenas que você escravizou de maneira exemplar, como um alerta do que acontecerá ao resto do mundo caso não se rendam. Você deve dizer aos heróis. Deixar claro que as vidas se perderão se eles não agirem. E então, Netsuzon, você travará a batalha final contra eles. Ninguém do nosso Império intervirá. Você deve, sozinho ou com seus servos, ser capaz de vencê-los. Por isso desafie-os o quanto antes. Faça parecer que as pessoas aprisionadas aqui estão sofrendo. Crie neles o desespero, o sentimento de urgência. Eu quero ver você travar a sua batalha final.
- Farei como ordenou, meu Imperador. Se tenho 48 horas para vencer, usarei parte deste tempo para preparar algumas surpresas. Quero ver aqueles malditos entrando em desespero antes de acabar com eles.
- Faça como preferir. Apenas lembre-se do que está em jogo.
O Imperador trouxe os doze “deuses malditos”. Será que isso significa que não serei mais necessário mesmo que eu vença?, Netsuzon pensava consigo mesmo.

***

Os céus foram tomados pro algo sobrenatural, uma espécie de luz azulada que refletia imagens. Os cidadãos da cidade que ainda estavam livres viram aquilo e se assustaram, mesmo já acostumados aos problemas. Os Jacohrangers não muito longe dali também viram o que acontecia, e não tinham dúvidas. Era uma mensagem de Netsuzon para eles. Ou para todo o povo de Brazilian Tokyo.
- Jacohrangers, estou aqui para desafiá-los para a batalha final. Lembram-se das pessoas que eu capturei? Elas serão executadas! O povo desta cidade será assassinado, como um exemplo ao povo do resto da Terra. Todos saberão que quem não se rende ao Império ALPHA morre. Mas, caso vocês queiram salvar essas vidas miseráveis, eu os desafio a virem à nova cidade que estamos erguendo. Venham e me derrotem, se puderem. Vou dar a vocês doze horas.
A “transmissão” se encerrou, e houve mais pânico. Os heróis se entreolharam. A confiança tinha voltado. O Príncipe ALPHA não sorria.
- Quais são nossas chances de vitória? – Naomi perguntou ao monarca.
- Se Netsuzon lutar sozinho, algo em que não acredito, vocês terão uma batalha equilibrada na qual tudo poderá acontecer. Mas se ele for auxiliado por mais alguém que tenha chegado agora junto com meu pai... A Terra estará condenada.
- Pode acreditar, Príncipe! – era Satoshi – Nós não vamos perder!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os heróis planejam a invasão à capital que está sendo erguida. Netsuzon prepara as “boas-vindas” aos heróis. Os Jacohrangers partem, mas antes conhecem a história dos doze deuses malditos. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 16 – O COMEÇO DA BATALHA FINAL!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

EPISÓDIO 14 - A ESPERANÇA QUE VEM DO CORAÇÃO DA TERRA!

EPISÓDIO 14 – A ESPERANÇA QUE VEM DO CORAÇÃO DA TERRA

地球の中心から来る希望

Àquela altura, já estavam muito longe de Brazilian Tokyo. Nem mais estavam no Brasil. Haruto, Takeshi, Naomi e Príncipe ALPHA corriam em desabalada carreira, após terem esgotado os recursos mágicos do monarca. Procuravam algo que ele se recusava a antecipar de que se tratava.
- Falta muito? – devia ser a décima terceira vez que Takeshi fazia aquela pergunta.
Não havia resposta, apenas suor e muito esforço. Já havia passado tempo suficiente para que a luta de Satoshi e Keiko contra um monstro gigante fosse definida. Quem teria vencido. Se os dois Jacohrangers tivessem sido derrotados, Brazilian Tokyo, naquele momento, já estaria em ruínas.
Mas não havia tempo para pensar naquilo.
- Falta muito? – desta vez foi Haruto, mas novamente não houve resposta.
Mais dez minutos, e o Príncipe ALPHA parou. Era uma espécie de vale. Até onde o olhar alcançava, montanhas imensas, trilhas inóspitas e quase nenhuma vegetação. Silêncio, ausência total de formas de vida, nada belo a ser observado. Chegava a ser deprimente.
- O que exatamente estamos buscando aqui? – foi Naomi a fazer a pergunta.
- O coração encantado da Terra. A fera adormecida. O coração adormecido da Terra. Aquele que representa a alma do planeta. Há muitos nomes. Mas ele é um só. Uma fera sobrenatural que defende o planeta há várias gerações. Alguém tão poderoso que construiu uma reputação que ficou conhecida até no meu planeta. Devemos despertá-lo e fazer com que o poder dele fique com vocês. Do contrário, Netsuzon poderia tentar escravizá-lo.
- Eu nunca ouvi falar de nada disso – era Haruto, incrédulo.
- Os Jacohrangers anteriores a vocês quase o despertaram. Felizmente, isso não aconteceu. Agora, é a vez de vocês, Jacohrangers ALPHA, tentarem. Com o poder dele, vocês teriam condições de fazer frente às ambições de Netsuzon e de todos os outros membros do Império que se aproximam.
- Então, há realmente mais inimigos chegando? – a pergunta de Takeshi era mais para ele mesmo que para os outros.
- Agora, vou lhes explicar como fazer para tentar despertar a fera que representa o coração do planeta Terra.

***

Os dedos do monstro explodiram. A força que os talismãs liberaram foi além do que o inimigo esperava, e Satoshi e Keiko se libertaram. Caíram, mas logo se recompuseram. Espadas em punho, respirações cansadas, armaduras parcialmente danificadas. Energizaram suas armas com o poder dos talismãs e saltaram.
O aço revestido de magia rasgou os joelhos da criatura maligna, que resistiu e manteve-se de pé a muito custo. O contra-ataque foram socos facilmente esquivados, mas fortes o bastante para abrirem crateras nas ruas vazias de Brazilian Tokyo. Os dois Jacohrangers iam se esquivando dos chutes imensos, ao mesmo tempo em que esperavam pela chance de voltarem a agredir o inimigo.
- Melhor não achar que os outros vão voltar tão depressa – Satoshi gritou à sua colega – Vamos ter que vencer sozinhos.
- Concordo! – ela disse, e quase foi atingida por ter se desconcentrado.
- Vamos saltar!
Os dois lançaram-se aos céus tão alto quanto puderam. No ar, por poucos segundos, uniram suas espadas. Do encontro entre as energias dos talismãs surgiu uma quantidade maior de energia. Arremessaram-na contra o monstro e desceram, espadas prontas para talhar e retalhar com a energia restante.
O monstro baforejou fogo para medir forças com o raio poderoso dos Jacohrangers. Houve uma imensa explosão no ar, e ficava claro que o ser das trevas não tinha sido ferido. O ALPHA Red e a ALPHA Pink aproveitaram a distração para rasgar parte da virilha monstruosa do inimigo. A criatura se dobrou, urrando e cuspindo algo azulado que devia ser sangue.
Satoshi e Keiko sacaram suas pistolas e usaram o poder dos talismãs para amplificar o poder dos tiros. Os disparos foram certeiros no rosto do monstro, que foi ao chão.
- É agora! – o ALPHA Red.
Ambos seguraram os talismãs e os apontaram para o adversário caído. Concentraram-se para canalizar toda a energia ofensiva que ainda pudessem usar e miraram no que deveria ser o peito do vilão. Iam efetuar o disparo.
O monstro levantou-se de súbito, urrando um grito de dor e revolta que trazia com ele um jato de fogo colossal. A onda ígnea atingiu os heróis em cheio, arremessando-os longe. Os talismãs caíram de suas mãos, as transformações foram canceladas.
E o monstro seguia de pé.

***

Pelo tamanho, lembrava um dinossauro, embora chama-lo daquela forma seria simplificar. Era, sem dúvidas, uma espécie de fera de aspecto comparável a seres pré-históricos. Cauda longa, chifres, garras mescladas a dedos, corpanzil esguio, olhos rubros, bocarra cheia de presas gigantescas.
Invocado com sucesso, ele era o que passaram a chamar de A Fera adormecida da Terra.
- Eu vos saúdo – a criatura disse com voz surpreendentemente clara – Sois meus libertadores, portanto estou em dívida para com vós. Se forem portadores de desejos justos, terão minha cooperação. Dizei quem sois e o que buscam, e dar-lhes-ei meu veredicto sobre ajudar-vos ou não.
- Somos os Jacohrangers! – Haruto arriscou, após olhar para o Príncipe ALPHA e notar que ele aguardava dos heróis a iniciativa de se manifestarem – Enfrentamos uma ameaça que põe em risco a liberdade do povo da Terra. Não temos, no momento, o poder necessário para vencer essa ameaça. Por isso precisamos de ajuda. De sua ajuda.
- Achais que um povo incapaz de proteger a própria liberdade merece ser livre? Não entendeis que o forte subjugar o fraco é um cânone deste universo?
- O que eu entendo é ser forte não dá a ninguém o direito de oprimir os fracos.
- Estás errado, guerreiro. Os possuidores da verdadeira força podem impor sua vontade aos fracos. Seja na Terra ou em qualquer outro canto deste incomensurável universo.
- O que você entende por verdadeira força? – Naomi se intrometeu.
- Fizestes a pergunta correta, donzela. Folgo em saber que tais questionamentos habitam tua cabeça, posto que é neles que também que residem as respostas que buscais.
- O que é a verdadeira força? – Takeshi perguntou.
- Se viestes buscar o poder para proteger a liberdade, estais certos e errados ao mesmo tempo. Certos, pois tuas motivações nobres lhes dão a força de que precisais. No entanto, igualmente errados, posto que, devias saber que havendo tal força dentro de vós, nada mais é necessário. Tendes dentro de vossos corações tudo que precisais. Tua vinda até aqui foi inútil.
- Então, não irá nos ajudar? – Haruto perguntou.
- Já o fiz. Quereis vencer um império invasor? Precisais de um poder capaz de subjugar um monstro gigantesco? Pois bem, clameis a vossos corações com a sincera certeza que lutais pela causa correta, e vereis o milagre acontecendo.
A fera adormecida da Terra sumiu. Mas os heróis viram uma luz estranha surgir em seus peitos.

***

Haruto contemplava em suas mãos a estatueta de um pequeno grifo. Takeshi possuía um Pégaso. Naomi tinha com ela a miniatura de um dragão. Eram todas de ouro puro, reluzindo incessantemente. O Príncipe ALPHA sorriu em silêncio satisfeito ao ver aquilo.
- É hora de irmos ajudar Satoshi e Keiko! – o monarca disse.
- É mesmo? – Naomi quase gritou de susto – Eu tinha até esquecido deles, acreditam?
- Vamos! – Takeshi gritou – ALPHA Change!
Os três partiram, tendo como companhia um cada vez mais confiante Príncipe ALPHA. Apesar de toda a esperança que os novos poderes traziam, havia uma preocupação com Satoshi e Keiko. Estariam vivos ainda?
Será que os Jacohrangers agora serão capaz de vencer Netsuzon?

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Um novo Gattai surge, devolvendo aos Jacohrangers a esperança de vitória. O Imperador ALPHA chega a Terra, e a estratégia do Império ALPHA muda completamente. Os heróis agora têm um novo desafio. Não percam no próximo sábado.


EPISÓDIO 15 – GATTAI! O ROBÔ GUARDIÃO LENDÁRIO! 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

EPISÓDIO 13 - CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DEVASTAÇÃO!

EPISÓDIO 13 – CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DEVASTAÇÃO

消滅への秒読み

- Ela está viva. E isto precisava ter acontecido. Espero que entendam.
A voz do Príncipe ALPHA era tão fria quanto os arrepios que tinham subido pela espinha dos heróis. Não havia inflexão. Não havia sentimentos. Ele tinha apenas e tão somente dito o que precisava ser dito. As consequências não importavam.
- Você é um miserável! – Satoshi disse, espada em punho, totalmente pronto para lutar – Atacou Keiko porque sabia que ela tem o segundo talismã. Se nós não tivéssemos chegado, você a teria matado, não teria? Para quê? Roubaria o talismã dela? Ou o destruiria? Não quer que tenhamos nossa própria fonte de poder, não é? Quer que sempre dependamos de você e do seu império maldito, não é verdade?
- Jacohrangers, segurem seu amigo Satoshi – o Príncipe disse – Ele não sabe o que está dizendo e pode acabar fazendo alguma bobagem.
- Onde pensa que vai? – o ALPHA Red se dirigiu a seu líder – Você vai lutar comigo – e segurou o braço do Príncipe, que se desvencilhou com violência.
Takeshi fez menção de ir separá-los, mas Haruto o deteve. Naomi apenas respirou fundo. As coisas nunca tinham ficado tão difíceis para os Jacohrangers. Seria aquele o fim? Um confronto entre eles?
A espada do ALPHA Red rasgou o vazio, sequer sendo capaz de ver o movimento do Príncipe. O monarca invasor reapareceu atrás de Satoshi desferindo um violento soco em suas costas. O Jacohranger foi ao chão. Naomi fez menção de ir separá-los, mas Haruto não deixou. Trocaram mais alguns golpes, sempre com o ALPHA Red levando a pior.
- Parem! Não devemos lutar uns contra os outros. Somos todos Jacohrangers!
O Príncipe ALPHA desferiu um soco violento em Satoshi, fazendo-o voar longe.
- O que Naomi disse faz todo o sentido do mundo – o monarca disse – Precisamos pensar no que fazer agora que não temos mais uma base de operações. Ou melhor: pensar em para onde ir.
- O que você precisa é morrer! – o ALPHA Red gritou, lançando-se em uma investida, com a guarda aberta – Morra, Príncipe de merda.
Tudo aconteceu muito rápido. O monarca esquivou-se com velocidade sobre-humana. Golpeou Satoshi com o soco mais forte que qualquer Jacohranger já tinha presenciado. Segurou o ALPHA Red pelo pescoço, visivelmente irritado com tudo aquilo.
- Você é burro, Satoshi? Você é burro ou está se fingindo? Vai querer me jogar contra os outros Jacohrangers até quando? – e desferiu um chute que o atirou longe.
Caminhou calmamente em direção ao corpo caído dele. Os demais Jacohrangers nada faziam, nada diziam. Keiko seguia desmaiada e ferida, mas nenhum deles fez menção de ir acudi-la. Estavam todos atordoados.
- Acha que eu não sei que você queria que os Jacohrangers acreditassem que eu ameacei matar seus pais para que você entrasse no grupo? – o Príncipe gritou, chutando o corpo caído de Satoshi – Acha que eu não percebia que você criava intrigas? Eu posso ler mentes, seu idiota! Cada vez que você me xingava em pensamento, eu notava. Imbecil! – e desferiu mais chutes.
- Que história é essa sobre os pais do Satoshi? – Naomi perguntou se aproximando assustada. Foi ignorada.
- Por que acha que ataquei Keiko, seu burro? Você se acha tão inteligente e não percebeu o óbvio? Não percebeu que ela podia ter usado o poder do segundo talismã e impedido que o ALPHA Oh fosse destruído?
Haruto, Takeshi e Naomi estavam atônitos, sem sequer saber o que perguntas. Muito embora fosse quase certo que o Príncipe não lhes responderia nada. Veio então a frase mais importante.
- Não percebeu que eu ataquei Keiko porque ela estava mentalmente dominada por Netsuzon?

***

Satoshi e Keiko novamente conscientes, ainda que terrivelmente feridos. As explicações tinham sido dadas em clima fúnebre. Apesar dos vários erros cometidos por todos, ninguém se desculpou. Ninguém se lamentou. Não tinham tempo para aquilo.
- O que acontece agora? – Keiko perguntou, sem saber exatamente se o fez querendo uma resposta do Príncipe ALPHA ou do destino.
- A primeira coisa é encontrar um lugar – Takeshi arriscou – Não dá pra ficar ao ar livre, dormir ao relento.
- E também não dá pra viver fugindo das pessoas – Naomi complementou – Ainda mais quando são as pessoas que nós juramos que iriamos proteger.
- Nossa situação não é fácil – Satoshi disse – Mas nós temos o poder de dois talismãs. Se os usarmos ao máximo, talvez, Netsuzon possa ser vencido.
O ALPHA Red disse aquilo olhando para o Príncipe. Esperava dele uma resposta, quem sabe uma confirmação positiva. Algo tipo sim, agora que todos vão lutar juntos, há uma chance de vencerem Netsuzon. Mas não houve resposta.
Subitamente, um barulho de explosões. Viraram-se assustados e viram um monstro gigante. Imenso, com aspecto de ave, atacando Brazilian Tokyo.
- Está atacando os bairros que já se renderam. Uma forma de mostrar que quem se rendeu não tem mais para onde voltar. Que a escravidão será eterna.
- Como sabe disso, Príncipe? – Satoshi questionou.
- É a forma de agir do meu povo. Já conquistamos outros planetas agindo assim. O próximo alvo devem ser as pessoas que ainda não se renderam. Netsuzon não vai se contentar em forçar as pessoas a se renderem privando-as de seus recursos. Vai fazê-lo pelo medo. Ele precisa de mais escravos. E isso só pode significar uma coisa...
- Não importa o que signifique – Takeshi disse – Vamos lutar.
- O que isso significa, Príncipe? – Naomi perguntou.
- Significa que mais membros da Família Imperial ALPHA estão chegando à Terra. Inclusive, meu pai.

***

- Não temos como vencer se não tivermos um robô gigante – Haruto disse.
- Satoshi e Keiko, vocês devem fazer o possível para deter o monstro usando o poder dos talismãs. Haruto, Takeshi e Naomi, vocês virão comigo. Vamos atrás de um novo poder. Vocês disseram que não queriam ser dependentes do poder que vem do meu povo. Pois bem, o poder que buscaremos é um poder oriundo do planeta de vocês.
- Poder oriundo do nosso planeta? – Haruto não entendeu.
- Não temos tempo a perder. Vamos!
Os três partiram com o Príncipe. Satoshi e Keiko correram até onde o Monstro estava.
- ALPHA Change.
Foram necessários poucos minutos. O bairro que estava sendo atacado era residencial, ainda que estivesse totalmente desabitado. Vidas não se perdiam – o prejuízo seria meramente material. Mas, um dia, aquelas famílias voltariam para seus lares. E aqueles lares teriam que ainda estar lá.
- Monstro maldito! Venha nos enfrentar! – o ALPHA Red gritou.
O ser maligno os viu e disparou um ataque de imensas penas de fogo. A criatura era uma espécie de ave colossal capaz de entrar em combustão. Era um milagre a cidade inteira não estar em chamas ainda.
- Hora de usar o poder dos talismãs com força máxima! – a ALPHA Pink gritou.
- Vamos!
Um brilho imenso surgiu, cegando o monstro. Os heróis, mesmo feridos, saltaram, as espadas poderosamente envoltas por uma energia sagrada emitida pelos talismãs. Rasgaram o ombro do monstro, que os repeliu cuspindo fogo. Os dois Jacohrangers se viram obrigados a voltar ao chão, onde foram alvo de mais ataques.
Pareciam mais ágeis, pois puderam se desviar sem problemas. E as explosões seguiam, com o monstro desferindo toda a sorte de ataques, e os dois heróis aguardando o momento correto de atacar novamente.
Em dado momento, Satoshi e Keiko se separaram, atacando cada um por um lado, confundindo o inimigo. As espadas se cravaram no pescoço do monstro, que ainda teve forças para agarrá-los, cada um em uma mão.
- Keiko!!!!!!!!!!!!!!!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A batalha de Satoshi e Keiko se torna desesperadora. O Príncipe ALPHA e os outros encontram uma nova esperança. Talvez agora, os Jacohrangers possam contra-atacar. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 14 – A ESPERANÇA QUE VEM DO CORAÇÃO DA TERRA

sábado, 7 de fevereiro de 2015

EPISÓDIO 12 - POVO DA TERRA VS. JACOHRANGERS

EPISÓDIO 12 – POVO DA TERRA VS. JACOHRANGERS

地球のみんな 対 ジャコレンジャー

A destruição da área externa do quartel-general dos Jacohrangers estava quase consumada. Naturalmente, toda a infraestrutura da base de operações se encontrava no subsolo, mas não havia certezas sobre quanto tempo mais todo aquele lugar resistiria. Os heróis lutavam bravamente, contando inclusive com o auxílio do Príncipe ALPHA.
Os monstros que eles combatiam eram poderosos, porém não eram os únicos inimigos. Havia centenas de soldados Gama, caindo aos poucos, embora continuassem sendo suficientemente numerosos para incomodar. Contudo, o problema principal não era aquele. Havia também humanos. Dezenas.
- Não podemos machucá-los – Satoshi gritou.
- Já sabemos disso – Haruto respondeu.
Um olhar mais atento revelou que aqueles seres humanos não estavam dominados de nenhuma forma pelo Império ALPHA. Eles atacavam os Jacohrangers por vontade própria. Realmente queriam a destruição dos heróis.
- Parem! – Naomi gritou – Por que estão nos atacando? Os inimigos de vocês não somos nós!
- Eles não parecem muito dispostos a conversar – Takeshi gritou.
Os soldados Gama iam caindo, combatidos particularmente por Keiko e Naomi. Satoshi e o Príncipe ALPHA enfrentavam os dois monstros. Takeshi e Haruto tentavam conter a multidão de humanos enfurecidos. Não podiam atacá-los. Só lhes restava resistir.
- Vamos ter que fugir – era o Príncipe ALPHA.
- Nossa base será destruída – gritou Satoshi, no momento em que recebia um ataque violento.
- Ou fazemos isso, ou teremos que machucar essas pessoas. O que você prefere? – o Príncipe também tinha sido severamente golpeado.
- Ele tem razão, Satoshi! – Haruto gritou – Não há nada em nossa base que não possa ser perdido. Já perdemos o ALPHA Oh que era o principal.
Os soldados Gama caíram, mas a multidão enfurecida começou a atirar pedras contra os heróis, que optaram por pular os altos muros, usando de sua agilidade para assim se afastar da aglomeração. Satoshi e o Príncipe ALPHA seguiram lutando com os monstros e recebendo os ataques das pessoas.
O ALPHA Red e o Príncipe também saltaram, abandonando a base à própria sorte. Vendo que não poderiam alcançá-los, as pessoas ingressaram nas dependências do quartel-general. Em poucos minutos, tudo foi depredado. A destruição foi finalizada com o local inteiro sendo incinerado.
- Vamos acabar logo com esses dois! – o ALPHA Green gritou.
Os cinco heróis e seu mestre dispararam e atacaram em uníssono, em uma sequência de golpes bastante violenta. Os seres malignos foram ao chão, levantando-se bastante feridos e ensanguentados. Cuspiram fogo e efetuaram lançamentos de energia destrutiva. Os Jacohrangers rechaçaram as investidas inimigas e se puseram a preparar o golpe final.
- Jacoh Cannon! – Satoshi gritou.
- Espere! – era Takeshi.
- O que foi? – Naomi perguntou.
- Como podemos ter certeza que eles não vão reviver em tamanho gigante depois que os destruirmos? – Takeshi disse – Não temos mais o ALPHA Oh, lembrem-se disso.
- Não se preocupe – era o Príncipe ALPHA – Eu cuido disso.
- Então vamos! – Satoshi gritou – ALPHA Cannon.
Todos dispararam com todas as suas forças. A explosão destruiu instantaneamente os inimigos. Antes que pudessem se reerguer em tamanho imenso, o Príncipe ALPHA fez um gesto com as mãos, liberando uma estranha energia psíquica sobre as cinzas das criaturas. O que quer que fosse aquilo, funcionou.
Antes que os Jacohrangers pudessem pensar no que fazer, viram a multidão ensandecida saindo de sua base já destruída e vindo atacá-los. Quando cogitaram fugir para a outra direção, notaram que havia mais dezenas de pessoas vindo para agredi-los por lá. Não havia como evitar um confronto.
A Terra que eles juraram proteger queria destruí-los.

***

Usando suas grandes agilidades, os heróis foram fazendo o possível para evitar qualquer encontro com a multidão que queria matá-los. Era possível ouvir gritos diversos vindos das pessoas que os perseguiam.
- Por sua culpa, não temos água.
- Vocês são os culpados de não termos mais comida.
- Onde vocês estavam quando aqueles monstros mataram o meu irmão?
- Sumam da nossa cidade!
- Vocês são os culpados de tudo isso.
- Brazilian Tokyo não precisa de vocês.
Os Jacohrangers fugiam sem saber ao certo como lidar com aquilo. Haveria alguma forma de fazer as pessoas entenderem que a culpa por tudo aquilo, definitivamente, não era deles?
- Não há mais tempo a perder – o Príncipe ALPHA disse – Você vem comigo.
E agarrou Keiko, a ALPHA Pink, voando com ela em direção a algum local distante. Os demais não entenderam, mas estavam sendo apedrejados e xingados de tal forma que não havia como se concentrar em qualquer coisa além de se proteger.

***

Os Jacohrangers ALPHA sofreram mais xingamentos e tentaram se afastar. Muita coisa foi ameaçada contra eles, ainda que nada capaz de feri-los. Ao fugirem da turba enfurecida, e ao recordarem que sua base de operações havia sido destruída, chegaram à triste conclusão que passaram as últimas horas tentando evitar...
Não tinham para onde ir.
A capital do novo império ALPHA se ergueria à custa do trabalho escravo da população rendida, e o restante morreria de fome ou sede, não sem antes assassinar os heróis para tentarem não serem eles os assassinados.
- Eu tenho o poder do primeiro talismã – Satoshi disse – Pode não ser o suficiente para vencermos Netsuzon, mas pelo menos é alguma coisa.
- E se ele ficar gigante? – Takeshi perguntou.
- Bem, daí não sei. Mas ele não vai querer destruir a cidade que ele está construindo. Por isso, talvez uma solução fosse enfrentarmos ele lá dentro.
- A Keiko está com o segundo talismã, não está? – Haruto perguntou – Fiquei com essa impressão desde que vocês chegaram para nos ajudar no ALPHA Oh.
- Será por isso que o Príncipe ALPHA a levou para longe...? – Satoshi se perguntou – Será que ele... pretende roubar o talismã dela? Talvez ele não queira que tenhamos outra fonte de poder...
- Satoshi, não temos como ter certeza de nada disso – Naomi falou.
O ALPHA Red saiu em desabalada carreira atrás de onde acreditava que os dois estariam. Aparentemente, ele era capaz de sentir onde Keiko estava pela conexão entre os talismãs. Naomi, Haruto e Takeshi o seguiram.
Em menos de meia hora, em um local suficientemente afastado da cidade onde não seriam perseguidos por nenhuma multidão, Satoshi parou, como se tivesse localizado o Príncipe ALPHA e Keiko. Girou o olhar em várias direções, e acabou correndo em direção a um terreno baldio.
- Miserável.
Lá, os quatro Jacohrangers os encontraram. Keiko estava desmaiada sobre uma poça de sangue – o seu sangue. Príncipe ALPHA tinha um semblante pétreo. Imperscrutável. As mãos sujas de sangue tiravam qualquer dúvida – embora não houvesse nenhuma. Houve uma troca de olhares silenciosa e repleta de ódio.
Keiko parecia não respirar mais.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers lutam contra o Príncipe ALPHA. Netsuzon ameaça matar quem não se render, e lança um ataque à cidade, para apressar a rendição do povo de Brazilian Tokyo. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 13 – CONTAGEM REGRESSIVA PARA A DEVASTAÇÃO!