Jacohrangers

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sábado, 28 de fevereiro de 2015

EPISÓDIO 15 - GATTAI! O ROBÔ GUARDIÃO LENDÁRIO!

EPISÓDIO 15 – GATTAI! O ROBÔ GUARDIÃO LENDÁRIO!

合体! 伝説な保護者ロボ

Satoshi e Keiko fugiam a muito custo, retirando forças sabe-se lá de onde para fugir. O monstro maligno vinha no encalço deles, causando destruição por onde passava. Os dois Jacohrangers sabiam que, se aquilo continuasse, a cidade inteira seria devastada, mas também não podiam simplesmente ficar parados e morrer.
- Isso não pode acabar deste jeito – Satoshi gritou, já sentindo as forças se esvaírem.
De repente, uma visão inesperada e animadora.
Um gigantesco Pégaso dourado reluzindo com grande intensidade era encimado por Takeshi. Ao lado, Um grifo de asas imponentes trazia com ele Haruto, rasgando o vento a uma velocidade assombrosa. Naomi sobrevoava um imponente dragão feito de luz, cujo bater de asas quase provocava um ciclone por onde passa.
O monstro maligno que perseguia os outros dois Jacohrangers parou para fitar os estranhos recém-chegados e pareceu perceber que teria problemas. Posicionou-se para combatê-los. Satoshi e Keiko sorriram aliviados ao ver aquela cena, mesmo não tendo entendido exatamente o que tudo aquilo significava. Puderam ainda ver o Príncipe ALPHA vindo bem atrás, com um semblante de confiança.
- Densetsu Chikyuu Gattai! – os três heróis gritaram quase ao mesmo tempo.
E então começou. O pescoço do Pégaso dobrou-se, fazendo a cabeça da criatura ingressar em seu peito. O grifo encostou atrás dele, de forma a ter a cabeça da ave lendária para substituir à do cavalo voador. As garras do grifo se acoplaram às patas dianteiras do Pégaso, enquanto as patas traseiras do quadrúpede mantiveram-se como pés do robô que surgia.
A bocarra do dragão se abriu, possibilitando que ela se encaixasse na cabeça do grifo, circundando-a e lhe dando um aspecto mais ameaçador. As asas se acoplaram ao corpanzil em formação. A cauda imensa e cortante desprendeu-se do ser mitológico, ganhando aspecto de espada e indo parar nas garras do ser em formação.
- Robô Guardião Lendário, pronto para o combate.
Os três Jacohrangers estavam dentro de sua nova máquina de batalha, uma espécie de organismo vivo formado pela fusão de seres mitológicos que protegiam a Terra desde tempos imemoriais. Satoshi e Keiko observaram, atônitos, aquela fusão das criaturas. Sorriram satisfeitos ao notarem que tinham, novamente, um robô gigante.
A espada do robô já rasgou parte do corpo do inimigo em um rápido movimento, e ao repetir o golpe, já o fez ir ao chão. A criatura levantou-se, disparando fogo e raios diversos, facilmente rechaçados pela lâmina imensa da máquina de batalha dos defensores da justiça.
O ser das trevas chegou a arrancar do chão um prédio abandonado e arremessar contra o Robô Guardião Lendário. Os Jacohrangers simplesmente se esquivaram, embora lamentassem aquela destruição sem sentido. Dentro de sua máquina de batalha mitológica, olharam uns para os outros com a convicção de quem sabia que aquele era o momento.
- Hora do golpe final! – Haruto gritou.
O Robô Guardião Lendário avançou velozmente, espada em punho, e a lâmina ganhou uma coloração rubra, como se envolta em chamas. As formas espectrais do dragão, do Pégaso, e do grifo foram parar na arma, em uma clara demonstração da união dos poderes deles.
- Densetsu Crusher!
Um golpe apenas da espada poderosamente energizada bastou para que o ser das trevas fosse completamente destruído. A fusão dos seres mitológicos se fez, com as criaturas voltando a ser estatuetas de ouro na sequência.
O Príncipe ALPHA se aproximou dos agora reunidos cinco Jacohrangers, mas, ao contrário dos heróis, ele não sorria.
- Vencemos! – Takeshi disse – Não vai ficar feliz com isso?
- Meu pai... O Imperador ALPHA... acabou de chegar à Terra.

***

Mais do que apenas uma nave, o que pousara naquela região desabitada era um complexo de veículos espaciais. Uma esquadra imensa, contando com centenas de pequenos jatos. Uma tripulação de centenas de milhares de seres humanoides desceu, reverentes a uma forma de vida maior e mais ameaçadora.
O Imperador ALPHA.
Era possível notar que ele tinha uma guarda pessoal formada por estranhas formas de vida armaduradas. Quatro guerreiros. Incontáveis pequenos armamentos eram trazidos para o local onde começavam a se abrigar.
Netsuzon, com um sorriso de insatisfação que não conseguia disfarçar, aproximou-se, curvando-se ao seu Imperador e ordenando aos escravos que tinha capturado que auxiliassem no transporte de todo o armamento recém-chegado. Logo, o general e seu monarca ficaram frente a frente.
- Eu o saúdo, meu Imperador.
- Vejo que nossa nova capital ainda não ficou totalmente pronta. E também vi rastros de destruição maior que a necessária nas proximidades. Mudou os planos sem me consultar, Netsuzon?
- Não, meu Imperador. Mas me vi obrigado a recorrer à força para apressar a rendição do povo desta cidade. É fato que algumas vidas se perderam, mas este é um planeta com uma população gigantesca. Há muitos milhões a serem conquistados.
- Quer me parecer que você subestimou os defensores deste planeta, quem quer que sejam eles – o Imperador sorriu em ironia.
Seu filho é um deles, Netsuzon pensou em dizer, mas não podia.
- Tenho pressa, e trouxe comigo os doze Deuses Malditos. Vou lhe dar um prazo, Netsuzon. Derrote os heróis deste mundo em 48 horas. Do contrário, você fará companhia ao povo deste mundo nas imensas senzalas que ergueremos. Fui suficientemente claro?
- Seguramente, meu Imperador. Mas gostaria de saber o que planeja, se é que sou merecedor desta honra.
- Como você mesmo disse, Netsuzon, as vidas neste mundo são incontáveis. Sacrificar algumas não é algo tão desagradável assim. Nós executaremos essas centenas que você escravizou de maneira exemplar, como um alerta do que acontecerá ao resto do mundo caso não se rendam. Você deve dizer aos heróis. Deixar claro que as vidas se perderão se eles não agirem. E então, Netsuzon, você travará a batalha final contra eles. Ninguém do nosso Império intervirá. Você deve, sozinho ou com seus servos, ser capaz de vencê-los. Por isso desafie-os o quanto antes. Faça parecer que as pessoas aprisionadas aqui estão sofrendo. Crie neles o desespero, o sentimento de urgência. Eu quero ver você travar a sua batalha final.
- Farei como ordenou, meu Imperador. Se tenho 48 horas para vencer, usarei parte deste tempo para preparar algumas surpresas. Quero ver aqueles malditos entrando em desespero antes de acabar com eles.
- Faça como preferir. Apenas lembre-se do que está em jogo.
O Imperador trouxe os doze “deuses malditos”. Será que isso significa que não serei mais necessário mesmo que eu vença?, Netsuzon pensava consigo mesmo.

***

Os céus foram tomados pro algo sobrenatural, uma espécie de luz azulada que refletia imagens. Os cidadãos da cidade que ainda estavam livres viram aquilo e se assustaram, mesmo já acostumados aos problemas. Os Jacohrangers não muito longe dali também viram o que acontecia, e não tinham dúvidas. Era uma mensagem de Netsuzon para eles. Ou para todo o povo de Brazilian Tokyo.
- Jacohrangers, estou aqui para desafiá-los para a batalha final. Lembram-se das pessoas que eu capturei? Elas serão executadas! O povo desta cidade será assassinado, como um exemplo ao povo do resto da Terra. Todos saberão que quem não se rende ao Império ALPHA morre. Mas, caso vocês queiram salvar essas vidas miseráveis, eu os desafio a virem à nova cidade que estamos erguendo. Venham e me derrotem, se puderem. Vou dar a vocês doze horas.
A “transmissão” se encerrou, e houve mais pânico. Os heróis se entreolharam. A confiança tinha voltado. O Príncipe ALPHA não sorria.
- Quais são nossas chances de vitória? – Naomi perguntou ao monarca.
- Se Netsuzon lutar sozinho, algo em que não acredito, vocês terão uma batalha equilibrada na qual tudo poderá acontecer. Mas se ele for auxiliado por mais alguém que tenha chegado agora junto com meu pai... A Terra estará condenada.
- Pode acreditar, Príncipe! – era Satoshi – Nós não vamos perder!

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os heróis planejam a invasão à capital que está sendo erguida. Netsuzon prepara as “boas-vindas” aos heróis. Os Jacohrangers partem, mas antes conhecem a história dos doze deuses malditos. Não percam no próximo domingo:


EPISÓDIO 16 – O COMEÇO DA BATALHA FINAL!

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